Judiciário

Queiroz diz ao MP que gerenciava salários para expandir ‘atuação parlamentar’ de Flávio Bolsonaro sem conhecimento do deputado, no período

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), durante reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) — Foto: Pedro França/Agência Senado

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Fabrício Queiroz, disse ao Ministério Público que usava parte da remuneração dos servidores do gabinete do então deputado para contratar “colaboradores informais” e, assim, expandir a sua “atuação parlamentar”. Flávio, hoje senador, e o chefe do gabinete não tinham conhecimento da prática, segundo Queiroz.

O ex-assessor apresentou, pela primeira vez, esclarecimentos, por escrito, ao Ministério Público do Estado do Rio. A informação foi divulgada pelo jornal “O Estado de S. Paulo”. No documento enviado pela defesa ao MP, a que o G1 também teve acesso, Queiroz negou que tenha se apropriado dos valores.

O G1 mandou uma mensagem para a assessoria de Flávio às 9h11, em seguida, enviou um e-mail e aguarda um posicionamento. O advogado de Queiroz afirmou que “todo o posicionamento foi feito na petição que protocolamos no MP”.

O Ministério Público começou a investigar o ex-assessor quando o nome dele apareceu em um relatório do conselho de controle de atividades financeiras, o Coaf, sobre movimentações atípicas de dinheiro. Fabrício Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em conta bancária entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Na manifestação ao MP, o ex-assessor disse que o valor veio de duas fontes lícitas: salários de outros membros da família e atividades econômicas informais, como compra e venda de veículos e eletrônicos e “todo e qualquer produto que pudesse lhe garantir uma renda extra”.

‘Rachadinhas’

O nome de Queiroz também apareceu em uma investigação do MP sobre as “rachadinhas” na Alerj – a prática de servidores devolverem parte dos salários aos deputados.

O ex-assessor confirmou ao MP que servidores do gabinete de Flávio Bolsonaro devolviam parte do salário e que esse dinheiro era usado para ampliar a rede de colaboradores que atuavam junto à base eleitoral do deputado.

Segundo o documento, Queiroz “entendeu que a melhor maneira de intensificar a atuação política seria a multiplicação dos assessores de base eleitoral, valendo-se, assim, da confiança e da autonomia que possuía para designar vários assistentes de base, a partir do gerenciamento financeiro dos valores que cada um destes recebia mensalmente”.

Ele “reitera de forma absolutamente peremptória que jamais se beneficiou de qualquer recurso público para si ou terceiro, uma vez que sempre buscou preservar a finalidade pública dos recursos oriundos da remuneração de assessores parlamentares que – sempre por ajuste prévio, livre e espontâneo – foram postos sob sua administração, ao idealizar, organizar e gerir rede de colaboradores informais de sua confiança, modicamente remunerados por atividades externas clara e firmemente alinhadas com a atividade-fim parlamentar.”

De acordo com a declaração, isso significa que, “com a remuneração de apenas um assessor parlamentar”, Queiroz “conseguia designar alguns outros assessores para exercer a mesma função, expandindo, dessa forma, a atuação parlamentar do deputado”.

O ex-assessor não deu detalhes sobre como ocorriam essas contratações e quantas pessoas teriam sido chamadas para trabalhar para Flávio.

Queiroz diz ainda que acredita que agiu de forma lícita e que seus superiores não tinham conhecimento dessa prática.

Ele afirma que “buscava a concordância prévia das pessoas que indicava para as funções quanto à desconcentração de parte de sua remuneração para os fins já descritos” e que “o emprego dos recursos se revestia de evidente finalidade pública”, pois “multiplicar e refinar os meios de escuta da população por um parlamentar consiste em claríssimo reforço de aspecto central da atividade-fim parlamentar”.

A declaração ainda afirma que Queiroz “nunca reputou necessário expor a arquitetura interna do mecanismo que criou ao próprio deputado e ao chefe de gabinete, ou seja, seus superiores não tinham qualquer conhecimento acerca dessa atuação”.

Histórico

O documento aponta que Queiroz conheceu Flávio Bolsonaro nos anos 1980. Em 2007, ele foi convidado pelo parlamentar para ser assessor em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

“O então deputado sempre teve grande apoio em setores da segurança pública e forças armadas. Para atender a esta base eleitoral, foi confiada a relação superior e institucional ao chefe de gabinete parlamentar. (…) De outro lado, porém, ainda se fazia necessário ter alguém na organização e com trânsito na base de tais instituições. É neste contexto que se apresenta o peticionante [Queiroz], que fora paraquedista do Exército Brasileiro e era sargento da Polícia Militar.”

G1

 

Opinião dos leitores

  1. A ordem é mata no peito que a gente segura tua barra. Ele matou. Vão segurar a barra dele? a ver pelo desaparecimento sem ser incomodado por tanto tempo, ninguém mexe com o Queiroz. O desmorolizado, não conseguiu segurar uma indicação sua, imagine prender o Queiroz.

  2. Todos são inocentes até que se prove o contrário. Não importa o que nós "achamos", tem que provar que a coisa existiu e que foi ilegal. E tem mais, o que o Presidente tem a ver com isso?

    1. Ta muito parecido com lula/PT que nao sabia de nada.. e que a culpa era da mulher falecida, que devia saber de tudo.

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Judiciário

VÍDEO: Vorcaro nega celular à PF para proteger ‘relações pessoais’

Imagens: Reprodução/Poder360

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, se recusou a entregar a senha de seu celular à Polícia Federal durante depoimento no STF, em 30 de dezembro de 2025. O argumento da defesa foi que o aparelho continha informações pessoais que não deveriam ser expostas, mesmo sob garantia de sigilo absoluto.

O advogado de Vorcaro, Roberto Podval, disse que o banco não era o foco da preocupação, mas sim relações pessoais do cliente. Ele afirmou que a abertura do celular poderia envolver “pessoas em relações absolutamente pessoais e particulares”, sem ligação com o banco. O depoimento está registrado em vídeo, e Podval não detalhou quais dados poderiam causar constrangimento.

O tema voltou à tona durante acareação com Paulo Henrique Costa, ex-diretor do BRB. A defesa reclamou que perguntas da PF vazaram à imprensa antes do depoimento e pediu que o caso fosse apurado em inquérito separado. O embate reforçou o receio de que dados pessoais do banqueiro fossem expostos.

A operação Compliance Zero, autorizada em 14 de janeiro pelo ministro Dias Toffoli, já apreendeu celulares de Vorcaro, que estão sendo analisados por peritos federais. Até o momento, a PF não divulgou se conseguiu descriptografar o aparelho negado pelo banqueiro.

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Política

VÍDEO: Câmara Municipal vira ringue e vereadores partem para a pancadaria por eleição adiada

Imagens: Reprodução/Metropoles

Uma reunião na Câmara Municipal de Santa Luzia (MG) terminou em pancadaria nesta quinta-feira (29). A confusão começou após o cancelamento da antecipação da eleição para a presidência da Casa, prevista para o biênio 2027-2028. A Guarda Municipal precisou intervir para conter o tumulto.

O presidente da Câmara, Glayson Johnny, havia adiado a votação na quarta-feira (26), enviando um ofício aos vereadores. Mesmo assim, parlamentares compareceram para escolher o novo presidente, gerando bate-boca e confronto físico entre o vereador Ivo Melo e o secretário-geral da Casa.

Glayson justificou a decisão dizendo que o adiamento garante segurança jurídica, citando entendimento do STF, que permite a eleição apenas a partir de outubro, mais próximo do início do mandato.

 

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Judiciário

VÍDEO: Vorcaro e ex-presidente do BRB se enfrentam no STF por R$ 12 bilhões em carteiras suspeitas

Imagens: Reprodução/Metrópoles

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, divergiram sobre a origem de carteiras de crédito durante acareação no STF, realizada em 30 de dezembro de 2025. Os vídeos dos depoimentos foram liberados pelo ministro Dias Toffoli nesta quinta-feira (29).

Vorcaro disse que o Master começou a vender “carteiras originadas por terceiros”, sem saber detalhes da Tirreno, empresa envolvida no caso. Segundo ele, os créditos vinham de originadores que já atuavam com o Master, mas não eram originados diretamente pelo banco.

Costa, por sua vez, afirmou que entendia que as carteiras eram do Master, vendidas a terceiros e recompradas pelo banco. Segundo o ex-presidente, o BRB manteve as compras até abril de 2025, quando notou “padrão documental diferente” e só então passou a questionar os originadores, descobrindo em maio que os créditos vinham da Tirreno.

Segundo as investigações, o BRB pagou R$ 12 bilhões ao Master por supostas carteiras de crédito falsas da Tirreno, empresa que seria de fachada. A divergência entre Vorcaro e Costa marca o principal ponto da acareação liberada pelo STF.

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Saúde

Lula retorna ao bloco cirúrgico para catarata no olho esquerdo nesta sexta (30)

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula fará uma cirurgia de catarata no olho esquerdo nesta sexta-feira (30), em Brasília. Os exames pré-operatórios foram concluídos nesta quinta-feira (29), segundo informou a Presidência, e ele manteve a rotina de trabalho na Granja do Torto durante o dia.

Não é a primeira vez que Lula passa por um procedimento desse tipo: em 2020, ele operou o olho direito. Desde que retornou à Presidência, em 2023, o presidente já realizou pelo menos quatro procedimentos médicos, incluindo cirurgia no quadril com blefaroplastia e intervenções de emergência após hemorragia interna no cérebro.

A catarata é um processo natural do envelhecimento que deixa o cristalino — a lente natural do olho — opaco, prejudicando a visão, como se se enxergasse através de vidro embaçado. A cirurgia substitui a lente natural por uma artificial transparente, é considerada segura e dura poucos minutos.

Lula chegou nesta quinta de madrugada do Panamá, onde participou do Fórum Econômico Internacional – América Latina e Caribe 2026.

 

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Judiciário

Toffoli expõe depoimentos do BRB, Master e Banco Central

Foto: Carlos Moura/STF

O ministro do STF, Dias Toffoli derrubou o sigilo dos depoimentos e da acareação do chamado caso Master, realizadas em 30 de dezembro do ano passado. A decisão autoriza que os vídeos fiquem públicos, mas mantém o restante da investigação em sigilo até a Procuradoria-Geral da República se manifestar.

Foram ouvidos na ocasião o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa; o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro; e o diretor de fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino. A acareação confrontou versões sobre detalhes da investigação envolvendo operações do banco.

O despacho de Toffoli foi assinado na noite desta quarta-feira (28). Com a liberação, os vídeos dos depoimentos podem ser analisados por jornalistas e investigadores, mas o caso ainda mantém pontos sensíveis sob sigilo, garantindo que a PGR tenha tempo de avaliar o que pode ou não ser divulgado oficialmente.

Opinião dos leitores

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Educação

UNIFACEX anuncia novo coordenador e fortalece inovação no curso de Direito

Foto: Divulgação

O Centro Universitário Facex (UNIFACEX), em Natal, dá um passo importante no fortalecimento do seu projeto acadêmico ao anunciar o advogado e professor Sebastião Leite como novo coordenador do curso de Direito. A chegada do novo gestor marca uma fase de renovação, com foco na excelência acadêmica, na aproximação com a sociedade e na formação prática dos futuros profissionais.

Reconhecido pela qualidade do seu ensino, o curso de Direito da UNIFACEX possui conceito 4 na avaliação do Ministério da Educação (MEC) — patamar considerado de excelência — e se destaca pelo alto índice de aprovação no Exame da OAB, resultado que reflete o compromisso da instituição com a formação sólida e responsável dos seus alunos.

À frente da coordenação, Sebastião Leite assume a missão de ampliar a inserção dos estudantes no mercado de trabalho, por meio de convênios estratégicos com o Poder Judiciário, o Ministério Público e Procuradorias,

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Política

VÍDEO: Prefeito é solto mesmo sob acusação de liderar grupo armado em Ielmo Marinho

Imagens: Instagram/Fernando de Ielmo Marinho

O prefeito de Ielmo Marinho, Fernando Batista Damasceno, deixou a prisão nesta quarta-feira (29) após audiência de custódia. A Justiça decidiu que ele não precisa usar tornozeleira eletrônica nem se afastar do cargo, permitindo que siga normalmente à frente da prefeitura.

Mesmo em liberdade, o gestor terá que cumprir medidas cautelares. Entre elas estão comparecer mensalmente em juízo para justificar suas atividades, ficar em casa durante a noite e informar qualquer mudança de endereço às autoridades. Ele também não pode ocultar, destruir ou mexer em bens, documentos ou valores ligados à investigação.

Fernando Batista havia sido preso em flagrante durante uma investigação da Polícia Civil. Segundo o órgão, ele é apontado como líder de um grupo supostamente estruturado para intimidar adversários políticos e praticar outros ilícitos, com apoio de núcleo armado e influência político-administrativa.

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Geral

Polícia barra mala com R$ 1,7 milhão a caminho de Brasília

Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal apreendeu nesta quinta-feira (29) cerca de R$ 1,7 milhão em espécie em um veículo parado na BR-050, em Cristalina (GO). A abordagem inicial foi realizada pelo Comando de Operações de Divisas da Polícia Militar de Goiás, e dois homens estavam no carro, segundo informações do Metrópoles.

Os ocupantes não conseguiram comprovar nem explicar a origem do dinheiro. Levantamentos preliminares indicam que eles não têm condições econômicas compatíveis com a quantia, levantando suspeita de que poderiam estar atuando como “laranjas”.

Diante da repercussão interestadual dos fatos e da suspeita de origem ilícita do dinheiro, a ocorrência foi apresentada à Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal.

As investigações seguem para identificar a origem e o destino do dinheiro, sem descartar a possibilidade de uso para pagamento de vantagens indevidas.

 

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Geral

Carregador portátil explode em voo da Latam e passageiros entram em pânico no ar

Foto: Divulgação

Um carregador portátil de celular pegou fogo durante um voo da Latam e assustou passageiros na tarde desta quinta-feira (29). A aeronave, que saiu de Congonhas com destino a Brasília, precisou realizar um pouso monitorado no Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP).

Segundo a Rede Voa, responsável pelo aeroporto, a tripulação controlou a situação ainda no ar e não chegou a decretar emergência. Bombeiros e equipes de socorro foram deslocados para acompanhar o pouso, mas ninguém se feriu.

O susto, no entanto, provocou mal-estar em três passageiros, que receberam atendimento na pista. Nenhum precisou ser hospitalizado. Após o incidente, o Centro de Controle Operacional da Rede Voa organizou a troca de aeronave, e os passageiros seguiram viagem normalmente para Brasília.

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Geral

VÍDEO: Ataque de tubarão em Olinda mata adolescente e acende alerta

Um adolescente de 13 anos morreu após ser atacado por um tubarão na tarde desta quinta-feira (29), na praia Del Chifre, em Olinda, no litoral de Pernambuco. Deivson Rocha Dantas estava no mar com amigos quando foi mordido e acabou não resistindo, mesmo após tentativa de socorro.

Segundo relatos de testemunhas, o garoto brincava na água quando sofreu a mordida. Banhistas retiraram o adolescente do mar e o levaram em um carro particular até o Hospital do Tricentenário, mas ele morreu antes de chegar à unidade.

O médico Levy Dalton, que atendeu a ocorrência, informou que a vítima perdeu muito sangue devido à gravidade do ferimento. De acordo com ele, a lesão atingiu uma região com artérias importantes no membro inferior, o que agravou rapidamente o quadro e levou à morte.

Avisos ignorados

A praia Del Chifre possui placas alertando sobre o risco de ataques de tubarão, conforme informou o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarão (Cemit). A área, localizada entre Olinda e Recife, já havia registrado outro ataque em 2023 e integra um histórico que soma 82 casos no litoral pernambucano nos últimos 34 anos.

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