
O PL (Partido Liberal) volta a mirar o projeto da anistia a envolvidos nos atos do 8 de janeiro de 2023 e na suposta tentativa de golpe de Estado a partir da semana que vem.
Até esta quarta-feira (27), o partido queria emplacar no plenário da Câmara dos Deputados a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem — de maior proteção aos parlamentares.
No entanto, diante de dificuldades de avançar com a proposta, a sigla avalia que o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF (Supremo Tribunal Federal) a partir de terça-feira (2) poderá dar mais visibilidade à pauta da anistia.
Apesar de extensa reunião entre líderes partidários e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para tratar da PEC da Blindagem na noite de quarta, não houve acordo sobre o texto em elaboração pelo relator Lafayette de Andrada (Republicanos-MG).
“Parecia que só interessava o PL e a direita. Devia interessar a todos os parlamentares. Já que queriam aparentar que era uma pauta só da direita, só vamos apoiar se um ou mais partidos também tiveram interesse. Seremos coadjuvantes, não mais protagonistas na PEC da Blindagem”, declarou o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), à CNN.
Embora ele diga que priorizarão a anistia, esse projeto também não tem consenso no Congresso, nem relator para apresentar já um texto final. Antes do mérito, seria preciso ainda votar a urgência da matéria.
A anistia que beneficie Jair Bolsonaro é um dos principais pleitos defendidos pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para a reversão do tarifaço e demais investidas dos Estados Unidos contra o Brasil.
Questionado pela CNN, Sóstenes disse haver insatisfações de Eduardo, mas negou que o filho do ex-presidente esteja já procurando outra sigla.
“Não chegou a esse ponto. Ele vai continuar com a gente e lutaremos pela manutenção do mandato dele até o fim.”
CNN
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