
Foto: Reprodução/SBT
O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, recebeu uma notícia que o deixou arrasado: o câncer que havia sido retirado de seu intestino voltou a se manifestar, dessa vez em nódulos. Ele esteve no hospital Albert Einstein, no bairro do Morumbi, em São Paulo, onde ficou sabendo, na última quinta 12, o resultado de uma colonoscopia junto com a uma bateria de exames pela qual passou recentemente.
Queiroz trata há cerca de um ano uma neoplasia com transição retossigmoide, o mais comum entre os tumores de intestino. Acomete uma a cada dezesseis pessoas até os 90 anos de idade. Ele está localizado no intestino grosso, próximo da saída do reto. Manifesta-se, em geral, por sangramentos. A gravidade é definida não tanto pelo tamanho do tumor, mas se (e quanto) ele atingiu os gânglios linfáticos — há gânglios linfáticos próximo ao reto. Nesse caso, o risco de metástase é alto.
Desaparecido desde que seu nome surgiu em um escândalo que causa preocupação no clã Bolsonaro, Queiroz teve seu paradeiro revelado por VEJA em agosto. A reportagem exclusiva mostrou que ele hoje vive no Morumbi e frequenta o hospital Albert Einstein para o tratamento. Mesmo com o ex-assessor fora dos holofotes, sua situação sempre foi tratada com prioridade na família Bolsonaro. Embora tenha se afastado dele publicamente, o presidente traçou estratégias no campo jurídico e político para as suspeitas não prejudicarem seu mandato.
Até então, a última aparição pública de Queiroz havia sido justamente no Einstein. Em 12 de janeiro, ele postou um vídeo na internet em que surgia dançando no hospital durante a recuperação de uma cirurgia — que custou 64,6 mil reais. A reportagem já informava a suspeita de que o procedimento não teria resolvido o problema do tumor. Os advogados do ex-assessor, um policial militar aposentado, afirmam que ele paga as despesas médicas com recursos próprios ou com o auxílio de seu plano de saúde.
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