Diversos

Pedidos de aposentadoria de servidores crescem 50%

O número de servidores federais civis que pediram aposentadoria entre janeiro e novembro de 2017 aumentou quase 50% (46,7%) para 21.371 na comparação com o mesmo período em 2016, quando 14.563 solicitaram o benefício, de acordo com dados do Ministério do Planejamento. Faltando um mês para fechar os dados do ano passado, o número de aposentadorias requeridas é o maior desde 1998, quando 24.483 foram solicitadas. Em todo o ano de 2016, os pedidos chegaram a 15.499.

Para analistas, o aumento expressivo nos pedidos em 2017 pode ser um efeito das discussões sobre a reforma da Previdência, mas eles ressaltam que a idade média do servidor público federal é alta, em torno de 45 anos, e que a tendência é que os pedidos aumentem. Servidores na ativa com idade acima de 41 anos são 56,5% do total. Os que estão acima de 51 anos somam 36%.

“Houve um aumento expressivo no primeiro semestre. Depois, os pedidos mensais passaram a ser similares aos de 2016. É normal esse crescimento sempre que há discussão sobre reforma. Mas há uma parte que se deve simplesmente ao envelhecimento do corpo de servidores”, diz Leonardo Rolim, ex-secretário de Políticas de Previdência e atual consultor da Câmara.

Questionado, o Ministério do Planejamento afirmou, por meio da assessoria de imprensa, ser possível que as discussões da reforma tenham incentivado mais aposentadorias, mas a pasta também ressalta a questão etária.

“Não se pode negar que a proposta de reforma previdenciária possa ser um motivador dos pedidos de aposentadoria, mas há outros fatores potencializadores, como a idade média elevada dos servidores do Executivo federal, o que torna muitos aptos a pleitearem o benefício”, diz o ministério. Em 2016, a idade média dos aposentados do setor público federal foi de 59 anos (61 homens, 58 mulheres).

André Gamerman, da ARX Investimentos, ressalta que uma eventual reforma não deve retirar direitos de quem já está muito perto de se aposentar, ou preenche os requisitos para já fazer o pedido, mas há o efeito psicológico das discussões. “Há certa insegurança e, às vezes, desconhecimento. Por via das dúvidas, o servidor se aposenta.” Para o economista, o cenário reforça a importância de uma reforma que eleve a idade mínima de aposentadoria do servidor.

Rolim também aponta a importância da reforma e ressalta que quase 20% dos servidores federais têm abono de permanência, ou seja, têm o direito a se aposentar, mas continuam trabalhando. Com o abono, o governo devolve a contribuição previdenciária do servidor em troca de tê-lo por mais tempo na ativa.

Trata-se de mecanismo criado na década de 90, no governo Fernando Henrique Cardoso, para estimular aposentadoria mais tardia dos funcionários públicos. Essa medida tem sido particularmente importante em órgãos como INSS, onde, segundo Rolim, cerca de 30% dos servidores estão em abono de permanência.

Outra parte, ainda que pequena, dos servidores, pode ser estimulada a solicitar o benefício a partir de 2019, quando aqueles que recebem gratificação de desempenho poderão levar para a aposentadoria até 100% das gratificações, em vez dos 50% até 2016. Quem se aposentou em 2017 incorpora 67% dessas gratificações, em 2018, 84% e, em 2019, 100%. “Isso quer dizer que há um ´represamento’ de aposentadorias. Nos próximos anos, independentemente da reforma. aumentará o número de inativos”, diz Rolim.

O Poder Executivo tem 1,272 milhão de servidores civis, dos quais 635 mil estão na ativa, número um pouco menor que o dos aposentados (397 mil) e pensionistas (240 mil) somados. Na administração direta (Presidência da República, ministérios, secretarias e órgãos subordinados, como Receita Federal), a proporção de servidores na ativa é de apenas 38,6% do total, segundo dados do Ministério do Planejamento de dezembro de 2016.

No Executivo total (incluindo autarquias e fundações), o percentual sobe a 53,7%. No Legislativo e no Judiciário, a relação é mais favorável, com 68,6% e 80,6% dos servidores na ativa, respectivamente. Contando militares, os Poderes Legislativo, Judiciário e o Ministério Público da União abrangem 2,2 milhões de servidores, dos quais 1,2 milhão na ativa.

Segundo o Ministério do Planejamento, cerca de 210 mil servidores poderão se aposentar nos próximos dez anos. A reposição, no entanto, não é automática nem imediata. “Dependerá das condições fiscais, da evolução da tecnologia, da análise de real necessidade da força de trabalho, entre outros fatores”, diz a pasta.

Kaizô Beltrão, professor da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas, da Fundação Getulio Vargas (FGV), parte desses servidores são funcionários de nível médio e exercem funções que não serão mais necessárias daqui a uma década. Além disso, diz, os serviços públicos têm se beneficiado da informatização e de ganhos de escala. “Claro que há uma parte do pessoal que terá que ser reposta, mas o número será menor.”

Valor

 

Opinião dos leitores

  1. Onde eles estavam quase todos eles até 2 anos atrás? Ah, estavam nas ruas batendo panelas e cantando "chora petista" e "fora Dilma". Agora estão todos com medo de perder o direito a aposentadoria.

    1. Quanta bobagem e disposição para escamotear a verdade (mentir), "cumpanhero". O seu bandido predileto, o condenado de 9 dedos, também fez reforma da Previdência. Aliás, no seu governo houve duas Emendas à Constituição, "retirando direitos dos trabalhadores", como vocês gostam de dizer. E especialmente antes da primeira delas, que foi mais "dura", houve esse mesmo movimento em busca de aposentadorias. A sua querida Dilma só não aprovou uma reforma porque não tinha mais força política prá isso. Mas, ela enviou um projeto de reforma ao Congresso em janeiro de 2016. E há discursos dos dois (Lula e Dilma) na internet, falando da necessidade de mudar a Previdência. Aliás, o advento da internet foi péssimo para quem vive de mentiras e falsidades. É só procurar por lá que acha.

  2. Insegurança Jurídica. Estsdo de Direito ameaçado. Servidores expostos como "Bodrs Expiatórios", retirando-se direitos adquiridos e considerações de demissões.
    Onde será que já vi esse filme?
    Já sei. No governo de FHC, o Princípe da Privataria Tucana, que foi derrotado nas eleições com seu pupilo Aécio se revoltado e tramando o golpe que o levou ao poder governando ao lado do Temer traíra.
    É o efeito dominó.

    1. Lula também reformou a previdência. Em 2003, ele promoveu uma reforma na qual o alvo principal foi o funcionalismo público. A Emenda Constitucional 41 alterou o cálculo dos benefícios. Em vez de receber o salário integral de quando estava na ativa, o benefício do servidor aposentado passou a ser calculado de acordo com a média de sua contribuição a um fundo de previdência. Além disso, o governo passou a cobrar 11% de contribuição previdenciária dos servidores já aposentados e criou um teto para aposentadorias dos servidores estaduais e federais. Em 2005, Lula fez mais alterações na Previdência, mediante a Emenda 47. Quanto à Dilma, enviou uma proposta de reforma ao Congresso em janeiro de 2016. Só que não tinha mais apoio político para aprovar nada. Na internet, podemos encontrar vídeos dos dois defendendo a necessidade de reformas da Previdência. Mas, é claro que os petistas NUNCA lembram disso, não é mesmo? Melhor o discurso POPULISTA e MENTIROSO. Esse é o jeito petista de fazer política.

  3. Vagas nao serao preenchidas. Se aposentou foi para a previdencia. Nao da para contratar outro pra ativa. Teto de Gastos por 20 anos. Se aumentou despesas previdencia, tem que diminuir em algum canto. Se diminui na contratacao de ativos. Com isso mais deficit da previdencia, porque nao tera dinheiro novo na previdencia de um novo funcionario. Camisa de força. O teto de gastos nao leva em consideracao as receitas que podem crescer se a economia voltar a crescer. Visao miope, o que interessa são os gastos. Entao paciencia.

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NOVO RECORDE: Inadimplência no Brasil chega a 84,2 milhões de pessoas, aponta Serasa; dívida média é de R$ 7 mil

Foto: Shutterstock

O número de brasileiros com contas em atraso chegou a 84,2 milhões em setembro, o maior já registrado pela Serasa. O total representa um aumento de 6% em relação ao mesmo mês de 2025 e supera os 83,9 milhões registrados em agosto.

Os dados fazem parte do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas no Brasil, divulgado pela Serasa e publicado pelo portal UOL nesta segunda-feira (2). Desde 2020, o número de consumidores negativados cresceu 34,17%.

As dívidas acumuladas somam R$ 597,4 bilhões, alta de 0,9% em relação a agosto. Em média, cada pessoa inadimplente deve R$ 7.093,83, valor equivalente a aproximadamente 4,4 salários mínimos.

Bancos e cartões de crédito concentram a maior parcela das dívidas, com 27,16% do total. Em seguida aparecem as financeiras, com 20,66%, e as contas básicas de água, luz e gás, que representam 20,32%.

Entre os inadimplentes, 50,5% são mulheres e 49,5% homens. A faixa etária de 41 a 60 anos concentra a maior parcela, com 35,7%, seguida pelos brasileiros de 26 a 40 anos (33,2%). Pessoas acima de 60 anos representam 20,1%, enquanto os jovens de 18 a 25 anos correspondem a 11% do total.

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JUROS: Banco Central decide na quarta-feira (4) nova taxa Selic, hoje em 13,75% ao ano

Foto: Banco Central/Divulgação

A taxa básica de juros da economia brasileira volta ao centro das atenções nesta quarta-feira (4), quando o Banco Central anunciará a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o novo patamar da Selic. Atualmente em 13,75% ao ano, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual na reunião de setembro.

A decisão leva em consideração fatores como inflação, atividade econômica, mercado de trabalho, contas públicas e cenário internacional.

O mercado financeiro acompanha a possibilidade de um novo corte. Segundo o último Boletim Focus, a expectativa das instituições financeiras é que a Selic encerre 2026 em 13,25%. A projeção não representa uma garantia de redução nesta reunião.

O que é a Selic e como ela afeta o bolso

A Selic é a principal ferramenta do Banco Central para controlar a inflação. Quando os preços estão pressionados, juros mais altos encarecem o crédito e tendem a reduzir o consumo. Já os cortes buscam estimular empréstimos, investimentos e atividade econômica.

Uma eventual redução pode favorecer quem pretende contratar empréstimos ou financiamentos, mas o repasse não é automático. As instituições financeiras também consideram riscos de inadimplência, impostos e custos operacionais. Contratos com juros fixos já assinados não têm suas parcelas alteradas apenas pela mudança da Selic.

No cartão de crédito e no cheque especial, os juros também podem ser influenciados pela taxa básica, mas costumam permanecer muito acima dela.

Impacto nos investimentos

A queda da Selic tende a reduzir gradualmente os rendimentos de aplicações atreladas ao CDI e de títulos pós-fixados, como CDBs e Tesouro Selic. A rentabilidade também depende de impostos e taxas.

Na poupança, porém, a regra permanece a mesma enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano: rendimento de 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR).

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COLUNA DO ESTADÃO: Alcolumbre aciona ‘modo Lula’ e negocia até o ‘impossível’ para tentar reeleição no comando do Senado

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), acionou o “modo Lula” na tentativa de ser reeleito para o comando da Casa na votação marcada para fevereiro, quando começa a nova legislatura. Na busca de votos, ele começou até a “negociar o impossível” e também alardeou o apoio de lideranças que sequer votam no pleito.

A concessão de indulto, por exemplo, é prerrogativa exclusiva do Poder Executivo. Além disso, na condenação dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro, a decisão deixou claro que a medida estava vetada. Na outra frente, as propostas de anistia sofrem forte resistência no STF e no próprio governo — ou seja, mesmo se avançarem no Congresso, serão derrubadas posteriormente.

Para completar, esses acenos não sensibilizaram o núcleo bolsonarista raiz, que mantém restrições ao nome do senador e diz que Davi Alcolumbre não cumpriu acordos com eles nos últimos quatro anos. O presidente do Senado, embora esteja interagindo com congressistas de diversos espectros políticos, segundo apurou a Coluna do Estadão, ele ainda não conversou com a ala radical do PL e tem admitido a interlocutores que não há articulação fechada sobre os temas.

Além disso, a fuga de Flávio, seguida de uma carta de teor golpista, minou a possibilidade de avanço com essas pautas.

Como antecipou a Coluna do Estado, a única negociação considerada viável, no momento, e que deve avançar no STF para abrir algum diálogo pacificador, é o julgamento da lei da dosimetria, que reduz as penas excessivas aplicadas aos condenados do 8 de janeiro.

Aliados sem voto

Após o resultado do segundo turno, Davi Alcolumbre recebeu apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua reeleição no comando do Senado. O congressista também anunciou que será apoiado pela federação União-PP, com base na manifestação dos presidentes dos dois partidos, Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda.

Na prática, contudo, ambos não poderão votar no presidente do Senado: Ciro não foi reeleito senador e Rueda é deputado.

Paralelamente, Alcolumbre já abriu negociações focadas no loteamento de espaços legislativos. Desde literalmente espaço físico- com a distribuição dos melhores gabinetes -, ao compromisso de entrega de relatorias e comissões, como as do Orçamento de 2027.

Coluna do Estadão – Por Roseann Kennedy

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[ÁUDIO] DESESPERADOR: ‘Mayday, vamos bater no chão’, disse piloto em conversa com controlador durante queda de avião na Flórida

Uma sequência de alertas e gritos de desespero marcou os últimos minutos de voo de um Learjet 60 que caiu em Palm Beach, na Flórida, neste domingo (1º). Em áudio da comunicação com os controladores de tráfego aéreo, a piloto relata problemas com gelo e turbulência, declara emergência e, pouco antes do impacto, afirma: “Vamos bater no chão”.

As nove pessoas que estavam a bordo morreram, segundo o secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy. A aeronave havia decolado de Austin, no Texas, com destino às Bahamas, e caiu em um bairro residencial, próximo a uma avenida movimentada.

Na gravação, obtida pelo site LiveATC, a tripulação informa que voava a 35 mil pés de altitude, enfrentando turbulência moderada e formação de gelo. A piloto também relata temperatura externa de -47°C e, posteriormente, pede autorização para subir a 37 mil pés, cerca de 11,3 quilômetros.

A situação se agravou quando o avião começou a apresentar uma descida descontrolada. “Mayday, Mayday! Estamos descendo 10 mil pés por minuto”, alertou a piloto.

Mayday é uma chamada internacional de socorro utilizada em situações de emergência grave, quando uma aeronave precisa de assistência imediata.

Em seguida, a tripulação informou que a velocidade de descida havia chegado a 20 mil pés por minuto. Em um dos momentos mais dramáticos, a piloto disse: “Vamos bater no chão”. Pouco depois, gritou: “Olhe lá fora, Jack, olhe lá fora! Estamos sem tempo”.

Avião caiu 30 mil pés (cerca de 9 quilômetros) por minuto

Dados de rastreamento analisados pela Associated Press (AP) indicam que o avião chegou a descer 30 mil pés (cerca de 9 quilômetros) por minuto, velocidade que ultrapassa os limites de projeto da aeronave. O jato também teria apresentado uma inclinação acentuada para a direita antes de atingir o solo.

O avião caiu às 12h50 no horário local (16h50 em Brasília), pouco mais de duas horas após a decolagem. Imagens feitas por pessoas que estavam em veículos mostram a aeronave despencando e explodindo perto da avenida. O impacto abriu uma cratera no asfalto, espalhou destroços e provocou uma densa fumaça preta.

As causas do acidente ainda são desconhecidas. Especialistas apontam que a formação de gelo e a turbulência podem ter contribuído para a queda, mas ressaltam que outros fatores precisam ser analisados. O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB) ficará responsável pela investigação. Até a última atualização, as identidades das vítimas não haviam sido divulgadas.

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MERCADO: Inflação pode chegar a 6,1% em 2027, enquanto PIB deve crescer apenas 0,5%

Foto: Getty Images

O cenário econômico para 2027 ficou mais pessimista após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Instituições financeiras revisaram para cima suas projeções de inflação e reduziram as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), diante dos riscos de aumento dos preços e da incerteza sobre a política fiscal do próximo governo.

O Itaú elevou sua previsão de inflação de 4,6% para 6,1% no próximo ano e reduziu a estimativa de crescimento do PIB de 1,2% para apenas 0,5%. Já o Daycoval pretende aumentar sua projeção de 4,2% para 4,7%. A Lifetime Investimentos também trabalha com uma inflação superior a 5%.

O cenário é ainda mais preocupante para o ASA, que prevê crescimento próximo de zero em 2027 e não descarta uma recessão, dependendo da evolução das expectativas do mercado.

Fatores que pressionam a inflação

Entre os principais fatores de pressão sobre a inflação estão a alta do dólar, que avançou 9,17% na semana seguinte à eleição; o possível fim da escala 6×1, que pode elevar os custos das empresas com a contratação de funcionários; e os efeitos do El Niño sobre a produção e os preços dos alimentos. Também preocupam a implementação da reforma tributária, diante de uma alíquota da CBS superior à esperada, e o aumento dos combustíveis, pressionados pela permanência do petróleo acima de US$ 100 e pela retomada de impostos federais com o fim dos subsídios.

Política fiscal e aumento dos gastos públicos

Outro ponto de preocupação é a política fiscal. Investidores temem que Lula mantenha uma estratégia de aumento dos gastos públicos, dificultando o controle da dívida e pressionando ainda mais os preços. A indefinição sobre o futuro ministro da Fazenda e os rumos da política econômica também aumenta a cautela do mercado.

A projeção mediana do boletim Focus ainda aponta inflação de 4,34% em 2027, mas o número vem sendo revisado para cima. Na avaliação de economistas, sem medidas para equilibrar as contas públicas, as expectativas inflacionárias podem continuar aumentando nos próximos anos. Além da inflação, a manutenção de juros elevados tende a prejudicar o consumo, os investimentos e o acesso ao crédito, ampliando o risco de desaceleração da economia brasileira.

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EUA vão às urnas nesta terça-feira em disputa pelo controle do Congresso e pelo futuro do governo Trump


Foto:  Ruters /Kylie Cooper

Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato (midterms), em um pleito que redefinirá o controle do Congresso americano e poderá impor severas travas à segunda metade do mandato do presidente Donald Trump. Estão em jogo todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado.

A votação ocorre em um cenário de desgaste para a Casa Branca. A insatisfação popular com o custo de vida, a desaceleração econômica, as tarifas comerciais e os impactos geopolíticos do conflito com o Irã enfraqueceram a base governista. Atualmente, os republicanos mantêm maiorias estreitas em ambas as Casas, o que amplia o otimismo do Partido Democrata para retomar o controle do Legislativo.

Embora o nome de Trump não conste nas cédulas, o resultado terá impacto direto sobre a governabilidade até janeiro de 2029. Caso a oposição conquiste a maioria na Câmara ou no Senado, o governo enfrentará forte paralisia legislativa, aumento da fiscalização sobre o Executivo e restrições para a aprovação de reformas e orçamentos.

Com informações do Metrópoles

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[VÍDEO] Fantástico revela detalhes inéditos das investigações sobre a fuga de Flávio Bolsonaro


Vídeo: Reprodução/TV Globo

O Fantástico revelou neste domingo (1°), detalhes inéditos das investigações da Polícia Federal que revelam como foi montada a logística de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos. A reportagem refez o trajeto percorrido pelo parlamentar até Puerto Iguazú, na Argentina, ponto de partida do voo privado que o levou a Miami junto com a família. Flávio deixou o país após o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenar a apreensão de seus passaportes.

Registros de fronteira obtidos pelo programa mostram que duas vans cruzaram a ponte que liga Foz do Iguaçu ao lado argentino na noite da travessia. Os dados migratórios confirmam que no segundo veículo viajavam três pessoas: o motorista, o advogado Roberto Jorge Alexandre, que atuou na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e um cidadão israelense apontado como ex-oficial do serviço de inteligência de Israel, com histórico de registros fotográficos ao lado de autoridades como o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Opinião dos leitores

  1. E o lulinha vive aonde?. Até agora nadadeira investigação contra ele, e o irmão de lula o frey(de mão)onde está?. Nada se apura contra esses meliantes.

    1. O Lulinha nao é foragido, reside na Espanha, teve seu sigilo bancário aberto e está a disposição da justiça quando o convocarem. Vc ainda vive na bolha bolsonarista?

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DO RN PARA BRASÍLIA? Fátima Bezerra é cotada para assumir ministério social no governo Lula


Foto: Ricardo Stuckert

A governadora do Estado, Fátima Bezerra (PT), entrou forte na bolsa de apostas de Brasília para compor o primeiro escalão do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nos bastidores do Palácio do Planalto, o nome da petista potiguar ganha tração para comandar um ministério na área social.

A movimentação ocorre em momento de alta prestígio político de Fátima com a governança federal. Além de ter conseguido eleger seu sucessor no Executivo potiguar, a governadora acumula o reconhecimento público do próprio presidente. Em conversas com aliados, Lula costuma pontuar a trajetória da gestora no estado, destacando sua resiliência diante dos duros e violentos ataques machistas que enfrentou ao longo dos anos de mandato no RN.

Outro fator que joga a favor da indicação é a pressão interna no Planalto por representatividade: a eventual escolha de Fátima atenderia diretamente ao compromisso de manter um contingente expressivo de mulheres no alto escalão da equipe ministerial de Lula.

Com informações da Coluna Painel / Folha de São Paulo

Opinião dos leitores

  1. não espanta a quadrilha é composta por incompetentes, parasitas do dinheiro público, a começar pelos 9 dedos

  2. Esse governo “eleito” é o puro atestado de insanidade mental de quem “voto” para eleger.

  3. Interessante se essa Fátima Bezerra não teve nem competência aqui do RN, só mesmo uma analfabeto como Lula faria esse convite, cruzes.

    1. Elegeu seu sucessor desconhecido, elegeu uma senadora também desconhecida e aumentou a bancada do PT na assembleia. Imagina se ela fosse competente, né?

  4. Que bosta de país é esse?
    Um canhão desses em um ministério, só de fosse do roubo, da corrupção ou da destruição?
    Estamos literalmente FUDIDOS.

  5. ENQUANTO ISSO 8 ANOS DE ATRASO NO RN, MISERICÓRDIA , HOSPITAIS AOS PEDAÇOS . SEGURANÇA ZERO. EDUCAÇÃO ÚLTIMO MUNDO.

    1. Fátima pegou o RN aos pedaços e transformou no estado mais seguro do Nordeste.

    2. Farias, só se foi seguro pelo atraso. Hoje, perde pra todos os estados do nordeste. O pior cego é aquele que não quer enxergar. 68% de desaprovação.

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Flávio Bolsonaro rejeita entrevista ao Fantástico sem garantia de íntegra e critica reportagem da Globo


Reprodução/TV Globo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais neste domingo (1º) para criticar a reportagem do Fantástico, da TV Globo, sobre sua saída do país após o resultado das eleições presidenciais. Na publicação, o parlamentar explicou ter recusado conceder entrevista ao programa por não obter a garantia de que a conversa seria exibida na íntegra, sem cortes ou restrições editoriais aos temas abordados.


Flávio alegou que a recusa da emissora limitará o espaço para a apresentação de sua versão dos fatos. Ao classificar as recentes decisões judiciais que o atingem como atos de perseguição política, o senador justificou sua viagem ao exterior e declarou: “Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz”.

A manifestação antecede a exibição da matéria especial do jornalístico, focada nas investigações sobre os bastidores e os desdobramentos de sua partida do território nacional.

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Após eleições, esquerda decide manter ‘Exército de Janones’ ativo para defender governo Lula


Foto: Ricardo Stuckert

A estratégia digital da esquerda continuará no centro do planejamento político do grupo, mesmo após o término da disputa eleitoral. A manutenção da articulação nas redes sociais é defendida por lideranças, influenciadores e pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apontam a necessidade de consolidar o engajamento conquistado na reta final da campanha.

Um dos principais articuladores dessa estratégia foi o deputado federal André Janones (Rede-MG). O parlamentar coordenou o “Exército do Lula”, grupo no WhatsApp que reuniu mais de 10 milhões de integrantes e operou com alertas e mensagens de alto apelo popular para amplificar conteúdos da campanha. Aliados do petista creditam ao engajamento dessa rede um papel relevante no resultado da disputa contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Janones defende agora que a estrutura seja mantida para sustentar o diálogo contínuo com a militância durante o governo.

A intensidade da campanha digital também impactou a rotina de Lula. Pressionado por aliados e conselheiros de comunicação, o presidente passou a usar o celular com mais frequência na fase final da disputa e agora pretende adotar canais digitais diretos com a população para reduzir a dependência de intermediários.

Em paralelo, a regulamentação das plataformas digitais volta a figurar como pauta prioritária do governo. Integrantes da campanha questionaram a atuação das redes durante o período eleitoral e levantaram dúvidas sobre a neutralidade da distribuição de conteúdos. Consultada, a Meta negou qualquer tipo de interferência no processo eleitoral.

Com informações da Mathias TV

Opinião dos leitores

  1. defender as mentiras que eles inventam pra os jumentos acreditar… seu soubessem que lula iam ferrar tanto assim com a jementalhada, teria votado nele e levado 10 velhinhos dementes kkkk

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