Judiciário

Por 9 a 1, STF mantém decisão de mandar André do Rap para a prisão


Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por nove votos a um, o plenário do Supremo Tribunal Federal manteve, nesta quinta-feira (15), decisão do ministro Luiz Fux, que determinou que o traficante André Oliveira Macedo, o André do Rap, seja novamente preso. O traficante está foragido.

A única divergência foi do ministro Marco Aurélio, que havia concedido um Habeas Corpus ao réu — decisão que foi suspensa por Fux. O traficante, apontado como um dos chefes da facção Primeiro Comando da Capital, o PCC, está foragido e as autoridades trabalham com a possibilidade de ele ter deixado o país.

Vencido, o ministro Marco Aurélio fez um duro voto contra a suspensão do HC que concedeu ao réu sob o argumento de que sua decisão individual não poderia ter sido derrubada pelo presidente da corte. Fux afirmou que o assunto havia sido discutido preliminarmente e que, a partir de então, o ministro deveria se pronunciar sobre o mérito do julgamento.

Iniciou-se um desentendimento entre os dois. “Só falta essa, Vossa Excelência querer me ensinar como votar. Só falta essa. Não imaginava que seu autoritarismo chegasse a tanto”, disse Marco Aurélio. “Não ouvi o que Vossa Excelência disse”, respondeu Fux. “Só falta Vossa Excelência querer me peitar para eu modificar meu voto. Meu habeas corpus continua íntegro, será levado ao colegiado”, continuou Marco Aurélio.

Na tarde de quarta-feira (15), além do presidente, votaram pelo restabelecimento da prisão de André do Rap os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Dias Toffoli. Os ministros seguiram entendimento de Fux, que hoje defendeu a importante da colegialidade na corte e a Situação excepcionalíssima da atuação da presidência. E voltou a dizer que a soltura “compromete a ordem e a segurança públicas”, por se tratar de paciente “de comprovada altíssima periculosidade”.

O julgamento foi retomado nesta quinta-feira. A ministra Cáren Lúcia também votou pelo restabelecimento da prisão do traficante. Para a ministra Cármen Lúcia, estão presentes os requisitos para a suspensão de liminar, deferida pelo ministro Fux no último fim de semana: excepcionalidade; urgência qualificada; e motivação. “Concedo a ordem apenas para que o juiz realize o que a lei manda que a lei realize, com os dados que ele tem.”

O ministro Ricardo Lewandowski referendou a decisão da presidência, restringindo-se às peculiaridades do caso concreto. O ministro entendeu que não é possível o presidente do STF cassar decisões concedida por ministros, mas somente o Plenário da Corte. Lewandowski ainda explicou que o instrumento para atacar a liminar é o agravo regimental, que deve ser analisado na turma.

Lewandowski frisou que o presidente do STF, assim como seu vice, não são órgãos jurisdicionais hierarquicamente superiores a nenhum dos ministros da Corte. Para o ministro, não se pode admitir, fazendo uso processualmente inadequado do instituto da suspensão de liminar, o presidente, ou o seu vice, se transformem em órgãos revisores de decisões jurisdicionais proferidos por seus pares, convertendo-se em “super ministros”.

Segundo ele, “a lei garante o direito do preso de ver o seu caso examinado mais uma vez ao final daquele período, mas não dá direito de soltura de quem quer que seja.” O ministro Gilmar Mendes falou sobre o precedente que a situação pode abrir. “Se formos estender essa competência que se deu ao presidente do STF aos presidentes de outros tribunais, nós vamos inventar uma grande jabuticaba. Não é disso que se trata, não tem base.”

Já vencido, o ministro Marco Aurélio afirmou que presidente do Supremo não pode cassar decisões indivuduais de ministros. “Mas em jogo está algo muito sério, que foge ao princípio da pessoalidade. Em jogo não está a saber se o presidente, o todo poderoso presidente, pode ou não cassar – mesmo que o seja com cedilha – uma decisão do ministro Marco Aurélio, o que está em jogo neste julgamento é saber se o presidente pode tirar do cenário jurídico uma tutela de urgência implementada por um par, por um par personificando o Supremo. Isso é o que está em jogo aqui”, disse.

“O que incumbe ao tribunal, em primeiro lugar, é dizer se isso é possível, e a resposta negativa levará evidentemente não ao referendo da decisão como está ocorrendo, de uma decisão implementada, repito, na seara da ilegalidade. De uma decisão que não incumbiria todos os títulos a presidência. Amanhã a presidência poderá cassar uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, uma decisão da ministra Cármen Lúcia, uma decisão do ministro Ricardo Lewandowski – e no passado vossa excelência já casou uma decisão do Ricardo Lewandowski, mas a decisão não chegou ao plenário, essa hoje chegou. E o plenário é colocado no campo da responsabilidade a definir se tem ou não o presidente este poder, seja ele qual for – ou uma decisão da ministra Rosa Weber”, completou.

O caso

No último sábado, o ministro Marco Aurélio julgou o pedido da defesa e aplicou o que determina o artigo 316 do Código de Processo Penal: entendeu que André estava preso por tempo maior do que o legalmente permitido uma vez que sua prisão preventiva não foi revista após 90 dias.

O réu foi posto em liberdade no sábado de manhã. Mas a decisão de Marco Aurélio foi suspensa à noite por ordem de Fux. Desde então André do Rap é considerado foragido. As autoridades suspeitam que ele tenha fugido para o exterior. Para o presidente do STF, a liminar de Marco Aurélio foi dada sem que as instâncias inferiores tenham debatido o prazo previsto.

CNN Brasil

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Sessão no STF retornará às 15h e ministros vão decidir se juntam ações contra Moraes e Mendonça e se redistribuem as relatorias

Foto: Rosinei Coutinho/STF

A assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal informou que a sessão destinada a analisar o relatório da Polícia Federal sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, vai retornar às 15h. A análise foi suspensa por volta de 13h e inicialmente retornaria às 14h.

Depois do intervalo, os dez ministros devem votar um proposta defendida por Gilmar Mendes e Flávio Dino para suspender esta sessão e julgar, no próximo dia 23, o caso envolvendo Moraes junto com o processo que investiga supostas irregularidades por André Mendonça.

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FORA DA VERSÃO FINAL: Fux e Nunes Marques foram retirados da proposta de delação de Vorcaro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil; Valter Campanato/Agência Brasil

Os nomes dos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), apareceram em versões iniciais da proposta de delação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, mas foram retirados do documento final enviado em junho à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.

Nos rascunhos, Vorcaro mencionava relações com os filhos dos dois magistrados. Kevin Nunes Marques teria recebido R$ 281,6 mil de uma consultoria contratada pelo Banco Master. Já Rodrigo Fux foi citado em conversas sobre possíveis contratos. O banqueiro, porém, não atribuiu crimes ou favorecimentos diretos aos ministros.

Na versão final, apenas Dias Toffoli permaneceu citado entre os integrantes do STF. O documento tratava de uma suposta negociação de R$ 35 milhões envolvendo a compra de parte de um resort ligado à família do ministro. A tentativa de colaboração premiada não avançou. A PF e a PGR rejeitaram a proposta por considerarem que faltavam provas concretas e informações inéditas capazes de sustentar um acordo.

A defesa de Vorcaro repudiou a divulgação dos documentos, afirmou que as tratativas de colaboração não foram concluídas e disse que o material preliminar estava sob responsabilidade de um grupo restrito de autoridades.

Com informações do UOL

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[VÍDEO] Fux e Mendonça criticam atuação da Polícia Federal: “PF paralela” com monitoramento de ministros, em resposta a Gilmar Mendes

O ministro Luis Fux afirmou na sessão do plenário nesta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Federal tem “instrumentalizado posições para degradar a Corte”. O ministro comentava sobre o afastamento do diretor-geral da PF Andrei Rodrigues. Fux e o ministro André Mendonça disseram que há uma “PF paralela”. “Com monitoramento de ministros, não pense que Vossa Excelência está a salvo”, completou Mendonça para Gilmar Mendes. O decano da Corte havia afirmado que o afastamento de Andrei era um “vexame”.

“Nunca se imaginou a PF peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). E era isso que estava acontecendo. Sem prejuízo dela instrumentalizar posições para degradar a Corte. Tudo começou ali [com relatórios da PF sobre a conduta de Mendonça]. E nós entendíamos que nós devíamos tomar uma posição para estancar isso, como o ministro Gilmar se expressou perante o Planalto”, disse Fux.

O ministro Fux prossegui com a fala citando o relatório da PF sobre a atuação de André Mendonça que embasou o pedido de investigação feito por Alexandre de Moraes. “Só essa remessa desse documento apócrifo já é um exemplo significativo destes desvios praticados pela Polícia Federal. E por isso nós entendemos. E, ministro Gilmar, se não me falha a memória, vossa excelência foi ao Planalto para dizer que eles eram responsáveis pela crise da Polícia Federal com o Supremo ocorrer”, continuou Fux, em referência a relatórios da PF sobre condutas de Mendonça.

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MPRN apura se existem motivos para anular as provas escritas do concurso público da Polícia Penal do RN

Foto: Divulgação/MPRN

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu investigação para verificar se as provas escritas do concurso da Polícia Penal do RN devem ser anuladas após suspeitas de fraude durante a aplicação.

A apuração considera a prisão em flagrante de 11 candidatos, suspeitos de usar equipamentos eletrônicos para transmitir informações. Também foram identificadas imagens do caderno de provas compartilhadas em aplicativos de mensagens durante o exame.

Documentos policiais mostram que banca organizadora não utilizou detectores de metais em todos os locais de aplicação. O MPRN solicitou informações à Secretaria Estadual da Administração e ao Instituto Avalia sobre os procedimentos de segurança adotados. O órgão também vai acompanhar as investigações da Polícia Civil sobre as possíveis fraudes no concurso.

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Gilmar Mendes pede suspensão de julgamento do caso Moraes-Vorcaro e quer análise conjunta com caso de Mendonça no dia 23

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ministro do STF Gilmar Mendes pediu a suspensão do julgamento do caso Moraes-Vorcaro e defendeu que a análise seja retomada na próxima terça-feira (23), juntamente com o caso envolvendo o ministro André Mendonça.

Para o decano, uma decisão de tamanha gravidade não poderia ocorrer sem respeito à colegialidade e durante o ciclo eleitoral. “A deliberação do Tribunal sobre matéria da tamanha gravidade não pode ocorrer nos termos ditados por alguém que tem desprezado qualquer senso de colegialidade, muito menos em pleno ciclo eleitoral”, afirmou ainda Gilmar.

A sessão foi interrompida pelo presidente do STF, Edson Fachin. O retorno está marcado as 14h desta terça. Fachin afirmou que o plenário vai discutir a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que propõe suspender o julgamento e juntar a análise doscasos.

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[VÍDEO] GUERRA NO STF: ‘Até as pedras sabem que há um viés político-eleitoral’, diz Gilmar sobre Mendonça, que rebate: ‘leviano’

A Sessão Extraordinária no STF sobre a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes segue em clima quente nesta terça-feira (15). O decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, acusou o ministro André Mendonça de conduzir a relatoria do processo com viés político-eleitoral e foi chamado de leviano pelo colega de plenário.

“Vossa Excelência está sendo leviano, ministro”, interrompeu Mendonça quando Gilmar falou que houve viés “político-eleitoral” na condução de Mendonça.

Gilmar respondeu de forma exaltada e com o dedo em riste. “Vossa Excelência não tem a palavra. Vai escutar com tranquilidade. Evidente condução político-eleitoral a escolha do 7 de Setembro bolsonarista. Isso não se faz, pessoas decentes não fazem isso.”

“Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um”, respondeu Mendonça.

“Quem não se dá respeito, não merece respeito”, disse Gilmar antes de retomar a leitura.

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[VÍDEO] Fachin rebate Dino: “Em momento algum destituí relator algum, isso não é verdade”

O presidente do STF, Edson Fachin, rebateu o colega Flávio Dino, que o havia criticado por retirar a ele e ao ministro André Mendonça da relatoria de processos ligados aos casos Master e INSS.

“Não há decisão alguma da minha parte avocando os autos. Os autos foram encaminhados pelo ministro-relator à Presidência. O juiz natural para julgar essa matéria é o plenário. Nós vamos decidir se o que o ministro André fez ao solicitar aquele relatório à Polícia federal ou não é correto. Eu, em momento algum destituí relator algum”, disse Fachin.

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Judiciário

[VÍDEO] PEGOU FOGO: Alexandre de Moraes e André Mendonça batem boca e trocam acusações de “mentira” em sessão do STF

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça bateram boca durante a sessão desta terça-feira no Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes acusou Mendonça de chamar a Polícia Federal para exigir que a corporação o colocasse na colaboração premiada.

“Eu tenho testemunhas que o ministro André, em reunião, disse: ‘Incluam o ministro Alexandre’”, acusou Moraes. Mendonça reagiu de imediato: “Isso é mentira”.

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Comportamento

Meia do Sol anuncia after exclusivo e gratuito para atletas no Rooftop Dunas

Imagem: Divulgação

A linha de chegada é só o começo! Neste fim de semana (19 e 20/09), os corredores da Meia do Sol terão um “After Oficial” inédito no Rooftop Dunas.

Serão duas festas com entrada gratuita e exclusiva para os inscritos, para celebrar a conquista na pista:

Sábado (19/09) às 16h: Sunset da Meia (pós 5km e 10km) com Pedro Luccas e Abiel.
Domingo (20/09) às 07h: Samba da Meia (pós 21km) com a banda Caso Sério.

O espaço é limitado a 2.000 pessoas por dia. Chegue cedo!

O Ingresso: o voucher cortesia com QR Code estará dentro do seu Kit Atleta (entregue a partir de quinta-feira). Escaneie o código e resgate sua entrada na plataforma Out Go. A gratuidade só é válida para quem entrar até as 18h no sábado, e até as 09h no domingo. Após esses horários será cobrado uma taxa de R$50,00 por atleta.

Mais informações: @rooftopdunas e @meiamaratonadosol

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[VÍDEO] “A CAPA DE VOSSA EXCELÊNCIA É IGUAL”: Flávio Dino critica Fachin por ter destituído ele e Mendonça de relatorias de processos no STF

Durante a sessão desta terça-feira (15) no Supremo Tribunal Federal (STF), que julga a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes, o ministro Flávio Dino criticou o presidente da Corte, Edson Fachin, por ter destituído ele e o colega André Mendonça da relatoria dos processos ligados aos casos Master, INSS e ao Inquérito das Fake News.

“Aqui não é lugar de quem busca popularidade nem de quem busca fazer biografia, mas de quem busca fazer Justiça”, declarou Flávio Dino.

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