Saúde

País vacina só 48% dos idosos acima de 90 enquanto imuniza 142 mil entre os menos prioritários

Em meio à escassez de doses da vacina contra a covid-19, o Brasil ainda não conseguiu vacinar nem metade de seus idosos acima de 90 anos, mas já tem registro de ao menos 142 mil pessoas de grupos menos prioritários imunizadas, como 119,6 mil idosos com menos de 75 anos, grupo ainda não contemplado na atual fase da campanha, segundo diretrizes federais e estaduais.

Levantamento feito pelo Estadão a partir de dados do Ministério da Saúde disponibilizados pela plataforma Brasil.IO indica que somente 48,8% dos brasileiros com 90 anos ou mais conseguiram receber a imunização até agora. O grupo é o primeiro na lista de prioridades do governo federal por faixa etária, mas só teve 436,6 mil vacinados entre os 893,8 mil previstos.

Ao mesmo tempo, o sistema federal registra a vacinação de 29,7 mil pessoas de 70 a 74 anos, 36,1 mil entre 65 a 69 anos e 53,7 mil na faixa etária dos 60 a 64 anos que, embora façam parte de grupos prioritários, ainda não poderiam estar contempladas na atual fase da campanha. Os números já excluem os idosos de menos de 75 anos do Amazonas e de outros Estados do Norte que tiveram autorização excepcional para vacinar essa faixa etária por causa da situação epidemiológica preocupante.

Os dados do ministério apontam outros problemas na priorização dos vacinados no País. Há entre os já imunizados 11,9 mil doentes crônicos com menos de 60 anos, 3,9 mil agentes das forças de segurança, 1,9 mil trabalhadores da educação e 387 militares. Os quatro grupos também deveriam ser vacinados só em etapas futuras da campanha.

Especialistas apontam que, diante dos números, é preciso investigar se há ‘fura-filas’ nesses registros, mas apontam também outras razões que podem explicar o cenário, como a falta de padronização dos critérios de vacinação entre diferentes municípios, necessidade de utilizar doses de um frasco já aberto em idosos mais jovens para não haver descarte e até erros de preenchimento no sistema.

Eles ressaltam, no entanto, que o objetivo maior da vacinação nesta fase – evitar hospitalizações e mortes – pode ser prejudicado com a baixa cobertura entre os mais vulneráveis. “É claro que a gente quer que todo mundo seja vacinado e a vacina chegue aos 60 e 70 anos, mas, diante do número limitado de doses, precisamos ter prioridades. Quanto mais idoso, maior a chance de morrer de covid, por isso o esforço deve ser nos mais velhos”, afirma Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Alessandro Chagas explica que o órgão tem orientado os secretários a seguir as diretrizes do ministério de priorizar os mais vulneráveis. “O município tem autonomia para elaborar suas estratégias e pode até ampliar o público com alguma justificativa epidemiológica, mas a diretriz geral é da União. Se tem município em que a vacinação está chegando nos menos idosos, eles já deveriam estar com uma alta cobertura entre os mais idosos”, afirma.

Para a infectologista Ana Luiza Gibertoni, falta uma estratégia na definição de grupos prioritários e na distribuição das vacinas. “Falta conhecimento epidemiológico para desenhar uma estratégia que maximize o impacto da vacinação sobre a população. Dessa forma que está sendo feita, o impacto é mínimo”, diz.

Ela fala que o Brasil tem profissionais capacitados para articular essa estratégia, mas que eles “não estão dentro do governo”. “Falta uma liderança nacional, com voz, respeitada na sociedade e na comunidade científica para conduzir o plano nacional de imunização”. Uma forma de aumentar esse impacto é respeitar a ordem de vacinação. “Não dá para pulverizar a vacina entre todos os grupos prioritários, é preciso seguir a ordem. Mesmo se a pessoa tiver comorbidades, se ela for jovem deve esperar”.

Para a epidemiologista Carla Domingues, que foi coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) entre 2011 e 2019, a escassez de doses, as falhas na distribuição e a falta de uma comunicação mais assertiva do ministério são os responsáveis pelas distorções na priorização dos vacinados.

“Não dá para dizer que os municípios que estão ampliando o público estão errados. Falta uma coordenação nacional. Fica essa distribuição de doses a conta-gotas. Às vezes um município tem poucos idosos de mais de 90 anos e precisa usar as doses do frasco aberto em até seis horas. É muito difícil de operacionalizar dessa forma”, diz.

Carla e Isabella opinam que a baixa cobertura no grupo de 90 anos ou mais pode estar relacionada à dificuldade de acesso desses idosos aos postos de saúde e à complexidade das vacinações domiciliares. “Neste grupo estão os idosos com mais dificuldade de mobilidade, que dependem mais da família. Acho que é um problema principalmente de acesso, porque eles precisam esperar a vacinação domiciliar”, diz Isabella.

Critérios para vacinação de trabalhadores da saúde variam entre cidades

Entre as categorias prioritárias para vacinação, a dos trabalhadores de saúde é a que gera mais divergência entre os municípios. Enquanto alguns oferecem vacina para todos os profissionais da área, outros restringem os imunizantes àqueles que atuam em hospitais, unidades de pronto atendimento ou na atenção primária. O plano nacional de imunização dá brecha às diferentes interpretações.

O levantamento feito pelo Estadão mostra que 3,3 milhões de trabalhadores da área já receberam ao menos uma dose da vacina. As equipes de apoio, como recepcionistas, funcionários da limpeza e porteiros, estão incluídas nos números. O PNI previa imunizar 4,9 milhões deles até a etapa atual.

Apesar de a cobertura vacinal estar em 67% do esperado, especialistas questionam a prioridade dada a algumas categorias e a falta de detalhamento do plano. Os dados mostram que já foram vacinados, por exemplo, 6.979 médicos veterinários e 769 auxiliares de veterinário. Embora eles não atendam pessoas potencialmente infectadas, as categorias foram incluídas no PNI como trabalhadores de saúde e, portanto, estão no grupo prioritário.

O plano não explica em detalhes como deve ser a prioridade dentro das categorias. A infectologista Ana Luiza Gibertoni fala que isso abre espaço para que cada município interprete-o de maneira diferente na hora de operacionalizar a campanha de vacinação. “Você precisa proteger a força de trabalho e vacinar os profissionais que trabalham com o público, que estão expostos à doença. Os demais devem esperar”, aconselha.

A médica trabalha no sistema nacional de saúde do Reino Unido e conta que no país os profissionais foram convocados nominalmente para a vacinação. Num cenário de escassez de vacinas como o brasileiro, isso seria o ideal. “Não dá para pedir que as pessoas se apresentem voluntariamente para a vacinação. Deve haver um convite pessoal e tem de estar muito claro por que o profissional está sendo imunizado”, fala.

As principais categorias de vacinados entre os trabalhadores de saúde são técnicos de enfermagem (370 mil), enfermeiros (180 mil) e médicos (172 mil). A maioria desses profissionais, no entanto, não estão classificados em subcategorias no sistema. Mais de 1,8 milhão de registros estão descritos como “outros”, o que dificulta o controle sobre a distribuição das doses.

Só em São Paulo há 1,1 milhão de trabalhadores de saúde sem subcategoria. Não é possível dizer, pelos dados do Ministério da Saúde, quantos médicos, enfermeiros ou veterinários foram vacinados no Estado.

Em nota, o Estado alega que o PNI não prevê a subcategorização dos profissionais de saúde e que “em nenhum momento pontuou a necessidade deste tipo de segmentação em campanhas”. O governo disse também que na plataforma estadual Vacivida é possível acompanhar a segmentação dos grupos prioritários, mas não soube informar à reportagem quantos profissionais foram imunizados em cada subcategoria.

Na categoria de idosos, 9 mil vacinados com menos de 60 anos
O levantamento feito pelo Estadão mostra ainda problemas no registro de vacinados que podem indicar até fraudes. No grupo categorizado como idosos, a reportagem encontrou 9 mil registros de imunizados com menos de 60 anos, segundo análise feita segundo a data de nascimento e a idade informada.

Há até registros de vacinados menores de idade – grupo que não pode receber a vacina por falta de testes clínicos nessa faixa etária. São 94 pessoas com menos de 18 anos classificadas no grupo dos idosos. Em outras categorias, como trabalhadores da saúde e indígenas, a inconsistência também aparece, totalizando 2,4 mil pessoas com 17 anos ou menos vacinadas.

Outro problema é a falta de categorização de parte dos vacinados. Há 118 mil imunizados que não foram incluídos em nenhum grupo prioritário no sistema, o que dificulta o controle sobre a administração devida das doses aos mais vulneráveis e favorece até possíveis desvios para indivíduos de fora dos grupos.

Responsabilidade de cumprir critérios é dos Estados e municípios, diz ministério
Questionado sobre a baixa cobertura da vacinação entre idosos com 90 anos ou mais, o Ministério da Saúde afirmou que repassou aos Estados doses suficientes para a cobertura de 100% desse público, mas ressaltou que as unidades da federação são responsáveis pela organização do cronograma de distribuição aos municípios, que por sua vez devem “seguir e obedecer o cronograma do PNI e, em caso de baixa cobertura, fazer busca ativa dos grupos estabelecidos como prioritários que estão abaixo da meta”.

A pasta disse ainda ter enviado ofício no dia 8 de fevereiro aos Estados e municípios alertando que não seguir a ordem priorizada pelo programa poderia “acarretar na falta de vacinas para os grupos de maior risco de adoecimento e óbito pela covid-19”. Orientações referentes para cada etapa, diz o ministério, são realizadas por meio de informes técnicos, com as definições referentes aos grupos que deverão ser atendidos com o quantitativo de doses enviado por etapa.

Sobre a vacinação de faixas etárias não preconizadas pelo Ministério da Saúde, como menores de 60 anos sem comorbidades, a pasta disse que cabe aos municípios e Distrito Federal, responsáveis pela vacinação, a responsabilidade por estes casos, uma vez que repassa informações que “deixam claro o público-alvo a ser vacinado”.

Sobre as falhas no sistema de registro de vacinação, o órgão afirmou que está “trabalhando incansavelmente para identificar e mitigar possíveis problemas relacionados ao funcionamento do sistema de registro de doses aplicadas e suas inconsistências”. A pasta disse que o modelo atual, de registro nominal, é uma inovação e está sendo monitorado.

“As inconsistências, que podem ser identificadas pelas diversas instâncias envolvidas na vacinação, são discutidas com o DataSUS, no que diz respeito a possibilidades de erros de sistemas, e também são repassadas aos municípios para a verificação de possíveis erros de registros”, afirmou o ministério. A pasta disse que a verificação demanda tempo, mas que já está trabalhando para solucionar possíveis inconsistências.

“Cabe ressaltar que São Paulo, Rio Grande do Norte e 70 municípios utilizam um sistema de registro de aplicação de doses diferente do Ministério da Saúde. Isso corrobora para possíveis inconsistências, como duplicidade de registros, que também são solucionadas pelo DataSUS”.

ESTADÃO

Opinião dos leitores

  1. A coordenação para a aplicação das vacinas pertence aos estados e municípios. E os que furaram fila não o fizeram com a ordem do ministério da saúde. Vamos deixas de falar asneiras.

  2. Ministro da saúde, general do exercito(decepção). disse que tinha vacinado quase todos os idosos acima de 90?

  3. SERA QUE AINDA TEREMOS OS INSENSATOS QUE ACREDITAM NO GOVERNO DESSE MOSTRO …
    FORA BOLSONARO E SUA TRUPE DE MARGINAIS
    ASSASSINOS

    1. 57 milhões votaram nesse incapaz, por desapontamento com a esquerda. Mas esse número já caiu muuuuuito. Eu mesma votei e na próxima eleição voto em qualquer outro adversário.
      #Bolsonaro nunca mais.

  4. Soma-se a este fato, os fura filas e a turma da saúde que não está na linha de frente. País de povo hipócrita e egoísta, nunca seremos uma Nação digna.

  5. O Brasil está muito bem com relação à vacinação. Em termos de velocidade de vacinação, só está perdendo para EUA e China. A ação do governo federal é exemplo para o mundo mas, a desinformação da grande mídia militante continua firme, tentando prejudicar o governo. Falta do dinheiro público, que deixaram de "mamar".

    1. Você não se cansa de falar merda não?
      Direita honesta é meus zovo

    2. Só se for velocidade na hora da aplicação.
      Falta 97% da população.
      Aliás, DIREITA Honesta não existe…

    3. Sério? Se o Brasil eh um dos mais rápidos em vacinar (coisa impossível até pq o MINTOmaníaco adiou o quanto pode comprar vacinas o que causou a nossa atual situação de caos), como não está nem entre os 30 países que mais vacinou à população em termos relativos? Sua narrativa não se sustenta nos números!

    4. ZéGado reclamando que os outros falam Merda? Kkkkkkk, tem espelho em casa não, animal de chifres?

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Judiciário

[VÍDEO] Nunes Marques assume TSE e promete “eleições limpas e transparentes”

Imagens: Divulgação/TSE

O ministro Kassio Nunes Marques assumiu, na noite desta terça-feira (12), a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e afirmou que o foco da nova gestão será garantir “eleições limpas e transparentes” no processo eleitoral de 2026. O ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência da Corte.

Nunes Marques destacou que a principal missão do TSE será organizar, orientar e fiscalizar as eleições, com atenção especial à integridade do processo e à segurança das urnas eletrônicas.

“É essencial que o TSE cumpra com sua missão constitucional de organizar, orientar e fiscalizar as eleições para que sejam eleições limpas e transparentes”, afirmou durante a cerimônia de posse.

O ministro também citou desafios que devem marcar o pleito de 2026, especialmente o uso de inteligência artificial e o avanço da desinformação nas redes sociais, temas que, segundo ele, exigirão atuação reforçada da Justiça Eleitoral.

A cerimônia de posse contou com a presença do presidente Lula (PT), do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e dos presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB) e do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e de diversas autoridades dos Três Poderes.

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Política

RECORDE: Oposição protocola 52º pedido de impeachment contra Moraes no Senado

Foto: Reprodução

Parlamentares da oposição protocolaram o 52º pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, nesta terça-feira (12). O pedido agora depende de análise do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A ofensiva é uma resposta direta à decisão monocrática de Moraes que travou a Lei da Dosimetria, norma aprovada pelo Congresso que poderia reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Para os parlamentares, o ministro “usurpou” a competência do Legislativo e do próprio plenário do Supremo.

O novo pedido, liderado pelo deputado Cabo Gilberto (PL-PB), acusa Moraes de crime de responsabilidade. O argumento central é que o ministro não poderia, sozinho, neutralizar uma lei federal regularmente aprovada e promulgada. Segundo a denúncia, a conduta é “incompatível com os limites constitucionais” e revela uma extrapolação de poder.

Os números impressionam: este é o 34º pedido de afastamento contra Moraes apenas durante o governo Lula (PT). No total, o magistrado já acumula 52 denúncias desde 2021.

A decisão de Moraes que gerou a revolta suspendeu a aplicação da lei que beneficiava os presos do 8 de janeiro até que o plenário do STF dê a palavra final. A oposição alega que o ministro criou um “expediente anômalo” para impedir que a nova legislação surta efeito imediato.

 

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Geral

ERRATA: Mossoró Cidade Junina de 2026 está confirmado, com programação entre os dias 6 e 27 de junho

Foto: Divulgação

O Blog do BG errou ao publicar que o Mossoró Cidade Junina de 2026 corria risco de não acontecer. O que pode não ocorrer é o camarote “Polo Estação das Artes”, não o evento, que está confirmado com programação prevista entre os dias 6 e 27 de junho e abertura com o tradicional “Pingo da Mei Dia” no Corredor Cultural.

A Prefeitura de Mossoró informou que a segunda licitação do camarote “segue seu trâmite normal”, com sessão marcada para a próxima quinta-feira (14). O Blog do BG pede desculpas aos leitores pelo equívoco.

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Economia

URGENTE: Lula anuncia o fim da “taxa das blusinhas”

Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil

O presidente Lula (PT) anunciou nesta terça-feira (12) o fim da chamada “taxa das blusinhas”, que incide sobre compras internacionais de até US$ 50 no Brasil. Lula assinou uma Medida Provisória para zerar o imposto federal da taxa e, segundo o governo, prevê a retirada da cobrança de 20% sobre essas importações.

A medida, que começa a valer imediatamente, impacta diretamente consumidores que usam plataformas estrangeiras para aquisição de produtos de baixo custo.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto e confirmado por integrantes da equipe econômica, conforme informações da Jovem Pan. A decisão também é vista como um movimento político em meio ao avanço da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas.

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Judiciário

Moraes vai decidir se Bolsonaro pode receber cabeleireiro em casa

Foto: Reprodução

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao STF autorização para receber um cabeleireiro em casa. Ele cumpre prisão domiciliar em Brasília. O pedido foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, com solicitação para o dia 14 de maio de 2026, às 20h.

A defesa fez o pedido nesta terça-feira (12), com o objetivo de permitir a entrada do cabeleireiro na residência. Segundo os advogados, o horário foi escolhido porque o profissional trabalha durante o dia. Por isso, o atendimento seria à noite.

O caso agora aguarda análise de Moraes, responsável pelas decisões relacionadas às medidas impostas ao ex-presidente no âmbito dos processos em curso no STF. Não há prazo definido para decisão.

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Política

Eriko Jácome recebe apoio de três vereadores de Natal para deputado estadual

Foto: Divulgação

Três vereadores de Natal oficializaram apoio à pré-candidatura de Eriko Jácome a deputado estadual. A adesão foi anunciada pelos parlamentares Preto Aquino, Luciano Nascimento e João Batista Torres, ampliando a base de articulação política em torno do nome do pré-candidato na capital e na região metropolitana.

A manifestação de apoio reforça a articulação política em torno do nome de Eriko na capital potiguar. Os três vereadores são reconhecidos por sua atuação em diferentes bairros da cidade, com presença em pautas locais e ações voltadas às comunidades que representam.

Em declaração, Eriko Jácome destacou a relevância do apoio recebido: “Recebo com muita responsabilidade o apoio de vereadores que são referência em suas regiões, que conhecem de perto as necessidades da população e desenvolvem um trabalho importante nos bairros. Esse diálogo fortalece nosso compromisso com Natal e com toda a Grande Natal”, afirmou.

Além disso, Eriko Jácome tem consolidado alianças relevantes em Natal. O movimento inclui o apoio político da pré-candidata a deputada federal Nina Souza, ampliando a estratégia eleitoral de ambos e fortalecendo a casadinha em toda a Grande Natal.

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Judiciário

Vídeo revolta o RN e MP investiga denúncia de racismo contra menino em Mossoró

Foto: Reprodução

O Ministério Público do RN anunciou a abertura de uma “Notícia de Fato” para investigar denúncias de racismo envolvendo adolescentes em Mossoró. O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos que mostram um menino vendendo paçocas em um semáforo sendo humilhado por ocupantes de um carro no bairro Nova Betânia.

Segundo nota oficial do MPRN, a apuração do possível ato infracional ou crime de racismo ficará sob responsabilidade da 10ª Promotoria de Justiça de Mossoró. O órgão informou que requisitou à Delegacia Especializada de Atendimento ao Adolescente Infrator (DEA) a instauração de investigação para identificar os envolvidos.

Além da investigação criminal, a 12ª Promotoria de Justiça deverá atuar na rede de proteção à criança e ao adolescente após surgirem relatos de vulnerabilidade social e possível trabalho infantil. O caso segue sob sigilo por envolver possivelmente menores de idade.

A repercussão aumentou após áudios atribuídos ao adolescente circularem nas redes sociais. Nos relatos, o garoto afirma que ele e outro jovem teriam sido colocados dentro da mala de um carro pelos suspeitos.

Segundo o áudio, um dos ocupantes estaria armado com uma faca. O adolescente relata ainda que foi deixado no bairro Santo Antônio.

O caso provocou forte reação popular em Mossoró. Motoboys realizaram um protesto na tarde desta terça (12), saindo do local onde o menino teria sofrido as humilhações e seguindo até um condomínio de alto padrão da cidade. Equipes da PM acompanharam o ato.

O vídeo que mostra as paçocas sendo derrubadas no chão viralizou nas redes sociais e ampliou a pressão por investigação e responsabilização dos envolvidos. O garoto trabalhava vendendo os produtos para ajudar a família.

Veja:

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Polícia

[VÍDEO] Suspeitos de golpe “chupa-cabra” em caixas eletrônicos são presos no RN e na PB

Imagens: Divulgação/PCRN

Dois homens suspeitos de aplicar o golpe “chupa-cabra” em caixas eletrônicos foram presos nesta terça-feira (12) durante a “Operação Parasitas”, da Polícia Civil, em ações no RN e na Paraíba. O grupo usava dispositivos para reter cartões bancários e realizar fraudes financeiras contra clientes de agências bancárias.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão em Parnamirim (RN) e Guarabira (PB). A ação contou com apoio da Polícia Civil da Paraíba e das polícias penais dos dois estados.

De acordo com a PC, os suspeitos, de 48 e 44 anos, são investigados por estelionato, furto mediante fraude, supressão de documento e associação criminosa. Um deles também foi autuado em flagrante pelos crimes de receptação e supressão de documento público.

Segundo a investigação, o grupo instalava dispositivos chamados “chupa-cabra” nos caixas eletrônicos, para prender cartões das vítimas. Depois, os suspeitos ofereciam ajuda aos clientes e faziam a troca dos cartões sem que as vítimas percebessem.

Foram apreendidos aparelhos eletrônicos, cartões bancários, uma motocicleta de alta cilindrada e materiais de interesse para a investigação.

A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a delegacia e reforça que denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque Denúncia 181.

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Geral

Prefeitura de Ceará-Mirim amplia em 50% as vagas da Casa Azul e reforça apoio às famílias atípicas

A Prefeitura de Ceará-Mirim anunciou oficialmente a ampliação de 50% das vagas da Casa Azul, serviço especializado voltado ao acolhimento e acompanhamento de pessoas atípicas, especialmente pessoas com autismo. A iniciativa representa mais um importante avanço da gestão municipal nas políticas de inclusão, cuidado e fortalecimento das famílias atípicas do município.

Com a ampliação, a Casa Azul passa a atender ainda mais crianças, jovens e adultos, garantindo mais acesso ao acompanhamento especializado e fortalecendo a rede municipal de acolhimento e cuidado.

O crescimento do serviço chama atenção por acontecer em menos de um ano de funcionamento, demonstrando o compromisso da gestão municipal em ampliar, de forma rápida e responsável, o atendimento às famílias que necessitam desse suporte especializado.

A Casa Azul oferece atendimentos transdisciplinares nas áreas de psicologia, nutrição terapêutica, psicopedagogia e psicomotricidade, além de intervenções individualizadas baseadas na Análise do Comportamento Aplicada (ABA), metodologia reconhecida mundialmente no acompanhamento de pessoas com autismo.

Outro diferencial do serviço é o fortalecimento do vínculo com as famílias através do projeto Cuidar Azul, que promove acolhimento, orientação, palestras, oficinas, capacitações e apoio emocional para mães, pais e cuidadores.

“A Casa Azul nasceu para acolher, cuidar e transformar vidas. E hoje damos mais um passo importante ao ampliar em 50% a capacidade de atendimento em menos de um ano de funcionamento. Isso mostra o compromisso da nossa gestão com as famílias atípicas de Ceará-Mirim. Seguimos trabalhando para garantir mais acesso, mais acolhimento e mais oportunidades para quem precisa desse acompanhamento especializado”, destacou o prefeito Antônio Henrique.

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Geral

Federação de advogados defende fim do inquérito das fake news e Código de Conduta para o STF

Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO

A Federação Nacional dos Institutos de Advogados (Fenia) divulgou nesta terça-feira, 12, uma nota pública em que defende a criação de um Código de Conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em evidência por conta das relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, e o fim do inquérito das fake news.

A organização demonstrou preocupação com acontecimentos recentes que “têm corroído a confiança que a sociedade deposita em seu sistema de Justiça”. E afirma que não é possível pensar em uma reforma do Judiciário sem que esses dois pontos sejam abordados.

“Hoje, qualquer proposta de discussão sobre o Judiciário precisa necessariamente enfrentar questões vitais, dentre elas o Código de Conduta para o STF, o encerramento do inquérito das fake news e critérios claros para o uso de IA no processo decisório”, disse à Coluna do Estadão o presidente da Fenia, Flávio Buonaduce Borges.

O inquérito das fake news é uma investigação sigilosa aberta sob a justificativa de apurar ataques contra o STF e seus integrantes e ameaças à independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito.

Ele completou sete anos em março e, como mostrou o Estadão, tem funcionado como um instrumento do Supremo para se proteger e reagir a investidas externas.

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