
Foto: reprodução/BBC News Brasil
A Pfizer afirmou nesta terça-feira, 5, que não mantém “negociações paralelas com governos estaduais” para um possível fornecimento direto da vacina contra a Covid-19 desenvolvida em parceria com a BioNTech. A empresa americana admitiu, porém, que tem recebido contato de alguns estados brasileiros, mas continua em negociações com o governo federal, de quem aguarda uma definição.
Na segunda-feira, 4, o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Eduardo Lula, que também é secretário de Saúde do Maranhão, disse, em entrevista à rádio CBN, que os estados iniciaram negociação paralela para a aquisição da vacina da Pfizer. “A gente tem cobrado do Ministério da Saúde, precisamos de uma data. E, neste caso, a gente não tem nem data para iniciar a imunização. Hoje, a gente iniciou uma negociação com a Pfizer, porque a gente não vai ficar só olhando para o alento”, disse o presidente do Conass.
Na nota divulgada nesta terça-feira, 5, a Pfizer ressaltou que “tem atuado com os governos federais em todo o mundo para que sua vacina possa ser uma opção na luta contra a pandemia”. O imunizante já está aprovado e em uso em diversos países, incluindo Estados Unidos, Canadá e países membros da União Europeia.
A negociação entre a Pfizer e o governo federal para a compra da vacina contra a Covid-19 se estende, sem nenhuma definição, desde agosto de 2020 quando a companhia apresentou a primeira oferta de fornecimento do imunizante, que permitiria começar a vacinação no início deste ano. Na ocasião, o governo federal ignorou a farmacêutica, de acordo com o presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, em entrevista à VEJA em agosto.
A Pfizer então iniciou uma negociação direta com os estados. Entretanto, nenhum acordo foi fechado, já que o governo federal demostrou interesse na compra do imunizante após a divulgação dos resultados dos testes clínicos fase 3, que atestaram a segurança e eficácia de 95% da vacina.
Em dezembro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou a compra de 70 milhões de doses da vacina. O governo assinou a carta de intenção de compra, mas até o momento, não oficializou o acordo. Os entraves no acordo com o governo brasileiro incluem o não interesse da companhia em um acordo de transferência de tecnologia, as dificuldades de armazenamento da vacina e o termo de isenção de responsabilidade sobre eventos adversos futuros associados à vacina, exigido pela farmacêutica em contrato.
Veja
Não se esqueçam que o Brasil é um País emergente, e países emergentes estão recebendo vacina da Índia, segundo notícia veiculada no início dessa semana! O que fica difícil de entender, é como países mais pobres e menores que o Brasil, como Venezuela e Chile, já iniciaram a vacinação, mesmo que em caráter emergencial. Me faz acreditar, que é litígio político e que só vai ser tudo liberado no dia 20, ou seja, 05 dias antes do aniversário de São Paulo, pra não dar ao governo paulista, "as honras" de se começar tudo, antes do governo federal. O povo que pene, com essa birra política!
Que pena! Seria uma ajuda. Aasim como a rede particular.
É muito melhor a Pfizer negociar com os estados que querem realmente solucionar o problema da vacinação. Só assim o governo federal faz birra, breca e compra tudo para distribuir aos estados. Solução: queda de braço!
Qual a vacina ideal pro Brasil? Justifique. (é muito especialista…..).