Cedida
Trabalhadores e estudantes da UERN ,em Mossoró, tiveram “uma surpresa” nessa quarta-feira (30), por causa de uma parada promovida pela Aduern, que é a entidade sindical representativa dos professores da instituição. Segundo informações repassadas ao Blog do BG, o protesto da categoria impediu o funcionamento da instituição.
Alguns professores e técnicos foram hoje pela manhã ao Campus para exercer suas atividades e foram impedidos de entrar. Então os servidores foram obrigados a entrar por trás da Universidade. Alunos que vieram de outros municípios também foram impedidos de entrar na UERN. Até mesmo a entrada do restaurante popular, que funciona no Campus, foi bloqueada.

Os servidores reivindicam alterar o plano de cargos, carreiras e remuneração elaborado, pela própria ADUERN e aprovado pela categoria em assembleia.
Ano passado a Uern conquistou a autonomia financeira e com isso passou a receber um duodécimo para manter folha de pagamento, custeio e investimento.
Com a garantia de recursos, a UERN passou a ter também os planos de cargos dos servidores docentes e técnicos.
O plano dos técnicos já foi implantado em sua totalidade. O dos professores ainda não, pois, devido ao impacto financeiro, foi necessário fazer o escalonamento em 4 tabelas. A primeira já foi implantada e a segunda está prevista para 2023.
O problema é que os professores não aceitam o que está previsto no plano elaborado que é um percentual de 5%. A contra-proposta deles é de 80%, em 3 anos, sendo 15% no próximo ano.
Reitoria da UERN
“O ano de 2022 trouxe conquistas importantes para a UERN. Estamos prestes a completar o primeiro ano da nossa sonha autonomia financeira. Com os benefícios do planejamento estratégico e financeiro, conseguimos antecipar o décimo terceiro salário dos servidores ativos para esta quarta-feira (30), juntamente com a folha de novembro”, explicou Cecília Maia, reitora da UERN.
Em Março desse ano conseguimos a aprovação do plano de cargos das categorias docentes e técnicos administrativos e estamos realizando estudo de impacto financeiro, visando a possibilidade de antecipar, de forma parcial ou total, do plano dos docentes que originalmente estava previsto o escalonamento para ser concluído até 2025. Sempre destacamos que os planos apresentados não corrigiam todas as perdas salariais que aconteceram ao longo de mais de uma década. Mas é o começo para realinhar o que é justo e merecido, aos servidores que tanto trabalham para em prol da educação pública qualidade.”, concluiu a reitora.
O Conselho Universitário dos Estudantes também se pronunciou sobre o assunto, por meio de uma nota.
Veja:
NOTA À COMUNIDADE ACADÊMICA
Representação do CONSUNI-UERN, 30 de novembro de 2022.
Hoje, quarta-feira, 30 de novembro, fomos surpreendidos com o bloqueio da entrada do Campus Central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em virtude de um movimento da ADUERN, que reivindica aumento salarial da ordem de 80%, escalonado anualmente, demandando o reajuste de 15% na remuneração dos professores já para o ano de 2023.
Primeiramente, é importante frisar que nós somos a favor da valorização salarial e das condições de trabalho dos servidores da UERN, sendo professores ou técnicos. É uma luta histórica, que merece o nosso apoio.
Entretanto, não podemos deixar de manifestar toda a nossa preocupação diante de um cenário de paralisação que prejudica vários alunos, sobretudo os que vêm de outras cidades e são impedidos de ingressar a universidade, até mesmo para se alimentar no Restaurante Popular.
Da mesma forma ressaltamos a preocupação diante dos prejuízos acadêmicos, sociais e pessoais para todos os estudantes e suas famílias, diante de uma possibilidade de greve que já é ventilada pelos corredores da universidade e provoca temor e ansiedade pela comunidade discente.
Importante frisarmos que a luta, apesar de justa, precisa respeitar o direito dos demais sujeitos da instituição, sobretudo aqueles e aquelas que eventualmente não queiram apoiá-la.
A UERN conquistou nos últimos anos vários benefícios para seus professores, como por exemplo a autonomia financeira e o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração, que prevê a valorização da categoria, com reajuste que, se não é o ideal, foi proposto por sua entidade representativa e aprovado em assembleia geral da categoria.
Pedimos que o diálogo prevaleça, e seja no sentido de proporcionar a valorização dos professores nos parâmetros suportados pelo orçamento da universidade, pois, se a fonte dos recursos é a mesma, fica óbvio que alguma outra ação sofrerá com a redução no orçamento para cobrir o aumento salarial.
Por isso, nós, representantes estudantis do Conselho Universitário, manifestamos por meio desta nota nossa preocupação com o quadro atual, e reivindicamos sensatez por parte da ADUERN e da administração da UERN para chegar a um entendimento sustentável do ponto de vista orçamentário e acadêmico, de forma a não causar mais prejuízos para nós, estudantes.
Atenciosamente,
Samara Lopes;
Anderson Emanoel;
Danilo Queiroz;
Laura Lany;
Representantes discentes do Consuni-UERN.
Mossoró, 30 de novembro de 2022.
Criaram o monstrengo… agora ta aí o prejuízo. Pra quê UERN com UFRN e UFERSa e tanto EAD privado que o Estado poderia ofertar bolsa de estudo? Enquanto isso escolas estaduais com escassez de recursos e professores estaduais ganhando menos da metade que um professor da UERN. E isso porque ensino universitário nunca foi obrigação do Estado do Rio Grande do Norte. Poço sem fundo isso.
Vergonha, Flávio PSTu apoiando os PTralhas, nunca imaginei. Kkkkk
Os professores PETISTAS deviam fazer apenas o L.
Faz o L, pessoal do “bem”.