Política

Prisão de Guaidó seria ‘último erro’ de Maduro, dizem EUA

A secretária-adjunta de Estado dos EUA para a América Latina, Kimberly Breier, se reúne com o oposicionista Juan Guaidó em Brasília – Reprodução

A possível prisão do autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, durante sua tentativa de voltar ao país nos próximos dias, “seria um erro terrível do regime (Maduro), talvez fosse o último erro que o regime cometeria.”

O recado é de Kimberly Breier, secretária Adjunta de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental – na prática, a responsável por políticas para América Latina no departamento de Estado dos EUA, que equivale ao Itamaraty brasileiro.

Em entrevista à Folha, Breier afirmou que haverá uma “pronta reação da comunidade internacional” se o governo de Nicolás Maduro prender Guaidó –o ditador afirmou que o opositor teria de responder à Justiça quando voltasse ao país, porque estava proibido de deixar a Venezuela.

A secretária-adjunta esteve no Brasil nos últimos dias, preparando a visita do presidente Jair Bolsonaro ao líder americano Donald Trump, que será realizada no dia 19 de março. Ela teve reuniões com o chanceler Ernesto Araújo, com o deputado Eduardo Bolsonaro, e com Guaidó, em Brasília.

O ditador Nicolás Maduro bloqueou a entrega da ajuda humanitária vinda do Brasil e da Colômbia. Houve cerca de 600 deserções de policiais e militares venezuelanos, número ainda muito pequeno, demonstrando que Maduro ainda mantém o apoio das forças. E agora, quais são os próximos passos?

A ajuda humanitária continua armazenada em Boa Vista, na Colômbia e em Curaçao. Nos próximos dias, continuarão os esforços para fazer a ajuda chegar até quem precisa dela.

Guaidó nos pediu ajuda humanitária para o povo venezuelano, e nós estamos aqui para ajudar e posicionar a ajuda fora da fronteira da Venezuela. Nosso comprometimento continua, hoje mesmo pousou mais um avião em Cúcuta com medicamentos, alimentos e água potável.

Já em relação aos militares, a liderança militar precisa decidir se quer ficar ao lado do governo constitucional liderado por Guaidó e ao lado do povo venezuelano.

Mas eu inverteria a sua frase: acho que ter cerca de 500 deserções em uma semana é bastante. E acrescente a isso ter agora 54 países que reconhecem Guaidó, trata-se de uma resposta muito rápida.

Qual seria a maneira de fazer a ajuda humanitária entrar na Venezuela?

Isso depende dos venezuelanos.

Nós entregamos a ajuda que está armazenada em Boa Vista e Cúcuta, e aí os funcionários americanos saem de cena. A partir daí, está nas mãos de Guaidó e ONGs, eles é que precisam ver como fazer a ajuda entrar no país.

Neste momento, como o Brasil poderia ajudar em uma transição democrática na Venezuela?

Um novo grupo emergiu, o Grupo de Lima, e quando forem escritos livros de história sobre a transição democrática venezuelana, eles irão mostrar que o grupo foi decisivo para uma saída pacífica para a crise —e o Brasil foi um membro proeminente do grupo de Lima desde o início.

A liderança do Brasil tem sido extraordinária.

O esforço da região para reagir, unir-se e dizer “chega”, isso vai transformar a maneira pela qual a região trabalha em conjunto. E o Brasil merece muito crédito por seu trabalho, ao receber o presidente Guaidó, concordar em armazenar a ajuda humanitária, e receber migrantes e refugiados.

O que o Brasil pode fazer a partir de agora?

O importante é a região ficar unida e manter a pressão sobre o regime, deixar claro que não há como continuar e que queremos uma transição pacífica.

Guaidó anunciou que voltará para a Venezuela nos próximos dias. Mas Maduro afirmou que o opositor teria de responder à Justiça quando voltasse ao país, porque estava proibido de deixar a Venezuela. O que acontecerá se Guaidó for preso?

Eu me encontrei com o presidente Guaidó na manhã de hoje e disse a ele que é uma honra para os EUA poderem apoiar seu governo, e que ele é uma inspiração para nós, sua coragem de enfrentar esse regime tem sido extraordinária. É uma figura transformadora.

Seria um erro terrível para o regime aprisioná-lo, talvez fosse o último erro que o regime cometeria.

Como a comunidade internacional reagiria, se ele fosse preso?

Ele é o presidente da Venezuela e o apoiamos, assim como 54 outros países. Penso que haveria uma pronta reação da comunidade internacional se ele fosse preso.

O chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, e o presidente têm dito que as relações entre Brasil e EUA, no atual governo, chegaram a um novo patamar. O que mudou?

Sempre tivemos uma relação muito próxima com o Brasil.

Mas agora temos dois governos que pensam de forma muito semelhante, que encaram da mesma maneira os desafios do mundo de hoje e estão muito animados e dispostos a trabalhar juntos. Temos a visita do presidente Bolsonaro.

Há uma grande oportunidade de avançar em todo o espectro da relação.

Como o Brasil poderia cooperar com os EUA para se contrapor à crescente influência chinesa na região?

A China é a principal questão estratégica para a região.

O envolvimento da China na América do Sul e no mundo não necessariamente segue as regras do sistema internacional.

Há um entendimento emergindo de que todos os países do mundo precisam ficar mais conscientes sobre isso e garantir que instituições internacionais e a OMC fiquem atentos, e estimular os chineses a seguir as regras aceitas internacionalmente.

O secretário (de Estado dos EUA, Mike) Pompeo tem dito que não nos importamos de competir com os chineses, desde que estejamos em condições equivalentes e justas, e que as práticas que eles usam para ganhar licitações e negócios sejam abertas e transparentes.

Se o Brasil puder reforçar essa mensagem, porque chegou à mesma conclusão, será muito positivo.

O novo embaixador chinês, Yang Wanming , afirmou à Folha que o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, disse que a empresa Huawei é bem vinda no Brasil. O diplomata disse também que os EUA estão politizando a questão da Huawei ao pressionar países a restringir a compra de tecnologias da empresa. A senhora acredita que o Brasil deveria se preocupar com a Huawei?

Não existe nenhuma politização.

Trata-se de mais um tema que se relaciona a condições justas e respeito a regras, transparência e abertura, e garantir que qualquer empresa respeite os valores democráticos da nossa sociedade. E é importante por causa da sensibilidade do setor de atuação da Huawei.

A Huawei é um tema de conversa com o governo brasileiro?

Sim, já foi.

Em relação à Base de Alcântara, que negociações estão ocorrendo [para ‘alugar a base’ para lançamento de satélites] e por que é importante os dois países assinarem um acordo de salvaguardas tecnológicas [exigido pelos EUA para garantir a segurança da tecnologia americana de satélites]?

As salvaguardas tecnológicas vêm sendo discutidas entre os dois países por quase duas décadas.

Se conseguirmos chegar a um acordo, seria uma demonstração que a relação foi elevada ao mais alto nível de cooperação.

Os EUA estão prontos para apoiar a entrada do Brasil na OCDE (clube dos países ricos)?

Nós entendemos que essa é uma prioridade clara para o governo brasileiro e temos encorajado o governo a prosseguir com a adesão a vários dos critérios exigidos perla OCDE.

Estamos trabalhando nisso, não quero me adiantar.

Há milhares de agentes da inteligência cubana na Venezuela. Os EUA vêm conversando com Cuba a respeito?

Nós temos sido muito claros, publicamente, ao dizer que Cuba tem atrapalhado bastante no caso da Venezuela, ao sustentar um regime contra a vontade do povo.

Mas não é surpresa que Cuba continue a apoiar esse ditador, considerando se tratar de um país que também não é governado de forma democrática e tem recebido petróleo subsidiado do regime venezuelano.

A senhora acha que o Brasil deveria impor sanções contra o regime de Maduro?

Nós temos usado uma ampla gama de sanções, desde o governo Obama, e estamos aprofundando isso.

Essa abordagem tem como objetivo mudar o comportamento do regime, dificultar que eles continuem fazendo o que fazem, e aumentar a pressão.

Depende do Brasil decidir de que maneira quer pressionar o regime. Mas é importante que exista uma mensagem unificada da região e que a pressão sobre o regime continue.

A dispensa de visto para entrar nos EUA é uma demanda antiga dos brasileiros. Estamos mais próximos disso?

Este programa específico (visa waiver, dispensa de visto) é regido por legislação americana, então há uma série de procedimentos que o Brasil teria que adotar para entrar nesse programa.

Mas há outros programas que também facilitam o intercâmbio entre os dois países, como o Global Entry (que agiliza a entrada no país para viajantes pré-selecionados) e o Global Entry para produtos, que temos com México e Canadá, e que seleciona empresas pré-aprovadas.

Estamos examinando diversas maneiras para fazer isso.

Folha de São Paulo

 

Opinião dos leitores

  1. E os petralhas, de todas as patentes, continuam defendendo FEROZMENTE a ditadura "bolivariana". Assim como sempre defenderam todas as ditaduras comunistas. Mas se autodenominam DEMOCRATAS. Ridículos. Hipócritas.

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Flávio Bolsonaro culpa Lula por tarifas e diz que buscará diálogo com a China para evitar alta de taxas sobre carne brasileira

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende procurar a embaixada da China para tentar reverter as tarifas aplicadas às exportações brasileiras de carne bovina. Durante uma transmissão ao vivo, ele voltou a responsabilizar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelas dificuldades nas negociações comerciais internacionais.

Segundo o senador, a carne brasileira já paga tarifa de 12% para entrar no mercado chinês, e os embarques que ultrapassarem a cota anual passarão a ser taxados em mais 55%.

“A gente está falando de 67% de tarifação da nossa carne brasileira a partir do momento em que essa cota é estourada. E estou disposto também a buscar o governo chinês, a embaixada aqui, para também pedir que isso não aconteça”, afirmou.

Flávio também criticou o governo brasileiro pelas restrições impostas pela União Europeia às proteínas de origem animal produzidas no país.

“O Brasil pode nem exportar mais algumas proteínas para a Europa, porque o Brasil não atendeu algumas exigências sanitárias por parte da Europa, um protocolo que o Brasil não seguiu, quer dizer, incompetência mesmo”, disse.

Ao comentar as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos, que entram em vigor na próxima quarta-feira (15), o senador afirmou que tentou convencer autoridades americanas a rever a medida e voltou a atribuir a responsabilidade ao governo federal.

“Não adianta colocar tarifa em cima da gente, isso é culpa do Lula, ele que abrace esse problema. Eu fui lá com a força política para tentar que o tarifaço por parte do governo americano não acontecesse. Não sei se vou conseguir, mas fico com a consciência tranquila de que fiz a minha parte”, declarou.

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TSE reúne nesta semana plataformas, redes sociais e institutos de pesquisa para alinhar regras antes das eleições

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Em meio à proximidade das eleições deste ano, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, vai se reunir com representantes de plataformas e institutos de pesquisa nesta semana.

O foco do ministro estará na preparação das eleições, na definição de critérios institucionais e no combate à desinformação:

14 de julho: Reunião com representantes dos principais institutos de pesquisas eleitorais. O encontro vai debater metodologias e fixar parâmetros de transparência após impasses recentes sobre a neutralidade de levantamentos divulgados ao público.

16 de julho: Audiência com representantes das principais plataformas de tecnologia e redes sociais para alinhar as regras de moderação, impulsionamento e combate a conteúdos falsos durante a campanha.

Institutos de pesquisa

Nunes Marques tem comentado com interlocutores que a discussão sobre o formato das pesquisas eleitorais não é um debate sobre liberdade de expressão, mas sim sobre o cumprimento de regras técnicas da Corte.

Em junho, o ministro determinou a suspensão da divulgação e dos desdobramentos da mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel, que apontou uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O objetivo final é um só: evitar que as sondagens virem um ringue na disputa eleitoral.

Redes sociais

Em relação às plataformas, o objetivo principal do encontro é revisar as diretrizes de moderação de conteúdo, avaliar os canais de denúncia rápida e garantir o cumprimento das resoluções vigentes que restringem a propagação de conteúdos enganosos que possam comprometer a integridade do pleito.

Em junho, a Corte criou uma comissão permanente para o acompanhamento e a organização do uso de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) na Justiça Eleitoral.

Com informações de R7

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NATAL: Prefeitura retoma obras na Av. Jerônimo Câmara e comunica mudanças no trânsito

A Prefeitura de Natal informou que as obras na Avenida Jerônimo Câmara entram em uma nova etapa a partir das 8h desta segunda-feira (13), com mudanças no trânsito.

Segundo o comunicado, no trecho entre as avenidas Jaguarari e Potiguares, apenas a faixa exclusiva para ônibus permanecerá liberada. As demais faixas serão interditadas para a realização dos serviços de fresagem e regularização do pavimento.

Agentes da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) estarão no local para organizar o tráfego e minimizar os impactos durante a execução das obras.

A orientação é que os motoristas programem o deslocamento com antecedência, utilizem rotas alternativas e respeitem a sinalização.

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Morre o ator Rui Rezende, o lobisomem na novela Roque Santeiro, aos 87 anos

Foto: reprodução/redes sociais

O ator Rui Rezende morreu aos 87 anos neste domingo (12/7). Morador do Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro, desde 2019, ele estava internado desde 2 de julho no Hospital São Francisco na Providência de Deus, na Tijuca. A morte foi confirmada pela própria instituição, que não divulgou a causa.

Em nota, o Retiro dos Artistas homenageou o veterano da dramaturgia: “Ao longo de décadas de carreira, Rui emocionou o público com seu talento nos palcos, no cinema e na televisão, construindo uma trajetória marcada pela dedicação à arte e por personagens que permanecerão vivos na memória de gerações”.

Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Rui Rezende construiu uma trajetória marcante no teatro, no cinema e na televisão. Um de seus personagens mais lembrados foi o professor Astromar Junqueira, que se transformava em lobisomem em Roque Santeiro (1985), uma das novelas mais emblemáticas da teledramaturgia brasileira.

Natural de Araguari (MG), José Pereira Rezende Filho nasceu em 18 de novembro de 1938 e adotou o nome artístico Rui Rezende. O ator também conquistou o público ao interpretar Bob Lamb em A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990), produção da extinta Rede Manchete.

Metrópoles

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ABC vence o Águia de Marabá por 3 a 0 e avança às oitavas da Série D

Foto: Guilherme Drovas/ABC F.C.

O ABC está nas oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. Neste domingo (12), o Alvinegro venceu o Águia de Marabá por 3 a 0, na Arena das Dunas, reverteu a derrota por 2 a 1 no jogo de ida e avançou com placar agregado de 4 a 2.

O primeiro gol do Mais Querido saiu aos 35 minutos do primeiro tempo, após cruzamento de Jhosefer e gol contra de Wendell Araújo. Na etapa final, Jhosefer ampliou aos 37 minutos, aproveitando sobra após escanteio, e Wellington Reis fechou a goleada em um contra-ataque comandado por Wallyson.

Nas oitavas de final, o ABC enfrentará o vencedor do confronto entre Guaporé-RO e Luverdense-MT. No jogo de ida, o Luverdense venceu por 1 a 0, fora de casa, e decidirá a vaga em casa.

Os jogos das oitavas estão previstos para os dias 17 ou 18 de julho (ida) e 25 ou 26 de julho (volta). A tabela detalhada será divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

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VÍDEO: Motorista perde o controle e capota Troller em trilha no interior do RN

Um veículo Troller capotou durante uma trilha no interior do Rio Grande do Norte após o motorista perder o controle do veículo. O acidente foi registrado por pessoas que acompanhavam o percurso, e as imagens repercutiram nas redes sociais.

Apesar dos danos materiais provocados pelo capotamento, ninguém ficou ferido.

Até o momento, não foram divulgadas as circunstâncias que fizeram o motorista perder o controle do automóvel durante a trilha.

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Governo Lula tenta última reunião com EUA antes de decisão de Trump sobre tarifas

oto: REUTERS/Dado Ruvic

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta realizar uma última reunião com representantes dos Estados Unidos antes de o presidente Donald Trump decidir, até quarta-feira (15), se aplicará novas tarifas contra produtos brasileiros. As informações são da CNN Brasil.

Segundo a emissora, o Planalto busca um encontro com Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), na expectativa de conhecer antecipadamente a decisão do governo norte-americano. Na última quinta-feira (9), Greer afirmou à Fox Business que as negociações “ainda estão distantes de um acordo”.

Na sexta-feira (10), Lula reuniu ministros para definir a estratégia brasileira. De acordo com a CNN Brasil, o governo trabalha com dois cenários: o mais provável é a aplicação das tarifas, que o Planalto considera injustificadas; o outro é um eventual adiamento da medida por parte dos EUA.

Ainda segundo a CNN Brasil, integrantes do governo avaliam que, caso o adiamento seja atribuído ao pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para que as tarifas sejam aplicadas apenas após as eleições de outubro, isso reforçaria a percepção de que as sanções têm motivação política, e não econômica.

As tarifas propostas pelo USTR incluem 25% sobre produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais, resultado de uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, e mais 12,5% por alegada falta de restrições à importação de produtos feitos com trabalho análogo à escravidão.

O QUE OS EUA ALEGAM PARA TARIFAR O BRASIL EM 25%*

Pontos criticados:

  • PIX: BC favorece o sistema em detrimento de provedores norte-americanos.
  • Decisões judiciais: Tribunais brasileiros emitiram ordens sigilosas para remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis.
  • Tarifas preferenciais desleais: Audiência pública para debater medidas propostas.
  • Desmatamento ilegal: Brasil historicamente falhou no combate.
  • Acesso ao mercado de etanol: Brasil não oferece tratamento recíproco à exportação do etanol vindo dos EUA.
  • Proteção da propriedade intelectual: Falta de aplicação de leis penais e aduaneiras contra falsificação de serviços.
  • Combate à corrupção: Brasil não adota medidas de combate à corrupção.

*Fonte: Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Opinião dos leitores

  1. Papo pra boi dormir. Só porque Flávio Bolsonaro foi primeiro. Caso, contrário não iria tentar nada. Lula torce por essas tarifas. E os 50% da China? Nem ele nem a mídia fala por que?

  2. Tariflávio foi aos EUA tarifar o Brasil. Lula é a favor do Brasil. O outro é a favor das tarifas.

  3. pode espalhar que isso é culpa da família bolsonaro, os traidores da pátria… e ainda vivem pregando deus patria e familia… quanta falsidade

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Mais um restaurante anuncia encerramento das atividades na Grande Natal em 2026: o Mirante do Mar, em Tabatinga

Imagem: reprodução

O Mirante do Mar, um dos mais tradicionais bares e restaurantes de Tabatinga, em Nísia Floresta, anunciou neste domingo (12) o encerramento das atividades em publicação nas redes sociais. O estabelecimento funcionará até 26 de julho.

“Agradecemos de coração a todos os clientes e amigos que fizeram parte da nossa história”, diz a publicação que também comunicou que o Point Arituba, que funciona na Lagoa de Arituba seguirá funcionando.

O Mirante do Mar é mais um restaurante na Grande Natal que encerra as atividades em 2026. Desde o início do ano, tradicionais estabelecimentos também fecharam suas portas. Entre os casos mais emblemáticos estão o Santa Maria, um ícone da gastronomia portuguesa em Natal, que em fevereiro anunciou o fechamento após mais de 20 anos de funcionamento; O Duma Cozinha, que encerrou as atividades em abril; E ainda o Restaurante Caicoense, que funcionava na praça de alimentação do Natal Shopping desde 2012 e fechou em junho deste ano.

Opinião dos leitores

  1. Segundo os malditos petistas, as pessoas estão comprando comida na Shopee, Temu e SHEIN, por isso essa quebradeira toda!!

  2. Não tem problema, é muito luxo, não precisamos de capitalismo, o negócio é todo mundo comer nos restaurantes populares.
    Para quê ficar dando lucro para empresário, o bom mesmo é o estado tomar conta de todo mundo. Acho que os exemplos devem começar pela turma da esquerda, plano de Saúde o SUS, restaurante popular, escolas públicas, lazer nas praças públicas, sem vigilância privada nos condomínios…..

  3. Com um País desgovernado por essa esquerda corrupta , incompetente e inepta não se poderia esperar nada. Outubro esta chegando e o povo Brasileiro precisar se livrar destes cretinos.

  4. Natal vem apresentando sinais de declínio contínuo.

    Esse cenário tem 2 causas principais:

    1. Cenário Nacional
    Queda da natalidade e migração de jovens qualificados e investidores. Isso gera um desequilíbrio: sobra demanda por serviços públicos e falta base produtiva.

    2. Cenário Local
    Anos de gestão sem planejamento estratégico. Ao comparar com João Pessoa e Fortaleza, Natal carece de um projeto de cidade.
    As gestões têm se limitado ao trivial e a eventos, em vez de investir em desenvolvimento econômico e planejamento urbano.
    Detalhe: Alguém avise ao atual gestor,que shows pontuais não geram riqueza nem desenvolvimento, ao contrário, geram gastos.

  5. Natal vem apresentando sinais de declínio contínuo.

    Esse cenário tem 2 causas principais:

    1. Cenário Nacional
    Queda da natalidade e migração de jovens qualificados e investidores. Isso gera um desequilíbrio: sobra demanda por serviços públicos e falta base produtiva.

    2. Cenário Local
    Anos de gestão sem planejamento estratégico. Ao comparar com João Pessoa e Fortaleza, Natal carece de um projeto de cidade.
    As gestões têm se limitado ao trivial e a eventos, em vez de investir em desenvolvimento econômico e planejamento urbano.
    Detalhe: Alguém avise ao atual gestor,que shows pontuais não geram riqueza nem desenvolvimento, ao contrário, gera gastos.

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COLUNA DO ESTADÃO: Temer revela que Trump perguntou a ele: ‘Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?’

Foto: Felipe Rau/Estadão

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

Se pudesse dar um conselho ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a relação com Donald Trump, Michel Temer recomendaria ao petista “amenizar as palavras”. Mas, desde o impeachment de Dilma Rousseff, em 2016, Temer e Lula não conversaram mais.

Em entrevista ao Estadão, o ex-presidente lembrou uma passagem que teve com Trump, pouco mais de um ano após a deposição de Dilma, para descrever as idas e vindas do americano.

A sopa de cenoura com gengibre e carneiro ainda estava fumegando naquele jantar de gala, em Nova York, quando o presidente dos Estados Unidos, à época em seu primeiro mandato, fez uma pergunta que deixou os interlocutores desconcertados. “Quando é que vocês vão invadir a Venezuela?”, disparou Trump, sem rodeios nem meias-palavras.

A cena ocorreu em 18 de setembro de 2017, na véspera da abertura da Assembleia-Geral da ONU. A indagação de Trump foi dirigida a Temer e a seus colegas da Argentina, da Colômbia e do Panamá. O americano parecia nervoso.

“Foi a primeira pergunta que ele fez”, contou Temer. “Houve um certo constrangimento, mas cada um disse: ‘Olha, presidente, nós estamos tomando providências de natureza diplomática’”.

Trump foi ouvindo um a um. À mesa, muitos destacaram o bom relacionamento com a Venezuela e o povo venezuelano, embora não admitissem o regime de Nicolás Maduro. Argumentaram que, por isso mesmo, a Venezuela havia sido suspensa do Mercosul.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, disse Temer.

No discurso para todos os convidados, Trump afirmou que os EUA estavam prontos para adotar “ações adicionais” contra a ditadura de Maduro. Na conversa com os presidentes latino-americanos, porém, ele concordou que o melhor era agir pela via diplomática, e não fazer uma intervenção militar.

“É por isso que eu digo: ‘Quando ele (Trump) diz uma coisa lá, se nós respondermos agressivamente aqui, vamos piorar a relação”, insistiu Temer ao ser questionado sobre o risco de Trump usar a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas para também intervir no Brasil.

Na prática, porém, o tom cada vez mais inflamado do governo contra as investidas de Trump – da ameaça de novo “tarifaço” ao carimbo do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas – serve sob medida à campanha de Lula. Tanto é assim que a defesa da soberania entrou até no programa de governo do PT.

De qualquer forma, como o que Trump fala não se escreve, quase nove anos depois daquele jantar de sinais trocados em Nova York, a invasão da Venezuela saiu do papel.

Coluna do Estadão, por Roseann Kennedy 

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PEDIDO DE PAZ: Papa Leão XIV pede diálogo para fim de guerras no Oriente Médio e na Ucrânia

Foto: Mídia do Vaticano/ via Reuters

O papa Leão XIV fez neste domingo (12), em Castel Gandolfo, um novo apelo pela paz diante dos conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras regiões do mundo. O pontífice defendeu o diálogo e a diplomacia para conter a escalada da violência.

“Não permitamos que esses ventos extingam a chama da esperança e da paz, mesmo quando ela parecer frágil e vacilante”, afirmou o papa, ao renovar seu pedido por negociações entre as partes.

O pronunciamento ocorre em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, após a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã, e ao aumento da ofensiva russa contra a Ucrânia. Nas últimas semanas, Kiev também intensificou ataques contra a logística militar russa em áreas ocupadas.

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