A Polícia Civil de Macaíba prendeu nesta segunda-feira (15) dois homens suspeitos de participação em homicídios cometidos na cidade.
O primeiro foi João Lucas Brito do nascimento,ele é suspeito de participação na morte do empresário Júnior Borges, ocorrida no dia 19 de março deste ano. O crime aconteceu após uma discussão. Um outro envolvido no homicídio, identificado como Glebson Romário Fernandes, já havia sido preso.
O segundo suspeito preso na manhã de hoje foi identificado como Alison da Silva, vulgo “Ouvido”. Ele tinha um mandado de prisão temporária em aberto e é apontado como o assassino de Francisco Cardoso de Lima, morto a pauladas no último dia 5 de março, no centro da cidade.
O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), disse nesta quarta-feira, 18, que o Supremo Tribunal Federal (STF) está se blindando e que o Senado Federal precisa cumprir seu papel de fiscalizar a Corte e punir eventuais abusos.
A manifestação ocorre um dia depois de a Polícia Federal (PF) cumprir mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, para investigar acessos a dados fiscais de integrantes do Supremo e familiares em sistemas da Receita Federal.
Gilberto Silva se manifestou pelo X. “O que o STF está fazendo é blindagem escancarada! Eles não vão parar, o Senado Federal precisa cumprir seu papel constitucional urgente. A população brasileira agora sabe de toda a verdade, o STF é a maior ameaça à nossa democracia”, escreveu o congressista.
O Senado é responsável por analisar os pedidos de impeachment contra os ministros do Supremo.
O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) se pronunciou na terça-feira, 17, sobre a investigação da PF.
A estatal afirmou que não realiza consultas a informações sigilosas e que a atuação se limita à operação da infraestrutura tecnológica utilizada por órgãos federais, como a Receita Federal.
Em nota oficial, a Empresa Nacional de Inteligência em Governo Digital declarou que “todos os sistemas desenvolvidos e mantidos pela estatal são integralmente rastreáveis, permitindo a identificação, o monitoramento e a auditoria de eventuais irregularidades”.
Segundo o Serpro, a atuação institucional é guiada por protocolos rigorosos de segurança e governança. A estatal afirmou ainda que sua atuação é pautada “pelo compromisso permanente com a segurança da informação, a privacidade, a proteção de dados e o estrito cumprimento da legislação vigente”, pontuou.
De acordo com a empresa, são adotados “controles técnicos e mecanismos de governança que asseguram integridade, confidencialidade e rastreabilidade das operações realizadas em seus ambientes tecnológicos”.
Sobre o acesso ao conteúdo das informações fiscais, o Serpro ressaltou que “seus empregados e empregadas não possuem acesso ao conteúdo das bases de dados dos órgãos clientes”.
A investigação foi aberta após a identificação de consultas consideradas ilegais a dados tributários sigilosos de integrantes do STF.
Um homem foi preso em flagrante após agredir violentamente a ex-companheira duas vezes no mesmo dia, no município de Maxaranguape, no litoral Norte do Rio Grande do Norte. A prisão ocorreu na terça-feira (17) quando ele tentava incendiar os pertences da vítima.
Segundo a polícia, a mulher foi atacada inicialmente dentro de casa, sofreu agressões físicas e cortes provocados por uma garrafa de vidro quebrada. Após receber atendimento médico em uma unidade de saúde, ela voltou para a residência e encontrou o agressor ainda no local, sendo novamente espancada, inclusive com chutes, na frente da filha.
O indivíduo foi localizado e detido por agentes da Polícia Civil do Rio Grande do Norte. A vítima relatou que o homem não aceita o fim do relacionamento.
A Polícia Civil reforça que casos de violência doméstica devem ser denunciados imediatamente pelo Disque Denúncia 181, com garantia de anonimato.
A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para investigar acessos e supostos vazamentos de dados por servidores da Polícia Federal gerou incômodo entre integrantes da própria Corte.
Ministros, inclusive aliados de Moraes, relataram desconforto com a condução da apuração, citando a falta de consulta prévia aos colegas. Há críticas ao fato de o procedimento ter sido aberto de ofício e de a Procuradoria-Geral da República não ter remetido a representação ao então presidente do STF, Edson Fachin, que estava de férias.
Nos bastidores, cresce o temor de que a postura adotada aprofunde a crise de credibilidade do Supremo, já abalada por efeitos colaterais do caso Master, e passe a imagem de “autoblindagem” institucional. Magistrados afirmam não conhecer a real dimensão das irregularidades investigadas e questionam a vinculação do caso ao inquérito das fake news, aberto em 2019 e sem prazo para conclusão.
A operação desta terça-feira (17) mirou servidores suspeitos de consultar e vazar dados de ministros e familiares, como a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes. A PF apura se houve motivação política ou financeira, a pedido da PGR.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou nesta quarta-feira o dispositivo que criava a licença compensatória para servidores do Congresso Nacional e Tribunal de Contas da União (TCU).
Os trechos foram incluídos em projetos que previam reajuste salarial para carreiras dos órgãos em cerca de 9% neste ano, além de criar outras benesses aos servidores do Legislativo.
O aumento para 2026 foi sancionado por Lula, mas o presidente vetou os reajustes previstos para 2027, 2028 e 2029. Segundo o Palácio do Planalto, os trechos foram derrubados pois a Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe a criação de despesas obrigatórias no fim do atual mandato, que se encerra em dezembro.
O que foi mantido
Aumento em cerca de 9% para servidores da Câmara, Senado e TCU em 2026
Substituição de gratificações pagas a servidores do Congresso. É um benefício limitado pelo teto constitucional, que pode ir de 40% (no mínimo) a 100% (no máximo) do vencimento básico do cargo ocupado pelo servidor
Ampliação do número de cargos, a elevação dos níveis de funções de confiança e a exigência de nível superior para carreiras do TCU
Reconhecimento de carreiras no Legislativo como careirras de Estado
O que foi vetado
Pagamentos retroativos (com verbas de exercícios anteriores) de benefícios para servidores
Licença compensatória para funções comissionadas e de assessoramento, com possibilidade de conversão em indenização, resultando em valores que poderiam ultrapassar o teto constitucional do serviço público
Regras que previam forma de cálculo semestral para aposentadorias e pensões
Reajustes de servidores do Legislativo para os exercícios de 2027, 2028 e 2029
O veto de Lula aconteceu após a aprovação dos projetos no Congresso reacenderam o debate sobre dispositivos criados para furar o teto. Também neste mês, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que os três Poderes revisem “penduricalhos” das folhas de salários do funcionalismo.
Segundo o Orçamento de 2026, o projeto parcialmente vetado por Lula teria um impacto de R$ 790 milhões neste ano, valor que será diminuído com a derrubada de benefícios.
Foto: Trump por Brendan SMIALOWSKI / AFP e papa Leão XIV por TIZIANA FABI/AFP
O Vaticano decidiu não integrar o “Conselho da Paz”, iniciativa criada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para tratar de conflitos internacionais, incluindo Gaza.
O posicionamento foi confirmado pelo cardeal Pietro Parolin, principal diplomata do Vaticano. Segundo ele, crises internacionais devem ser conduzidas prioritariamente pela Organização das Nações Unidas, e não por um fórum liderado por um único país.
O conselho, idealizado por Trump, prevê supervisionar uma administração temporária em Gaza após um cessar-fogo considerado frágil e terá sua primeira reunião em Washington nesta quinta-feira (19), com foco na reconstrução do território. O plano gerou críticas por não incluir representantes palestinos.
O Papa Leão XIV, primeiro pontífice norte-americano, chegou a ser convidado para integrar o grupo, mas a Santa Sé optou por não participar. Itália e União Europeia informaram que devem acompanhar os debates apenas como observadores.
Desde o início da guerra, a trégua em Gaza foi violada diversas vezes. O conflito entre Israel e o Hamas deixou dezenas de milhares de mortos, provocou crise humanitária e é alvo de investigações e acusações internacionais, rejeitadas por Israel, que alega legítima defesa.
O Ministério Público junto ao TCU recomendou a abertura de um processo para apurar a participação de autoridades federais em festas promovidas pelo então banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master. Os eventos teriam ocorrido, entre outros locais, em uma casa de veraneio em Trancoso, no sul da Bahia.
Segundo a representação, datada de 29 de janeiro, encontros conhecidos como “Cine Trancoso” reuniram integrantes dos Três Poderes, empresários, agentes do mercado financeiro e membros do meio jurídico. O pedido cita reportagens da revista Liberta e da Folha, que relataram festas luxuosas realizadas entre 2021 e 2022, inicialmente em imóvel alugado e depois comprado por empresas ligadas a Vorcaro.
Mensagens anexadas a um processo judicial mostram reclamações da antiga proprietária da casa sobre excesso de convidados, som alto, contratação de músicos e presença de mulheres, além da atuação da polícia local. Apurações da Folha indicam que eventos semelhantes também ocorreram em outras cidades do Brasil e no exterior, incluindo São Paulo, Nova York e Lisboa.
As festas passaram a ser comentadas nos bastidores políticos e financeiros à medida que avançam as investigações sobre o Master. Há relatos de encontros reservados a autoridades, com proibição de celulares, serviço de alto padrão, bebidas e vinhos caros, além da presença de modelos estrangeiras. Rumores indicam que imagens desses eventos teriam sido gravadas, hipótese que ganhou força após especulações de acesso da Polícia Federal ao celular de Vorcaro — o que a PF não confirma.
Um dos eventos mais citados teria ocorrido paralelamente ao Fórum Jurídico de Lisboa, conhecido como Gilmarpalooza, referência ao ministro do STF Gilmar Mendes. Outro teria sido um “after” da Semana do Brasil, em Nova York.
O caso também passou a ser explorado politicamente pelo MBL, que organizou protestos contra o Banco Master e divulgou conteúdos satíricos sobre a vida social do ex-banqueiro.
Em nota, a defesa de Vorcaro nega as acusações, classifica as informações como distorcidas e afirma que há uma tentativa de difamação e pré-julgamento antes da conclusão das apurações, ressaltando que não teve acesso aos autos até o momento.
Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro | Foto: divulgação
A liquidação do Banco Pleno, decretada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central, elevou para cerca de R$ 58 bilhões o custo total estimado do caso Master ao Fundo Garantidor de Créditos.
Segundo o FGC, apenas o Pleno exigirá R$ 4,9 bilhões para honrar depósitos cobertos, envolvendo cerca de 160 mil credores. Esse valor se soma a aproximadamente R$ 53 bilhões já relacionados ao Banco Master — incluindo uma linha de liquidez concedida em 2025, a liquidação do próprio banco em novembro e a do Will Bank em janeiro. O Pleno pertencia a Augusto Lima, ex-sócio do Master.
Como o Pleno já não integrava o conglomerado, investidores poderão ser ressarcidos em até R$ 250 mil por instituição. O FGC informou que o impacto final ainda está em análise.
Para recompor a liquidez, o conselho do fundo aprovou um plano emergencial: bancos devem antecipar até sete anos de contribuições (cinco anos imediatos, em três parcelas, mais 12 meses em 2027 e 12 em 2028) e pagar um aumento extraordinário de 30% a 60% nas contribuições mensais por pelo menos 60 meses. Há ainda a discussão sobre usar recursos do compulsório, medida que depende de aval do Banco Central.
O FGC afirmou que as discussões com as instituições associadas e o BC estão em andamento e que uma deliberação deve ocorrer no curto prazo.
Todas as pesquisas e trackings que o Palácio do Planalto teve acesso apontam numa só direção: foi catastrófico para Lula o desfile da Acadêmicos de Niterói.
Não só o conjunto da obra não agradou a quem a essa altura o governo deveria querer seduzir — os evangélicos. Foi pior: a ala que representou a “família tradicional” dentro de uma lata de conservas está sendo vista no próprio governo como o símbolo do desastre.
“Todo um trabalho de aproximação com os evangélicos foi jogado fora”, diz um líder petista.
Um ministro de Lula chega a dizer que essa ala é a “prova de que o governo não teve qualquer interferência na concepção do desfile”.
O fato é que o PT já começou desde ontem a tentar baixar o fogo.
Diz Edinho Silva, presidente do PT:
— A Acadêmicos de Niterói teve e tem autonomia para definir seu enredo e suas alegorias, tentar utilizar uma construção da escola para atacar o presidente Lula chega a ser ridículo; todos sabem do respeito que ele tem pela comunidade evangélica, e pelas suas lideranças.
Lucas 12,2: Porque não há nada oculto que não venha a descobrir-se, e nada há escondido que não venha a ser conhecido.
O mal por si só se destrói, mas ele não quer ir só, o mal esta sendo revelado, a verdade esta aparecendo. Chegou o momento das escolhas !!
Conversa para enganar os bestas. Sabiam de tudo e escolheram até quem iria representar o descondenado na avenida. Como viram que ficou claramente caracaterizada propaganda eleitoral antecipada e com a chuva de ações no TSE, resolveram alegar que foi um desastre e que não tinha conhecimento. Aconteceu as duas coisas: o xingamento explícito direcionado aos cristãos e a propaganda eleitoral antecipada na maior cara dura mesmo.
O fim da escala 6×1 e a implementação de jornada de trabalho de 36 horas semanais em discussão no Congresso Nacional podem gerar uma redução do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro de 6,2% se forem adotadas de forma imediata, sem regras de transição ou instrumentos para diminuição do impacto no mercado de trabalho.
A simulação ainda avalia que o custo da proposta sem adoção de ferramentas para atenuar o impacto da redução de jornada pode ocasionar em queda de renda per capita, fechamento de empresas e até mesmo perda de empregos.
Os efeitos foram apurados por um estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) assinado pelos professores Fernando de Holanda Barbosa Filho e Paulo Peruchetti.
Os pesquisadores usaram bases de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), considerando apenas a mão de obra como fator de produção e levando em conta o valor agregado à economia (que inclui informações do mercado formal e informal).
“É um exercício sobre os efeitos que as empresas podem enfrentar se nenhum instrumento for adotado para amenizar o aumento de custo de mão de obra que pode ocorrer de um dia para o outro”, explicou Barbosa Filho.
Atualmente, três PECs estão em debate no Congresso. A mais recente está na Câmara e implementa a jornada 4×3 sem transição (totalizando 36 horas por semana). Também na Câmara, outra proposta já tramita desde 2019 e prevê a diminuição gradual da jornada atual de 44 horas semanais num prazo de 10 anos até alcançar as 36 horas.
A proposta mais antiga é do Senado Federal. Ela está pronta para votação no plenário (sem data marcada) e determina redução imediata para 40 horas semanais (escala 5×2). E nova queda escalonada em quatro anos até 36 horas semanais (4×3).
Perdas
Com base em dados de 2024, o estudo apurou que o custo da hora trabalhada pode crescer 22%, se comparado ao pago na jornada de 44 horas por semana.
A queda na geração de riqueza varia entre os segmentos da economia e estão quantificados sem a previsão de ganhos de produtividade no período.
Os setores com maior perda de valor agregado com a adoção da nova jornada são: transportes (-14,2), indústria extrativa (-12,6%), comércio (-12,2%), Siup (serviços industriais de utilidade pública, -10,6%) e serviços de informação e comunicação (-10,5%).
O trabalho do FGV Ibre chama atenção para a dificuldade de se contar com ganhos de produtividade para ajudar na recomposição de custos das empresas.
É que entre 2012 e 2024, segundo o IBGE, a taxa nacional de crescimento da produtividade horas do trabalho foi zero. A estagnação no país se repetiu entre 2018 e 2024 e dos 12 segmentos pesquisados apenas Siup (5%), agropecuária (3,3%), construção (1,8%) e outros serviços (1,2%) alcançaram taxas positivas.
Com base no crescimento histórico dos ganhos de produtividade, apenas a agropecuária conseguiria compensar a perda de valor agregado com o aumento no custo de mão de obra.
E mesmo quando a simulação projeta um crescimento de 2% na produtividade hora do trabalho, apenas 2 dos 12 segmentos iriam alcançar a compensação.
Mão de obra
Os pesquisadores ainda apontam alguns impactos para a mão de obra. A redução de horas trabalhadas no comércio pode afetar a remuneração de quem recebe comissões por vendas.
Com base em dados oficiais, o estudo apontou que os trabalhadores com maior escolaridade (nível médio completo/superior incompleto e superior completo) seriam os beneficiados com aumento real de salário.
Pelos dados de 2024, esses grupos têm jornadas semanais maiores (39,3 e 38,9) enquanto trabalhadores sem instrução ou com fundamental incompleto já estão próximos da futura jornada (36,2).
Fernando de Holanda lembra que, na Constituição de 1988, o Brasil reduziu a jornada de trabalho máxima de 48 horas para 44 horas semanais. Apesar do corte grande, não houve ganhos de produtividade com a medida.
O Brasil precisa se preocupar em qualificar a sua mão de obra. Pra isso existe repasses mensais nas guias do INSS para o “SISTEMA S”. Todo trabalhador que estiver recebendo o seguro desemprego deveria ser obrigado a frenquentar um curso de qualificação ou requalificação no Sistema S. São medidas simples que num futuro próximo já poderíamos colher os bons frutos. Fica a dica para a classe politica tentar implementar no Brasil. Nao a escala 6×1 que é puramente eleitoreira.
Parabéns pelo comentário. Só faltou vc dizer que nas guias do INSS os repasses para o Sistema S é pago pelo patrão. Aliás, são muitos penduricalhos pagos pelos patrões nessa guia.
Não vai reduzir nada vai melhorar a vida do trabalhador e ele vai produzir mais.
A Avenida da Alegria, na Redinha, encerrou sua programação de Carnaval nesta terça-feira (17), consagrada como um dos principais polos da folia natalense. Ao longo dos quatro dias oficiais da festa, somados à prévia do carnaval, o polo ultrapassou o número de meio milhão de pessoas ao longo da programação que reuniu grandes nomes da música.
O último dia contou com apresentações de Cavaleiros do Forró, Xanddy Harmonia e Capilé, encerrando com mais de 80 mil pessoas um ciclo que transformou a região e ofereceu estrutura completa de segurança, transporte e acessibilidade.
O prefeito Paulinho Freire comentou a transformação vivida na região. “A gente sempre acreditou no potencial da Redinha e de toda a Zona Norte. Ver essa avenida cheia de famílias, moradores e visitantes mostra que a região tem força para receber grandes eventos e continuar crescendo. É um movimento que valoriza o bairro, gera renda e faz a cidade olhar ainda mais para esse lado de Natal.”
Para quem vive na Redinha há décadas, o Carnaval de 2026 representou uma transformação histórica. João Francisco, 70 anos, e sua esposa, Nanete Brito, moradores da Avenida da Alegria há mais de 30 anos, acompanharam a festa de perto.
“É muito bom poder estar na companhia da minha esposa e da minha família, vendo toda essa festa de camarote que é a minha casa. Foi muito bonito ver essas bandas passando aqui, vendo a animação do povo. Tudo muito organizado”, declarou.
A aposentada Sebastiana Matias, frequentadora assídua dos tradicionais blocos da Redinha, viveu pela primeira vez a experiência da Avenida da Alegria. “É o primeiro carnaval que eu passo aqui na Avenida da Alegria, que eu nunca tinha vindo. Eu vinha pra cá, curtia os bloquinhos, mas não vinha pra cá porque eu tinha medo. Gostei muito. Me senti confortável e muito segura. Com certeza voltarei mais vezes com toda a minha família”, afirmou.
A avaliação positiva foi confirmada pela secretária municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Samara Trigueiro. “Sucesso absoluto. Aqui na Avenida da Alegria e em nenhum dos outros polos tivemos registro de ocorrência grave, como roubo, tentativa de homicídio ou feminicídio. A gente considera, em razão da quantidade de público presente, um sucesso absoluto”, afirmou.
O sucesso de público refletiu diretamente no comércio local. Cícera Almeida, proprietária de um restaurante no Mercado Público da Redinha, precisou ampliar sua equipe para atender à demanda. “Me surpreendi positivamente, tive que contratar mais pessoas para trabalhar aqui no box para atender a toda a demanda que está chegando. Muito turista, muita gente daqui mesmo. Comparado com outros anos, tenha certeza de que está sendo bem melhor. Estou muito feliz!”, comemorou.
A vendedora de bebidas, Leda Santos, que trabalhou desde os shows do pré-carnaval, também aprovou o desempenho das vendas. “Nossas vendas aqui foram maravilhosas, superaram muito. Os trios com os cantores, maravilhosos. A organização foi ótima, temos os nossos banheiros, assistência médica e segurança muito boas”, afirmou.
Eficiência de segurança e mobilidade
A operação de segurança contou com a atuação conjunta da Guarda Municipal, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, além do apoio da segurança privada e dos bombeiros civis. Foi implementado também um protocolo operacional padrão nos três principais polos para proteção de pessoas em situação de risco, incluindo crianças, adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, mulheres e vítimas de violência.
A mobilidade também foi destaque na organização do evento. A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) disponibilizou seis linhas especiais do Transporte Folião, com 34 veículos por dia, totalizando 572 viagens ao longo dos quatro dias, com capacidade para transportar 5.500 passageiros.
A secretária Jódia Melo explicou os ajustes realizados na operação. “A gente fez algumas mudanças em relação ao ano de 2025, que foi o primeiro ano, era tudo muito novo, e este ano já aprimoramos a operação. As seis linhas saíam para todas as regiões da cidade”, disse.
A grande novidade foi a criação do Expresso Nélio Dias, que conectava a Avenida da Alegria diretamente ao polo do Ginásio Nélio Dias a cada 15 minutos. “Esta linha, que foi criada este ano, foi inovadora. Ela já transportou 3.081 passageiros nos três primeiros dias. Ou seja, mais de mil pessoas saíram diariamente direto para o Nélio Dias”, acrescentou.
Quanto ao trânsito, a STTU cadastrou 859 moradores com veículos na área restrita, garantindo o direito de ir e vir durante a festa. A pedido dos comerciantes da Avenida do Caju, a interdição passou a ocorrer apenas a partir das 14h, permitindo o acesso de clientes durante a manhã.
Com apresentação de Esportes da Sorte, o Carnaval de Natal é uma realização da Prefeitura do Natal.
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