Foto: arquivo/Gazeta do Povo
O Ministério da Saúde editou nesta sexta-feira uma portaria que obriga médicos e profissionais da saúde a notificarem a polícia ao acolherem mulheres vítimas de estupro que procurem uma unidade de saúde pública para realizar um aborto. A interrupção da gravidez é permitida no Brasil nessa situação. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, é assinada pelo ministro interino Eduardo Pazuello.
A norma ainda determina que, no termo de consentimento que as pacientes assinam para fazer a interrupção da gestação, haja uma lista dos riscos e dos desconfortos decorrentes do procedimento. Além disso, os médicos devem informar as mulheres que elas podem ver o feto ou embrião por meio de um exame de ultrassom antes da realização do aborto.
O ato desta sexta diz ainda que a medida pretende “garantir aos profissionais de saúde envolvidos no procedimento de interrupção da gravidez segurança jurídica efetiva para a realização do aludido procedimento nos casos previstos em lei”.
No Brasil, o aborto só é permitido pela lei em três situações: quando é consequência de estupro; se há risco de vida para a mãe; ou se o feto é anencéfalo. A não ser nessas hipóteses, o aborto provocado no país é crime tipificado no Código Penal.
Uma norma técnica de 2005 do Ministério da Saúde, chamada “Atenção Humanizada ao Abortamento”, deixava claro que a lei não exige a comunicação à polícia da violência sexual sofrida por pacientes que queiram acessar o serviço do aborto legal.
“O Código Penal não exige qualquer documento para a prática do abortamento nesses casos e a mulher violentada sexualmente não tem o dever legal de noticiar o fato à polícia. Deve-se orientá-la a tomar as providências policiais e judiciais cabíveis, mas, caso ela não o faça, não lhe pode ser negado o abortamento”, afirma a norma.
O Globo
Tá certíssimo! Se não for assim qualquer mulher grávida chega no hospital e diz que foi estuprada pra fazer um aborto, ao invés de usarem camisinha ou tomarem a pílula.
A mulher q apoia um governo desse era para virar homem.
Coitadas das vítimas. Atitude para constranger mais ainda as violentadas.
Governo de fanáticos religiosos é isso.
E Manoel, vc leu direito, interpretou o texto,para ir atacando o governo e religiosos, rapaz leia o final do texto. Vamos deixa a politicagem de lado rapaz.
Manoel tá certo, essa portaria ainda expõe a mulher a fazer uma ultrassom, tufo isso pra mexer com os sentimentos e acabar por desistir do aborto. Quando não se quer uma relação até com o próprio parceiro e como entrar um abacaxi na pessoa, imagine um estupro, eu acredito que esses homens que defendem que a mulher não deva abortar, nesses casos de violência, são aqueles que tem relações com outros homens bem avantajados, tem muitos assim. BG a raiva é tão grande dessa cambada que escrevi isso, acho q vc nem vai bublicar.