Está na Folha:
A cada R$ 367 mil em vendas nos sites de compras coletivas, uma queixa dos serviços foi feita no primeiro semestre deste ano. Em 2011, a proporção era de uma para cada R$ 1,78 milhão gasto.
Essa situação não decorre da queda nas vendas, mas do aumento de seis vezes no número de reclamações, segundo dados do Procon-SP.
As queixas registradas nos seis primeiros meses de 2012 já superam em 10% o total de todo 2011 –quando o órgão começou a ser acionado sobre o segmento.
Em novembro passado, o Procon autuou Groupon, Clickon e Peixe Urbano, as três maiores do segmento, por registrar 767 queixas. O ano foi fechado com 1.690 reclamações, mas 2012 já soma 1.869.
O avanço das queixas é consequência do crescimento acelerado dessas lojas, diz Paulo Arthur Góes, diretor-executivo do Procon.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
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Após desembarcarem no país há dois anos, essas lojas faturaram R$ 687 milhões no primeiro semestre, 25% mais ante 2011, segundo a consultoria Gouvêa de Souza –já são 6% do comércio virtual.
Outro sintoma do crescimento é o volume de clientes. Para Góes, a demanda maior expõe as deficiências das lojas: há falhas na seleção dos responsáveis pelas ofertas e no acolhimento de queixas.
A proliferação de pequenas lojas despreparadas para atender tantos clientes contribui, diz Maurício Salvador, sócio diretor da Gouvêa de Souza. Isso é observado pela fatia das grandes lojas no total de queixas: Groupon, Peixe Urbano e Clickon têm 75% da receita, mas são alvo de 62% das reclamações.
OUTRO LADO
Os sites afirmam focar o aperfeiçoamento do atendimento ao cliente e na seleção de fornecedores. O Groupon diz que as empresas parceiras atendem a pré-requisitos.
O Clickon diz que busca melhorar a escolha dos parceiros, e o Peixe Urbano alega afinar a qualidade das ofertas e do atendimento.
Se os 3 maiores detem 62% do número de queixas, então são elas que respondem pela maioria dos problemas e não as pequenas como a matéria dá a entender.