A Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) confirmou a fuga de pelo menos três apenados da Cadeia Pública de Natal, mais conhecida como Presídio Provisório Raimundo Nonato.
Informações dão conta que os presos conseguiram escapar nesse domingo (2). Os detalhes da fuga ainda serão esclarecidos.
A irritação demonstrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal no caso do Banco Master tem origem em um fator central: o risco de enfraquecimento institucional da Corte. Nos bastidores, aliados relatam que Lula vê com grande preocupação as revelações sobre relações consideradas pouco ortodoxas envolvendo os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que passaram a alimentar novos ataques ao Judiciário.
A informação é do colunista Igor Gadelha, do Metrópoles. Para o presidente, a exposição do Supremo em meio a uma crise financeira dessa magnitude corrói a credibilidade do tribunal e compromete sua autoridade. O incômodo é ainda maior porque, sem maioria sólida no Congresso Nacional, Lula enxerga o STF como peça-chave para a governabilidade e para a sustentação institucional do seu terceiro mandato. Um Supremo fragilizado, na avaliação do Planalto, reduz a capacidade de resposta do Estado diante de crises políticas e institucionais.
Além disso, o Judiciário é visto pelo presidente como um pilar na contenção de avanços autoritários e na defesa do Estado Democrático de Direito. Qualquer suspeita envolvendo ministros, portanto, atinge diretamente essa função estratégica. A leitura no entorno de Lula é que o desgaste público abre espaço para questionamentos não apenas sobre condutas individuais, mas também sobre decisões judiciais como um todo.
Aliados do presidente avaliam que, quando a integridade do sistema de Justiça entra em xeque, o respeito às decisões do Judiciário também fica ameaçado. É esse risco institucional — mais do que o aspecto político imediato — que explica o crescente desconforto de Lula com os desdobramentos do caso Banco Master dentro do Supremo.
Foto: Jerônimo Rodrigues no Instagram, Pedro Ladeira/Folhapress, Ronny Santos/Folhapress
O Partido dos Trabalhadores vive um momento de apreensão no Nordeste, região que historicamente sustenta suas vitórias eleitorais. O desempenho considerado fraco de governadores petistas na Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí tem preocupado a cúpula do partido, que já discute estratégias para evitar perdas decisivas nas eleições de 2026. A avaliação é de que a queda de popularidade nos estados ameaça diretamente o projeto de reeleição do presidente Lula.
Os números de 2022 ajudam a dimensionar o tamanho do risco. No Nordeste, Lula abriu vantagem de cerca de 12 milhões de votos sobre Jair Bolsonaro, enquanto no cenário nacional a diferença foi de apenas 2,1 milhões. Só a Bahia garantiu mais de 3 milhões de votos de frente, o que reforça a dependência eleitoral do PT em relação à região. Internamente, a pergunta que guia as articulações é como manter essa margem em um cenário de desgaste das gestões estaduais.
O Ceará virou um dos principais focos de atenção. A baixa aprovação do governador Elmano de Freitas levou o partido a acionar o ministro da Educação, Camilo Santana, que deve se desincompatibilizar do cargo para ficar apto a disputar o governo, caso seja necessário. Embora o discurso oficial ainda seja de apoio à reeleição de Elmano, a movimentação é vista como um plano alternativo diante da possibilidade de fortalecimento da oposição, liderada por Ciro Gomes.
Na Bahia, o quadro também preocupa. O governador Jerônimo Rodrigues enfrenta avaliações negativas, especialmente por causa da violência no estado, abrindo espaço para uma disputa mais equilibrada em 2026. Diante desse cenário, o governo federal aposta em medidas de forte impacto social no Nordeste, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o vale-gás e outros programas sociais, numa tentativa de conter o desgaste político e preservar o principal reduto eleitoral do PT.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que viajará a Washington para um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após uma conversa telefônica mantida entre os dois na manhã desta segunda-feira (26). A visita deve ocorrer depois das viagens já programadas do chefe do Executivo brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, com data ainda a ser definida pelas equipes diplomáticas dos dois países.
Durante a ligação, que durou cerca de 50 minutos, Lula sugeriu a inclusão da Palestina no chamado Conselho da Paz, iniciativa criada por Trump, defendendo que o grupo tenha foco restrito na Faixa de Gaza para ganhar legitimidade internacional. Ao mesmo tempo, o presidente brasileiro reiterou sua posição histórica a favor de uma reforma ampla da ONU, com a ampliação do Conselho de Segurança para torná-lo mais representativo da atual ordem global.
Segundo o Palácio do Planalto, o diálogo também avançou sobre temas econômicos e comerciais. Ambos destacaram indicadores positivos das economias brasileira e norte-americana e celebraram a redução de tarifas impostas a produtos brasileiros, após um período de tensões no comércio bilateral. Lula ainda apresentou uma proposta de cooperação com os EUA no combate ao crime organizado, envolvendo lavagem de dinheiro, tráfico de armas e troca de informações financeiras, recebida de forma positiva por Trump.
Para analistas, a conversa sinaliza uma guinada pragmática da diplomacia brasileira. A avaliação é de que Lula busca preservar interesses econômicos estratégicos, mesmo diante de divergências políticas, posicionando o Brasil como interlocutor relevante entre Washington e o Sul Global em um cenário de enfraquecimento do multilateralismo tradicional.
O depoimento de Daniel Vorcaro à Polícia Federal escancara as distorções da operação envolvendo o Banco Master, a empresa Tirreno e o BRB. Segundo o próprio banqueiro, o Master acertou a compra de carteiras de crédito avaliadas em R$ 6,7 bilhões, mas nunca efetuou qualquer pagamento. Ainda assim, os mesmos papéis foram revendidos quase imediatamente ao BRB por R$ 12,2 bilhões, valor que entrou integralmente nos cofres do Master.
Ao tentar justificar a negociação com a Tirreno — uma empresa recém-criada e sem histórico financeiro — Vorcaro afirmou que a confiança vinha, na verdade, de uma suposta ligação com a Cartos, empresa experiente no setor. A explicação, porém, foi desmontada durante a oitiva: a Cartos negou ter originado os créditos, a Tirreno nunca movimentou recursos e o Master admitiu que não repassou nenhum valor, mesmo após receber bilhões do BRB.
A situação se agravou quando Vorcaro reconheceu que o dinheiro pago pelo banco público “ficou dentro do Master” e que não sabe explicar a real origem das carteiras vendidas. Apesar da ausência de documentação, o banqueiro confirmou que seguiu negociando novos contratos com a Tirreno, elevando a operação para cifras ainda maiores, mesmo após alertas internos e questionamentos do Banco Central.
O depoimento também indica que o BRB tinha conhecimento das inconsistências nos papéis, mas continuou adquirindo ativos do Master, que posteriormente substituiu créditos de alta liquidez por outros de menor valor e retorno. Para investigadores, o conjunto das declarações reforça indícios de uma engenharia financeira caótica, sem lastro claro, e amplia o foco das apurações sobre a responsabilidade das instituições envolvidas.
Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), teve uma surpresa desagradável ao tentar receber seu prêmio da Mega da Virada: R$ 216,76. Segundo ele, outra pessoa já havia sacado o valor, mesmo com o volante e o cartão em mãos. “A atendente mostrou que já tinha sido pago”, relatou.
O episódio deixou Renato indignado e levantou dúvidas sobre a credibilidade dos sorteios da Caixa Econômica Federal. Ele questionou a situação: “Uma dúvida que paira agora sobre uma instituição tão séria é: será que está acontecendo alguma coisa?”.
Foto: Reprodução/Instagram
O irmão do ex-presidente lembrou ainda os atrasos no sorteio da Mega da Virada, que passou do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro por causa do grande volume de apostas.
Renato criticou a falta de transparência e comparou com escândalos do passado. “Depois de tantos escândalos, Mensalão, Banco Master, INSS que já vivemos que roubavam dinheiro, agora essa suspeita forte sobre os jogos oficiais no Brasil”.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não poupou elogios aos irmãos Bolsonaro durante a abertura da conferência internacional de combate ao antissemitismo em Jerusalém, nesta segunda-feira (26). “É muito bom vê-los aqui”, disse, destacando o ex-deputado federal Eduardo (PL-SP) e o senador Flávio (PL-RJ) e reforçando a presença brasileira no evento.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, reagiu nas redes sociais, agradecendo o convite e exaltando o encontro com Netanyahu. “Fico grato por participar de um evento tão relevante ao lado de pessoas de bem, como o primeiro-ministro de Israel”, afirmou.
Eduardo também fez questão de reforçar a parceria com Israel e mencionou o ministro da Diáspora e Combate ao Antissemitismo, Amichai Chikli. Aproveitou ainda para reforçar o nome do irmão na corrida presidencial: “Nosso compromisso é combater o antissemitismo. E, se Deus quiser, com mais ferramentas a partir de 5/JAN/2027. Deus os abençoe, ‘toda rabah’!”, declarou.
Segundo Wagner, ele “foi consultado sobre um bom jurista e lembrou de Ricardo Lewandowski”, mas não participou da indicação do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que teria recebido contrato ainda mais polpudo de R$ 1 milhão por mês para ajudar na venda do banco para o BRB. No caso de Lewandowski, a direção do Master decidiu contratar após a sugestão de Wagner.
O vínculo com o Master se manteve por quase dois anos, mesmo após Lewandowski deixar a sociedade do escritório de advocacia — formalmente em janeiro de 2024 —, deixando os filhos Enrique e Yara à frente da firma. O contrato previa “consultoria jurídica e institucional de caráter estratégico”, mas os pagamentos continuaram enquanto Lewandowski já ocupava cargo no governo federal.
O caso evidencia a conexão do PT com negócios privados na Bahia, onde Wagner mantém relações com o ex-CEO do Master, Augusto Ferreira Lima, criador do cartão Credcesta, voltado a servidores públicos. O negócio prosperou sob governos petistas, consolidando uma rede de influência que atravessa setor público e privado.
O Senado recebeu o primeiro pedido de impeachment contra o ministro do STF Alexandre de Moraes relacionado ao caso do Banco Master. A denúncia foi protocolada por um cidadão comum e aponta um contrato milionário do escritório da esposa do ministro, Viviane Barci, com o banco, avaliado em R$ 129 milhões.
O documento também cita reportagem revelando que o casal Moraes comprou uma mansão em Brasília por R$ 12 milhões. Segundo o autor, a conduta configura “conflito de interesses grave e manifesto”, além de violar deveres de decoro e moralidade, e se enquadraria como “enriquecimento ilícito por meio de familiar”.
Apesar do impacto da denúncia, o pedido tem poucas chances de avançar enquanto Davi Alcolumbre (União-AP) presidir o Senado. O parlamentar já declarou que não abrirá processo de impeachment contra ministros do STF, mesmo que haja apoio de 80 senadores.
O caso coloca Moraes sob novo foco de críticas e reforça a pressão sobre o Supremo, enquanto aliados de direita e bolsonaristas seguem atentos a cada movimentação do tribunal.
O Brasil encerrou 2025 com o maior déficit em contas externas dos últimos 11 anos: US$ 68,8 bilhões, ou 3,02% do PIB, segundo o Banco Central.
O resultado superou os US$ 66,2 bilhões de 2024 e mostra que o país continua enviando mais dinheiro para o exterior do que recebe, alimentando um cenário econômico preocupante.
O balanço do ano passado reflete o desempenho da balança comercial e das transações financeiras internacionais.
Apesar de as exportações terem crescido 3,2%, somando US$ 350,9 bilhões, as importações avançaram 6,2% e chegaram a US$ 290,9 bilhões, reduzindo o superávit comercial para US$ 60 bilhões, quase 9% abaixo de 2024.
Investimentos estrangeiros diretos cresceram 4,8%, atingindo US$ 77,7 bilhões, mas ainda houve saídas líquidas de US$ 5,2 bilhões só em dezembro.
Já as reservas internacionais do país fecharam 2025 em US$ 358,2 bilhões, alta de US$ 28,5 bilhões, garantindo algum colchão contra crises externas, mas sem alterar a vulnerabilidade econômica gerada pelo déficit histórico.
O alerta do BC é claro: o país continua gastando mais do que arrecada do exterior. Em linguagem simples, isso significa que cada vez mais recursos saem do Brasil para financiar outros países.
A Polícia Federal ouviu Daniel Vorcaro, ex-presidente do Master, mas parece que alguns detalhes essenciais ficaram de fora. Vorcaro confirmou que, embora tomasse as decisões finais, não operava diretamente a área de crédito consignado. Quem comandava de fato o setor era Augusto Lima, empresário ligado ao PT da Bahia desde 2019.
Segundo Vorcaro, Lima trouxe uma equipe própria para tocar as originações dos créditos, especialmente o produto CredCesta, que se tornou metade do lucro do Master e chegou a 160 municípios em 20 estados, segundo informações do CCEPonline. “Ele que tocava essa área do consignado”, admitiu o banqueiro, sem conseguir detalhar as operações diárias.
Mesmo com informações cruciais sobre o ex-sócio petista — responsável por levar para o Master empresas que geraram carteiras sem lastro negociadas com o BRB — a PF não aprofundou a atuação de Lima. Vorcaro disse ainda que teve contato direto com Henrique Peretto, ligado às empresas Tirreno e Cartos, apenas quando o negócio começou a ser desfeito.
O episódio deixa claro por que o PT evitou a CPMI do Master: a gestão do consignado, que movimentou milhões, estava na mão de aliados do partido, enquanto Vorcaro operava apenas de cima, sem se envolver na rotina. A investigação, até aqui, parece ter ignorado justamente o nó central da questão.
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Isso é um absurdo e uma vergonha ! Muita corrupção. O governo já perdeu a confiança de todos.
Onde vamos parar, meu governador abra do olho, isto e uma imoralidade, todos os dias saem presos na maior facilidade, e uma vergonha