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“PATROCINAR TERROR”: Trump anuncia retirada dos EUA de acordo nuclear com o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sua assinatura oficializando a retirada do país do acordo nuclear com o Irã, retomando as sanções contra o país. Trata-se de uma das mais contundentes decisões de política externa do americano em seus 15 meses de governo (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (8) que decidiu abandonar o acordo nuclear firmado com o Irã, retomando as sanções contra o país. Trata-se de uma das mais contundentes decisões de política externa do americano em seus 15 meses de governo.

Durante o anúncio, Trump afirmou que “o Irã é o principal estado patrocinador do terrorismo” e que nenhuma ação desse país foi mais perigosa do que sua busca por armas nucleares.

O acordo, negociado pelo antecessor de Trump, Barack Obama, fez o Irã se comprometer a limitar suas atividades nucleares em troca do alívio em sanções internacionais.

O presidente iraniano Hassan Rouhani já havia dito no domingo que a saída americana do acordo faria com que os Estados Unidos tivessem um “arrependimento histórico”.

Em seu discurso, Trump disse ainda que o acordo de 2015 deveria proteger os EUA e seus aliados, mas permitiu que o Irã continuasse enriquecendo urânio. Segundo ele, o país estaria próximo de obter armas nucleares e lançar uma corrida armamentista no Oriente Médio, com outras nações querendo seguir seu exemplo e também buscando programas nucleares.

“Se não fizermos nada, saberemos exatamente o que acontecerá em um curto período de tempo. O maior patrocinador estatal de terror do mundo estará à beira de adquirir as armas mais perigosas do mundo. Por isso, estou anunciando hoje que os Estados Unidos se retirarão do acordo nuclear com o Irã ”

O presidente confirmou ainda que irá reinstaurar sanções “do mais alto nível” sobre o Irã e disse que outros países também poderão ser sancionados.

Ele não descartou, porém, um novo acordo com o Irã, afirmando que pretende encontrar uma solução “real e duradoura” à ameaça nuclear e dizendo que o próprio Irã irá desejar um novo acordo.

De acordo com a Reuters, a TV estatal iraniana afirmou que a decisão de Trump é ilegal, ilegítima e enfraquece acordos internacionais. Ainda na TV, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que os Estados Unidos nunca cumpriram seus compromissos e que a decisão de Trump foi uma “experiência histórica” para os iranianos.

Sanções

O Departamento do Tesouro dos EUA informou que irá iniciar períodos de desaceleração de atividades envolvendo o Irã em setores afetados pelas sanções. Ao final desses períodos, as sanções voltarão a ter efeito total.

Entre os exemplos, estão um período de 90 dias para a compra de dólares americanos pelo Irã, para as negociações prévias de metal, alumínio, aço e carvão e no setor automotivo.

O mesmo período será aplicado para aeronaves comerciais de passageiros, peças e serviços e licenças gerais e autorizações relacionadas a exportações do setor aéreo. Transações no setor petrolífero terão um prazo maior, de 180 dias.

Abandono prometido

Trump se recusou duas vezes a certificar ao Congresso que o Irã está cumprindo a sua parte no acordo – algo que, em teoria, deve ser feito a cada três meses. Ainda assim, as sanções não voltaram automaticamente. Acontece, porém, que além disso o presidente americano afirmou, em janeiro, que abandonaria o acordo até 12 maio caso o Congresso e as potências europeias não corrigissem suas “falhas desastrosas”.

Para Trump, o acordo restringe as atividades nucleares do Irã apenas por um período limitado. Ele alega que o documento não foi capaz de deter o desenvolvimento de mísseis balísticos; e que a liberação de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 355 bilhões) de ativos internacionais do país foi usada como “um fundo para armas, terror e opressão” no Oriente Médio.

Do que se trata o acordo?

O Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), como informa a rede BBC, foi acordado pelo Irã e cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas – os Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, além da Alemanha (o grupo chamado de P5 +1 ).

O documento estabelece um teto para o estoque de urânio enriquecido do Irã – material usado para produzir combustível para reatores, mas também armas nucleares – por 15 anos e limita o número de centrífugas para enriquer o material por 10 anos. Teerã também se comprometeu a modificar um reator de água pesada, de modo que não seja capaz de produzir plutônio – um substituto para o urânio usado em bombas.

O acordo foi reforçado pela resolução 2231 do Conselho de Segurança e teve sua implementação iniciada em janeiro de 2016, depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês) certificou que o Irã cumpriu seu deveres principais.

Pontos a ‘consertar’, segundo Trump

Em janeiro, o presidente americano disse que não manteria o alívio às sanções a não ser que o Congresso aprovasse uma complementação à legislação que trata do acordo nuclear. Entre as alterações desejadas pelo governo Trump, estão:

Inspeções imediatas a todos os locais demandados pela IAEA;

O compromisso de que o Irã “não chegue perto de possuir capacidade de fabricação de uma arma nuclear”; segundo fontes do governo americano, isso significa manter o chamado “break-out time” – o tempo necessário para fabricar uma bomba – algo em torno de um ano;

Dispositivos limitando as atividades nucleares do Irã sem data de expiração, com o retorno da aplicação de sanções caso esses dispositivos sejam violados;

A inclusão pela primeira vez de menção explícita de que os programas de mísseis de longo alcance e de armas nucleares são inseparáveis, e de que o desenvolvimento de mísseis e eventuais testes deste tipo de armamento ficam sujeitos a aplicações de sanções rigorosas.

Em abril, o subsecretário de Estado Christopher Ford sublinhou que os EUA “não pretendiam renegociar o JCPOA, nem reabri-lo, nem mudar seus termos”. Em vez disso, o país estaria “buscando um acordo suplementar que, de alguma forma, iria definir algumas regras adicionais”.

Qual a posição de Irã e dos demais países envolvidos?

O Irã afirma que seu programa nuclear é totalmente pacífico e diz que considera o JCPOA “não renegociável”. Os líderes iranianos enviaram sinais contraditórios, entre o apego ao texto mesmo com a ausência dos Estados Unidos e a ameaça de um relançamento “acelerado” do programa nuclear. O tom tem se endurecido nas últimas semanas, chegando à promessa de uma retirada iraniana no caso dos Estados Unidos saírem.

Se o acordo for quebrado, os inspetores internacionais já não terão o mesmo poder de verificação.

O presidente do país, Hassan Rouhani, tentou tranquilizar a população no domingo e disse que o país tem “planos” para resistir, qualquer que viesse a ser a decisão tomada por Trump. Rouhani já havia afirmado que haveria “consequências severas” se os EUA restabelecerem as sanções.

Autoridades iranianas dizem que o enriquecimento de urânio pode ser retomado dentro de poucos dias e que o país pode se retirar do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT, na sigla em inglês).

A União Europeia diz que o acordo atual está “funcionando” e “precisa ser preservado”.

Os europeus disseram que permanecerão no acordo mesmo que os americanos o deixem. Mas os diplomatas estão preocupados com o que as empresas do Velho Continente irão fazer: se decidirão abandonar o Irã, assustadas pela incerteza e ameaça das sanções americanas, ou congelarão seus investimentos, podendo endurecer a reação iraniana.

O presidente francês, Emmanuel Macron, no entanto, disse durante uma visita a Washington em abril que o acordo “não é suficiente” e que está disposto a “trabalhar por um novo”, que incluiria o bloqueio de qualquer atividade nuclear até 2025, período coberto pelo atual acordo, e garantir que não haja atividade nuclear iraniana “a longo prazo”, além interromper o desenvolvimento e teste de mísseis balísticos pelo Irã.

Nesta terça, Macron lamentou o anúncio de Trump. “A França, a Alemanha e o Reino Unido lamentam a decisão dos EUA de deixar o JCPOA. O regime de não proliferação nuclear está em jogo”, escreveu o presidente francês no Twitter.

A Rússia também já se mostrou favorável a manter o acordo em seu formato atual porque acredita “não existir alternativa”; já o chefe da IAEA, Yukiya Amano, disse que seu fracasso seria “uma grande perda para a verificação nuclear e para o multilateralismo”.

Resolução de disputas
O acordo prevê um “mecanismo de resolução de disputas”. Se o Irã segui-lo, deve indicar sua vontade de não fechar as portas imediatamente.

A comissão de acompanhamento do acordo, que inclui todos os signatários, analisaria a crise, possivelmente a nível de chanceleres e, na falta de solução, passaria para um comitê de três árbitros. Isso daria lugar a quase dois meses de negociações antes que o Irã decida, eventualmente, julgar seus compromissos como vencidos.

O Irã tem cumprido seus deveres no acordo?

A Agência Internacional de Energia Atômica diz que o regime de verificação que usa atualmente no Irã é “o mais rigoroso que há do mundo”. A agência afirma também que seus inspetores certificaram 11 vezes, desde 2016, que o Irã está cumprindo seus compromissos nucleares no âmbito do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês).

No entanto, o órgão fiscalizador já registrou algumas violações técnicas. Por exemplo, o Irã já ultrapassou duas vezes seu limite de produção de água pesada. Em ambos os casos, o Irã enviou o excedente para fora do país.

A IAEA também diz que seus inspetores conseguiram ter acesso a todos os locais demandados em 2017. Visitas a instalações militares, porém, não foram requisitadas, algo declarado como proibido por autoridades iranianas – uma medida que os EUA consideram gerar dúvidas sobre o compromisso iraniano.

Potências norte-americanas e europeias também dizem que o Irã realizou testes com mísseis balísticos, violando a resolução 2231. Ela define que o Irã não deve “realizar qualquer atividade relacionada a mísseis balísticos projetados para serem capazes de carregar armas nucleares”.

O Irã diz que os mísseis não são projetados com essa finalidade.

Os EUA têm cumprido o acordo?

O Irã acusa os EUA de violarem o JCPOA ao impor novas sanções não diretamente relacionadas às suas atividades nucleares. Elas têm tido como alvo entidades associadas ao programa de mísseis balísticos do Irã e à Guarda Revolucionária, bem como supostos violadores dos direitos humanos.

Funcionários iranianos também já expressaram frustração pelo fato de os EUA terem mantido a proibição do comércio direto com o Irã e a interdição ao acesso do Irã ao sistema financeiro dos EUA. As restrições já impediam empresas estrangeiras de fazer negócios com o Irã antes das ameaças de Trump.

Sob o acordo, os EUA estão comprometidos a “abster-se de qualquer política especificamente destinada a afetar direta e adversamente a normalização das relações comerciais e econômicas com o Irã”.

G1

 

Opinião dos leitores

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Geral

Papo de Fogão recebe Dr. Fernando Cabral, e os chefs Walter Dantas e Eugênio Cantídio

Oxente, tu ainda não viu o que vem por aí no Papo de Fogão?

Tem Fernando Cabral mandando um bife ao vinho com purê de batata doce com manjericão de lamber os beiços!

E ainda rola ceviche de camarão com caju, com aquele toque potiguar que só a gente sabe fazer!

Corre pra assistir!

SÁBADO
BAND PIAUÍ – 8h

DOMINGO
RIO GRANDE DO NORTE – TV TROPICAL/RECORD, 10h
Ou no nosso canal do YouTube
http://youtube.com/c/PapodeFogao

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Judiciário

AtlasIntel: 66% acreditam em envolvimento de ministros do STF no caso Master

Foto: Victor Piemonte/STF

Levantamento da AtlasIntel, divulgado pelo Estadão, aponta que 66,1% dos brasileiros dizem acreditar que há envolvimento de ministros do STF no caso do Banco Master. Outros 14,9% afirmam que não há participação, enquanto 18,9% disseram não saber.

Segundo a pesquisa, a percepção ocorre em meio à repercussão do caso e ao aumento do debate público sobre a atuação da Corte. O tema ganhou força após a divulgação de informações relacionadas ao banco e a personagens ligados ao processo.

Foto: Divulgação/AtlasIntel

De acordo com reportagens citadas no levantamento, investigações mencionam contratos envolvendo pessoas próximas a ministros do STF, incluindo referências à esposa do ministro Alexandre de Moraes e ao ministro Dias Toffoli, o que ampliou a atenção sobre o caso.

O estudo também mostra que a desconfiança vai além da possível participação direta. Para 89,9% dos entrevistados, há algum nível de influência externa no julgamento relacionado ao Banco Master, enquanto 6,1% avaliam que as decisões são estritamente técnicas.

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Política

STF, PGR e PF exigem delação completa de Daniel Vorcaro e descartam acordo parcial

Foto: Reprodução

Integrantes do STF, da PGR e da Polícia Federal indicaram que só aceitarão um eventual acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro se for completo, sem omitir envolvidos. De acordo com informações da jornalista Tainá Falcão, da CNN, não haverá espaço para colaboração parcial que beneficie alguns investigados em detrimento de outros.

A sinalização dos órgãos envolvidos é de que qualquer acordo precisa incluir todas as informações disponíveis e possíveis participantes citados. Segundo a apuração, a posição representa uma mudança em relação a uma estratégia inicial atribuída à defesa de Vorcaro, que considerava priorizar a citação de políticos, evitando ministros do STF. Essa possibilidade teria sido descartada diante do entendimento conjunto das instituições.

Nos bastidores, investigadores reforçam que a delação precisa vir acompanhada de provas consistentes. Integrantes da PGR lembram, segundo a apuração, que acordos frágeis já foram questionados no passado, como ocorreu em desdobramentos da Operação Lava Jato, quando parte das colaborações foi revisada por falta de comprovação.

O trabalho conjunto entre a Polícia Federal e a PGR é apontado como um fator para dar mais agilidade ao processo. A transferência de Vorcaro para uma unidade da PF e a assinatura de um termo de confidencialidade são vistos, segundo fontes, como indicativos de avanço nas negociações.

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Polícia

VÍDEO: Empresário e PM são presos em operação contra extorsão e agiotagem na Grande Natal

Imagens: Divulgação/PCRN

Um empresário e um sargento da Polícia Militar do RN foram presos nesta sexta-feira (20), durante a “Operação Última Ceia”, em ação da Polícia Civil em São José de Mipibu, na Grande Natal, e no bairro de Lagoa Nova, na Zona Sul da capital.. Conforme a investigação, os dois são apontados como integrantes de um grupo suspeito de praticar extorsão, agiotagem e associação criminosa.

A PC informou que foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão com apoio de cerca de 70 agentes. Segundo a corporação, o grupo cobrava dívidas de empréstimos informais com uso de ameaças e intimidação. As apurações indicam a aplicação de juros considerados abusivos e a exigência de valores adicionais relacionados a investigações anteriores.

As vítimas, conforme a PC, eram submetidas a pressão psicológica, com monitoramento de rotina e vigilância constante. Em um dos casos, um dos investigados teria invadido o ambiente de uma vítima como forma de reforçar a intimidação.

Foram apreendidos dinheiro em espécie, inclusive em moeda estrangeira, veículos e documentos. O sargento foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, e o material recolhido será analisado para aprofundar as investigações.

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Judiciário

AtlasIntel: Toffoli e Moraes lideram rejeição no STF, com 81% e 59%, respectivamente; Mendonça é o melhor avaliado, com 43%

Foto: Reprodução

Levantamento da AtlasIntel aponta que a maioria dos entrevistados diz ter avaliação negativa de ministros do STF. Os dados foram divulgados em material publicado pelo Estadão e mostram variações na percepção sobre cada integrante da Corte.

De acordo com a pesquisa, o ministro Dias Toffoli aparece com o maior índice de avaliação negativa, com 81%, enquanto 8% avaliam positivamente e outros 8% disseram não saber. Já Alexandre de Moraes tem 59% de avaliação negativa e 37% positiva, segundo o levantamento.

Outros ministros também apresentam maioria de percepção negativa, como Gilmar Mendes (67%), Flávio Dino (58%), Cristiano Zanin (55%), Cármen Lúcia (54%) e Edson Fachin (53%). Os dados indicam ainda percentuais de indecisos variando entre os nomes analisados.

Foto: Divulgação/AtlasIntel

Segundo a AtlasIntel, os números refletem a percepção dos entrevistados no momento da coleta. A pesquisa também observa que, por arredondamento, alguns percentuais podem não somar exatamente 100%.

O material menciona ainda que a avaliação sobre o ministro Dias Toffoli ocorre no contexto da repercussão de sua atuação em processo relacionado ao caso Banco Master, conforme reportagens citadas. Não há, no levantamento, conclusões sobre irregularidades ou decisões judiciais, tratando-se apenas da opinião dos entrevistados.

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Política

Deputado Vivaldo Costa é internado na UTI com pneumonia, em Natal

Foto: João Gilberto/ALRN

O deputado estadual Vivaldo Costa (PV), de 86 anos, foi internado na tarde desta sexta-feira (20) na UTI do Hospital Rio Grande, em Natal, após diagnóstico de pneumonia. Segundo a assessoria, a medida foi adotada para garantir monitoramento mais rigoroso do quadro clínico.

De acordo com a equipe médica, o parlamentar apresentou sintomas gripais que já duravam mais de uma semana. Em razão da idade, houve a necessidade de cuidados mais específicos e acompanhamento contínuo.

Vivaldo permanece na UTI, onde está sendo submetido a exames para avaliação detalhada do estado de saúde, conforme informado em nota oficial da assessoria. Ainda segundo a nota, o deputado está assistido por equipe médica especializada e segue sob observação, sem divulgação de previsão de alta até o momento.

Vivaldo Costa cumpre atualmente seu nono mandato como deputado estadual e já exerceu cargos como governador, vice-governador, deputado federal e prefeito de Caicó.

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Judiciário

Moraes aciona PGR para avaliar prisão domiciliar de Bolsonaro após pedido da defesa

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a PGR se manifeste sobre o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que o ex-presidente cumpra prisão domiciliar por razões humanitárias. A decisão foi assinada nesta sexta-feira (20), segundo informações do processo.

De acordo com a decisão, o procurador-geral Paulo Gonet também deverá analisar o relatório médico encaminhado pelo hospital, que está sob sigilo. O pedido da defesa solicita a reconsideração de decisão anterior do próprio STF, conforme a coluna de Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira (13), no Hospital DF Star, em Brasília, com quadro de broncopneumonia. Segundo informações médicas apresentadas ao Supremo, houve melhora no estado de saúde, mas a recomendação ainda é de permanência hospitalar.

Conforme a defesa e a equipe médica, a solicitação de prisão domiciliar leva em conta o quadro clínico do ex-presidente. Os advogados pedem que ele deixe a unidade prisional onde cumpre pena e passe a cumprir a condenação em casa, conforme previsto em casos humanitários.

O senador Flávio Bolsonaro esteve com Moraes nesta semana e apresentou o pedido relacionado à situação de saúde do ex-presidente. A análise da PGR será o próximo passo antes de eventual decisão do STF sobre o caso.

Opinião dos leitores

  1. Quer pagar de bonzinho agora. Morais, o humano….
    O bicho tá pegando pra ele, agora ele quer dar uma de piedoso.

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Economia

Resistência de estados ao corte de ICMS dos combustíveis é “falta de compromisso”, diz ministro da Fazenda

Foto: Diogo Zacarias/MF

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (20) que ainda não recebeu resposta dos governadores sobre a proposta do governo federal de reduzir o ICMS sobre combustíveis. Segundo ele, a não adesão à medida seria “uma lástima” e indicaria “falta de compromisso” com a população.

Segundo Durigan, a proposta foi apresentada aos secretários estaduais da Fazenda ao longo da semana. Ele afirmou que cabe agora aos governadores avaliar o modelo sugerido pelo governo federal para tentar reduzir o impacto dos preços dos combustíveis, conforme o Metrópoles.

Ainda segundo ele, apenas o governo do Piauí sinalizou, até o momento, que pode aderir à iniciativa. A proposta prevê zerar o ICMS sobre a importação de diesel até o fim de maio, com compensação parcial das perdas de arrecadação por parte da União.

O ministro também afirmou que o governo federal avalia outras medidas para conter a alta dos combustíveis, a depender do cenário internacional. Segundo ele, fatores externos, como conflitos no Oriente Médio, podem influenciar diretamente os preços.

De acordo com o governo federal, um pacote já foi anunciado, incluindo subsídio ao diesel, redução de tributos federais e possibilidade de taxação sobre a exportação de petróleo. As medidas, segundo a equipe econômica, buscam conter a alta no curto prazo, embora especialistas apontem incertezas sobre o impacto real ao consumidor final.

Opinião dos leitores

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Polícia

Polícia captura foragido apontado como “juiz do crime” do PCC no Rio de Janeiro

Foto: Divulgação/PCRJ

Um homem identificado como Márcio Francisco Vicheti de Oliveira, conhecido como “Márcio Maracanã”, foi preso nesta sexta-feira (20), em Vargem Pequena (RJ), durante uma ação conjunta das polícias civis do Rio do Janeiro e de São Paulo. Segundo a PC, ele era considerado foragido da Justiça paulista e é investigado por ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com as investigações, o suspeito tinha quatro mandados de prisão em aberto por crimes como homicídio, roubo e latrocínio. A captura foi realizada por agentes da 63ª DP (Japeri), com apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de SP, conforme informações do Metrópoles.

Segundo informações de inteligência da PCSP, ele exercia a função conhecida como “sintonia” dentro da facção, sendo apontado como responsável por decisões relacionadas a execuções de desafetos, principalmente na comunidade de Paraisópolis.

O investigado possui extensa ficha criminal, com registros por porte ilegal de arma de fogo, falsidade ideológica e diversos homicídios. As autoridades apuram a possível participação dele em outros crimes violentos na mesma região. No momento da abordagem, o suspeito teria apresentado um documento falso, sendo autuado em flagrante por esse crime.

De acordo com a polícia paulista, o homem estava foragido desde 2019 e já havia passado pelo sistema prisional. As investigações também apontam que ele é citado em casos graves, incluindo a suspeita de envolvimento na morte de um agente penitenciário durante uma tentativa de fuga, o que ainda é apurado pelas autoridades.

Opinião dos leitores

  1. Já já estará solto pela justiça brasileira. A Polícia só enxuga gelo, prende, aí a justiça vem e solta. No Brasil, quanto mais grave é o crime ou a condenação, mais fácil é de se manter em liberdade – vide caso de Sérgio Cabral.

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Política

Sem acordo, vetos ao PL da Dosimetria devem ficar para depois das eleições

Foto: Gustavo Moreno/STF

Sem consenso entre parlamentares, a análise dos vetos do presidente Lula (PT) ao chamado PL da Dosimetria deve ser adiada para depois das eleições de 2026. A tentativa de acordo entre integrantes do Centrão e parlamentares ligados ao bolsonarismo não avançou, segundo relatos de bastidores.

De acordo com parlamentares ouvidos pela imprensa, lideranças do Centrão tentaram costurar um entendimento para votar os vetos em troca da redução da pressão pela instalação de uma CPI relacionada ao caso Banco Master. A proposta, no entanto, não teve adesão suficiente.

Um dos envolvidos nas articulações foi o deputado Paulinho da Força, que relatou o projeto na Câmara. Segundo apuração, ele teria dialogado com lideranças como Valdemar Costa Neto e o senador Rogério Marinho, além de mencionar o nome do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nas negociações.

Ainda segundo interlocutores, a proposta não avançou após resistência de integrantes do PL, que teriam apontado dificuldades em controlar a posição da bancada sobre investigações envolvendo o caso. Diante do impasse, a avaliação é de que o tema deve permanecer sem deliberação no Congresso.

Em declaração pública no Senado, Alcolumbre negou qualquer participação em negociação desse tipo. “Nunca tratei com o presidente Valdemar da Costa Neto sobre votação de vetos ou CPI”, afirmou, durante sessão na última quarta-feira (18), conforme registro oficial.

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