Judiciário

Permanência de Moraes em inquérito contra Bolsonaro pode gerar risco de anulação, alertam juristas

Foto: Wilton Junior/Estadão

As investigações da Polícia Federal que revelaram um trama para matar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin, reforçam entre juristas uma posição que vem ganhando corpo há muito tempo: o ministro do STF deveria se declarar impedido de julgar os casos envolvendo a tentativa de golpe de Estado articulada por apoiadores e integrantes do governo Jair Bolsonaro.

Juristas ouvidos pela reportagem do Estadão afirmam que os fatos revelados pela PF são graves e exigem uma apuração rigorosa. Como Moraes era um alvo direto dos golpistas, seria ideal que ele se declarasse impedido de continuar na condução do inquérito na Corte. Segundo esses especialistas, essa medida pode evitar que brechas processuais sejam exploradas pelas defesas dos envolvidos e que poderiam levar à anulação do caso. O afastamento também fortaleceria a legitimidade do Supremo, especialmente diante do atual contexto de crise de confiança que a instituição enfrenta.

Procurado via assessoria e por meio do STF, Moraes não se manifestou. Em fevereiro, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Corte, rejeitou um pedido da defesa de Bolsonaro pelo impedimento de Moraes. “Para essa finalidade, não são suficientes as alegações genéricas e subjetivas, destituídas de embasamento jurídico”, disse Barroso.

Na última semana, o decano do Supremo, ministro Gilmar Mendes, também manifestou apoio à permanência de Moraes na condução dos inquéritos nos quais é apontado como vítima. Mendes afirmou que “seria um absurdo” e que “não faz sentido” afastar Moraes do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado.

Relatório da PF que embasou a Operação Contragolpe e que contribuiu com o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e 36 de seus aliados revelou que parte dos investigados chegou a executar uma operação clandestina denominada “Copa 2022,” cujo objetivo principal era capturar e assassinar Moraes, como parte de um plano mais amplo para instaurar um golpe.

Após os indiciamentos, cabe à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir pela apresentação da denúncia. Em seguida, Moraes, como relator do inquérito, pode optar por submeter a denúncia à apreciação da Primeira Turma do STF — composta por Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Luiz Fux e ele próprio — ou levá-la ao Plenário, que reúne os 11 ministros da Corte. Na sequência, caberá ao Supremo decidir se aceita a denúncia e inicia o processo, tornando réus os indiciados, ou se arquiva o pedido.

Na análise do jurista e professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF) Gustavo Sampaio, as condutas reveladas indicam que os investigados tinham a intenção de perpetrar crimes contra o Estado Democrático de Direito, por meio de ações direcionadas especialmente contra Moraes — uma circunstância que, na avaliação de Sampaio, deveria levar o ministro a considerar a possibilidade de se declarar impedido de julgar o caso. Esse mecanismo é aplicado quando há indícios de que o magistrado possua interesse pessoal ou manifeste parcialidade no caso, comprometendo sua isenção.

“Neste caso específico, me parece que é de toda prudência que o ministro se afaste da relatoria, para que o tribunal não fique sob suspeita, sob questionamento, sob discussão. Isso preservaria mais a imagem do tribunal”, pontua.

Ele acrescenta que, caso Moraes se declare impedido, a relatoria será redistribuída por sorteio entre os ministros do Supremo.

O jurista e ex-desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo Wálter Maierovitch concorda. Para ele, Moraes deveria se declarar suspeito, não apenas por figurar como vítima, mas por ter conduzido o inquérito, desempenhando um papel semelhante ao de um juiz de garantias. O instituto, considerado constitucional pelo Supremo com o voto favorável de Moraes, prevê a designação de um magistrado exclusivamente para a fase de inquérito, durante a qual são realizadas prisões cautelares, buscas e apreensões ou bloqueios de bens.

Após a denúncia, a competência é transferida para outro juiz, garantindo a imparcialidade no processo. Embora o instituto seja aplicável apenas à primeira instância, Maierovitch considera contraditória a postura de Moraes ao permanecer no caso.

“Ora, se eles defenderam isso, é uma hipocrisia virarem agora as costas. E uma contradição. Nós estamos numa situação patética. Como o Brasil vai ser visto internacionalmente com um juiz que é vítima e julgador? Não estou atacando a pessoa do Alexandre de Moraes. Sou professor de processo penal e isso é estarrecedor para quem atua como operador dessa área do direito processual, constitucional e penal”, pontua.

Em sua avaliação, a amplitude de atribuições exercidas por Moraes guarda semelhanças com o ocorrido na Operação Lava Jato, quando o então juiz Sérgio Moro foi criticado por sua atuação em diferentes investigações. “Tivemos o caso da parcialidade do Moro. Será que já esquecemos? É preciso levar em conta o histórico de Moraes, não é só esse inquérito”, diz.

Brechas processuais

Maierovitch destaca que a permanência do ministro no caso pode gerar contestações futuras por parte das defesas dos investigados, especialmente por meio da arguição de suspeição.

O professor de Direito Penal da USP Gustavo Badaró avalia que, embora o caso esteja no Supremo — última instância do Judiciário, o que dificulta a anulação de atos processuais relevantes —, pedidos de revisão podem ser bem-sucedidos, especialmente se for identificado um possível vício de competência relacionado a Moraes — situação em que o caso é conduzido por um juiz que não seria o responsável legal para julgá-lo. O jurista lembra que, na Lava Jato, o STF julgou casos da operação e, posteriormente, revisou seu entendimento, alterando suas próprias decisões.

“Se acolhida, anularia todos os dados processuais praticados por ele. Mas pode estar existindo um vício de competência”, explica Badaró.

Uma das brechas apontadas pelo professor diz respeito à competência em casos atribuídos à relatoria de Moraes, considerando que o inquérito que apura o suposto plano de golpe de Estado não é o único no qual Bolsonaro aparece como investigado com o ministro como relator.

Sob o comando do inquérito das fake news, instaurado em 2019 pelo próprio STF, Moraes também centraliza a condução de outras investigações, incluindo as relacionadas aos atos antidemocráticos de 2021, às milícias digitais e aos ataques de 8 de janeiro. Todos esses casos permanecem sob o comando de Moraes, com base na regra de que quando há conexão entre os fatos investigados, a competência para julgar os processos deve ser mantida com o mesmo magistrado. Ou seja, a partir do inquérito das fake news, Moraes assumiu, por prevenção, a relatoria de outras investigações devido ao elo probatório nas diferentes ações.

Na avaliação de Badaró, há uma interpretação extensiva do instituto da conexão e, portanto, nem todas as investigações podem ter relação entre si, sendo necessário, nessa situação, separá-las e sorteá-las para outros ministros.

Declaração de impedimento fortaleceria legitimidade da Corte

Wálter Maierovitch destaca que a percepção de que Moraes irá condenar a maioria dos envolvidos na investigação é um indicativo da necessidade de que o magistrado se declare impedido, o que fortaleceria a legitimidade da Corte. “A exemplo daquela velha história da Cornélia, mulher de César: não basta ser honesta, é preciso aparentar ser honesta.”

Gustavo Badaró cita a teoria da aparência de imparcialidade, adotada pela Corte Europeia de Direitos Humanos para avaliar questionamentos sobre a neutralidade de magistrados. “Não basta que o juiz seja imparcial; ele também deve, aos olhos da sociedade, parecer imparcial, para que a sociedade acredite na legitimidade do julgamento”, explica.

O criminalista e coordenador do curso de Direito da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Marcelo Crespo, vai além e destaca que Moraes já deveria ter se declarado impedido anteriormente, considerando o histórico de inquéritos relacionados ao mesmo grupo de investigados. “A Corte está muito personalizada na figura de Moraes, então ele se afastar seria um resguardo para o próprio Supremo, fortalecendo a imagem da instituição”, ressalta.

O criminalista e professor de Direito Penal da PUC-RS Aury Lopes Jr. concorda. “Seria salutar que o ministro que participou da investigação se declarasse suspeito (até por foro íntimo), pois é evidente o imenso prejuízo que decorre dos pré-juízos que ele já realizou. A contaminação, no sentido de ausência de imparcialidade por já ter a imagem mental preestabelecida, é inegável. Não existe uma ‘blindagem’ cognitiva que permita um posterior julgamento imparcial”, diz.

O presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), Renato Vieira, pontua, por sua vez, que o Supremo enfrenta um desafio complexo: distinguir ofensas pessoais dirigidas a seus ministros — mesmo quando atuam em funções temporárias, como no caso de Moraes, alvo de Bolsonaro e seus aliados durante sua presidência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2022 — de ações que configuram ataques ao Estado Democrático de Direito.

“Talvez a Corte se depare entre ter que separar o que coloca uma pessoa individualmente como vítima, e assim interessada em se autoproteger e condenar alguém; e outra, que coloca a instituição como um todo como vítima de um ataque antidemocrático”, explica, destacando que o tema da imparcialidade de Moraes precisa ser enfrentado pelo plenário do STF.

“Se há possibilidade de se cogitar da suspeição de ministro, isso deve ser debatido pela Corte, e não pelo próprio ministro. E a deliberação deve vir sem demora para se evitar prolongamento de tentativa de deslegitimar a atuação judicial que, no fim, não é de responsabilidade exclusiva de um ministro, mas de todos da Corte”, completa.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Pessoal na boa! Ele pode tudo!!! Tem apoio dos pares…..Só tem um poder capaz de colocar freio nessa situação….SENADO FEDERAL !!!!!

  2. tudo que a GADAIADA IMUNDA queria, só que nao vai nao kkkk XANDÃO vai ate o final do processo, será quem vai assinar a tão esperada prisão do vagabundo corno miliciano, chupa gadaiada imunda é peiaaaaa nesse corno vagabundo

    1. Concordo com vc amigo essa gadaiada são uns idiotas que só sabem mentir . Viva a democracia. Viva Alexandre de Moraes que teve coragem e altivez para que esse energúmeno não desse o golpe de estado. Cadeia nesse usurpador de joias, ladrão de gasolina, segundo ciro Gomes kkk
      Viva Lula que venceu para que nossa democracia não caísse nas mãos desses quadrilheiros e vagabundos

    2. Como bem falou um maluco em relação as quatro linhas da constituição: Tentativa de golpe é o caralho, tentativa de matar alguém o cassete! Tá mais do que na hora de parar com essa palhaçada. Enquanto isso, o país tá na merda.

    3. Seu codinome representa bem os eleitores e defensores do maior ladrão que está na presidência, esquerdiotização pura.

  3. O Brasil já vive uma ditadura, as leis já não cumpridas, portanto, risco zero de anulações de processos.

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[VÍDEO] Adolescente de 14 anos desaparece após ser levado por correnteza em Barra de Cunhaú

Um adolescente de 14 anos desapareceu no mar após ser levado pela correnteza na Barra de Cunhaú, no litoral Sul do RN, neste domingo (11). As buscas pelo jovem contam com apoio do helicóptero Potiguar 01.

Quatro jovens entraram no mar e enfrentaram dificuldades. Pessoas que estavam na praia conseguiram retirar três deles da água, mas o quarto adolescente desapareceu.

O Corpo de Bombeiros foi acionado e iniciou as buscas, reforçadas pela chegada do helicóptero cerca de dez minutos depois.

De acordo com os bombeiros, o trecho onde os jovens entraram no mar não é indicado para banho e possui muitas pedras, aumentando os riscos para os banhistas. Até a última atualização, o adolescente não havia sido localizado.

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“TOMAR BANHO E NÃO USAR DROGAS”: perfis pró-Lula dão dicas de aparência para militantes pedirem voto nas ruas

Imagem: Reprodução/X

A apresentação pessoal de quem pede votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais virou tema de preocupação e orientações por parte de apoiadores, com publicações sobre o assunto ganhando forte repercussão nas redes sociais.

Uma das postagens é do perfil Magdiel, identificado com ‘Ramosal’ no X, que é seguido pelos deputados federais Paulo Pimenta (PT-RS) e Tabata Amaral (PSB-SP), além do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias.

Na última quarta-feira (7), o administrador da conta orientou os militantes a não se descuidarem da roupa e do hálito ao abordar eleitores.

“Se vão pedir votos para o Lula, vão bem arrumados”, escreveu Magdiel. A orientação inclui roupa limpa, tênis, desodorante e pouco perfume. “Aparência conta. Chinelo, roupa suja, bafo ou mau cheiro espantam votos”, acrescentou ele.

Em outra publicação, o perfil Athos profanos no Instagram, administrado por um estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal da Bahia (UFBA) que se intitula “militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR)” – pediu sobriedade de lulistas durante manifestações.

“Durante uma manifestação não fique bebendo, usando qualquer droga que altere sua consciência”. O texto também recomenda evitar atos libidinosos. “Você está ali para dialogar com trabalhador, pra lutar por um direito”, justificou.

Em tom informal, o perfil pró-Lula sugeriu deixar a diversão para depois: “Assim que acabar o protesto vai geral pra um bar se desgraçar, é só esperar, sabe?”. A publicação, feita neste sábado (10), já somava mais 670 mil visualizações na manhã deste domingo (11).

Gazeta do Povo

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TEAM KIMURA: 33 anos de história, um legado que não para de crescer!

Uma história que nasceu em Natal, ultrapassou fronteiras e continua sendo escrita por novas gerações.

A Team Kimura celebrou 33 anos de história no dia 10 de outubro, com uma programação especial marcada por aprendizado, integração e valorização das raízes da equipe. As atividades incluíram os Seminários Kids e Adulto, realizados no Palácio dos Esportes, em Natal, sob a condução do fundador da equipe, Jair Lourenço, que veio dos Estados Unidos para participar do evento.

A programação foi encerrada na sede da Team Kimura – Matriz Natal, com a presença de líderes das unidades do Rio Grande do Norte e a participação on-line de representantes de outras regiões. O encontro teve como objetivo fortalecer a integração da equipe, alinhar propósitos e definir estratégias para 2027.

Fundada em Natal, em 1993, a Team Kimura construiu uma trajetória pautada na prática do Jiu-Jitsu, na disciplina e na formação de pessoas. Ao longo de 33 anos, a equipe ampliou sua atuação para além das fronteiras do Rio Grande do Norte.

Além do ensino da arte marcial, a instituição destaca a formação de novas gerações e a preservação de valores como parte de sua missão, buscando dar continuidade ao legado construído desde sua fundação.

Com o lema “Nada resiste ao trabalho”, a Team Kimura celebra sua história e reforça o compromisso com o desenvolvimento do Jiu-Jitsu e a formação de novos praticantes.

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Canal oficial da Casa Civil do governo Lula publica ofensas a bolsonaristas e depois apaga mensagem

Imagem: Reprodução

O canal oficial da Casa Civil da Presidência da República no WhatsApp publicou, neste domingo (11), uma mensagem com palavrões direcionados a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O conteúdo foi apagado por volta das 13h10. O canal possui mais de 18 mil seguidores e tem selo de verificação da plataforma.

A publicação reproduzia um texto sobre posicionamento político. “Imagina não me posicionar com medo de perder amigos e parentes. Eu tenho medo é de perder meus direitos”, dizia o post.

Além da postagem, acrescentava ofensas a parentes e conhecidos identificados como bolsonaristas.

“Eu quero é que PARENTES E CONHECIDOS que são bolsonaristas vão tomar bem no meio do CU!…”, dizia o texto, acompanhado de emojis.

O portal Metrópoles confirmou que o endereço correspondia ao canal oficial divulgado pela Casa Civil. O órgão foi procurado, mas não havia respondido até a publicação da notícia.

Durante o período eleitoral, a comunicação institucional dos órgãos públicos está sujeita a restrições previstas na legislação para preservar a imparcialidade da administração e a igualdade entre os candidatos.

Opinião dos leitores

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TSE manda tirar do ar canal no WhatsApp criado por Janones para apoiar Lula por replicar fake news em massa

Foto: Nelson Almeida/AFP

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou neste domingo (11) que a Meta suspenda, em até três horas, o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-SP). A página reúne cerca de 3,3 milhões de seguidores.

A decisão atende a um pedido do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o canal de promover desinformação coordenada e orientar usuários a replicar em massa conteúdos reconhecidamente falsos pela Justiça Eleitoral.

“A liberdade de expressão não é salvo-conduto para o ilícito eleitoral, e a paridade de armas entre os candidatos não sobrevive à conversão de uma ferramenta de comunicação em instrumento de desinformação em massa às vésperas do pleito”, afirmou o ministro Nunes Marques na decisão.

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PESQUISA DATATRENDS: Flávio lidera com 53,1% contra 46,9% de Lula

Imagem: Reprodução/Datatrends

Flávio Bolsonaro aparece com vantagem de 6,2 pontos percentuais sobre Lula nas intenções de voto no segundo turno de acordo com a pesquisa do Instituto Datatrends divulgada neste domingo (10).

O levantamento mostra Flávio com 53,1% dos votos válidos, enquanto o Lula surge com 46,1%. A distância entre os dois candidatos supera a margem de erro do levantamento.

A pesquisa foi realizada entre 7 e 9 de outubro, com 2.000 eleitores, margem de erro de 2,19 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Registro TSE: BR-03576/2026.

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Meta rebate campanha de Lula e diz que alegações sobre interferência eleitoral são falsas e não encontram respaldo nos fatos

Foto: Akub Porzycki / Getty Images

A Meta, dona das plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, afirmou que as alegações feitas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre interferências eleitorais são “simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”. A campanha do petista acusou a empresa de tentativa de interferência no processo eleitoral e acionou TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A Meta afirmou que muitos dos problemas técnicos mencionados pela campanha de Lula não afetaram somente o Brasil ou apenas contas específicas nas plataformas. A empresa também que cumpre as normas eleitorais no país.

“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. Muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas nossas plataformas. Cumprimos com as normas eleitorais e estamos comprometidos com a isonomia do uso das nossas plataformas por todos”, diz a nota da Meta.

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Marinha alerta para ventos de até 60 km/h em trecho do litoral do RN

Imagem: Marinha do Brasil

Ventos de até 60 km/h podem atingir parte do litoral do Rio Grande do Norte até a noite de segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida. O alerta foi emitido pela Marinha do Brasil e começou a valer na noite deste sábado (10).

No RN, o aviso abrange o trecho entre Touros e Tibau, passando por municípios como São Miguel do Gostoso, Galinhos, Guamaré, Macau e Areia Branca.

A Marinha recomenda que navegantes consultem as condições meteorológicas antes de sair ao mar e orienta a divulgação do aviso às comunidades de pesca e às pessoas que praticam atividades náuticas de esporte e recreio.

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Flávio Bolsnaro ganha 1,9 milhão de seguidores nas redes sociais após 1º turno, contra 392 mil de Lula

Foto: Reprodução/Agência Senado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ganhou 1,9 milhão de seguidores no Instagram, YouTube e Facebook desde o primeiro turno, quase cinco vezes os 392 mil novos seguidores registrados por Lula (PT) que busca a reeleição. Os dados são de levantamento da agência Bytes, divulgados pelo Poder 360.

No mesmo período, apesar do crescimento menor na base de seguidores, Lula acumulou mais interações nas publicações. Foram 7,2 milhões, contra 5,8 milhões de Flávio. A diferença se inverte na média por postagem, quando o senador registrou cerca de 448 mil interações por publicação, enquanto o presidente teve aproximadamente 102 mil.

Segundo a Bytes, Flávio publicou 13 conteúdos no período, enquanto Lula fez 70 publicações. A agência avalia que os números podem indicar maior mobilização dos apoiadores de Flávio em torno de cada postagem.

A diferença também aparece entre parlamentares. Deputados do PL somam cerca de 210 milhões de seguidores nas principais redes sociais, enquanto deputados do PT e de partidos aliados ao governo reúnem 72 milhões. Entre os nomes de maior alcance está Nikolas Ferreira (PL-MG), com 52 milhões de seguidores.

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Brasileiros se endividam ou gastam a poupança para pagar contas básicas, como água e luz, aponta levantamendo da FGV

Foto: Getty Images/iStockphoto/Rawpixel

Brasileiros estão gerando novas dívidas ou gastando a poupança para conseguir pagar contas básicas, como água, luz e gás. Em setembro, 24,9% precisaram dessas alternativas para cobrir despesas do dia a dia, o maior percentual para o mês desde 2022, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) divulgado pelo Estadão.

A dificuldade financeira atinge as famílias mesmo com o desemprego em baixa. A taxa ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor nível para o período desde 2012. Segundo pesquisadores da FGV, o elevado endividamento e a estabilização da renda do trabalho reduzem a capacidade das famílias de equilibrar o orçamento.

O problema afeta diferentes faixas de renda. Entre brasileiros com renda familiar acima de R$ 4,8 mil, 25,7% recorreram a dívidas ou à poupança para pagar despesas cotidianas. Entre aqueles com renda de até R$ 4,8 mil, o índice foi de 24,3%.

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