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Quem são os hikikomori, os jovens japoneses que vivem sem sair de seus quartos; uso de tecnologia pode aprofundar isolamento

O termo hikikomori se refere tanto à condição quanto às pessoas que são afetadas por ela, aquelas que vivem ‘isoladas do mundo’ — Foto: Free Photos/Pixabay

No nosso mundo hiperconectado pode ser difícil se desconectar. O fluxo interminável de emails, tuítes, curtidas, comentários e fotos nos mantém constantemente “ligados” à vida moderna.

Mas no Japão, meio milhão de pessoas vivem isoladas. Elas são conhecidas como “hikikomori” – na prática, pessoas solitárias que se afastam de todo o contato social e, muitas vezes, ficam anos sem sair de casa.

Uma pesquisa do governo identificou cerca de 541 mil pessoas (1,57% da população) no país vivendo nessa condição, mas muitos especialistas acreditam que o número total pode ser muito maior, porque pode levar anos até que peçam ajuda.

O problema não está, porém, restrito ao Japão como se acreditava. Ele também tem sido reportado em outras partes do mundo.

Na vizinha Coreia do Sul, uma análise de 2005 estimou que havia cerca de 33 mil adolescentes isolados socialmente (0,3% da população); em Hong Kong, uma pesquisa de 2014 estimou que tal isolamento alcançava 1,9% da população.

Mas isso não ocorre apenas na Ásia; também se dá em países como Estados Unidos, Espanha, Itália e França, por exemplo.

E um tema controverso (mas comum) nas pesquisas é a influência da tecnologia moderna no isolamento. Ainda que não haja estudos suficientes comprovando uma relação concreta entre esses dois fenômenos, especialistas dizem estar em alerta.

O que é hikikomori?

O termo hikikomori se refere tanto à condição quanto às pessoas vítimas dela e foi cunhado pelo psicólogo japonês Tamaki Saito em seu livro Isolamento social: uma adolescência sem fim, de 1998.

Hoje, esse conceito é definido como uma combinação de isolamento físico e social somada com um sofrimento psicológico que pode durar seis meses ou mais.

O transtorno foi considerado, inicialmente, cultural. E há razões para se pensar que a sociedade japonesa é especialmente suscetível a ele, diz Takahiro Kato, professor de psiquiatria na Universidade de Kyushu, na região Fukuoka, e pesquisador do tema.

“No Japão há um ditado muito famoso que diz: ‘O prego que se destaca leva martelada'”, diz Kato. “E as rígidas normas sociais, as altas expectativas manifestadas pelos pais e a ‘cultura da vergonha’ fazem com que a sociedade japonesa seja terreno fértil para sentimentos de inadequação e o desejo de querer se esconder do mundo.”

‘Eu não queria ver ninguém’

Tomoki *, de 29 anos, deixou o emprego em 2015. Ele me diz que estava decidido a voltar a trabalhar e que regularmente saía em busca de vaga. Também participava de um grupo religioso quase diariamente, mas o líder deste grupo começou a criticar publicamente sua atitude e incapacidade de conseguir trabalho.

Quando ele parou de ir às sessões religiosas, o líder passou a ligar para ele várias vezes por semana. Essa pressão, aliada à que vinha da família, acabaram empurrando ele para um completo isolamento.

“Eu me culpava”, diz ele. “Eu não queria ver ninguém, não queria sair.”

O centro Yokayoka, que oferece apoio aos hikikomoris na cidade de Fukuoka, realiza sessões em que os integrantes do grupo descrevem a pressão que sentem em suas vidas.

“A escola é uma monocultura, todo mundo tem que ter a mesma opinião”, disse um dos visitantes, Haru, de 34 anos. “Se alguém diz algo (diferente) está fora do grupo”.

Corresponder às expectativas da sociedade japonesa também ficou mais difícil. A estagnação econômica e a globalização estão fazendo com que as tradições coletivistas e hierárquicas do Japão entrem em conflito com a visão de mundo mais individualista e competitiva do Ocidente, diz Kato.

E os pais japoneses sentem uma forte obrigação de apoiar os filhos independentemente de qualquer coisa, e a vergonha, muitas vezes, os impede de procurar ajuda, explica o psicólogo.

Mas o crescente número de casos fora do Japão está levando muitos a questionarem se se trata de uma questão puramente cultural. Em um estudo de 2015, Kato e colegas pesquisadores nos Estados Unidos, na Coreia do Sul e na Índia encontraram casos em seus países que correspondiam aos critérios clínicos.

Alan Teo, principal autor do estudo, ensina psiquiatria na Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos EUA, e diz que é frequentemente contatado por americanos que acreditam sofrer dessa condição.

“As pessoas pressupõem que isso deve ser mais comum no Japão”, explica ele. “Mas se você medir oficialmente o quão comum é, pode encontrar dados surpreendentes.”

Do Japão à Espanha

A psiquiatra espanhola Ángeles Malagón Amor, do Hospital del Mar, se deparou com o problema durante um programa de tratamento em domicílio em Barcelona. Ela e seus colegas encontravam frequentemente pacientes com períodos prolongados de isolamento social, o que a levou à literatura sobre os hikikomori do Japão.

Entre 2008 e 2014, eles encontraram 190 casos – os dados mais recentes. Mas isso foi antes de o programa ser expandido e a médica tem certeza de que eles são apenas a ponta do iceberg.

“Na época, éramos dois psiquiatras e duas enfermeiras para uma população de mais de um milhão de pessoas”, diz ela. “Eu acredito que devem existir muito mais casos.”

Entretanto, estabelecer uma explicação mais detalhada é muito difícil.

Muitos estudos dizem que o hikikomori está relacionado a distúrbios psiquiátricos ou de desenvolvimento que podem variar em tipo e gravidade. Também pode ser desencadeado por estresse relacionado ao trabalho ou famílias desestruturadas.

“Uma das razões pelas quais o hikikomori é fascinante é que não há uma única explicação”, diz Alan Teo. “Existem muitos fatores que influenciam.”

Outro fator frequentemente discutido é o papel de tecnologias como a internet, as redes sociais e videogames, fonte de polêmicos debates nas pesquisas sobre saúde mental.

Uso de tecnologia pode aprofundar isolamento

TaeYoung Choi, psiquiatra e pesquisador que trabalhou no estudo pela Universidade Católica de Daegu na Coreia do Sul, não acredita que a tecnologia necessariamente cause o isolamento, mas que ela é capaz de reforçá-lo e de aprofundá-lo. “Algumas pessoas podem ficar mais isoladas usando a tecnologia, o que torna esse isolamento mais resistente e grave”, diz ele.

Em um estudo de 2018 sobre casos de hikikomori em Barcelona, ​​Malagon-Amor, do Hospital del Mar, disse que em apenas 30% foi identificado vício em internet. Mas eles descobriram que o grupo com vício tendia a ser mais jovem – a idade média deles era de 24 anos, enquanto a média dos 190 casos analisados era de 39.

“Pelo que vimos até agora, isso não é um problema tão grande (hoje). Mas acredito que vai ficar muito maior nos próximos anos nos casos de isolamento social de jovens com vício em internet”, diz a psiquiatra.

O efeito da tecnologia também poderia ser mais sutil, diz Kato. Jogos de computador reescreveram as regras do jogo como hábito social coletivo, com crianças passando cada vez mais tempo em ambientes virtuais controlados do que no mundo real imprevisível. Ao mesmo tempo, internet, smartphones e redes sociais têm tornado o contato indireto entre as pessoas muito mais comum do que o cara a cara.

Para Choi, pesquisador da Universidade Católica de Daegu, “a tecnologia em si não pode estar 100% por trás do agravamento do hikikomori como um fenômeno mundial”. Mas ele considera que nossa crescente capacidade de realizar atividades como comprar, jogar e socializar sem interações do mundo real poderia estar exacerbando o isolamento social.

Com base em estudos conduzidos por seu laboratório, sem ligação com o hikikomori, o pesquisador americano Alan Teo diz que, embora ainda sejam necessárias mais pesquisas para traçar qualquer relação conclusiva a esse respeito, o contato cara a cara, seja pessoalmente ou por vídeo-chat, representa um menor risco de depressão, comparado ao contato por telefone, email e rede social.

“Se as interações online viram substitutas para as interações cara a cara, eu acho que a pesquisa que eu fiz e as que outras pessoas fizeram indicam que isso é problemático”, diz ele.

‘Não demonizar’

No entanto, é importante não demonizar a tecnologia, diz Teo. As redes sociais e o email não são causas diretas de problemas mentais; eles são veículos de comunicação que podem ser usados ​​tanto de maneira positiva como negativa.

A internet, em especial, oferece uma janela para pesquisas sobre a vida dos hikikomori.

Um método usado para chegar a casos não explícitos de adolescentes socialmente isolados foi o uso de aplicativos de redes sociais, como o WeChat e o Weibo, em um estudo desenvolvido por Teo e outros pesquisadores na China, no ano passado. Eles alcançaram 137 pessoas, um quinto das quais experimentando algum nível de isolamento.

A crescente interligação entre os mundos online e offline também poderia oferecer maneiras de facilitar o retorno dos hikikomori a um cotidiano normal. Em 2016, Kato publicou um estudo de caso sobre um paciente que de repente começou a sair de casa diariamente após baixar o jogo Pokemon Go, da Nintendo.

O jogo usa realidade aumentada para capturar criaturas virtuais no mundo real. Kato diz que este tipo de jogo pode ser útil em centros de ajuda para os hikikomori.

Ele também começou a trabalhar com uma empresa japonesa para criar um robô que possa reintroduzir o contato social na vida dessas pessoas, em um ambiente controlado.

Mas pode haver formas menos tecnológicas de ajudar os hikikomori.

Shinichiro Matsuguma, estudante de doutorado na Universidade de Medicina de Keio, em Tóquio, especializado em psicologia positiva, criou um centro de reabilitação de hikikomoris que foca nos pontos fortes deles para melhorar sua autoestima.

A maioria dos pacientes joga videogames, então a metodologia do tratamento envolve discutir estilos de jogo e motivações para identificar qualidades como trabalho em equipe, estratégia ou liderança.

“Muita gente, inclusive seus pais, acham que os hikikomori não fazem nada. Mas na minha perspectiva eles estão desenvolvendo seus pontos fortes através de videogames”, disse ele à BBC. “E eu sempre digo a eles que isso se aplica a diferentes áreas da vida.”

Aconselhamento à distância

Os especialistas concordam que o contato social direto e as terapias intensivas não podem ser substituídos.

Yoko Honda, que dirige o Centro de Saúde Mental e Bem-Estar de Fukuoka, diz que o governo japonês, entretanto, têm pressionado os especialistas para que usem as redes sociais para oferecer aconselhamento à distância aos hikikomori. Eles têm, porém, resistido a adotar essa alternativa.

“Só um tuíte não é o bastante para expressar nossa ansiedade ou nossas emoções”, diz a especialista. Ela concorda, entretanto, que esses canais poderiam ser úteis para alcançar novos pacientes.

Além de psicoterapia e medicação para tratar qualquer transtorno psicológico subjacente, uma parte central de sua estratégia é o aconselhamento familiar para corrigir lares desestruturados.

O centro de apoio Yokayoka também oferece um local seguro para que hikikomoris que estão no caminho da recuperação conheçam outros na mesma condição e reaprendam habilidades sociais atrofiadas. A diretora da instituição diz, entretanto, que a natureza variada dos casos torna o tratamento difícil.

“Esperamos dar assistência personalizada a todos esses hikikomori”, diz ela. “Mas isso sempre demanda muito trabalho e muito tempo”.

‘Pacientes muito frágeis’

Malagón-Amor comprovou com seu estudo de 12 meses sobre os hikikomori de Barcelona que aqueles que receberam mais terapias intensivas, em casa ou no hospital, reagiram melhor. “Serviços ambulatoriais menos intensivos foram relacionados a um índice maior de abandono do tratamento e, muitas vezes, pioravam o isolamento. “Eles são pacientes muito frágeis”, diz ela.

A especialista também acredita que o isolamento social poderia ser um sintoma de outras condições, como depressão ou transtorno de estresse pós-traumático, e que o Ocidente poderia aprender muito com a experiência no Japão.

Teo, por sua vez, espera que as pesquisas sobre os hikikomori nos permitam compreender a importância das conexões sociais para nossa saúde física e mental.

“Quando falo com os pais de um hikikomori, fica muito claro para mim que o isolamento social está causando enormes impactos negativos – ele afeta o indivíduo, a família dele e outras pessoas”, diz.

“Não temos prestado atenção suficiente na medicina aos problemas de conexão social. E eu acredito que agora com os hikikomori, com mais foco sobre a solidão, estamos finalmente começando a analisar esses problemas como questões de saúde.”

* Os nomes de todos os “hikikomori” foram alterados nesta reportagem para proteger suas identidades.

G1, com BBC

 

Opinião dos leitores

  1. Bruno, você conhece algum blog específico ou grupo de mães com filhos hikikomori? Preciso urgente. Obrigada.

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Geral

PESQUISA GENIAL QUAEST: Para 62%, investigação envolvendo Jaques Wagner e o Banco Master impacta negativamente a campanha de Lula

Foto: reprodução/Facebook/Jaques Wagner

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra que 62% dos brasileiros acreditam que a investigação envolvendo o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o Banco Master prejudica a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.

Desse total, 37% avaliam o impacto como ‘muito negativo’ e 25% como ‘negativo’. Outros 22% afirmam que o caso ‘não afeta’ a candidatura de Lula, enquanto 16% ‘não souberam ou não responderam’.

O levantamento também aponta que 61% consideram que Jaques Wagner agiu de forma errada em sua relação com o Banco Master, contra 11% que não veem irregularidades.

Para 43% dos entrevistados, o caso representa um problema do governo Lula, enquanto 35% o veem como uma questão pessoal de Jaques Wagner. Apesar da repercussão, 54% disseram não conhecer as investigações, 31% afirmaram estar bem informados e 15% disseram ter ouvido falar do caso, mas sem conhecer os detalhes.

Investigação contra Jaques Wagner

Segundo a investigação da Polícia Federal, o senador teria recebido vantagens indevidas, como uso de aeronaves privadas, ingressos para shows, um apartamento de luxo e pagamentos a empresas ligadas à sua família, em troca de atuação parlamentar favorável aos interesses do banco.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-07181/2026.

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Geral

PESQUISA GENIAL/QUAEST: Lula tem 45% contra 37% de Flávio no 2º turno

Foto: Ricardo Stuckert/PR e Agência Senado

O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno, aponta a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15).

Nesta simulação, Lula soma 45% das intenções de voto, enquanto Flávio aparece com 37% da preferência do eleitorado brasileiro.

Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou que não pretendem votar somam 14%. Os indecisos representam 4% dos entrevistados.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado em junho, o atual presidente oscilou positivamente um ponto, passando de 44% para 45%.

Já o senador Flávio Bolsonaro variou um ponto para baixo, indo de 38% para 37%. Ambas as movimentações ocorreram dentro da margem de erro do levantamento.

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 10 e 13 de julho, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo Banco Genial e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07181/2026.

CNN Brasil

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Polícia

[VÍDEO] INCÊNDIO EM MACAÍBA: Fogo destrói quiosque no Mercado Público e dono é levado ao hospital após inalar fumaça

Imagens: Reprodução/Macaibei

Um incêndio atingiu um quiosque no Mercado Público de Macaíba, no fim da tarde desta terça-feira (14). O proprietário do estabelecimento precisou ser levado para uma unidade de saúde após inalar fumaça.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do RN, a equipe foi acionada para controlar as chamas e realizou o trabalho de rescaldo para eliminar possíveis focos restantes.

O fogo provocou danos na estrutura do quiosque, atingindo o teto, a porta de enrolar e parte das mercadorias que eram vendidas no local.

Após a ação, os bombeiros fizeram uma inspeção na área e informaram que não foram identificados novos focos ou risco imediato de o incêndio voltar.

O espaço foi isolado por segurança e deve permanecer restrito até uma possível perícia. O CBMRN orienta que, em casos de incêndio, a população acione o telefone 193 e evite entrar em áreas atingidas.

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Polícia

DEPOIS DA DERROTA PARA O AMÉRICA: Jogador do Trem-AP é preso em Natal por dívida de R$ 16,5 mil

Foto: Reprodução

Um jogador do Trem-AP foi preso pela Polícia Civil do RN nesta terça-feira (14), em Natal, por causa de uma dívida de pensão alimentícia no valor de R$ 16.584,16. Eduardo Felipe da Silva Santos havia atuado na noite anterior contra o América-RN, na Arena das Dunas, pela Série D do Campeonato Brasileiro.

A equipe do Amapá perdeu por 2 a 1 para o América, resultado que garantiu a classificação do time potiguar para as oitavas de final da competição.

A prisão aconteceu em um hotel na Avenida das Conchas, em Ponta Negra, na Zona Sul de Natal. Segundo a ordem judicial, o atleta deverá cumprir 60 dias de prisão, conforme informações do Agora RN.

A cobrança de pensão foi movida por uma ex-esposa do jogador em Blumenau (SC). De acordo com a diretoria do Trem-AP, o clube realizou o pagamento do valor devido e aguarda a liberação do alvará de soltura.

O atleta foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.

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Política

Governo Fátima nomeia Alexandre Lima para Secretaria de Planejamento

Foto: Reprodução/Redes sociais

O Governo do RN nomeou Alexandre Lima como novo secretário de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão (Seplan-RN). A nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (14) e assinada pela governadora Fátima Bezerra (PT).

Alexandre Lima retorna ao primeiro escalão do Executivo estadual após ter deixado o governo em abril para participar do processo eleitoral deste ano como pré-candidato a deputado federal, conforme informações da Tribuna do Norte.

Antes de assumir a Seplan-RN, ele comandava a Secretaria de Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (Sedraf-RN).

O convite para voltar à gestão estadual e assumir a pasta responsável pelo planejamento, orçamento e administração do governo já havia sido divulgado pelo próprio Alexandre Lima nas redes sociais.

A Seplan é uma das secretarias consideradas estratégicas do Estado por atuar na organização do orçamento e no planejamento das ações do governo.

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Economia

BOLSO APERTADO: Famílias de Natal seguem sem confiança para consumir, aponta pesquisa

Foto: Reprodução

As famílias de Natal terminaram o primeiro semestre de 2026 ainda sem confiança para aumentar o consumo. O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) ficou em 92,8 pontos em junho, abaixo da marca de 100 pontos que indica otimismo.

O resultado coloca a capital potiguar em um cenário diferente da média das capitais brasileiras, que alcançou 104 pontos e entrou na faixa de confiança do consumidor, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

De acordo com o consultor de Economia da Fecomércio RN, William Figueiredo, a maior cautela aparece principalmente na compra de bens de maior valor, como móveis, eletrodomésticos e veículos. “Como dependem de crédito, a taxa de juros acaba sendo um fator que inibe essas compras”, explicou o economista, em entrevista à Tribuna do Norte.

Apesar do cenário ainda negativo, o índice melhorou na comparação com um ano atrás. Em junho de 2025, a intenção de consumo das famílias de Natal estava em 76,8 pontos. A recuperação é atribuída ao aumento da renda e à geração de empregos formais, com cerca de 2,3 mil novas vagas com carteira assinada até maio deste ano.

Para o supervisor técnico do Dieese no RN, Ediran Teixeira, o comportamento mais cauteloso está ligado ao endividamento acumulado pelas famílias nos últimos anos. “As pessoas têm mais dinheiro hoje, mas continuam pagando dívidas e, por isso, permanecem mais cautelosas antes de assumir novos financiamentos”, afirmou.

No cenário nacional, a intenção de consumo avançou e atingiu o maior nível desde março de 2015. Mesmo assim, a preocupação com o emprego continua influenciando as decisões das famílias, principalmente entre trabalhadores que ainda convivem com a informalidade.

 

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Política

[VÍDEO] “MONSTRO SEDENTO PELO PODER”: Crise entre Natália e Rafael faz vídeos dos dois trocando acusações nos debates da campanha de 2024 em Natal voltarem a circular

Imagens: Reprodução/Política sem filtro

A crise envolvendo a deputada federal Natália Bonavides (PT) e o ex-deputado deputado federal e pré-candidato a senador Rafael Motta (PDT), provocada pela nota da corrente interna petista Articulação de Esquerda, fez com que voltassem a circular vídeos dos debates da campanha de 2024, quando os dois se enfrentaram e trocaram acusações pesadas na disputa pela Prefeitura de Natal.

O material foi publicado em perfis jornalísticos e compartilhado por militantes ligados à parlamentar do PT.

Nos vídeos, Rafael cita que Natália era recordista em gastos da bancada federal, afirma que dentro dela havia “um monstro sedento pelo poder” e sugere que ela era “fantoche” do PT.

Natália respondeu chamando Rafael de machista, disse que ele era um “candidato de aluguel” e relembrou indiretamente a Operação Dama de Espadas, deflagrada em 2015 pelo Ministério Público do RN (MPRN), que teve com um dos alvos o pai de Rafael, o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do RN (ALRN) Ricardo Motta.

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Política

CRISE CONFIRMADA: Sandro Pimentel comemora veto de grupo de Natália Bonavides a Rafael Motta e diz estar “feliz demais” com possível aliança entre PT e PSOL

Imagens: Reprodução/Sandro Pimentel

O ex-deputado estadual Sandro Pimentel comemorou a nota da Articulação de Esquerda, corrente interna petista liderada no RN pela deputada federal Natália Bonavides, defendendo que a segunda vaga ao Senado na chapa majoritária do PT seja indicada pelo PSOL, sinalizando um veto à pré-candidatura de Rafael Motta (PDT).

Sandro é presidente estadual do PSOL e também pré-candidato pelo partido ao Senado. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele disse que se sentiu “feliz demais” com o posicionamento da tendência petista e “esperançoso que isso aconteça”, referindo-se à possível aliança entre duas legendas com vistas às eleições do RN.

Na nota divulgada na segunda-feira (13), o grupo informou que apresentou ao PT “a posição de que o PSOL deve ser convidado a ocupar a segunda vaga ao Senado, garantindo que a nossa base social tenha a opção de votar nos dois votos para o Senado de forma casada e identificada com um projeto popular para o RN, comprometido com a defesa do legado do governo da professora Fátima e com o projeto de Cadu governador, bem como fiel ao presidente Lula e ao projeto local e nacional da esquerda”.

O veto da tendência de Natália Bonavides a Rafael Motta tem a ver com as eleições municipais de 2024, quando os dois se enfrentaram na disputa pela Prefeitura de Natal. O episódio fez vídeos dos debates do primeiro turno, quando eles trocaram críticas pesadas, voltarem a circular, aumentando a crise interna na chapa do PT.

Na ocasião, Rafael citou que Natália era recordista em gastos da bancada federal, afirmou que dentro dela havia “um monstro sedento pelo poder” e sugeriu que ela era “fantoche” do PT.

Natália respondeu chamando Rafael de machista, disse que ele era um “candidato de aluguel” e relembrou indiretamente a Operação Dama de Espadas, deflagrada em 2015 pelo MPRN, que teve com um dos alvos o pai de Rafael, o ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do RN (ALRN) Ricardo Motta.

É cedo para dizer que a posição do grupo de Natália vai prevalecer ou não no PT, mas a torta de climão servida com o lançamento da nota dificulta ainda mais a relação já conturbada de Rafael Motta com o PT.

Ele vem sendo sistematicamente boicotado pelo partido, que não esconde a preferência do “Time de Lula” pela pré-candidatura ao Senado da vereadora Samanda Alves. A conferir as cenas dos próximos capítulos.

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Polícia

CASO INSS: Além de Abraão Lincoln, PF indicia outros 47 suspeitos em esquema que pode ter causado prejuízo de R$ 6 bilhões; confira a lista

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A Polícia Federal (PF) indiciou 48 pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Entre os nomes está o potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA). Ele já havia sido citado nas investigações da Operação Sem Desconto.

Além dele, outros 47 investigados foram incluídos no relatório final da PF, entre eles o ex-presidente do INSS Alessandro Antônio Stefanutto, o ex-procurador-geral da autarquia Virgílio Antônio Ribeiro Filho e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Segundo a PF, os investigados são suspeitos de crimes como inserção de dados falsos em sistemas de informação, corrupção passiva e ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O indiciamento faz parte da Operação Sem Desconto, que apura descontos associativos realizados sem autorização em benefícios de segurados do INSS. De acordo com a investigação, as irregularidades podem ter causado um prejuízo estimado em cerca de R$ 6 bilhões aos aposentados e pensionistas.

A PF informou que o relatório apresentado nesta terça-feira (14) é o primeiro resultado final da operação, que teve origem em apurações sobre cobranças indevidas feitas por entidades associativas ligadas aos benefícios do instituto.

Confira abaixo a lista dos 48 indiciados pela Polícia Federal:

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Polícia

ESCÂNDALO DO INSS: Potiguar Abraão Lincoln é indiciado pela PF por suspeita de participação em fraude bilionária

Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O potiguar Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), está entre os 48 indiciados pela Polícia Federal no inquérito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

O indiciamento foi anunciado nesta terça-feira (14) e integra o primeiro relatório final da investigação. Segundo a Polícia Federal, o grupo é investigado por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema público e lavagem de dinheiro.

A CBPA, presidida por Abraão Lincoln, é uma das entidades investigadas.

De acordo com a Controladoria-Geral da União (CGU), a confederação movimentou R$ 221,8 milhões entre fevereiro de 2023 e março de 2025 em descontos considerados irregulares sobre benefícios previdenciários.

A Advocacia-Geral da União (AGU) afirma que a entidade não possui estrutura compatível com a quantidade de filiados registrados.

Histórico de investigações

Esta não é a primeira vez que Abraão Lincoln é alvo de investigações da Polícia Federal.

Em 2015, ele foi investigado na Operação Enredados, que apurou supostas irregularidades na concessão de licenças para pesca industrial. Na época, presidia a Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA), entidade diferente da atual CBPA.

Abraão chegou a ser preso em outubro daquele ano e foi libertado em janeiro de 2016 por decisão da então vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz.

Além disso, ele já foi afastado judicialmente da presidência da antiga CNPA e responde a processos por corrupção e lavagem de dinheiro.

Réu na Justiça Eleitoral

Em abril de 2024, Abraão Lincoln também se tornou réu em uma ação penal eleitoral por suposta falsidade ideológica na prestação de contas da campanha de deputado federal de 2014.

O processo, que tramita na 2ª Zona Eleitoral de Natal, apura suspeitas de recebimento de doações financeiras que não teriam sido declaradas à Justiça Eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral se manifestou pela continuidade da ação.

Prisão após depoimento na CPMI

Antes do indiciamento da PF, Abraão Lincoln também foi preso em flagrante por falso testemunho durante depoimento à CPMI do INSS.

A prisão foi determinada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sob a alegação de que o dirigente teria apresentado versões contraditórias em relação às informações já reunidas pelas investigações.

Durante a mesma sessão, os parlamentares aprovaram pedidos de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Abraão Lincoln, além da solicitação de Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) ao Coaf.

Esquema pode ter causado prejuízo bilionário

Segundo a Polícia Federal, a Operação Sem Desconto apura cobranças não autorizadas feitas diretamente em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

As investigações apontam que o prejuízo aos segurados pode chegar a R$ 6 bilhões.

Além de Abraão Lincoln, também foram indiciados o ex-presidente do INSS, Alessandro Antônio Stefanutto, o ex-procurador-geral do instituto, Virgílio Antônio Ribeiro Filho, e Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pelos investigadores como um dos principais articuladores do esquema.

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