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QUADRILHAS DO PIX: sequestro-relâmpago dispara em SP; criminosos migram para novo crime da moda

Foto: Shutterstock

Sem chamar a atenção, criminosos passam semanas estudando a rotina de moradores de bairros de alto padrão, na cidade de São Paulo. Nesta semana, uma das vítimas escolhidas levou um golpe na cabeça, foi amarrada, teve o celular roubado e, depois de três horas, mais de R$ 100 mil tinham saído da conta dela em transferências via Pix.

Em entrevista à BBC News Brasil, o delegado da Divisão Antissequestro do Garra Dope, da Polícia Civil, Tarcio Severo, o número de sequestros-relâmpago, crime considerado adormecido, disparou após a implantação do Pix no Brasil.

Segundo ele, há inclusive quadrilhas especializadas em outros crimes que estão ‘migrando’ para roubos envolvendo a ferramenta eletrônica.

“A gente observa criminosos especializados em outros segmentos, como roubo e furto de condomínio, que passaram a aproveitar a oportunidade para fazer o sequestro-relâmpago. Eles perceberam que o Pix permite que eles consigam transferir uma grande quantidade de dinheiro num período curto de tempo. Desta forma, eles mantêm a vítima detida e tiram uma vantagem significativa”, afirmou o delegado.

Ele contou que, nessa ocorrência relatada no início da reportagem, os criminosos ainda levaram diversos objetos pessoais da vítima, como relógio e celular.

O Pix entrou em vigência no Brasil em novembro de 2020. A polícia disse à reportagem que ainda não tem dados suficientes para fazer um comparativo mês a mês para fazer um diagnóstico mais completo. No entanto, o delegado do Garra disse que o crime de sequestro-relâmpago cresceu 100% em relação ao mês em que o Pix foi inaugurado.

Grupos altamente especializados

O delegado contou à reportagem que as quadrilhas que cometem esse tipo de crime são altamente especializadas e formadas por técnicos em diferentes áreas.

“Eles atuam em duas células. Esse crime é de oportunidade, então eles estudam para encontrar uma vítima em potencial. Geralmente, as mais distraídas e descuidadas, que ficam paradas dentro do carro com o farol aceso e falando ao celular, por exemplo”, explicou o delegado do Garra.

Nessas quadrilhas, há um grupo responsável por fazer a seleção das vítimas. Essas pessoas ficam fazendo rondas em motos, carros e até mesmo a pé em bairros nobres. Elas estudam horários, comportamentos e rotina dessas pessoas antes de atacá-las.

Quando as vítimas são escolhidas, entram em cena outros membros da quadrilha ? aqueles que são especializados em atacar, ameaçar e mantê-la em cárcere. Eles atuam simultaneamente com outros dois grupos: os especialistas em tecnologia e os “laranjas”, que apenas têm suas contas bancárias usadas para receber as transferências dos assaltos e sacar o dinheiro.

“Quando eles obtêm os dados bancários da vítima, eles passam para essa segunda célula, um elo financeiro acostumado a mexer com cartões e Pix. Esse grupo tem contas de aluguel ou de passagem, na qual as pessoas recebem dinheiro ao final do crime”, afirmou o delegado Tarcio Severo.

Ele explica que, nessa célula, há cartões e contas “frias”, principalmente de bancos digitais. O delegado explica que os bandidos as criam em bancos digitais porque não precisam ir a uma agência bancária para abri-la.

Isso facilita que eles mandem uma foto de documento falso para abrir uma conta. Em alguns casos, usam verdadeiros, roubados de vítimas de crimes anteriores. Além disso, os bancos digitais têm a vantagem de fazer transações em valores mais altos

Por que é tão difícil prender essas quadrilhas?

Recentemente, programas de TV têm mostrado ao vivo operações policiais em busca de quadrilhas investigadas por aplicar o “Golpe do Pix”. Em algumas delas, criminosos são presos, mas nem sempre é possível identificá-los ou comprovar os crimes por conta da velocidade em que o dinheiro é retirado das contas que recebem.

O delegado Severo disse que já fez reuniões com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e com o Banco Central para solicitar que as equipes de fraudes monitorem e informem a polícia sobre algumas transações suspeitas. O Banco Central é o responsável pela regulação das transferências bancárias e tem o poder de criar novas regras para o Pix.

“O banco tem que ter uma equipe de anti-fraude que detecte isso. Um cliente que não costuma movimentar dinheiro naquelas quantias, o banco deveria habilitar uma trava até checar essa informação para saber se é realmente o cliente dela que está fazendo aquela transação”, afirmou.

Ele citou como exemplo o caso descrito na reportagem, no qual os criminosos fizeram mais de 20 transações até transferir mais de R$ 100 mil. Na visão dele, o banco “falha na prevenção” e deveria impor ao menos um bloqueio temporário de duas horas na conta em casos como esses.

O delegado contou que os bancos alegam que um mecanismo como esse colocaria a vida das vítimas em risco, uma vez que os criminosos se irritariam pelo fato de não conseguirem dinheiro.

“Mas, por experiência, sabemos que os criminosos estão interessados no patrimônio, não em matar a vítima. As pessoas que cometem esses crimes estão focadas no dinheiro”, afirmou.

Procurado pela reportagem, o Banco Central afirmou que “por seu desenho tecnológico, todas as operações com o Pix são 100% rastreáveis, o que permite a identificação das contas recebedoras de recursos produtos de golpe/crime, permitindo a ação mais incisiva da polícia e da Justiça, o que não acontece com saques em caixas eletrônicos, por exemplo. Dados recentes do Pix mostram haver suspeita de fraude em apenas 0,001% das transações de Pix. Essa fração é ínfima e se mantém constante ao longo do tempo”.

Por fim, o órgão disse que “está à disposição das forças de segurança pública e da Justiça para colaborar no que puder para a prevenção e o combate a golpes/crimes envolvendo o Pix ou qualquer outro meio de transferência de recursos no âmbito do Sistema Financeiro”.

A Febraban informou em nota que, caso alguém seja vítima de assalto ou sequestro-relâmpago e obrigado a fazer um Pix, “deve registrar um boletim de ocorrência e procurar imediatamente seu banco através de um de seus canais de atendimento disponíveis para receber as orientações de como deverá proceder”.

O órgão disse ainda que “desde abril, os usuários podem controlar seu limite no sistema de pagamento instantâneo, permitindo que ele reduza ou aumente o valor disponível para realizar transações e pagamentos, seguindo à risca as instruções normativas do Banco Central”.

O Banco Central informou ainda que o Pix tem “três características que previnem a transferência de grandes valores por meio de golpes ou sob coação”.

A primeira são os “motores antifraude” que permitem identificar transações atípicas, que bloqueiam para análise as transações suspeitas por até 30 minutos, durante o dia, ou 60 minutos à noite.

Segundo, os bancos podem estabelecer limites máximos de valores para as transações com base no perfil de cada cliente, titularidade da conta, canal de atendimento e procedimento para iniciação. Podem ser menores à noite e seguir os mesmos padrões de TED e cartão de débito.

E, por último, os clientes podem diminuir os limites pelo aplicativo do banco. “Por razão de segurança, aumentos de limites não são imediatos e são analisados pelas instituições para verificar a compatibilidade ao perfil do cliente”.

Além de transferências em Pix, quadrilhas fazem pagamentos em maquininhas de cartão e sacam dinheiro em outras regiões imediatamente | Foto: divulgação/Polícia Civil

Fazendo o dinheiro ‘sumir’

A polícia tem dificuldade para reprimir as quadrilhas rapidamente porque elas atuam em diferentes áreas da cidade simultaneamente. E, logo depois de cometer o crime, elas conseguem se dispersar rapidamente.

Depois disso, o braço financeiro das “Quadrilhas do Pix” têm diversas técnicas para fazer o dinheiro das vítimas “sumir” do rastro da polícia e dos bancos até que seja dividido entre os criminosos.

Com diversas contas abertas, os criminosos colocam limites elevados ? até R$ 10 mil ? de saque. Desta maneira, assim que a quadrilha faz um Pix para uma dessas contas, outro criminoso saca o valor imediatamente em um caixa eletrônico.

“A gente consegue rastrear onde o saque foi feito, mas muitas vezes não conseguimos chegar a tempo de prender as pessoas. Nos dizem: ‘Acabaram de fazer saques em São Mateus (extremo leste da capital paulista)’, mas nosso deslocamento é enorme até lá”, contou.

O delegado explica que as pessoas que cedem as contas para fazer esses saques são investigadas como coautores do crime.

“Muitas vezes vamos na casa dessas pessoas e elas dizem que apenas sacaram o dinheiro que caiu na conta delas via Pix de um conhecido. Elas falam que não sabiam que a origem daquela quantia era de uma pessoa sequestrada e chegam a falar que a conheceram numa tabacaria, mas dizem que não tem nenhum contato dela, como telefone, nem mesmo são amigas em nenhuma rede social”, relata o delegado.

Ele também explica que, muitas vezes, também são feitas transações com cartões de débito e crédito em maquininhas de pagamento. Com isso, os criminosos passam os cartões em aparelhos adquiridos com documentos falsos e também sacam o valor instantaneamente, enquanto a vítima é mantida refém.

Essa é uma evolução do sequestro tradicional, quando os bandidos precisavam usar os cartões em compras no shopping ou pela internet. Ou até mesmo levá-la a um caixa eletrônico para forçá-la a sacar dinheiro. Dessa maneira, eles se expunham muito mais e corriam o risco de não conseguir a mercadoria. Hoje, tudo acontece de maneira mais rápida e, ao invés de produtos, eles recebem dinheiro.

Questionado pela reportagem, o delegado disse que os bancos costumam reembolsar apenas algumas das vítimas desse tipo de crime. Quem tem seguro do cartão recupera o dinheiro com mais facilidade. Quem não tem, precisa aguardar a conclusão do procedimento administrativo aberto pelo banco.

Ele disse que, nesses casos, orienta que as vítimas façam um protocolo de reclamação no Site do Banco Central ? algo semelhante a um Procon dos bancos.

Mas qual a diferença entre sequestro e sequestro-relâmpago?

O delegado do Garra explica que o primeiro ocorre quando a vítima vai para um cativeiro e quem paga o resgate é outra pessoa e está enquadrada no artigo 159 do Código Penal. No sequestro-relâmpago, a própria vítima é quem paga para ser solta, artigo 158.

Como evitar ser uma vítima

Para efeito de comparação com o sequestro-relâmpago, no primeiro semestre de 2020, foram registrados quatro sequestros em todo o Estado de São Paulo, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública. Já no mesmo período de 2021, foram registradas oito ocorrências, um aumento de 100%.

O delegado disse que é difícil prever e evitar quando um sequestro-relâmpago pode acontecer. Ele cita como exemplo de vulnerabilidade o apresentador Silvio Santos, que já foi sequestrado duas vezes.

“Mesmo em condomínios de alto padrão e com equipamentos modernos de segurança, os bandidos entram, roubam, furtam e fica difícil evitar. Mas você pode tomar alguns cuidados. Entre eles, você pode estabelecer limites de transferência na sua conta bancária para que os assaltantes não consigam transferir”, afirmou.

No entanto, o delegado afirmou que a pessoa deve procurar um gerente para alterar esse valor para alterar o limite de transferência da conta, não apenas do Pix. Isso porque o limite da conta se sobrepõe ao das transferências via Pix e, caso ele continue alto, o assaltante conseguirá concluir a operação.

Também há cuidados para não se tornar um alvo fácil dos bandidos. Um deles, segundo o delegado, é não ficar dentro do carro parado na rua ou falando ao celular. Ele também orienta que as pessoas sejam breves ao entrar e sair de casa, pois é um dos principais momentos de distração que os bandidos aproveitam para atacar.

A delegacia antissequestro do Garra tem 13 policiais para investigar todos os sequestros-relâmpago que acontecem na cidade de São Paulo, que possui 12 milhões de habitantes.

“Todo dia a gente está ralando para investigar e prender esses bandidos. Mas a segurança é um dever de todo mundo, então pedimos sempre o apoio dos bancos e da própria população para que a gente evite esse tipo de ocorrência que está crescendo numa proporção enorme”, concluiu o delegado Tarcio Severo.

A pena para quem pratica sequestro-relâmpago pode chegar a mais de 20 anos de prisão, dependendo dos agravantes.

Em média, a pena é de 18 a 22 anos, pois acumula os crimes de roubo e extorsão mediante sequestro. Em alguns casos, também há associação criminosa pela quantidade de integrantes e por envolvimento em outros crimes.

UOL

Opinião dos leitores

  1. Se a polícia tivesse poder, autonomia e gastasse um mísero projétil com cada féla da puta desse que fosse pego, queria ver os valentes aprontarem outra vez. Brasil, país onde o crime compensa! (independente de partidos e de políticos, ouviram, mimizentos?) E TENHO DITO!!!

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Duas semanas após fuga, cinco presos que escaparam da Penitenciária Estadual de Alcaçuz seguem foragidos

Foto: Divulgação Seap RN

Duas semanas após a fuga na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta, os cinco detentos que escaparam seguem foragidos. A informação foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária do Rio Grande do Norte – Seap.

Os presos foragidos são:

  • Carlos Soares Alves da Silva
  • Jefferson Cleyton Lima da Silva
  • Maycon Dias Mora
  • Pedro Gabriel da Silva
  • Rodrigo da Silva Nascimento

De acordo com a Seap, apenas Carlos Soares Alves da Silva é considerado de média periculosidade. Os demais são classificados como detentos de baixa periculosidade.

Após a fuga, a Seap reforçou a segurança no Complexo de Alcaçuz com patrulhamento interno e externo, rondas em áreas estratégicas e treinamentos de contingência nas unidades de Alcaçuz e Rogério Coutinho Madrugada.

Segundo a secretaria, as equipes fazem monitoramento constante do perímetro das penitenciárias, com apoio de policiais penais e acompanhamento em tempo real pelas câmeras da Central de Rádio e Videomonitoramento do sistema prisional.

O Grupo de Operações Especiais (GOE) também intensificou a presença nas unidades para reforçar a segurança, manter a disciplina e prevenir novas ocorrências.

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Ex-ministro do STF Joaquim Barbosa será candidato à Presidência em 2026, diz presidente do Democracia Cristã

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, será pré-candidato à presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) nas eleições de 2026. A informação foi confirmada à revista VEJA pelo presidente nacional do partido, João Caldas.

“Joaquim Barbosa é um grande quadro para o Brasil e abriu o leque, está comprometido a abraçar a política. É um nome para pacificar o país”, disse Caldas. A pré-candidatura deve ser publicamente anunciada pelo partido nos próximos dias.

Com a escolha de Barbosa, o DC retira a pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo, que havia sido anunciada em janeiro deste ano. Segundo Caldas, a decisão se deve ao fraco desempenho de Rebelo nas pesquisas — em levantamento divulgado pela Quaest na semana passada, o ex-presidente da Câmara dos Deputados foi o único presidenciável que não pontuou na sondagem eleitoral.

Ainda conforme o presidente do DC, Rebelo já foi informado sobre a decisão e terá “todo o apoio do partido” caso deseje disputar uma vaga na Câmara ou no Senado em 2026.

Barbosa já foi cotado duas vezes pelo PSB, mas plano não foi adiante

Em 2018, Joaquim Barbosa filiou-se ao PSB e chegou a ser ventilado como candidato à Presidência, mas optou por não disputar o pleito — à época, a desistência foi anunciada pelo partido como “decisão estritamente pessoal” do ex-ministro. Seu nome voltou a ser cotado em 2022, mas o ex-magistrado novamente preferiu não concorrer e anunciou apoio público ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Indicado ao STF por Lula, Barbosa assumiu a vaga em junho de 2003 e permaneceu no cargo até julho de 2014, quando anunciou sua aposentadoria. Neste período, chegou a ser presidente da Corte por um mandato, entre 2012 e 2014.

Durante a magistratura no Supremo, Joaquim Barbosa destacou-se pela atuação como relator das acusações do Mensalão. O julgamento foi encerrado em 2012 com a condenação de 25 dos 38 réus, incluindo o publicitário Marcos Valério, o ex-ministro José Dirceu (PT) e o ex-deputado Valdemar Costa Neto, atual presidente nacional do PL.

Veja

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VÍDEO: Evento promovido pela Globo acaba em confusão e corre-corre

O primeiro dia do Festival LED – Luz na Educação, promovido pela TV Globo e pela Fundação Roberto Marinho, terminou em tumulto na noite da última sexta-feira, 15, durante o show gratuito da cantora Marina Sena, na zona portuária do Rio.

O tumulto começou após parte do público ser impedida de entrar no espaço devido à lotação.  Vídeos publicados nas redes sociais mostram filas extensas e empurra-empurra na entrada do evento.

Durante a confusão, parte do público derrubou grades de contenção instaladas no Boulevard Olímpico, e seguranças precisaram intervir.

Veja

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SÉRIE D: ABC vence o Sousa-PB e dispara na liderança do grupo A8

Foto: Léia Ventura/Universidade do Esporte

O ABC venceu o Sousa-PB neste sábado (16) no Frasqueirão e disparou na liderança do grupo A8 da Série D, com 16 pontos.

O gols do Mais Querido na vitória por 2 a 0 foram marcados no segundo tempo. Rikelmi abrou o placar aos 9 minutos e Luiz Fernando marcou o segundo gol alvinegro no jogo.

A próxima partida do ABC na Série D é o Clássico-Rei contra o América, no próximo domingo, dia 24, às 16h, no Frasqueirão.

Antes do clássico contra o rival, o Mais Querido encara o Vitória, no Barradão, em Salvador-BA, na quarta-feira, dia 20, às 21h. Será o primeiro confronto da semifinal da Copa do Nordeste.

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Meio Ambiente

Grande Natal tem 13 pontos impróprios para banho, segundo boletim do Idema

Praia dos Artistas, em Natal | Foto: reprodução

Treze pontos de praias e rios da região metropolitana de Natal estão impróprios para banho neste fim de semana. A informação é do Boletim de Balneabilidade nº 20/2026, divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Idema.

Natal concentra o maior número de trechos contraindicados para banho, com sete pontos.

Nísia Floresta, Parnamirim e Extremoz aparecem com dois pontos cada.

As análises foram feitas em 33 trechos na última quinta-feira (14). A classificação leva em conta a quantidade de coliformes termotolerantes na água, seguindo critérios definidos pelo Conama.

Confira os trechos impróprios para banho:

  • Nísia Floresta / Pirangi do Sul (Igreja)
  • Nísia Floresta / Foz do Rio Pirangi
  • Parnamirim / Rio Pirangi (Ponte Nova)
  • Parnamirim / Rio Pirangi-Pium (Balneário Pium)
  • Natal / Ponta Negra (Morro do Careca)
  • Natal / Ponta Negra (Acesso Principal)
  • Natal / Areia Preta (Escadaria de Mãe Luíza)
  • Natal / Praia dos Artistas (Centro de Artesanato)
  • Natal / Praia do Meio (Quiosque 13)
  • Natal / Forte
  • Natal / Redinha (Rio Potengi)
  • Extremoz / Redinha Nova (Barraca Maresia)
  • Extremoz / Pitangui (Av. Pitangui)

O monitoramento faz parte do Programa Água Azul, realizado em parceria entre o Idema, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte. Os boletins são divulgados semanalmente no site do Idema e no aplicativo Praia Limpa.

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PESQUISA DATAFOLHA: 9 de 10 eleitores dizem não se arrepender de voto em Lula ou Bolsonaro em 2022

Foto: João Cotta/Globo e Stephanie Rodrigues/g1

A maioria dos brasileiros afirma não se arrepender do voto dado nas eleições presidenciais de 2022. É o que aponta uma nova pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (16).

Segundo o levantamento, 91% dos entrevistados disseram que mantêm a escolha feita na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro. Outros 8% afirmaram estar arrependidos.

A eleição de 2022 foi a mais apertada desde a redemocratização. Lula venceu o segundo turno com 50,9% dos votos, contra 49,1% de Bolsonaro.

Entre os eleitores de Lula, 89% disseram não se arrepender do voto, enquanto 11% afirmaram o contrário. Já entre os eleitores de Bolsonaro, 94% mantêm a escolha feita em 2022, e 6% disseram ter se arrependido.

Os números mostram estabilidade em relação às pesquisas anteriores. Em abril e março, 90% dos entrevistados também afirmavam não se arrepender do voto para presidente.

O Datafolha entrevistou 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais nos dias 12 e 13 de maio. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-00290/2026.

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OURO BRANCO: Bope, Choque e GTO vão reforçar fiscalizar na eleição suplementar

O Coronel Cirne, Comandante do CPR-II, esteve presente em Ouro Branco, realizando ações de apoio e fiscalização ao policiamento empregado para as Eleições Suplementares, neste domingo (17).

O Comando de Policiamento Regional-II contará com o reforço do Grupos Táticos Operacionais (GTO) e equipes de Rádio Patrulha que já atuam na Região, além do apoio do Policiamento Especializado como ROCAM e BPCHOQUE, oriundo da Capital do Estado.

“O exercício do voto é a expressão máxima da soberania popular. Garantir que esse direito seja exercido com liberdade, segurança e tranquilidade é um dever do Estado e uma missão que a Polícia Militar do Rio Grande do Norte cumpre com responsabilidade e imparcialidade”, frisou o Comandante Coronel Cirne.

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VÍDEO: Após ser resgatada no mar, família se abraça emocionada na praia de Genipabu

Quatro pessoas de uma mesma família foram resgatadas no mar na Praia de Genipabu, em Extremoz, na da tarde deste sábado (15). Após o resgate, a família se reuniu na faixa de areia em um momento marcado por emoção, alívio e abraços.

A operação mobilizou o helicóptero Potiguar 02, do Ciopaer, além de bombeiros militares, salva-vidas e banhistas que também ajudaram no socorro.

De acordo com o Ciopaer, duas vítimas apresentavam maior nível de cansaço e precisaram ser retiradas da água com auxílio dos equipamentos da aeronave. As outras duas conseguiram sair do mar com o apoio das equipes de salvamento.

Com informações de Portal da Tropical

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VÍDEO: Flávio diz que que estão tentando enterrá-lo vivo e que Lula aparelha a PF

Flávio Bolsonaro durante evento em Sorocaba - metrópolesFoto: reprodução

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou neste sábado (16/5) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é corrupto e “aparelha” a Polícia Federal (PF).

“A gente não vai permitir que esses canalhas continuem governando o nosso país. Um governo corrupto, que persegue adversários políticos. Eles aparelharam até a Polícia Federal, trocaram o delegado que quebrou o sigilo do Lulinha, que recebia dinheiro do careca do INSS, para tentar manipular as investigações. Tem que devolver o dinheiro roubado dos aposentados do INSS, Lula. Você rouba os idosos desse Brasil”, disse o senador em seu discurso.

 

Em meio à crise na pré-campanha diante da divulgação de diálogos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e das suspeitas envolvendo o financiamento do filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio fez inúmeras críticas a Lula e ao PT, durante evento de lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado em Sorocaba, no interior paulista.

Parte do discurso de Flávio fez referência à troca feita na PF na área responsável por investigar as fraudes em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O caso saiu da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários, tocado pelo delegafo Guilherme Figueiredo, e passou um setor que investiga políticos com foro especial no Supremo Tribunal Federal (STF), chamado de Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq).

Flávio se diz “vítima de perseguição” para “enterrá-lo vivo”

O pré-candidato ainda disse que está sendo vítima de “perseguições” e de um “tudo ou nada” para “enterrá-lo vivo”.

O evento foi marcado pelo tema da segurança pública. O ex-senador Eduardo Bolsonaro (PL) apareceu em um vídeo gravado dizendo que Derrite será “peça fundamental” para Flávio implementar no Brasil o “método Bukele”.

A declaração faz referência ao presidente de El Salvador, Nayib Bukele, que afirma ter erradicado o crime no país graças ao encarceramento em massa. No evento, Derrite também defendeu o modelo do país da América Central.

Flávio e Derrite também defenderam que grupos criminosos como o PCC e o Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas. A medida é defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e rechaçada pelo governo Lula.

Metrópoles

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Flávio Bolsonaro se reúne com Simone Marquetto, uma das cotadas para ser sua vice

Foto: Reprodução/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro voltou a se reunir com a deputada federal Simone Marquetto, apontada como uma das possíveis candidatas a vice em sua eventual chapa à Presidência da República.

O encontro aconteceu na noite desta sexta-feira (15), durante o lançamento da pré-candidatura de Guilherme Derrite ao Senado, em Campinas (SP). A conversa foi articulada pelo deputado Maurício Neves, presidente estadual do PP em São Paulo e defensor da presença de Marquetto na chapa.

Segundo aliados, o diálogo foi rápido e cordial. Flávio e Simone já haviam se encontrado em abril, quando o senador teria demonstrado entusiasmo com o nome da deputada. Apesar disso, a definição da vice deve ficar para mais perto das convenções partidárias.

Nos bastidores, o PL trabalha para escolher uma mulher como vice. O objetivo é ampliar o alcance da chapa entre mulheres, evangélicos e eleitores do Nordeste.

A senadora Tereza Cristina ainda é um dos nomes mais lembrados, mas tem resistido à possibilidade de assumir a vaga.

Outras opções que circulam no entorno bolsonarista são a deputada federal Clarissa Tércio, ligada à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e a vereadora Eliza Virgínia, conhecida pela atuação em pautas conservadoras e pela forte presença no meio evangélico.

Aliados avaliam, porém, que o nome de Eliza teria mais potencial para reforçar a base bolsonarista já consolidada do que para atrair novos eleitores, além de possuir menor projeção nacional.

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