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“PATROCINAR TERROR”: Trump anuncia retirada dos EUA de acordo nuclear com o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, mostra sua assinatura oficializando a retirada do país do acordo nuclear com o Irã, retomando as sanções contra o país. Trata-se de uma das mais contundentes decisões de política externa do americano em seus 15 meses de governo (Foto: Jonathan Ernst/Reuters)

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (8) que decidiu abandonar o acordo nuclear firmado com o Irã, retomando as sanções contra o país. Trata-se de uma das mais contundentes decisões de política externa do americano em seus 15 meses de governo.

Durante o anúncio, Trump afirmou que “o Irã é o principal estado patrocinador do terrorismo” e que nenhuma ação desse país foi mais perigosa do que sua busca por armas nucleares.

O acordo, negociado pelo antecessor de Trump, Barack Obama, fez o Irã se comprometer a limitar suas atividades nucleares em troca do alívio em sanções internacionais.

O presidente iraniano Hassan Rouhani já havia dito no domingo que a saída americana do acordo faria com que os Estados Unidos tivessem um “arrependimento histórico”.

Em seu discurso, Trump disse ainda que o acordo de 2015 deveria proteger os EUA e seus aliados, mas permitiu que o Irã continuasse enriquecendo urânio. Segundo ele, o país estaria próximo de obter armas nucleares e lançar uma corrida armamentista no Oriente Médio, com outras nações querendo seguir seu exemplo e também buscando programas nucleares.

“Se não fizermos nada, saberemos exatamente o que acontecerá em um curto período de tempo. O maior patrocinador estatal de terror do mundo estará à beira de adquirir as armas mais perigosas do mundo. Por isso, estou anunciando hoje que os Estados Unidos se retirarão do acordo nuclear com o Irã ”

O presidente confirmou ainda que irá reinstaurar sanções “do mais alto nível” sobre o Irã e disse que outros países também poderão ser sancionados.

Ele não descartou, porém, um novo acordo com o Irã, afirmando que pretende encontrar uma solução “real e duradoura” à ameaça nuclear e dizendo que o próprio Irã irá desejar um novo acordo.

De acordo com a Reuters, a TV estatal iraniana afirmou que a decisão de Trump é ilegal, ilegítima e enfraquece acordos internacionais. Ainda na TV, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que os Estados Unidos nunca cumpriram seus compromissos e que a decisão de Trump foi uma “experiência histórica” para os iranianos.

Sanções

O Departamento do Tesouro dos EUA informou que irá iniciar períodos de desaceleração de atividades envolvendo o Irã em setores afetados pelas sanções. Ao final desses períodos, as sanções voltarão a ter efeito total.

Entre os exemplos, estão um período de 90 dias para a compra de dólares americanos pelo Irã, para as negociações prévias de metal, alumínio, aço e carvão e no setor automotivo.

O mesmo período será aplicado para aeronaves comerciais de passageiros, peças e serviços e licenças gerais e autorizações relacionadas a exportações do setor aéreo. Transações no setor petrolífero terão um prazo maior, de 180 dias.

Abandono prometido

Trump se recusou duas vezes a certificar ao Congresso que o Irã está cumprindo a sua parte no acordo – algo que, em teoria, deve ser feito a cada três meses. Ainda assim, as sanções não voltaram automaticamente. Acontece, porém, que além disso o presidente americano afirmou, em janeiro, que abandonaria o acordo até 12 maio caso o Congresso e as potências europeias não corrigissem suas “falhas desastrosas”.

Para Trump, o acordo restringe as atividades nucleares do Irã apenas por um período limitado. Ele alega que o documento não foi capaz de deter o desenvolvimento de mísseis balísticos; e que a liberação de US$ 100 bilhões (cerca de R$ 355 bilhões) de ativos internacionais do país foi usada como “um fundo para armas, terror e opressão” no Oriente Médio.

Do que se trata o acordo?

O Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), como informa a rede BBC, foi acordado pelo Irã e cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas – os Estados Unidos, Reino Unido, França, China e Rússia, além da Alemanha (o grupo chamado de P5 +1 ).

O documento estabelece um teto para o estoque de urânio enriquecido do Irã – material usado para produzir combustível para reatores, mas também armas nucleares – por 15 anos e limita o número de centrífugas para enriquer o material por 10 anos. Teerã também se comprometeu a modificar um reator de água pesada, de modo que não seja capaz de produzir plutônio – um substituto para o urânio usado em bombas.

O acordo foi reforçado pela resolução 2231 do Conselho de Segurança e teve sua implementação iniciada em janeiro de 2016, depois que a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês) certificou que o Irã cumpriu seu deveres principais.

Pontos a ‘consertar’, segundo Trump

Em janeiro, o presidente americano disse que não manteria o alívio às sanções a não ser que o Congresso aprovasse uma complementação à legislação que trata do acordo nuclear. Entre as alterações desejadas pelo governo Trump, estão:

Inspeções imediatas a todos os locais demandados pela IAEA;

O compromisso de que o Irã “não chegue perto de possuir capacidade de fabricação de uma arma nuclear”; segundo fontes do governo americano, isso significa manter o chamado “break-out time” – o tempo necessário para fabricar uma bomba – algo em torno de um ano;

Dispositivos limitando as atividades nucleares do Irã sem data de expiração, com o retorno da aplicação de sanções caso esses dispositivos sejam violados;

A inclusão pela primeira vez de menção explícita de que os programas de mísseis de longo alcance e de armas nucleares são inseparáveis, e de que o desenvolvimento de mísseis e eventuais testes deste tipo de armamento ficam sujeitos a aplicações de sanções rigorosas.

Em abril, o subsecretário de Estado Christopher Ford sublinhou que os EUA “não pretendiam renegociar o JCPOA, nem reabri-lo, nem mudar seus termos”. Em vez disso, o país estaria “buscando um acordo suplementar que, de alguma forma, iria definir algumas regras adicionais”.

Qual a posição de Irã e dos demais países envolvidos?

O Irã afirma que seu programa nuclear é totalmente pacífico e diz que considera o JCPOA “não renegociável”. Os líderes iranianos enviaram sinais contraditórios, entre o apego ao texto mesmo com a ausência dos Estados Unidos e a ameaça de um relançamento “acelerado” do programa nuclear. O tom tem se endurecido nas últimas semanas, chegando à promessa de uma retirada iraniana no caso dos Estados Unidos saírem.

Se o acordo for quebrado, os inspetores internacionais já não terão o mesmo poder de verificação.

O presidente do país, Hassan Rouhani, tentou tranquilizar a população no domingo e disse que o país tem “planos” para resistir, qualquer que viesse a ser a decisão tomada por Trump. Rouhani já havia afirmado que haveria “consequências severas” se os EUA restabelecerem as sanções.

Autoridades iranianas dizem que o enriquecimento de urânio pode ser retomado dentro de poucos dias e que o país pode se retirar do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (NPT, na sigla em inglês).

A União Europeia diz que o acordo atual está “funcionando” e “precisa ser preservado”.

Os europeus disseram que permanecerão no acordo mesmo que os americanos o deixem. Mas os diplomatas estão preocupados com o que as empresas do Velho Continente irão fazer: se decidirão abandonar o Irã, assustadas pela incerteza e ameaça das sanções americanas, ou congelarão seus investimentos, podendo endurecer a reação iraniana.

O presidente francês, Emmanuel Macron, no entanto, disse durante uma visita a Washington em abril que o acordo “não é suficiente” e que está disposto a “trabalhar por um novo”, que incluiria o bloqueio de qualquer atividade nuclear até 2025, período coberto pelo atual acordo, e garantir que não haja atividade nuclear iraniana “a longo prazo”, além interromper o desenvolvimento e teste de mísseis balísticos pelo Irã.

Nesta terça, Macron lamentou o anúncio de Trump. “A França, a Alemanha e o Reino Unido lamentam a decisão dos EUA de deixar o JCPOA. O regime de não proliferação nuclear está em jogo”, escreveu o presidente francês no Twitter.

A Rússia também já se mostrou favorável a manter o acordo em seu formato atual porque acredita “não existir alternativa”; já o chefe da IAEA, Yukiya Amano, disse que seu fracasso seria “uma grande perda para a verificação nuclear e para o multilateralismo”.

Resolução de disputas
O acordo prevê um “mecanismo de resolução de disputas”. Se o Irã segui-lo, deve indicar sua vontade de não fechar as portas imediatamente.

A comissão de acompanhamento do acordo, que inclui todos os signatários, analisaria a crise, possivelmente a nível de chanceleres e, na falta de solução, passaria para um comitê de três árbitros. Isso daria lugar a quase dois meses de negociações antes que o Irã decida, eventualmente, julgar seus compromissos como vencidos.

O Irã tem cumprido seus deveres no acordo?

A Agência Internacional de Energia Atômica diz que o regime de verificação que usa atualmente no Irã é “o mais rigoroso que há do mundo”. A agência afirma também que seus inspetores certificaram 11 vezes, desde 2016, que o Irã está cumprindo seus compromissos nucleares no âmbito do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês).

No entanto, o órgão fiscalizador já registrou algumas violações técnicas. Por exemplo, o Irã já ultrapassou duas vezes seu limite de produção de água pesada. Em ambos os casos, o Irã enviou o excedente para fora do país.

A IAEA também diz que seus inspetores conseguiram ter acesso a todos os locais demandados em 2017. Visitas a instalações militares, porém, não foram requisitadas, algo declarado como proibido por autoridades iranianas – uma medida que os EUA consideram gerar dúvidas sobre o compromisso iraniano.

Potências norte-americanas e europeias também dizem que o Irã realizou testes com mísseis balísticos, violando a resolução 2231. Ela define que o Irã não deve “realizar qualquer atividade relacionada a mísseis balísticos projetados para serem capazes de carregar armas nucleares”.

O Irã diz que os mísseis não são projetados com essa finalidade.

Os EUA têm cumprido o acordo?

O Irã acusa os EUA de violarem o JCPOA ao impor novas sanções não diretamente relacionadas às suas atividades nucleares. Elas têm tido como alvo entidades associadas ao programa de mísseis balísticos do Irã e à Guarda Revolucionária, bem como supostos violadores dos direitos humanos.

Funcionários iranianos também já expressaram frustração pelo fato de os EUA terem mantido a proibição do comércio direto com o Irã e a interdição ao acesso do Irã ao sistema financeiro dos EUA. As restrições já impediam empresas estrangeiras de fazer negócios com o Irã antes das ameaças de Trump.

Sob o acordo, os EUA estão comprometidos a “abster-se de qualquer política especificamente destinada a afetar direta e adversamente a normalização das relações comerciais e econômicas com o Irã”.

G1

 

Opinião dos leitores

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Partido Novo manifesta preocupação com eleições no RN e cobra investigação sobre posssivel abuso de poder de Allyson Bezerra

O Partido Novo/RN divulgou uma nota manifestando preocupação sobre a lisura das eleições após novos dados apontarem possível ligação entre uma rede de perfis que promove a candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado e a estrutura da Prefeitura de Mossoró.

Em nota, o partido destacou que cinco perfis já foram suspensos pela Justiça Eleitoral e que Allyson Bezerra recebeu duas multas por propaganda eleitoral antecipada.

O Novo considera especialmente grave a revelação que os assessores de Allyson Bezerra usaram um e-mail institucional da Secretaria de Comunicação (Secom) da Prefeitura de Mossoró para criar um dos perfis que faziam propaganda antecipada do candidato do União Brasil. A legenda cobra investigação para saber quem administrava a rede, quem financiava o conteúdo e se houve uso de estrutura ou recursos públicos.

De acordo o partido, a eventual comprovação poderia configurar condutas vedadas, abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

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Extremoz avança na qualidade da educação e registra evolução significativa no IDEB 2025, e fica em 1º Lugar entre os municípios que compõem a 1ª Direc/Natal


Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) 2025 confirmam o avanço da educação pública de Extremoz.

A educação de Extremoz está comemorando essa importante conquista para município. Após a avaliação do Ministério da Educação, Extremoz que em 2023 obteve 4,5, Macaíba, 4,3, natal 4,5 e São Gonçalo do amarante 4,5, agora em 2025, Extremoz ficou em primeiro lugar com a nota 5,0, Macaíba 4,9, Natal, 4,8 e São Gonçalo do amarante 4,7.

A comparação dos indicadores com os anos anteriores demonstra que o município vem consolidando uma trajetória de crescimento, fruto de investimentos contínuos na rede municipal de ensino, do fortalecimento das práticas pedagógicas e do comprometimento dos profissionais da educação.

Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, várias escolas apresentaram crescimento expressivo em relação aos ciclos anteriores, alcançando índices superiores aos registrados em 2023 e, em muitos casos, os maiores resultados de toda a série histórica disponível.

Destacam-se, por exemplo:

Escola Municipal Irmã Ana Maria Dionice, com IDEB 6,0, o maior índice entre as escolas analisadas;

Escola Municipal Luiz Alves, com 5,8;

Escola Municipal Vereador Ricardo Afonso de Lima e Jardim Escola Rosa Amélia, ambas com 5,7;

Escolas Municipais Nossa Senhora de Fátima e Francisco Dantas, com 5,5;

Outras unidades também apresentaram crescimento relevante, como Pedro Fernandes (5,1), Vera Lúcia Gonçalves (5,2) e Abel Soares de Souza (5,1).

Nos anos finais do Ensino Fundamental, o desempenho também foi positivo.

As escolas municipais Expedito José da Costa e Francisco Dantas alcançaram IDEB 4,8, enquanto a Escola Municipal Irmã Ana Maria Dionice registrou 4,5, e a Professora Vera Lúcia Gonçalves atingiu 4,4, evidenciando evolução em relação aos ciclos anteriores.

Os dados revelam que diversas escolas superaram seus próprios resultados históricos, demonstrando que as ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Educação vêm produzindo impactos concretos na aprendizagem dos estudantes.

O fortalecimento da formação continuada dos professores, o acompanhamento pedagógico, o monitoramento dos indicadores educacionais, a ampliação das estratégias de recomposição das aprendizagens e o compromisso das equipes gestoras contribuíram diretamente para esse desempenho.

Outro aspecto positivo é que os avanços não ficaram concentrados em apenas uma unidade escolar.

Os resultados mostram uma evolução distribuída entre diversas escolas da rede municipal, evidenciando um crescimento coletivo da educação de Extremoz e a consolidação de uma política educacional voltada para a melhoria contínua da qualidade do ensino.

Assim, o IDEB 2025 representa mais do que números: simboliza o esforço conjunto da gestão municipal, dos professores, gestores escolares, servidores, estudantes e famílias, que vêm construindo uma educação cada vez mais eficiente, inclusiva e comprometida com a aprendizagem.

Os resultados alcançados fortalecem a confiança de que Extremoz está no caminho certo para continuar elevando seus indicadores educacionais e oferecendo uma educação pública de excelência para toda a população.

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“PAI DOS POBRES”: Lula registra candidatura e declara R$ 4,8 milhões em bens ao TSE; veja lista

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 4,8 milhões em bens à Justiça Eleitoral ao registrar sua candidatura à reeleição neste sábado (8). Cerca de 69% do patrimônio está concentrado em dois planos de previdência privada, que somam R$ 3,3 milhões. O maior é um VGBL da Brasilprev, de R$ 1,92 milhão, seguido por outro plano do Bradesco, de R$ 1,38 milhão.

A declaração também inclui imóveis, terrenos, aplicações financeiras, participação em empresa e um veículo. Lula informou ainda possuir 98% do capital da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, avaliado em R$ 49 mil, e um Chevrolet 2010/2011, declarado por R$ 50 mil.

Patrimônio caiu desde 2018

Em valores nominais, o patrimônio declarado por Lula caiu de R$ 7,99 milhões em 2018 para R$ 4,78 milhões em 2026, redução de 40,2%. Considerando a inflação, a queda é ainda maior. Os R$ 7,99 milhões declarados em 2018 equivaleriam a cerca de R$ 12,08 milhões em valores de junho de 2026. Nesse cálculo, a redução chega a aproximadamente 60%.

Em 2022, Lula havia declarado R$ 7,42 milhões, equivalentes a cerca de R$ 8,86 milhões atualmente. Na comparação corrigida pela inflação, a queda até 2026 foi de aproximadamente 46%.

A série histórica mostra que o patrimônio declarado pelo petista era de cerca de R$ 320 mil em 1998, R$ 423 mil em 2002 e R$ 839 mil em 2006, em valores nominais.

Veja os bens declarados:

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BOMBA: Assessores de Allyson Bezerra usaram e-mail da Prefeitura de Mossoró para criar perfil que fazia propaganda antecipada do ex-prefeito e atacava adversários

Foto: José Aldenir/Agora RN

Os assessores de Allyson Bezerra usaram um e-mail institucional da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) da Prefeitura de Mossoró para registrar o perfil @allysonarrochado, que faria parte de uma suposta rede criada para atacar adversários e fazer propaganda antecipada da candidatura do ex-prefeito ao Governo do Estado.

A revelação foi feita pelo Blog do Dina, com base em documentos fornecidos pela Meta, administradora do Instagram, na investigação que corre no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN). Além da página @allysonarrochado, a rede reúne os perfis @rncomallyson, @timeallyson, @allyson_humorado e @allysondopovo.

O e-mail [email protected] consta entre os “e-mails verificados” dentro do cadastro da conta @allysonarrochado. O segundo e-mail verificado, associado ao mesmo perfil, é o [email protected], que pertence à jornalista Valéria Persali, ex-secretária de Comunicação da Prefeitura de Mossoró e braço direito de Allyson Bezerra.

Valéria é noiva de João Carlos Medeiros, que é cargo comissionado da Câmara Municipal de Mossoró, dirigente do União Brasil Jovem e criador do perfil @rncomallyson. Ele também era sócio do blog “Toda Hora Mossoró”, que recebeu R$ 46.905,00 da Prefeitura de Mossoró entre 2021 e 2024.

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ESCÂNDALO DO INSS: Testemunha-chave ameaçada de morte diz ter ouvido do ‘Careca do INSS’ promessa de pagamento de R$ 25 milhões a Lulinha

O ex-diretor da World Cannabis, Edson Claro, e o dono da empresa, Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS –  (Fotos: Divulgação e Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A prisão do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, em setembro de 2025, foi decretada, entre outras razões, porque ele tentou intimidar uma testemunha do escândalo dos desvios das aposentadorias dos idosos. O Careca do INSS, antes de ser preso, ameaçou “meter uma bala” na cabeça do subordinado se ele revelasse o que sabia, segundo reportagem da revista VEJA.

O alvo foi Edson Claro, ex-diretor comercial da World Cannabis, empresa que pertence a Antonio Carlos, que revelou, em mais de 80 horas de depoimentos à Polícia Federal, detalhes de como o seu chefe operava o esquema que desviou 6 bilhões de reais dos aposentados do INSS.

Edson apresentou mensagens, planilhas, fotografias e diálogos de celular que abriram caminho para uma série de investigações — três delas envolvendo o Lulinha, filho mais velho do presidente da República.

“A primeira coisa que falei é que muita gente grande estava envolvida”, disse Edson a VEJA.

Falei sobre a comissão de 25 milhões que o Antonio disse que pagaria para o filho do presidente e também sobre o envolvimento de outras pessoas importantes, incluindo o senador Weverton Rocha” completou.

O executivo contou ter ouvido do Careca do INSS que Lulinha receberia R$ 25 milhões de reais por ter conseguido viabilizar um contrato no Ministério da Saúde no valor de 1 bilhão de reais. O negócio envolvia a venda de testes rápidos para dengue e zika.

O ex-diretor contou que Lulinha viajou com Careca para quatro países — Portugal, Alemanha, Suiça e Espanha — para tratar de outros negócios. Ele também também deu o caminho para a PF mapear a distribuição de propinas. Disse aos policiais que Lulinha recebia uma mesada de 300 mil reais paga pela lobista Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente, e pela publicitária Danielle Fonteles, que mora em Portugal.

As revelações de Edson tiveram um custo para sua vida pessoal. A CPMI do INSS tentou incluir o empresário no programa de proteção a testemunhas, sem resultado. Nas últimas semanas, ele tem recebido ligações oriundas dos Estados Unidos, Paraguai e interior de São Paulo. Em um dos telefonemas, uma pessoa advertiu que ele estaria ‘falando muito’.

Veja

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Flávio reage após Moraes negar visita a Jair Bolsonaro no Dia dos Pais: “Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos”

Imagem: reprodução/X

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou neste sábado (8) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que negou o pedido para que ele e os irmãos Carlos e Jair Renan Bolsonaro visitassem o pai, Jair Bolsonaro, neste domingo (9), Dia dos Pais.

Nas redes sociais, Flávio escreveu: “Tiraram a liberdade dele. Agora querem tirar até o direito de um pai abraçar seus filhos. Isso tem dia e hora pra acabar!”, declarou.

O pedido havia sido apresentado pela defesa de Bolsonaro como uma autorização excepcional, de caráter “familiar e humanitário”. Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, não foi incluído na solicitação.

Moraes afirmou que permanece em vigor a suspensão de 30 dias das visitas a Bolsonaro, determinada após o descumprimento de medidas cautelares. A restrição permite apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e encontros com advogados. Entre os episódios considerados pelo ministro está a divulgação, por Flávio, de uma carta escrita pelo pai e publicada nas redes sociais.

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Moraes nega visita de filhos a Jair Bolsonaro no Dia dos Pais

Foto: Reprodução/X/BolsonaroSP

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro visitassem o ex-presidente neste domingo (9), Dia dos Pais.

A defesa havia alegado que a visita teria caráter excepcional e “humanitário e familiar”, para preservar os vínculos entre Bolsonaro e os filhos.

Moraes, porém, manteve a suspensão de 30 dias das visitas ao ex-presidente, determinada após o descumprimento de condições judiciais. A restrição permite apenas visitas de médicos e advogados.

Caso de Flávio

Flávio Bolsonaro está submetido a uma restrição diferente. Em julho, Moraes suspendeu por 90 dias as visitas do senador ao pai após ele publicar nas redes sociais uma carta de Bolsonaro na qual o ex-presidente o designava como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.

Uma das medidas impostas a Bolsonaro proíbe a divulgação de manifestações suas nas redes sociais, inclusive por terceiros.

A defesa recorreu e alegou que Bolsonaro não sabia que a carta seria publicada por Flávio. O recurso foi encaminhado à PGR, que deverá se manifestar sobre a manutenção da restrição.

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Educação

VÍDEO: Portal g1 chama de “manobra” e destaca a prática do Governo Fátima para inflar artificialmente resultados do Ideb

O portal g1 destacou mudanças promovidas pela própria Secretaria de Estado da Educação (Seec) do governo Fátima e chamou de “manobra” ações que podem ter “inflado artificialmente” o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Inep, e “disfarçado” um desempenho insatisfatório dos estudantes da rede pública estadual do RN.

Em 2025, a Secretaria de Estado da Educação (Seec) publicou uma portaria permitindo que estudantes do 1º e do 2º ano do ensino médio avançassem para a série seguinte mesmo sendo reprovados em até seis disciplinas.

O Ideb 2025, divulgado pelo Inep nesta quarta-feira (5), mostra que a nota do ensino médio potiguar até subiu de 3,2, em 2023, para 4,0 em 2025. O avanço de 0,8 ponto representa crescimento de 25% e tirou o RN da última posição nacional.

Ideb x Saeb e a contradição exposta

Os resultados do Ideb e do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica) colocam o RN diante de uma contradição: enquanto o Ideb apresenta uma melhora expressiva, os dados do Saeb que avaliam o nível de aprendizagem mostram que a grande maioria dos estudantes ainda não domina os conhecimentos básicos.

86% dos estudantes do ensino médio da rede estadual do RN permanecem abaixo do nível adequado de aprendizagem em Matemática. Em Língua Portuguesa, o cenário também é preocupante: 74,1% dos alunos não atingiram o padrão esperado, segundo dados preliminares do Saeb.

A contradição entre os dados mostram que avanço registrado no Ideb não representa efetivamente uma melhora na aprendizagem e pode ser explicado pela mudança na forma de contabilizar a aprovação dos alunos.

 

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Geral

Mendonça manda PT entregar documentos do congresso da sigla e do projeto ‘Porta-Vozes de Lula’; ministro analisa acusação de uso irregular do Fundo Partidário

Foto: Luiz Roberto/TSE

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou que a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) apresente documentos e comprovantes financeiros relacionados ao 8º Congresso Nacional do PT e ao projeto “Porta-Vozes de Lula”. A medida atende parcialmente a um pedido do PL, que acusa a federação de uso irregular do Fundo Partidário.

Congresso do PT

No 8º Congresso Nacional do PT, realizado entre 24 e 26 de abril, o PL apontou o uso de recursos do Fundo Partidário em ações de comunicação para associar Flávio Bolsonaro a corrupção, criminalidade, milícias e ao Banco Master.

Projeto “Porta-Vozes de Lula”

Lançado em 9 de junho, o projeto ensina estratégias de mobilização e atuação digital. O ministro quer verificar se o sistema de missões, pontuação, ranking e eventuais benefícios envolveu algum tipo de vantagem econômica, o que é vedado pela legislação eleitoral.

Mais detahes da decisão de Mendonça

Mendonça também determinou que sejam preservados documentos, contratos, mensagens, mídias e registros relacionados aos dois projetos.

O ministro não acolheu o pedido do PL para suspender de forma ampla eventos, formação de militantes ou ações de mobilização digital da federação. A análise busca verificar se houve uso irregular de recursos do Fundo Partidário ou algum mecanismo proibido de incentivo à atuação digital.

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Geral

Relatório de grupo coordenado pelo FBI revela plano para tentar matar Messi durante Copa do Mundo, diz jornal

Foto: Pedro UGARTE / AFP

Um relatório IPCC (Centro de Cooperação Policial Internacional), um órgão integrado por agências federais dos Estados Unidos e países participantes da Copa do Mundo, Coordenado pelo FBI, revelou que Lionel Messi seria o principal alvo de um atentado durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos, segundo informações do jornal espanhol Información, reproduzidas pelo O Globo. De acordo com o documento, o jogador argentino foi quem recebeu o maior número de ameaças ao longo do torneio.

Antes da partida entre Argentina e Jordânia, pela fase de grupos, um homem teria ligado para o aeroporto de Dallas e ameaçado invadir o estádio acompanhado de outras duas pessoas. Segundo o relatório, o grupo estaria armado com bombas caseiras, e o suspeito mencionou Messi como alvo do ataque.

As ameaças voltaram a ocorrer antes do confronto entre Argentina e Egito, pelas oitavas de final. Nas redes sociais, um dos suspeitos escreveu: “Vou entrar no Estádio de Atlanta e explodir o Messi com quatro bombas“.

No mesmo jogo, a polícia recebeu outra denúncia sobre a suposta presença de três bombas escondidas em latas de lixo nas arquibancadas. Após uma varredura no estádio com cães farejadores, porém, nenhuma bomba foi encontrada.

Cristiano Ronaldo também apareceu em registros relacionados à segurança durante a Copa. De acordo com o boletim de ocorrência, a FIFA comunicou ao FBI a presença de “um homem suspeito” que buscava obter informações sobre a hospedagem do atacante português. Dois dias depois, a polícia de Houston localizou e prendeu o suspeito dentro do hotel onde a seleção portuguesa estava hospedada.

O Globo

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