Foto: Adriano Machado/Reuters
A primeira semana de trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 terminou como começou. Os oposicionistas e ditos independentes alinhados, juntando elementos para incriminar Jair Bolsonaro por duas ações: 1) o estímulo ao uso e, principalmente, a fabricação de cloroquina e 2) a colocação de obstáculos desnecessários à aquisição de vacinas na quantidade e ritmo necessários para reduzir e no limite interromper a transmissão viral.
Já o governismo buscou construir ao longo da semana uma barreira de contenção, argumentando não haver irregularidade no uso dos medicamentos preconizados no chamado tratamento precoce, ou inicial. E trazendo dados para tentar provar que o ritmo da vacinação aqui no Brasil sofre das mesmas limitações que em outros países não produtores soberanos de vacinas. E que nesse universo até que estamos bastante bem, proporcionalmente à população e em número de doses aplicadas.
Uma variante, para usar a palavra em voga, foi o movimento com o objetivo de evidenciar as contradições entre as atitudes e orientações do atual ministro da Saúde e as do presidente da República. O primeiro buscou ontem reafirmar as próprias convicções sem entretanto chocar-se com as conhecidas opiniões e manifestações do chefe. Ou ao menos sem desautorizar. Aparentemente teve algum sucesso, pois colheu certas simpatias da bancada antibolsonarista e não forneceu nenhum lide explosivo.
Mas estamos apenas na fase de aquecimento. Os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich já deram seus depoimentos, sem que tenha aparecido a chamada “bala de prata”. Na CPI, os caçadores preparam-se agora para explorar algumas veredas: 1) quem foi responsável pela crise de Manaus, 2) quem criou dificuldades para a aquisição de vacinas e 3) no que o comportamento presidencial deve arcar com a trágica contabilidade de casos e, principalmente, mortes.
Se formos comparar com o boxe, dá para dizer que nestes primeiros rounds a oposição está ganhando por pontos. Mas isso não basta a ela. O objetivo do governo é não ser nocauteado. Pois se terminar esta CPI em pé sempre terá a possibilidade de dizer na campanha eleitoral que sobreviveu a uma CPI, além de ter atravessado uma pandemia e a grave crise econômica trazida por ela. Mas ainda estamos no começo. E vêm aí os próximos capítulos. Com personagens potencialmente bem mais complicados.
Exame – por Alon Feuerwerker (analista político da FSB Comunicação)
A CPI está para além de outras coisas, está formalizando os atos do presidente sobre a condução em crimes como deve ser. Embora tente se dizer que a CPI não é boa e etc… ela está se debruçando sobre atos que afetaram diretamente na vida das famílias que viram seus entes queridos sofrendo e morrendo por conta dessa doença. Não se trata de algo intangível, mas real e cruel. bolsonaro escolheu politizar a doença como constumava fazer qdo politizava às vítimas de violência. Se deu mal e muito mal dessa vez.
Esta CPI é um entulho. Seus principais integrantes tiveram apagados seus currículos e ganharam FOLHA CORRIDA. CPI sem credibilidade.
CPI cujo presidente é investigado por corrupção NA SAUDE, no seu estado, o Amazonas, e teve sua mulher e dois irmãos presos por isso. CPI que tem o notório corrupto Renan Calheiros como relator e Jader Barbalho, além de vários outros corruptos, como membro. É apenas mais um circo político, armado numa época imprópria, com o objetivo de perseguir o presidente Bolsonaro.
Conluio de bandidos é assim mesmo, sem novidades. Às vezes tem uma ou outra altercação só para “mióra” os piores.
Verdadeira comédia. Já era de se esperar. Renan,Rondônia etc. Palhaçada. Eu continuo votando em Bolsonaro. Sou gado sim senhor
Muuuu
Uma CPI que tem como relator, um marginal político do quilate de Renan Calheiros, não pode ser séria ou dar em nada. É a mais completa irresponsabilidade do parlamento brasileiro, esse moço devia estar na cadeia, para onde só vão os pobres.