
Foto: Alessandro Marques
O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal) realizou uma pesquisa de preços de medicamentos em farmácias e drogarias distribuídas pelas quatro regiões da capital potiguar. O objetivo é orientar a população sobre onde encontrar os produtos com os menores preços, especialmente após o reajuste de 2,47% autorizado pelo Governo Federal por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Como o aumento ainda não foi integralmente repassado ao consumidor, a pesquisa de preços torna-se uma ferramenta importante para a economia doméstica.
Os pesquisadores visitaram 45 estabelecimentos, entre grandes redes e pequenos comércios, localizados tanto em áreas próximas a hospitais quanto em bairros mais afastados da região central.
A coleta de dados foi realizada entre os dias 25 e 29 de maio. Para a análise final, foram consideradas 29 farmácias que possuíam em estoque mais de 50% dos itens constantes na lista de medicamentos pesquisados pelo Procon Natal.
A pesquisa contemplou 31 medicamentos, sendo oito genéricos e 23 de marca, distribuídos em categorias como analgésicos, antialérgicos, antibióticos, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, entre outros.
Foram registrados os preços cheios, sem a aplicação de descontos. O consumidor pode encontrar valores menores dependendo dos programas de fidelidade e convênios oferecidos pelos estabelecimentos.
Principais resultados
Apesar do reajuste autorizado, a pesquisa identificou que 3,22% dos medicamentos analisados apresentaram preços menores na região Leste em comparação ao ano anterior. Também foram observadas diferenças expressivas entre estabelecimentos.
O Diclofenaco de Sódio (100 mg), utilizado como anti-inflamatório, apresentou redução média de 18,65%. No ano passado, o preço médio era de R$ 12,18. Neste ano, foi encontrado por valores a partir de R$ 3,55.
Já o medicamento Alegra (60 mg), utilizado como antialérgico, apresentou preço médio de R$ 26,12. O maior valor encontrado foi de R$ 50,18 e o menor de R$ 21,45, uma diferença de R$ 28,73 entre os estabelecimentos pesquisados.
No caso do Albendazol (400 mg), utilizado como antiparasitário, a pesquisa apontou diferenças entre marcas e laboratórios. O produto do laboratório Biossintética foi encontrado por R$ 10,70, enquanto o da Medley apresentou o menor preço, R$ 3,79. A diferença entre os valores chegou a 182,32%, com preço médio geral de R$ 4,68.
Diferenças entre os tipos de medicamentos
Para auxiliar os consumidores, o Procon Natal reforça as características das principais categorias de medicamentos comercializados no país.
Os medicamentos de referência são os produtos pioneiros, cujas eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Já os medicamentos similares são produzidos após o vencimento da patente dos medicamentos de referência. Possuem marca própria e também passam por avaliação e registro junto à Anvisa, que garante sua qualidade, eficácia e segurança.
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