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Pedir demissão é melhor que sofrer com esgotamento por excesso de trabalho, diz autor de “Morrendo por um salário”

Autor de “Dying for a paycheck” (Morrendo por um salário, em tradução livre) diz que uma vez que você arruinou sua saúde física e psicológica por estar em ambientes nocivos, pode ser muito difícil reverter esse dano.

Jeffrey Pfeffer – PR NEWSWIRE

1.Uma das conclusões de seu livro é que o esgotamento no trabalho, conhecido como burnout, é um problema que extrapola um setor específico da indústria ou uma única profissão. O que isso revela sobre o atual sistema econômico?

Para ser claro: este não é um livro sobre burnout. É um livro sobre a maior causa de doenças, mortes e gastos com saúde no mundo. De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 75% dos gastos com assistência médica globais são com doenças crônicas. Essas enfermidades são causadas, em grande parte, por estresse e por comportamentos como fumar e beber, pelo abuso de drogas e por comer em excesso. E o estresse, que motiva essas atitudes, é em muitos casos originado nos locais de trabalho. O local de trabalho é um sério problema de saúde pública. Condições prejudiciais (à saúde) ali certamente não se limitam a determinados países, níveis de renda e ocupações. Afetam trabalhadores manuais e burocráticos. Acho que isso diz menos sobre o sistema capitalista e mais sobre como as pessoas gerenciam empresas. Há muitas empresas competindo com sucesso sem “matar” seus funcionários. Esse é um problema das empresas, não do sistema.

2.Quais são as causas e os sintomas mais comuns que levam ao esgotamento no trabalho?

As causas, ou as condições de trabalho mais prejudiciais à saúde, são insegurança econômica – como demissões –, falta de controle do trabalho – microgerenciamento –, conflito entre trabalho e família, longas jornadas, turnos de trabalho e ausência de processos, ou justiça, nos locais de trabalho. Os sintomas, por sua vez, são exaustão, incapacidade de concentração, distúrbios estomacais, erupções cutâneas e necessidade de muitos medicamentos prescritos – por exemplo, pílulas para dormir, antidepressivos – para lidar com a rotina laboral.

3. Para as empresas, como prevenir – em vez de remediar – os efeitos nocivos do esgotamento no trabalho?

De fato, temos de nos concentrar mais na prevenção do que na necessidade de correção. E a resposta mais simples é não fazer as coisas que causam os problemas de saúde. Exemplos: proibir o assédio moral e abuso no local de trabalho; não tolerar discriminação de raça e gênero; limitar as horas de trabalho; implementar políticas que facilitem o equilíbrio entre as obrigações trabalhistas e familiares; não demitir – sim, isso é possível: a Southwest Airlines, em um setor muito volátil, nunca teve demissões ou licenças. E, por fim, fornecer apoio social aos trabalhadores. As iniciativas de bem-estar se concentram frequentemente no lugar errado – nos funcionários individualmente, em vez de na cultura da empresa. Se há um chefe ou um local de trabalho que não oferecem a seus funcionários controle sobre seu emprego, que não os colocam em uma situação de segurança econômica, com a constante ameaça de demissão, a reação pode ser, por exemplo, fumar mais, beber ou usar substâncias narcóticas ilegais, porque são as válvulas de escape que as pessoas têm para lidar com ambientes estressantes.

4. E para os trabalhadores?

Demitir-se. Não há outra alternativa.

5. O que o senhor diria para uma pessoa que vive em uma situação de esgotamento no trabalho e não pode se demitir por razões financeiras?

Não aceito a premissa dessa questão. Se você está em uma sala cheia de fumaça – e sabemos que muitas práticas no local de trabalho são tão prejudiciais quanto o fumo passivo –, você precisa sair. Se você não puder sair, precisará enfrentar as consequências para sua saúde. E, uma vez que você arruinou sua saúde física e psicológica por estar nesses ambientes nocivos e tóxicos, pode ser muito difícil reverter esse dano.

6. O senhor acredita que, apesar de oferecer facilidades, o WhatsApp pode ser um inimigo dos trabalhadores? Deveria haver regras para seu uso corporativo?

Acredito que todas as redes são projetadas para viciar. Isso porque, quanto mais tempo as pessoas investem nesses aplicativos, mais publicidade a empresa proprietária pode vender e mais dinheiro ela ganha. Eu não destacaria uma rede social em particular, como o WhatsApp. São as pessoas que precisam limitar o tempo em que elas se expõem e aprender a deixar o trabalho nos locais de trabalho.

7. O Brasil passou por uma das piores crises econômicas dos últimos tempos, com o fim de centenas de milhares de empregos formais e o aumento do desemprego. Qual é a relação entre insegurança econômica e o estresse no mercado de trabalho?

Existe uma extensa literatura epidemiológica que relaciona o desemprego e os baixos salários a problemas de saúde. Há, portanto, uma relação direta entre a perda de emprego e a mortalidade. Evidências científicas mostram que as demissões podem aumentar a taxa de suicídio em até duas vezes e meia. E também que o risco de doenças cardiovasculares sobe quase 50% após a perda de emprego.

8. Como, em um contexto de crise, desemprego e muita pressão – como é o caso da economia brasileira —, as pessoas podem ter qualidade de vida no trabalho?

Devemos entender o seguinte: demissões raramente resolvem problemas econômicos. Longas horas de trabalho são, até certo ponto, inversamente proporcionais a ganhos de produtividade. Muito do que as empresas fazem resulta em prejuízos, tanto para elas próprias quanto para os funcionários. É claramente uma situação de perde-perde.

9. O senhor acredita que o aumento nos casos de esgotamento no trabalho pode estimular o trabalho autônomo? Quais as principais consequências desse processo?

O trabalho autônomo não é a solução para os problemas de estresse no ambiente corporativo. Isso porque a insegurança econômica é maior. Há uma enorme quantidade de dados que sugerem que, quando as pessoas não têm certeza sobre quais serão seus horários e sua rotina laboral, isso também é uma fonte significativa de estresse. Se você não sabe quantas horas vai trabalhar, obviamente também não saberá quanto dinheiro vai ganhar. A Gallup define que um bom trabalho é o de tempo integral. A consultoria também mostra que a proporção de bons empregos em uma economia está diretamente correlacionada com o PIB per capita dos países. As pessoas podem abandonar seus chefes e os lugares acreditando que terão mais flexibilidade e uma vida menos estressante. Mas, no fim das contas, você terá de contrabalançar essas fontes de estresse com o estresse da insegurança econômica e os riscos da vida de freelancer.

10. Do ponto de vista da saúde emocional e mental, o que ajuda a tornar uma pessoa produtiva?

As pessoas são produtivas quando estão motivadas e engajadas no trabalho. E as pessoas são motivadas e engajadas quando têm algum nível de autonomia em suas atividades – controle do trabalho –, quando são cuidadas – têm suporte social –, quando têm amigos, quando são tratadas como adultos, quando podem tomar decisões, além de usar e desenvolver seus dons e habilidades. Atividades que colocam as pessoas em contato umas com outras são importantes. Os seres humanos são animais sociais. Gostamos de estar em grupos e, portanto, situações que criam esse clima de apoio social são positivas. O outro ponto é que, à medida que as pessoas envelhecem, elas gostam de ser adultas e tratadas como tais. Algumas situações no trabalho infantilizam e tiram delas um certo senso de controle. Portanto, empregos que proporcionam um senso de autonomia, um sentimento de realização, são bons exemplos de práticas de trabalho em que as pessoas vão prosperar em vez de ficar angustiadas.

11. As pessoas que estão em um local de trabalho tóxico e que vão a entrevistas de emprego devem observar o que para não repetir o erro?

É bom perguntar, basicamente, sobre todos os aspectos que afetam a saúde e causam a chamada “toxicidade” no local de trabalho. Perguntar, por exemplo, se as pessoas empregadas estão tendo férias adequadamente; se estão trabalhando fora do horário regular e nos fins de semana; que remédios estão usando para lidar com a rotina laboral; perguntar quais são as regras. Não acho que isso seja uma abordagem irracional ou estranha. É só descobrir o que o espera. “Quanto controle terei sobre minha agenda?”

12. De quem é a responsabilidade de um local de trabalho saudável: mais das empresas, do sistema de saúde ou do governo? Ou é compartilhada?

Um ambiente saudável nos locais de trabalho depende sobretudo das empresas. É delas a responsabilidade de criar condições de trabalho adequadas para seus funcionários. Os empregadores precisam reconhecer que têm um compromisso pelo bem-estar de seus funcionários e devem monitorar questões como o uso de medicamentos controlados, saber como está o bem-estar físico e mental dos funcionários. Agora, se isso não acontecer de forma voluntária, alguma regulamentação do governo pode ser apropriada.

13. Para as pessoas, a consequência final do esgotamento no trabalho é a morte. E para empresas? Quais podem ser as piores consequências?

As piores consequências para as empresas são a rotatividade excessiva e funcionários improdutivos – o que também, no limite, pode levá-las à “morte”. As empresas precisam ter dimensão da extensão e do custo de locais de trabalho prejudiciais. Esse é o primeiro passo. Caso contrário, nunca farão nada.

14. Como diferenciar quem está realmente sofrendo de esgotamento no trabalho de alguém que está com preguiça de trabalhar ou indisposto?

No nível individual, é praticamente impossível saber. Mas, para dar um exemplo recente e real do Vale do Silício, aqui nos Estados Unidos: quando as chamadas de emergência para ambulâncias estão ocorrendo quase diariamente em uma empresa, sabe-se que, de fato, há um problema.

Época

 

Opinião dos leitores

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Política

MENTE SEM PISCAR: Rogério Marinho chama Lula de “pai da mentira” e diz que Lulinha virou “craque dos negócios”

Foto: Waldemir Barreto

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, comentou em seu perfil no Instagram, a participação do presidente Lula, na sabatina do Jornal Nacional, ocorrida nessa quinta-feira: “Lula mente sem pudor. Diz que acabou com a fome enquanto o povo enfrenta comida cara, salário corroído e família endividada. O pai da mentira criou a carestia e volta a enganar o povo e zombar da miséria que o PT espalhou”.

Recentemente, Marinho usou seu perfil no X para criticar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho primogênito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Marinho compartilhou uma reportagem do Poder360 sobre Lulinha morar em um condomínio de alto padrão no bairro La Moraleja, em Madri (Espanha), onde também ficam as mansões dos jogadores de futebol Vini Júnior e Rodrygo Goes, do Real Madrid. O senador também publicou uma imagem feita com inteligência artificial que mostra o filho de Lula na Plaza Mayor, um dos principais pontos turísticos da capital espanhola.

Na legenda da publicação, o senador declarou o seguinte: “Lulinha virou craque dos negócios: de Atibaia a Madrid, o padrão PT não falha. Enquanto o povo aperta o cinto, a família presidencial circula no luxo. Corrupção muda de endereço, mas o método continua”.

Com informações do Poder 360

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Economia

IRRESPONSABILIDADE: Investidores estão apreensivos, após Lula dizer que não está preocupado com a dívida pública brasileira

Foto: Reprodução/TV Globo

As declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a sabatina do Jornal Nacional reforçaram o temor do mercado em relação ao cenário fiscal em caso de uma reeleição do petista em outubro, segundo analistas ouvidos por VEJA Negócios nesta sexta-feira, 28. Na avaliação dos especialistas, entre os candidatos que já participaram das sabatinas, Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) foram os que apresentaram propostas mais alinhadas às expectativas do mercado para a economia.

Na quinta-feira, Lula afirmou que não está preocupado com a trajetória da dívida pública, que passou de 72% do Produto Interno Bruto (PIB) para 82% durante seu terceiro mandato. A própria equipe econômica projeta que o endividamento chegue a 87% do PIB até 2029. “A mim, não preocupa a dívida pública”, afirmou o presidente-candidato durante a sabatina promovida pela TV Globo.

Lula atribuiu o aumento da dívida ao baixo crescimento da economia nos últimos anos, o que teria elevado a proporção dos compromissos em relação ao PIB. “Na medida que você começa a crescer a economia, a dívida começa a cair”, disse.

O presidente também minimizou o atual nível de endividamento ao comparar a situação brasileira com a de outros países, como os Estados Unidos, cuja dívida alcançou o recorde de 40 trilhões de dólares, equivalente a cerca de 120% do PIB americano.

Para Gustavo Trotta, especialista e sócio da Valor Investimentos, as declarações do presidente são preocupantes para o mercado. Segundo ele, ao afirmar que não está preocupado com a dívida, Lula sinaliza que o governo não pretende dar prioridade ao problema, o que não transmite tranquilidade aos investidores.

A comparação com os Estados Unidos também é inadequada, na avaliação de Trotta. Isso porque os países apresentam condições distintas de financiamento. Enquanto economias desenvolvidas conseguem conviver com níveis mais elevados de endividamento pagando juros relativamente baixos, o Brasil enfrenta uma taxa de juros real próxima de 10% ao ano.

“Ter uma dívida de 80% com o maior juro real do mundo é muito pior que ter uma dívida de 120% com juro quase perto de zero”, afirma Trotta.

Com informações de Veja

 

 

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Brasil

MINUTA DE CONTRATO: PF investiga se Luchsinger intermediou negócios junto aos Correios

Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) apura uma suposta atuação da lobista Roberta Luchsinger para intermediar negócios junto aos Correios, segundo O Globo.

A suspeita surgiu a partir de uma minuta de contrato encontrada no celular da empresária e de uma mensagem enviada por ela em que menciona a estatal.

Roberta é alvo de um inquérito que apura a existência de um grupo que, com a participação do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria praticado tráfico de influência em órgãos públicos.

O arquivo encontrado no celular da lobista se refere a um acordo entre a RL Consultoria e Intermediações, da qual ela é sócia, e a Safe Consig Tecnologia da Informação, especializada no fornecimento de uma plataforma para gerenciamento de empréstimos consignados de servidores públicos.

O documento previa o pagamento de uma comissão de 50% à consultoria de Roberta sobre as vendas realizadas pela Safe Consig.

“A título de comissão pelas vendas que realizar, fará jus ao percentual de 50%, que deverá ser calculado sobre o valor total verificado no sistema de financiamento da contratante Safe, mais especificamente sobre o valor líquido”, diz trecho da minuta do contrato.

Em 13 de maio de 2024, Roberta enviou a seguinte mensagem a Saulo de Tasso, sócio da Safe Consig:

“Saulo me mandou revisado agora. Vou assinar, tá?”, afirmou a lobista.

A defesa de Saulo nega qualquer contato entre a empresa e Roberta. O outro sócio, Rodrigo Feitosa, também afirmou que a empresária e Lulinha não intermediaram a negociação.

Correios

Duas semanas após a mensagem, a Safe Consig foi contratada pelos Correios.

O acordo deu à estatal o direito de utilizar uma plataforma fornecida pela empresa para administrar a margem de empréstimos consignados de 84 mil funcionários.

O modelo prevê o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento.

O contrato foi assinado em 28 de maio de 2024.

Proximidade com Lulinha

Na ocasião, o acordo foi firmado pelo então presidente dos Correios, Fabiano Silva, e por Maria do Carmo Lara Perpétuo, então diretora Econômico-Financeira, Tecnologia e Segurança da Informação da estatal.

Fabiano integra o Grupo Prerrogativas, que reúne advogados e pesquisadores próximos ao governo Lula. O coordenador da iniciativa é Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa de Lulinha no caso que apura suposto tráfico de influência para beneficiar a amiga lobista.

Maria do Carmo, por sua vez, foi prefeita de Betim (MG) pelo PT.

Ambos já deixaram os Correios.

Em nota, a estatal afirmou não ter “conhecimento de irregularidades relacionadas à contratação ou à execução do contrato”.

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Brasil

FORBES: Brasil tem 255 bilionários em 2026; maioria dos super ricos ficou ainda mais estribada no governo Lula

Pelo quarto ano, Eduardo Saverin é o homem mais rico do Brasil. Foto: Divulgação/Forbes

Pelo quarto ano seguido e mesmo tendo perdido patrimônio no período, o confundador do Facebook Eduardo Saverin lidera a lista dos maiores bilionários do Brasil. De acordo com o ranking divulgado pela Forbes na última quinta-feira (27), o Brasil tem 255 bilionários em 2026, com fortuna combinada de R$ 1,86 trilhão.

Entre os dez primeiros, quem mais subiu no ranking foi Ricardo Faria, da Granja Faria, que saltou da 21ª para a 10ª posição com o patrimônio quase dobrando. Já Carlos Alberto Sicupira foi o único do top 10 a cair de posição, recuando da 6ª para a 9ª colocação.

Dos 10 bilionários, nove são homens. A lista revelou que a maioria dos super ricos ficou ainda mais rica: 151 bilionários (59,2%) aumentaram a fortuna no período, 77 (30,2%) perderam riqueza e 27 (10,6%) mantiveram a fortuna.

Segundo os organizadores, a lista Forbes Bilionários Brasileiros é elaborada considerando várias fontes. Como ocorre com a Forbes nos Estados Unidos, a informação mais importante são as ações listadas em bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2026.

Além de serem públicos, esses dados são oficiais e auditados. Assim, a publicação pondera que, visto que a lista considera apenas as informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados. Na maioria dos casos não são considerados itens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações, exceto se o participante da lista concordar em fornecer esses dados. Em alguns casos, o patrimônio de irmãos ou familiares pode ser consolidado ou separado.

Com informações do Correio 24h

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Brasil

INVERSÃO DE CULPA: “Não reclamo do comportamento do jornalista”, diz Lula, após criticar e interromper globais

Foto: Reprodução/ TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 6ª feira (28.ago.2026), que não reclama do “comportamento do jornalista”, em referência à sabatina realizada na Globo na 5ª feira (27.ago). Na entrevista, o petista criticou uma pergunta feita pela jornalista Renata Vasconcellos.

“Eu não reclamo do comportamento do jornalista porque ele está lá para falar de coisas que eles querem que sejam feitas, não aquilo que eu quero. Eu nunca espero que o jornalista vá fazer perguntas pra me agradar”, afirmou o presidente em declaração a jornalistas em Salvador (BA), antes de evento com o candidato ao governo da Bahia Jerônimo Rodrigues (PT).

Na sabatina, ao ser questionado sobre dívida pública e a trajetória das contas do governo, Lula disse que esperava que uma jornalista da “qualidade e competência” de Renata pudesse iniciar a pergunta “falando diferente”.

Lula interrompeu a jornalista Renata Vasconcellos, da TV Globo, 11 vezes durante sua entrevista à emissora.

Com informações de Poder 360

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Cultura

Espetáculo “Francisco – Um Auto Popular” leva poesia e cultura nordestina ao palco do TAM

Foto: Divulgação

O palco do Teatro Alberto Maranhão será tomado pela poesia e pela fé no dia 10 de setembro com o espetáculo “Francisco – Um Auto Popular”, em apresentação única.

A montagem revisita a trajetória de São Francisco de Assis com linguagem nordestina, unindo teatro, música e dança em uma encenação poética e popular. O espetáculo é apresentado pela Cia. Atos Populares, com dramaturgia e direção de Vinicius Fortunato e coreografia de André Rosa.

Uma obra que mistura fé, cultura popular e emoção em um rito cênico que fala de simplicidade, natureza e humanidade.

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Geral

SABATINA NO JN: Lula fez “mansplaining” contra Renata Vasconcellos, diz Natuza

Foto: Reprodução

Após a sabatina com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada na noite desta quinta-feira (27) no Jornal Nacional, a jornalista Natuza Nery afirmou que o petista fez “mansplaining” com Renata Vasconcellos.

Mansplaining, termo, difundido principalmente pelo feminismo, é quando um homem explica algo a uma mulher de maneira condescendente, assumindo que ela não entende do assunto ou que ele sabe mais do que ela, mesmo quando ela é especialista. A palavra une os termos em inglês man (homem) e explaining (explicando).

– Tem um momento que me incomodou. Quando ele não concorda com a pergunta da Renata e tenta explicar qual é a maneira correta de perguntar para ele. Tem um nome para isso que é o mansplaining – afirmou Natuza durante o Central das Eleições, na GloboNews.

Na sequência, a jornalista reforçou:

– Ele tentou ensinar a Renata a perguntar.

A pergunta de Renata abordava o crescimento da dívida pública durante o governo Lula. A jornalista destacou que o endividamento havia ultrapassado R$ 10 trilhões e chegado a 82% do Produto Interno Bruto (PIB), além de questionar os efeitos dessa trajetória sobre os juros, o crédito, os investimentos e o orçamento das famílias.

Lula respondeu à questão dizendo esperar que uma jornalista “da tua qualidade, da tua competência” começasse o questionamento de outra maneira. Na sequência, ele próprio apresentou uma formulação alternativa.

Com informações de Pleno News

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Eleições 2026

[VÍDEO] LACRADOR: A “meninice” de Allyson Bezerra ao passar correndo para provocar Álvaro Dias demonstra que ele não tem maturidade para administrar o RN

Imagem: Reprodução

Circula nas redes sociais um vídeo do candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) passando correndo em frente à comitiva de Álvaro Dias (PL), seu adversário na eleição de 2026, que também realizava um ato de campanha nesta sexta-feira (28) no bairro de Lagoa Nova, em Natal.

Álvaro Dias estava em cima de um palanque móvel, no início da concentração para dar a largada na movimentação política, quando de repente Allyson Bezerra passou correndo pelo candidato do PL. O ex-prefeito de Mossoró se notabilizou nas redes sociais pelos pulos e carreiras que dava quando visitava os municípios do RN. A performance lhe rendeu o apelido de “candidato TikTok”.

Ao passar correndo em frente à comitiva de Álvaro, sabendo que estava sendo filmado, com o único intuito de provocar para gerar uma reação e, consequentemente, obter engajamento nas redes sociais, Allyson comprovou mais uma vez que merece o apelido que lhe deram. A atitude infantil demonstra que o candidato, como apontam seus adversários, não tem a maturidade necessária para administrar o Rio Grande do Norte.

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Brasil

Luciano Hang reage à MP de Lula: ‘Querem destruir o varejo nacional’

Foto: Reprodução

O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, divulgou um pronunciamento em suas redes sociais para rebater a Medida Provisória n° 1.357. O texto, do governo Lula, tenta zerar o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50 nas plataformas digitais do exterior. A proposta escancara uma manobra eleitoral da atual gestão, que criou a própria “taxa das blusinhas” de 20% em 2024 para engordar a arrecadação e agora tenta recuar do tributo por causa da impopularidade.

O fundador da Havan destacou o peso dos tributos sobre as empresas instaladas no território nacional, onde a taxação sobre quem produz alcança até 120%. A tributação excessiva vem acompanhada de burocracia, encargos trabalhistas, regras ambientais e juros elevados.

Hang ressaltou que não se opõe à concorrência com produtos importados, mas cobra isonomia de condições. “Se o imposto é zero para o estrangeiro, queremos imposto zero para o brasileiro também”, disse no vídeo publicado nesta sexta-feira, 28.

O empresário apelou ao Congresso Nacional para travar a tramitação da proposta se o governo federal não conceder a mesma desoneração às companhias locais. Hang ressaltou que a concessão de privilégios a companhias internacionais resultará no fechamento de estabelecimentos, demissões em massa e maior dependência externa de produtos básicos.

A crítica do empresário ganha força em meio ao estrangulamento do mercado interno, prejudicado pela taxa Selic alta, pela escassez de crédito e pela queda nas vendas. A crise afeta gigantes históricos do varejo e da indústria brasileira como um todo, que recorrem à Justiça para evitar a falência imediata.

A Casas Bahia enfrenta disputas bilionárias em sua recuperação extrajudicial para renegociar débitos de R$ 1,19 bilhão. Nesta semana, a paralisia financeira atingiu também o setor de alimentação, com o pedido de recuperação judicial da rede Habib’s por dívidas de R$ 265 milhões, e a base industrial, com a recuperação extrajudicial solicitada pela petroquímica Braskem em São Paulo.

Com informações da Revista Oeste

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Geral

Início do horário eleitoral deve aumentar ataques no vale-tudo entre Lula e Flávio, estampa Veja

Foto: Reprodução

Na primeira semana oficial de campanha, o debate esquentou. Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, a esquerda concentrou esforços em mobilização da militância, nas entregas do governo e na discussão sobre soberania nacional, em especial tentando contrapor a independência de Lula a uma alegada submissão bolsonarista a Trump. Já a direita estruturou sua ofensiva em torno de economia, corrupção, segurança e contestação das instituições.

Os escândalos tendem a ganhar mais espaço, mas, já em um primeiro momento, as revelações em torno de Lulinha colocaram o filho do presidente no ringue eleitoral: nada menos que 2 520 posts, com 23,5 milhões de interações, foram registrados em apenas uma semana. Também ganham corpo discussões que põem em xeque a lisura democrática, como a retomada do negacionismo em relação às urnas e as suspeitas sobre a Justiça Eleitoral.

O cenário no início da campanha eleitoral projeta uma disputa apertada. Segundo a última pesquisa BTG/Nexus, Lula tem 46% contra 45% de Flávio em um eventual segundo turno. Além disso, há a resiliente rejeição dos eleitores a ambos (49% para Lula e 48% para Flávio), além da alta desaprovação do petista (49%), o que sinaliza o acirramento do duelo de rejeições que pode definir a disputa. Nesse ponto, a artilharia contra o adversário pode render mais do que falar das próprias qualidades.

Depois de despejar mais de 200 bilhões de reais na economia ao longo do primeiro semestre, Lula chega ao início da propaganda eleitoral obrigatória em rádio e TV, na sexta-feira 28, ainda sem resposta satisfatória aos indícios de que Lulinha negociou com empresários acesso a gabinetes de seu governo. Já Flávio vem tentando fugir como pode da polêmica relativa ao financiamento de Dark Horse, embora eleitoralmente pareça ter resistido ao desgaste trazido pela revelação, em maio, de áudio no qual cobrava Daniel Vorcaro, do Banco Master, sobre um repasse de milhões de reais.

O início do horário eleitoral deve esquentar ainda mais o clima de vale-tudo entre as campanhas. A fotografia do momento é um fator preponderante para compreender como será a estratégia de cada um. Com 5 minutos e 31 segundos de cada bloco de 12 minutos e 30 segundos, o petista deve tentar emplacar uma agenda positiva, falando sobre as tratativas com o Congresso para zerar a “taxa das blusinhas”, proibir a escala 6×1 e aprovar a PEC da Segurança Pública.

Em peças nas redes sociais, a campanha tem destacado o combate à violência contra a mulher, o desemprego baixo e as defesas da soberania e do Pix. No lado de Flávio do ringue, a estreia no horário eleitoral, no qual terá 4 minutos e 20 segundos por bloco, combinará propostas para a segurança e o controle da inflação de alimentos com ataques a fragilidades de Lula nessas áreas.

Algumas das gravações que fez nas últimas semanas tiveram como cenário comércios varejistas, em que explora a comparação entre preços de itens da cesta básica hoje e sob o governo de seu pai, além de ironizar a promessa de Lula de que o povo voltaria a “comer sua picanha e tomar sua cervejinha”.

Com informações de Veja

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