Saúde

Preço de respirador comprado por estados varia até 4 vezes e enfrenta apurações; Veja valores pagos por cada estado


Foto: Gil Leonardi

A corrida dos estados brasileiros para comprar respiradores no combate à Covid-19 tem mostrado grande variação entre os preços pagos, uma série de possíveis irregularidades e até questionamentos sobre a qualidade dos produtos.

O valor unitário dos equipamentos, que são importados, pode ter uma diferença de até quatro vezes entre um estado e outro. Além disso, ao menos oito estados têm investigações por causa do preço ou qualidade desses produtos. É o que aponta um levantamento feito pela CNN com os Ministérios Públicos de Contas nos estados e com as próprias secretarias de Saúde.

Os governos têm apontado que as diferenças de preço têm a ver com uma série de fatores, como a marca ou qualidade do produto, onde retirar o equipamento (junto ao fornecedor ou entregue diretamente na cidade), garantia de manutenção dos produtos prevista em contrato, bateria para funcionamento em caso de queda de energia, entre outros. Esses foram argumentos usados, por exemplo, pelo estado da Paraíba, que já comprou ao menos 30 respiradores ao custo de R$ 164 mil por unidade. Falta de transparência sobre os modelos e marcas também dificultam a comparação.

Dos 15 estados em que foi possível encontrar alguma informação sobre as aquisições, o valor mais barato pago por unidade é de R$ 48,7 mil, em Minas Gerais. O estado comprou 1.047 equipamentos por R$ 51 milhões, em uma atuação conjunta envolvendo secretarias, Ministério Público Federal e Justiça Federal.

Foram destinados recursos atribuídos em juízo pela Samarco, em ação judicial relacionada ao rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana. A previsão, segundo o governo, é que os equipamentos sejam entregues no final de maio e em junho.

De outro lado, em Roraima, o preço unitário foi de R$ 215,4 mil (30 unidades por R$ 6,4 milhões). No início de maio, o Ministério Público de Contas protocolou uma representação contra a Secretaria Estadual da Saúde por causa de denúncia de possível superfaturamento na compra desses materiais. O secretári foi exonerado.

Investigações como a de Roraima também foram abertas em Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo.

Os governos têm apontado que as diferenças de preço têm a ver com uma série de fatores, como onde retirar o produto (junto ao fornecedor ou entregue diretamente na cidade), garantia de manutenção dos produtos prevista em contrato, bateria para funcionamento em caso de queda de energia, entre outros.

Esses foram argumentos usados, por exemplo, pelo estado da Paraíba, que já comprou ao menos 30 respiradores ao custo de R$ 164 mil por unidade. Mas há dificuldade em se conseguir informações sobre os modelos dos respiradores e os fornecedores para fazer a comparação de maneira mais precisa.

Em São Paulo, o governo do estado anunciou inicialmente uma compra de 3 mil respiradores ao custo de R$ 550 milhões, mas depois repactuou a quantidade para 1.280 unidades.

Dados do portal de transparência paulista sobre as compras sem licitação durante a pandemia apontam que houve dois pagamentos, um no valor de R$ 165,2 milhões, e outro, de R$ 77 milhões, em nome do credor Hichens Harrison Capital Partner LLC. Se consideradas as 1.280 unidades informadas, isto dá um custo de R$ 189,2 mil por unidade, com previsão de chegada em “meados de junho”, segundo a Secretaria Estadual da Saúde.

O Ministério Público de Contas (MPC) pediu esclarecimentos ao governo paulista sobre a aquisição. Também houve instauração de inquérito civil pela Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo por “possíveis irregularidades” na dispensa de licitação e suposto “pagamento de preços superfaturados.”

O governo paulista diz que estão em negociação outros 1 mil respiradores chineses e 1,5 mil equipamentos da Europa e que, somados, esses equipamentos teriam um custo de 136 mil (US$ 25 mil) por aparelho, mas não informou quando isto aconteceria. A pasta informou ainda que os modelos adquiridos são “eficazes, complexos, de maior  custo, disputados no mercado mundial, e que não se comparam a aparelhos não invasivos, de transporte ou de atendimento de leitos de média e baixa complexidade.”

No estado do Pará, o Ministério Público abriu investigação, em conjunto com o Ministério Público Federal e Polícia Federal, por causa da qualidade dos produtos: os primeiros equipamentos entregues não funcionaram.

“Os respiradores chegaram com uma deficiência técnica que impede o uso para pacientes de covid-19. Eles seriam instalados em seis hospitais que estão sendo preparados para ampliar a oferta de leitos de terapia intensiva durante a pandemia. Todos os 152 equipamentos comprados da China apresentaram defeitos na hora da instalação e o governo paraense anunciou que serão devolvidos ao fabricante”, informou a instituição. O MP suspeita da existência de uma organização criminosa atuando para fraudar contratos emergenciais sem licitação na compra desses equipamentos de combate à Covid-19.

Veja a situação em cada estado:

Alagoas

Governo informou que fez a compra de 50 respiradores a R$ 10,5 milhões (R$ 210 mil por unidade).

Amazonas

Segundo o Ministério Público de Contas, foram comprados 28 respiradores por R$ 2,9 milhões. A corte questionou os pagamentos. Uma visita técnica feita pelo Conselho Regional de Medicina do estado (Cremam) apontou que os aparelhos não eram adequados ao suporte à vida.

Bahia

Adquiriu 300 respiradores por R$ 48,7 milhões, ou R$ 162,4 mil por unidade.

Ceará

Adquiriu 700 unidades, mas não informou os valores. O Ministério Público de Contas informou à reportagem que existe um inquérito civil em andamento para apurar a compra.

Minas Gerais

Informou que adquiriu 1.047 respiradores por R$ 51 milhões, ou R$ 48,7 mil por unidade.

Mato Grosso do Sul

Governo informou que foram adquiridos onze ventiladores pulmonares, no valor unitário de R$ 135 mil. Todos foram entregues seis dias após a assinatura do contrato.  Também foram adquiridos 25 ventiladores pulmonares portáteis com valor unitário de R$ 55.735. Todos foram entregues no dia seguinte a assinatura do contrato.

Mato Grosso

O governo informou que adquiriu 120 novos respiradores, por R$ 7,4 milhões, mas não especificou os modelos. Disse apenas que os equipamentos foram comprados na China.  O governo do estado também adquiriu 50 aparelhos de ventilação mecânica no Brasil, por R$ 2,2 milhões.

Pará

De acordo com o Ministério Público do Estado, foram adquiridos 400 respiradores, por R$ 50,4 milhões, ou R$ 126 mil por unidade. O órgão afirmou que investigaria a aquisição, em conjunto com MPF e Polícia Federal, pois os primeiros equipamentos que chegaram não funcionaram.

Paraíba

O governo da Paraíba informou que adquiriu 30 unidades, com o valor unitário de R$ 164 mil. Destacou, em nota, que o seu custo é mais alto que o de do respirador de Minas Gerais porque a entrega será feita diretamente na Paraíba, com manutenção em contrato por 12 meses e bateria para garantir funcionamento em caso de queda de energia. Destacou ainda a situação do dólar disparado no momento.

Pernambuco

O Ministério Público de Contas de Pernambuco protocolou representação ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) pedindo auditoria para apurar a compra de 500 respiradores pela Prefeitura do Recife. O estado não informou o valor unitário dos equipamentos.

Rio Grande do Norte

A assessoria de imprensa informou que ainda não comprou os respiradores, mas que está em processo de compra. A estimativa é de que cada unidade custe R$ 70,4 mil.

Roraima

Segundo o Ministério Público de Contas (MPC), o valor unitário foi de R$ 215,4 mil. O órgão protocolou representação junto ao Tribunal de Contas por causa de “denúncia de possível superfaturamento na compra”.

Rio de Janeiro

Auditoria do Tribunal de Contas do Estado apurou três contratos para a aquisição de 1 mil respiradores, com valor de R$ 183,5 milhões. O estudo técnico do TCE-RJ apontou que os respiradores foram comprados com preços que equivalem, em média ao “triplo adotado como referência no mercado.” A compra foi suspensa.

Santa Catarina

De acordo com o Ministério Público de Contas, foram comprados 200 respiradores por R$ 33 milhões, ou R$ 165 mil por unidade. A corte pediu a suspensão do contrato, bem como a devolução dos valores pagos, além de investigação por parte do Tribunal de Contas.

São Paulo

O governo do Estado comprou, inicialmente, 3 mil respiradores pelo custo de R$ 550 milhões. Depois, repactuou a compra para 1280 unidades. De acordo com o portal de transparência do estado, foram feitos dois pagamentos, um no valor de R$ 165,2 milhões e outro de R$ 77 milhões (cerca de R$ 189,2 mil por unidade). O governo no estado, no entanto, diz que está em processo de adquirir outros respiradores e que, ao final, na média, terá gasto cerca de R$ 130 mil por aparelho. O Ministério Público de Contas (MPC) pediu esclarecimentos ao governo paulista sobre a aquisição. Também houve instauração de inquérito civil pela Promotoria de Justiça do Ministério Público do Estado de São Paulo por “possíveis irregularidades” na dispensa de licitação e suposto “pagamento de preços superfaturados.”

Veja aqui o posicionamento e o que os estados dizem.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. O RN não comprou nenhum…, esse é o preço q pagamos por direcionar todo nosso recurso p/pagar uma poha de uma folha de pagamento absurda…Não sobra p/nada…Essa decisão de inflacionar folha vem, e muito, de governos anteriores, o atual só dá continuidade…Decidimos viver aqui apenas p/pagar a folha de uma máquina extremamente ineficiente…Enquanto isso, pessoas seguem morrendo sem leitos para atendê-los…

  2. Mas esse no é o mundo q os capitalistas e neoliberais amam?
    Se a procura tá grande, o preço sobe e muito independente se vai morrer mil ou um milhao de pessoas sem o equipamento por nao usá-lo. O lucro das empresas é o principal. Viva o capitalismo selvagem!!

  3. A tal da fátima bezerra ficará marcada na história :
    " a paraibana que quebrou o RN "

  4. Pra comprar o que nao funciona ou servir pra roubalheira é melhor que não compre mesmo, espera que ta chegando os que o MS doou.

  5. É preciso a notícia vir de fora para sabermos que o RN não comprou um único respeitador para atender a nossa população. E pelo jeito, não há sequer perspectiva dessa compra. Hospital de campanha ficou pelo caminho. Pense numa gestão competente da nossa Governadora. Onde anda o MP e o MPF? Dormindo em berço esplêndido. A nossa imprensa, essa, coitada, sequer se manifesta. Lamentável sob todos os aspectos. Na próxima eleição para governador, votem ela será candidata a reeleição. Votem nela.

  6. Que nada José, a governadora miss Bokus do GD, está fazendo tudo, só que ninguém vê, na SESAP estão querendo descobrir uma vacina para o coronavirus, de onde ele veio, de certeza mesmo é que vão morrer 11.000, o resto só da boca para fora, estamos entregues a própria sorte, as cabecinhas cheias de ideias e teorias, estão se batendo.

  7. O grande problema do Brasil é a corrupção, infelizmente até nesse período a classe política não dá uma trégua.

  8. RN não comprou? mesmo estando no pico da pandemia e com centenas de mortos. Quanto descaso desse governo Petralha.

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Geral

Lobista Roberta Luchsinger recebeu R$ 570 mil ao negociar empréstimo da prefeitura de Goiânia com Tesouro Nacional

Quesede Ayres envia comprovantes de pagamento a Roberta Luchsinger feitos por Eduardo "DP", da ConstruserviceQuesede paga Roberta com dinheiro da Construservice | Foto: MetrópolesMensagem com comprovante bancário enviada por Quesede Ayres a Roberta Luchsinger em 04 de setembro de 2024Quesede informa Roberta de pagamento em 4 de setembro de 2024 | Foto: Metrópoles

Mensagens e comprovantes bancários obtidos pelo Metrópoles mostram que a lobista Roberta Luchsinger recebeu pelo menos R$ 570 mil em pagamentos realizados entre agosto e setembro de 2024, período em que atuava nas tratativas para um empréstimo de R$ 710 milhões da Prefeitura de Goiânia com o Banco do Brasil. As contas para onde o dinheiro foi pararam foram indicadas por Roberta, mostram mensagens de celular obtidas pela coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

Parte dos valores foi paga por empresas ligadas ao empresário Eduardo “DP” Barros, que mantinha contratos com a prefeitura. Os pagamentos foram feitos a contas indicadas pela própria Roberta.

As mensagens mostram que, antes da autorização do empréstimo, Roberta mantinha contato com o então secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, e chegou a intermediar uma tentativa de reunião dele com o então prefeito Rogério Cruz. O Tesouro e a Fazenda afirmam que a operação seguiu critérios técnicos e o trâmite normal.

Roberta Luchsinger e o então secretário do Tesouro Nacional acertam reunião com o prefeito de Goiânia Rogério CruzRoberta e Ceron acertam reunião com Rogério Cruz | Foto: Metrópoles

Roberta agradece a Ceron por despacho do empréstimoRoberta agradece a Ceron: “Você é o máximo” | Foto: Metrópoles

Roberta Luchsinger fala com Quesede Ayres em 21 de agosto de 2024Roberta pede que pagamentos a agência de turismo sejam identificados | Foto: Metrópoles

Roberta Lucshinger diz que despacho de empréstimo pode ser avisado ao prefeito Rogério CruzRoberta diz para avisar a Cruz que aval de empréstimo sai segunda | Foto: Metrópoles

Roberta Luchsinger diz que prefeito tem que "desenrolar", e Quesede Ayres paga R$ 50 milRoberta diz que prefeito tem que “desenrolar”; Quesede paga R$ 50 mil | Foto: Metrópoles

Em 30 de agosto de 2024, Roberta antecipou a Quesede Ayres, então secretário-executivo da Saúde de Goiânia, que o aval seria publicado. Naquele mesmo dia, o então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, autorizou a operação, posteriormente publicada no Diário Oficial.

Entre 21 de agosto e 4 de setembro, comprovantes mostram quatro pagamentos que totalizaram R$ 570 mil. As mensagens também indicam outros repasses, inclusive em dinheiro vivo, mas não foi possível determinar a origem ou a finalidade de todos os valores.

Haddad afirmou, por meio de sua assessoria, que o empréstimo seguiu o trâmite normal e cumpriu os requisitos técnicos. A Fazenda também declarou que a operação respeitou as regras fiscais. Roberta, Quesede Ayres, Eduardo “DP” Barros e outros citados na reportagem não apresentaram esclarecimentos ao Metrópoles.

Com informações da coluna de Andreza Matais, do Metrópoles

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[VÍDEO] Lula ataca Flamengo e Corinthians, e Janja tenta fazer ele parar

Durante um comício realizado neste sábado (26), em São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a citar a proibição das bets e criticou clubes de futebol que são patrocinados por empresas do setor. Enquanto falava, a primeira-dama Janja apareceu atrás do presidente e fez sinal de “não” com o dedo, tentando chamar sua atenção, mas foi ignorada pelo presidente que seguiu falando sobre o tema.

“Hoje os times de futebol, liderado pelo Flamengo e pelo Corinthians e por todos times, disseram que se eu acabar com as bets, eu vou acabar com o futebol. Haddad, presta atenção. Que time você torce? Haddad é são paulino. É importante lembrar que o São Paulo foi campeão do mundo três vezes e não tinha bets”, disse.

Opinião dos leitores

  1. Omi, Lula tá fazendo de tudo pra ganhar a eleição, só um cego não vê, são atitudes eleitoreira, enquanto isso o país desce de Ladeira abaixo, estamos quase uma Venezuela, já estão nos chamando de Brazuela, muito triste, só se vê piora.

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Álvaro Dias reúne multidões com a Caravana 22 em Macaíba, Parnamirim, Monte Alegre e São José de Mipibu

A Caravana 22 percorreu sete municípios neste sábado (26), em uma intensa agenda de mobilizações pela Grande Natal. Ao longo do dia, Álvaro Dias (PL) passou por Ceará-Mirim, Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba, Parnamirim, Monte Alegre e São José de Mipibu, em carreatas, passeatas e atos que reuniram multidões ao longo do percurso.

Em Macaíba, Álvaro foi recebido pelo candidato a deputado estadual Gabriel Ribeiro, pela ex-prefeita Odiléia, pelas vereadoras Clarissa Matias e Luciana de Netinho, pelo vereador Igor Targino, pelo ex-vice-prefeito Netinho França e pelo ex-prefeito Luizinho. A passagem da Caravana 22 reuniu apoiadores e percorreu as ruas do município.

Em Parnamirim, Álvaro foi recebido pela vice-prefeita Kátia Pires, pelo ex-prefeito Taveira, pelo deputado estadual e candidato à reeleição Taveira Júnior e pelo vereador Michael Diniz. A mobilização contou ainda com a presença do candidato ao Senado Coronel Hélio; do deputado federal e candidato à reeleição General Girão; dos candidatos a deputado estadual Coronel Azevedo, Anne Lagartixa, Gabriela Fagundes, Daniele Prado, Pastora Jois e Gabriel César; do ex-deputado estadual Marciano Júnior; além do comunicador Salatiel de Souza.

Em Monte Alegre, Álvaro participou, ao lado da candidata a deputada federal Nina Souza, de uma grande passeata pelas ruas do município, reunindo uma multidão ao longo do percurso. O ato contou ainda com a presença de lideranças políticas e apoiadores.

Na sequência, a Caravana 22 seguiu para São José de Mipibu, onde a programação do sábado terminou com um grande comício em praça pública. Álvaro foi recebido pelo ex-vice-governador Fábio Dantas, pela deputada estadual Cristiane Dantas, pelo prefeito Zé Figueiredo, pelo vice-prefeito Bruno Dantas e pelo ex-prefeito Arlindo Dantas, além de vereadores e lideranças locais. O comício também contou com a presença do senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) e da candidata a deputada federal Nina Souza, reunindo uma multidão no encerramento da agenda.

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Oito pesquisas em cinco dias: Zenaide dispara, aparece reeleita em todas e abre até 18 pontos sobre a terceira

Foto: Divulgação

Oito pesquisas divulgadas entre terça-feira (22) e sábado (26) colocaram a senadora Zenaide (PSD) entre os dois nomes eleitos para o Senado. A reeleição é apontada com sobra já que a vantagem sobre a terceira posição chega a praticamente 18 pontos.

No levantamento do Instituto Pitágoras, Zenaide aparece com 45,6%, contra 27,7% de Samanda, uma diferença de 17,9 pontos. Na pesquisa Exatus, são 31,95%, contra 16,20% de Samanda, vantagem de 15,75 pontos.

A Media mostra Zenaide com 27,5%, contra 14,9% de Coronel Hélio, o terceiro colocado do levantamento, diferença de 12,6 pontos. Na Seta, ela registra 20,2%, contra 10,5% de Samanda, abrindo 9,7 pontos.

Também aparecem com Zenaide reeleita a Data Capital, a Metadata, a Quaest e a Item. Na Metadata, ela chegou a 15,62% e ampliou a vantagem sobre a terceira colocada para 4,82 pontos. Na Quaest, cresceu de 10% para 12%.

Os oito levantamentos foram realizados por diferentes institutos e têm metodologias e períodos de coleta distintos. Considerados em conjunto, os resultados mostram Zenaide repetidamente reeleita e bem à frente da terceira posição, que se altera nos oito levantamentos.

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FAKE NEWS: Funcionário do Planalto repostou ao menos 10 mensagens com informação falsa sobre Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/X

George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom da Presidência da República, repostou ao menos 10 mensagens que atribuíam falsamente a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. As publicações foram feitas na sexta-feira (25), segundo levantamento do Poder360.

A campanha de Flávio protocolou uma notícia-crime no Ministério Público Eleitoral, em Brasília, pedindo a prisão preventiva do funcionário do Planalto. Segundo documento apresentado pela defesa, foram identificadas 2.086 publicações relacionadas ao boato, envolvendo 1.674 contas e mais de 21 milhões de visualizações em diferentes redes sociais.

A informação falsa resgatava um projeto de lei de 2007, de autoria do então deputado Professor Victório Galli, que pretendia restringir aos católicos apostólicos romanos a referência a Nossa Senhora Aparecida como padroeira. A proposta foi rejeitada e arquivada em 2008, antes de Flávio ingressar no Congresso. A GloboNews, que também veiculou a informação, posteriormente corrigiu o conteúdo e pediu desculpas.

O ministro André Mendonça, do TSE, classificou a narrativa como “notoriamente inverídica” e determinou a remoção do conteúdo das plataformas digitais.

Ao Poder360, George Marques afirmou não se lembrar de ter republicado o conteúdo e disse que, caso isso tenha ocorrido, teria sido um “erro involuntário”. Também afirmou que republicar uma postagem não significa concordar com ela.

A Secom informou que as manifestações ocorreram em perfil pessoal e não representam a posição institucional da secretaria. O órgão, porém, classificou como “inadequado” o uso de perfis pessoais de integrantes de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais.

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CASO MASTER: Mensagens obtidas pela PF mostram como Vorcaro aprimorou método usado para influenciar autoridades

Foto: Reprodução

Mensagens obtidas pela Polícia Federal mostram Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, organizando festas, hospedagens, viagens de jatinho e outras benesses para autoridades. Segundo O Globo, especialistas avaliam que o banqueiro aprimorou uma estratégia de aproximação com diferentes espaços institucionais na tentativa de ampliar sua influência e obter vantagens.

Em um evento em Londres, autoridades foram reunidas para degustação de uísque Macallan e charutos. Uma foto revelou a presença do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que não comentou o caso. A pessoas próximas, Gonet afirma que a imagem não demonstra intimidade com Vorcaro.

As mensagens também mostram Vorcaro cuidando de detalhes de hospedagens e orientando funcionários sobre o atendimento a autoridades. Em conversas sobre a estadia do ministro Kassio Nunes Marques, do STF, e seu grupo durante o carnaval de 2025, o banqueiro discutiu a distribuição das acomodações. O ministro afirmou que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem fez pedidos a ele.

A PF aponta ainda que Vorcaro utilizava serviços da Prime You, empresa de compartilhamento de bens de luxo como aeronaves, barcos, carros esportivos e mansões, para distribuir agrados e buscar aproximação com autoridades. Entre os bens operados pela empresa estava o jatinho utilizado pelo ministro Alexandre de Moraes e sua mulher, Viviane Barci de Moraes, em uma viagem ao Rio.

Em uma das mensagens, Vorcaro orientou uma funcionária: “Não deixe de atender Barci”. O banqueiro mantinha contrato de R$ 130 milhões com o escritório da advogada. A banca afirmou que utilizou serviços de táxi aéreo de diferentes empresas e que as contratações seguem critérios operacionais, sem vínculo pessoal com proprietários de aeronaves ou operadores.

Outras conversas mostram Vorcaro determinando uma “experiência completa” e “ultra VIP” para uma comitiva de Moraes e outros nove convidados em um hotel de luxo em Campos do Jordão, incluindo cantor, cavalos e seguranças.

Especialistas ouvidos pelo jornal apontam uma zona de difícil delimitação entre questões éticas e situações que podem configurar corrupção, dependendo das circunstâncias e da existência de eventual contrapartida.

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RETA FINAL: A uma semana do 1º turno, Lula e Flávio Bolsonaro concentram esforços nos indecisos

Fotos: Marcelo Camargo/Agência Brasil e Andressa Anholete/Agência Senado

A campanha presidencial entra na última semana antes do primeiro turno com Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentrando esforços para conquistar eleitores indecisos, preservar os votos já obtidos e ampliar a mobilização de suas bases, analisa a Veja.

Com o acirramento da disputa entre os dois principais candidatos, cada declaração, agenda e movimento passa a ser pensado pelas campanhas para os últimos dias. A estratégia envolve reforçar os discursos apresentados ao longo da eleição e direcionar a comunicação para segmentos considerados determinantes para o resultado.

Nas redes sociais e nos atos de campanha, a polarização continua como uma das características centrais da disputa. Nesta fase, as equipes também buscam evitar que episódios negativos ganhem espaço e dominem a agenda às vésperas da votação.

Lula chega à semana final buscando manter a coalizão construída durante a campanha e ampliar o alcance de sua candidatura. Flávio Bolsonaro aposta na mobilização de sua base eleitoral e do campo político identificado com sua candidatura.

Com as urnas a poucos dias de distância, as campanhas entram em uma corrida para consolidar votos, alcançar os indecisos e intensificar a comunicação com o eleitor. Os últimos dias também serão usados para apresentar propostas e responder aos adversários antes do primeiro turno.

Opinião dos leitores

  1. Eu vou votar em LULADRAO, pois quero que ele continue a roubar e aumentar um pouco mais a corrupção no país, e libere a monjaro para o povo emagrecer, pois ficou gordo de comer picanha. LULADRAO tamu cum vose. Kkkkkk

  2. Indecisos não entreguem o nosso Brasil ao autoritarismo americano de Trump e companhia.
    Lembrem os bolsonaristas são antipatrioticos.

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Geral

CANETAS EMAGRECEDORAS: Anvisa investiga 13 suspeitas de doença que pode causar perda permanente da visão

Foto: Getty Images

A Anvisa investiga 13 notificações de suspeita de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (Noia), uma lesão rara no nervo óptico que pode provocar perda permanente da visão, em pacientes que usavam medicamentos indicados para diabetes e obesidade.

Segundo levantamento do g1, os registros envolvem Ozempic, Wegovy, Rybelsus e Mounjaro. São 12 notificações relacionadas à semaglutida e uma à tirzepatida. A Anvisa ressalta que os casos ainda são considerados suspeitos e que a presença do medicamento e da doença na mesma notificação não comprova relação de causa e efeito.

A Noia ocorre quando pequenos vasos que irrigam o nervo óptico ficam obstruídos. A visão de um dos olhos pode piorar repentinamente e, em muitos casos, não há recuperação completa.

Um estudo publicado na JAMA Ophthalmology, com mais de 1,6 mil prontuários, observou risco de quatro a sete vezes maior da doença entre pacientes que receberam semaglutida em comparação com usuários de outras medicações. Os próprios pesquisadores, porém, afirmaram que os dados não permitem estabelecer relação de causa e efeito, inclusive porque parte dos pacientes apresentava doenças como diabetes.

Desde junho de 2025, por determinação da Anvisa, a Noia consta nas bulas dos medicamentos com semaglutida como reação adversa muito rara.

Além das 13 suspeitas, o painel da Anvisa reúne 74 registros de outras complicações visuais entre usuários dessas canetas. A queixa mais frequente é visão turva, com 37 registros, seguida de comprometimento visual, com 29.

Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os dados disponíveis até agora não justificam a suspensão do tratamento de pacientes com indicação médica. Sociedades médicas recomendam, no entanto, que pessoas que já tiveram a doença ou apresentem perda súbita ou recente da visão suspendam o medicamento.

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Geral

BETS: Empresas preparam ação no STF contra proibição e pressionam Congresso para mudar medida de Lula

Presidente Lula e ministros anunciam o fim das bets (Foto: Edilson Dantas/O Globo)

Empresas de apostas já articulam uma reação à medida provisória assinada pelo presidente Lula que proíbe as bets no país. Segundo O Globo, a estratégia envolve uma ofensiva no STF e negociações no Congresso, onde a expectativa é que o texto só seja discutido após o primeiro turno das eleições.

Representantes de cerca de 180 empresas legalizadas e associações se reuniram virtualmente na sexta-feira (25) e decidiram atuar em conjunto no Supremo. O setor pretende questionar a constitucionalidade da medida e argumentar que há insegurança jurídica para empresas que operavam sob regulamentação.

As bets também avaliam sustentar que a MP não poderia derrubar credenciamentos estaduais. As empresas esperam apresentar um recurso ao STF até terça-feira e cogitam fazer o pedido dentro de ações que já tramitam na Corte.

No Congresso, parlamentares ouvidos pelo jornal preveem mudanças no texto, mas indicam que a discussão ficará para depois das eleições. A MP tem efeito imediato, porém precisa ser aprovada por deputados e senadores para continuar em vigor.

Além da retomada das operações, o setor reclama da ausência de prazo de transição e da não devolução dos R$ 30 milhões pagos pelas outorgas com validade de cinco anos. As empresas também estudam buscar ressarcimento futuramente.

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Geral

Disputa entre Lula e Flávio chega à última semana mais apertada que em 2022

Fotos: Reprodução Metrópoles

A disputa pela Presidência chega à última semana antes do primeiro turno com uma diferença menor entre os dois primeiros colocados do que a registrada no mesmo período da eleição de 2022.

No Datafolha divulgado em 24 de setembro, Lula aparece com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 36%. A diferença é de quatro pontos percentuais, com margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Na Quaest, divulgada no dia 21, Lula tem 37% e Flávio, 33%, também com quatro pontos de diferença e margem de dois pontos.

Há quatro anos, o cenário era diferente. No Datafolha de 22 de setembro de 2022, Lula tinha 47% contra 33% de Jair Bolsonaro, vantagem de 14 pontos. Na Quaest daquele período, o petista marcava 44% e Bolsonaro, 34%, diferença de dez pontos.

Apesar das vantagens maiores apontadas pelas pesquisas às vésperas da votação de 2022, o resultado do primeiro turno terminou mais próximo: Lula recebeu 48,43% dos votos, contra 43,20% de Bolsonaro, uma diferença de cerca de cinco pontos percentuais.

Com informações do Metrópoles

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