Economia

R$ 80 bilhões de verba da Covid em 2020 ficam parados, e parte segue represada

Para conter o avanço da Covid-19 e os efeitos do vírus na economia, o governo liberou R$ 604,7 bilhões no Orçamento em 2020, segundo o Tesouro Nacional. Parte do dinheiro, porém, ficou parada –ou seja, não foi usada. No ano passado, o montante represado chegou a R$ 80 bilhões.

Os gastos de algumas medidas lançadas em 2020 puderam ser estendidos para este ano, mas em valor mais baixo. Cerca de R$ 37,5 bilhões dessa sobra ainda podem ser desembolsados em 2021. Mas, até agora, passados os primeiros dois meses do ano, mais de 90% desses recursos permanecem estacionados.

As áreas com maior empoçamento de recursos, no ano passado e no início de 2021, foram o pagamento de auxílio emergencial, a verba para a saúde (inclusive para aquisição de imunizantes) e o programa de corte de jornada e de salários dos trabalhadores da iniciativa privada.

Do total programado para 2021 (R$37,5 bilhões), quase R$ 25,5 bilhões são para ações do Ministério da Saúde, mas apenas R$ 1,3 bilhão foi usado até fevereiro. Portanto, a área de saúde ainda tem mais de R$ 24 bilhões, especialmente para a compra das vacinas contra a Covid-19.​

A pandemia atinge novos recordes em fevereiro —um ano após o primeiro caso de coronavírus confirmado no país. O Ministério da Economia tenta conter a pressão para que mais dinheiro extraordinário seja liberado em 2021, mas com a lentidão do setor público, nem mesmo a verba disponível desde 2020 está sendo totalmente aproveitada. No auxílio emergencial, por exemplo, sobraram quase R$ 29 bilhões no ano passado. Há autorização somente para R$ 2 bilhões no começo deste ano. O restante expirou com o término do período de calamidade.

O montante atual —R$ 2 bilhões— é destinado ao pagamento de parcelas a quem conseguiu direito ao benefício no fim de 2020 (e pode receber cotas residuais no início de 2021). Também está reservado à espera de checagens, por exemplo, recursos de pedidos de auxílio que foram negados no ano passado. Segundo o Ministério da Cidadania, o valor é destinado a contestações e reavaliações que podem incluir mais pessoas no programa. “As liberações estão sendo efetivadas de acordo com a conclusão desses processos”, afirma a pasta.

Sobre a verba do auxílio não usada no ano passado, a pasta diz que houve cruzamentos de dados e medidas antifraude reduziram os custos do programa. Isso fez o dinheiro ser direcionado a quem mais precisava. “Dessa forma, a previsão orçamentária inicial sofreu uma variação que está se refletindo na execução”, afirmou a pasta.

O governo promete uma nova rodada do auxílio emergencial, diante do repique da pandemia em 2021, mas essa medida, em formato reformulado, depende de nova autorização do Congresso. Houve represamento também de recursos destinados a cobrir o Benefício Emergencial do Emprego e da Renda (o BEm), pago a trabalhadores que tiveram redução de jornada e salário ou suspensão de contrato. Para o pagamento desse benefício foram reservados R$ 51,5 bilhões em 2020. Ao final do ano, porém, R$ 18 bilhões (32% do total) não tinham sido executados. Com o fim do decreto de calamidade, o programa não pode ser estendido a 2021, mesmo contando com sobra de recursos. Apenas uma parte, R$ 8 bilhões, tem autorização para ser gasta nos primeiros meses de 2021. O objetivo é cobrir o corte na renda de trabalhadores que tiveram a jornada reduzida no fim do ano passado.

Desses R$ 8 bilhões, menos de R$ 400 milhões foram usados até o fim de fevereiro. O motivo é a demora para analisar os pedidos de trabalhadores pelo pagamento do governo -inclusive na Justiça. Houve também descompassos nas projeções sobre o alcance do programa. O Ministério da Economia desenhou a medida considerando uma adesão de 73% de todos os trabalhadores formais do país, baseado na tese de que os outros 27% eram de segmentos considerados essenciais e não seriam afetados pela crise.

De acordo com a pasta, foi projetado esse quantitativo para seguir o mote de que ninguém seria deixado para trás. Depois disso, na visão do ministério, a retomada das atividades e a reação da economia fizeram a demanda ser menor do que a imaginada. “O total de acordos realizados foi, portanto, abaixo do necessário, o que ocasionou a não utilização total do orçamento inicialmente previsto. E isso é algo extremamente positivo, pois mostra a rápida recuperação e evita um maior endividamento do país”, afirmou o Ministério da Economia, em nota.

Segundo Paulo Solmucci, presidente da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e um dos principais articuladores do programa de empregos em 2020, houve um declínio natural da medida conforme ela foi sendo usada pelas empresas. No entanto, ele contestou a tese de declínio da demanda. Para Solmucci, uma nova medida do tipo é urgente. “O BEm não só foi importante como continua sendo vital para salvar as empresas que sobreviveram até agora.”

Especialistas dizem que o superdimensionamento de programas na área econômica em 2020 garantiu, por um lado, recursos mais que suficientes para atender os beneficiários segundo as regras adotadas. Isso ocorreu, lembram, em um cenário em que havia pouca clareza sobre a correta demanda por medidas. Por outro lado, há críticas sobre os recursos terem chegado a 2021 sem poderem ser usados, travados principalmente por diferentes regras orçamentárias.

Bráulio Borges, economista da FGV (Fundação Getulio Vargas), afirmou que isso poderia ter sido resolvido com um diálogo técnico ao longo do ano passado com órgãos de controle como o TCU (Tribunal de Contas da União). Para ele, uma resolução dos impasses burocráticos poderia ter dado fôlego ao pagamento do auxílio emergencial no início de 2021. “Certamente tinha espaço para prorrogá-las neste ano, mesmo sem o decreto de calamidade. Acho que teve um erro de cálculo enorme, ou um wishful thinking [pensamento positivo, nesse caso sobre a melhora da pandemia]”, afirmou.

Na avaliação de Borges, declarações da equipe econômica sobre a baixa probabilidade de uma nova onda da Covid indicam que o governo, na verdade, chegou ao fim do ano apostando no arrefecimento da pandemia. Para 2021, os analistas afirmam que, neste segundo ano de pandemia, há menor margem de tolerância para medidas incorretamente desenhadas ou dimensionadas e erros de procedimento, principalmente considerando o cenário do endividamento público.

De acordo com Borges, houve grande desperdício principalmente no auxílio emergencial, com estimativas indicando que R$ 50 bilhões foram pagos a quem não tinha direito. Felipe Salto, diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado que monitora as contas públicas), disse que a tolerância para erros em 2021 é menor pois a crise não é mais algo imprevisível e as necessidades da sociedade já são em grande parte conhecidas. “No ano passado, ok, teve o problema do superdimensionamento porque os programas tiveram de ser desenhados com rapidez. Mas neste ano não pode se repetir o erro”, afirmou.

Outra crítica feita por Salto é a necessidade de elevar o rigor no controle e no monitoramento sobre as medidas para que elas sejam aprimoradas. “Faltou um maior acompanhamento do governo para verificar onde teve uma superestimativa e onde precisava mexer, para avaliar e adaptar as necessidades”, disse. Ele dá como exemplo o repasse a estados e municípios, visto por parte dos economistas como exagerado. “Agora, o governo já tem o aprendizado do ano passado. Ou espera-se que tenha”, disse Salto.

FOLHAPRESS

Opinião dos leitores

  1. O governo do RN que diga, estocando a verba federal pra destinar cumprindo com suas obrigações e fazer teatro dizendo que está tudo em dia.

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Geral

AEBA manifesta preocupação com realização do evento “Piseiro com Lula e Cadu” em horário de maior movimento do comércio do Alecrim

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Associação alerta para possíveis prejuízos aos comerciantes na véspera do Dia das Crianças e solicita que o evento seja remanejado para as 14h.

A Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA) manifesta sua insatisfação e preocupação com o horário escolhido para a realização do evento “Piseiro com Lula e Cadu”, previsto para este sábado, 10 de outubro, com concentração a partir das 8h, no bairro do Alecrim, em Natal.

A escolha do horário é especialmente preocupante por coincidir com um dos períodos de maior movimentação do comércio local, justamente no sábado que antecede o Dia das Crianças, uma das principais datas comemorativas para o setor varejista. A expectativa de grande aglomeração, possíveis interdições de vias e dificuldades de acesso aos estabelecimentos comerciais poderá afastar consumidores e comprometer significativamente as vendas.

O cenário se torna ainda mais delicado diante das dificuldades econômicas enfrentadas pelos empresários, especialmente em razão das elevadas taxas de juros, do endividamento e dos custos crescentes da atividade comercial. Nesse contexto, comprometer o movimento de uma data tão importante representa um prejuízo que muitos comerciantes não podem suportar.

A AEBA ressalta que não se opõe à realização do evento, mas considera inadequada sua programação durante o principal horário de funcionamento do comércio, sobretudo em uma data de tamanha relevância econômica para o bairro.

Diante disso, a Associação solicita à organização do evento que reconsidere o horário anunciado, sugerindo que toda a programação, inclusive a concentração, seja remanejada para as 14h, quando o fluxo de consumidores em busca de compras já é naturalmente menor.

A entidade reafirma seu compromisso com a defesa dos empresários do Alecrim e espera que prevaleçam o diálogo e o bom senso, de modo a conciliar a realização do evento com a preservação da atividade comercial, dos empregos e da renda de milhares de famílias que dependem economicamente do bairro.

Matheus Feitosa
Presidente da AEBA

Rodrigo Morquecho de Carvalho
Assessor Jurídico da AEBA

Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim – AEBA

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Brasil

Dez dos 15 jovens mais engajados nas redes são eleitos em 2026

Reprodução

Dez dos 15 candidatos de até 29 anos com maior engajamento nas redes sociais no primeiro turno foram eleitos. O levantamento do Instituto Democracia em Xeque analisou 65,7 mil publicações de 691 candidatos em cinco plataformas (Instagram, no TikTok, no X, no Facebook e no YouTube).

Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, liderou o ranking e conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Eduarda Campopiano (PL-SP), de 23 anos, ficou em sétimo lugar e foi eleita deputada estadual com a maior votação do estado para o cargo.

Os dois publicaram conteúdos em parceria e contaram com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), de 30 anos, que não entrou no recorte etário da pesquisa.

O estudo também identificou 59 eleitos entre os 831 jovens de até 29 anos que disputaram vagas legislativas, uma taxa de 7,1%, apontada pelo instituto como a maior das últimas quatro eleições.

Com informações da Revista Oeste

 

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Política

[VÍDEO] PROTESTO MINGUADO: Ato contra Flávio em Natal reúne poucos alunos do IFRN, atrapalha o trânsito e mobiliza viaturas da CPRE


Imagens recebidas pelo Blog do BG mostram um pequeno grupo de manifestantes do IFRN em Natal em um ato contra Flávio Bolsonaro. A mobilização chamou atenção pelo uso de viaturas do Comando de Polícia Rodoviária Estadual, cuja presença no local levantou questionamentos sobre a necessidade de deslocar os veículos de instituição pública para acompanhar um protesto de baixa adesão.

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Geral

Governo do RN garante transporte intermunicipal gratuito no 2º turno das eleições

Arquivo Assecom

Transporte será gratuito nas viagens intermunicipais e metropolitanas das 4h30 do dia 24 até as 16h do dia 26 de outubro, garantindo o deslocamento dos eleitores no segundo turno

A gratuidade do transporte coletivo intermunicipal e metropolitana durante o segundo turno das eleições de 2026 está garantida pelo Governo do Rio Grande do Norte por meio do Decreto nº 35.957, publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (9). A medida assegura o deslocamento dos eleitores entre os municípios potiguares até seus locais de votação e o retorno às suas cidades de origem.

A votação do 2º turno que irá eleger o presidente da república e o governador do estado acontece no domingo do dia 25 de outubro. O decreto determina a gratuidade das viagens intermunicipais e metropolitanas a partir das 4h30 da manhã do dia 24, sendo válida para todo o dia 25, e se estendendo até as 16h do dia 26 de outubro de 2026.

Para utilizar o transporte gratuitamente, o usuário deverá apresentar título de eleitor, e-título ou qualquer documento, físico ou eletrônico, que comprove sua identidade e o local de votação. Para a volta, deverá ser apresentado o comprovante de votação e a comprovação de que utilizou a gratuidade na ida. Caso o usuário já tenha adquirido os bilhetes de ida e volta juntos, não será preciso apresentar o comprovante de votação.

Transporte intermunicipal e metropolitana no RN também foi gratuito durante o 1º turno

O Governo do Estado também garantiu a gratuidade do transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros durante o 1º turno das eleições no Rio Grande do Norte. A medida se estendeu do dia 3 ao dia 5 de outubro, para ida e volta.

As empresas de transporte coletivo rodoviário intermunicipal serão devidamente ressarcidas pelo Estado dos custos que tiverem em razão da gratuidade prevista no decreto. Os dados das demandas do primeiro turno ainda não foram apresentados ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem do RN).

Com informações da Assecom- Governo do RN

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Geral

Justiça condena Soraya Thronicke a pagar indenização a Alfredo Gaspar pela Fake News do estupro

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado e Andressa Anholete/Agência Senado

A senadora Soraya Thronicke (PSB) foi condenada pela Justiça de Alagoas a pagar R$ 50 mil por danos morais a Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A decisão, proferida nesta sexta-feira (9), considerou que a parlamentar atribuiu publicamente ao deputado a prática de estupro sem apresentar provas.

O processo trata de declarações feitas por Soraya em entrevistas, coletivas de imprensa e publicações nas redes sociais. A defesa de Gaspar alegou que as acusações eram falsas e prejudicaram sua honra e reputação.

A 3ª Vara Cível de Maceió rejeitou o argumento de imunidade parlamentar apresentado pela defesa da senadora. Segundo o juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira, a proteção não autoriza acusações graves sem fundamento objetivo e sem relação substancial com a atividade legislativa.

A decisão também menciona que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou, em 6 de outubro, uma representação para investigar as acusações contra Gaspar. As diligências realizadas não confirmaram os fatos relatados.

Procurada, a assessoria de Soraya afirmou que a senadora ainda não foi notificada e questionou o andamento do processo. A defesa também alegou que teve um pedido de produção de prova testemunhal negado e afirmou que a parlamentar apenas encaminhou às autoridades uma notícia-crime recebida em seu gabinete.

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Geral

[VÍDEO] Rogério Marinho diz que PL não apoiará Allyson após recusa de apoio a Flávio Bolsonaro


VÍDEO: 98 FM Natal

O senador Rogério Marinho confirmou nesta sexta-feira (9) o que o BLOGDOBG já havia antecipado. O PL no Rio Grande do Norte não vai endossar nenhuma candidatura no segundo turno das eleições para o Governo do Estado.

Segundo Rogério, Allyson procurou o PL em busca de apoio, mas informou que não poderia assumir compromisso com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Diante da posição do ex-prefeito de Mossoró, a legenda decidiu não declarar apoio formal a nenhum dos nomes na disputa estadual.

“Cada um dos representantes aqui do PL tem à disposição de ou não participar do processo, eu falo na questão estadual, ou entender de votar, é, no próprio Allyson”, afirmou o senador.

Marinho também destacou que o partido não apoiará o PT e lamentou a ausência de Álvaro Dias no segundo turno. Apesar da liberação no cenário estadual, Rogério Marinho afirmou que o PL está unido em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

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Geral

Pesquisa interna anima campanha e Flávio evita reagir à onda de ataques promovidos por Lula e aliados

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

Um levantamento interno da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o chamado tracking, aponta o senador com sete pontos percentuais de vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno. Conforme informações obtidas pelo Metrópoles, o tracking realizado nesta semana registra 51% das intenções de voto para Flávio, contra 44% de Lula.

Com base nos números, integrantes da campanha avaliam que não é necessário reagir imediatamente aos ataques do petista, que passou a associar o “tesouraço” defendido pelo adversário a cortes em programas sociais.

No primeiro turno, realizado no domingo (4), Flávio obteve 47,03% dos votos, ante 45,16% de Lula. O senador recebeu cerca de 56,1 milhões de votos, enquanto o presidente somou 53,8 milhões, uma diferença de aproximadamente 2 pontos percentuais.

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Geral

“FARSA”: Campanha de Lula anuncia ações contra Veja e Vorcaro após relato de financiamento de documentário

Foto: Ricardo Stuckert

A campanha de Lula (PT) anunciou nesta sexta-feira (9) cinco medidas contra as acusações de que Daniel Vorcaro teria financiado um documentário sobre o presidente. A reação veio após a Veja divulgar um áudio do ex-banqueiro e relatar supostos pagamentos de cerca de R$ 30 milhões para a produção.

Os advogados anunciaram pedido de direito de resposta, ação por danos morais, queixa-crime contra Vorcaro, solicitação de investigação à PF e pedido à Justiça Eleitoral para impedir o uso das acusações na propaganda. Os comunicados não esclarecem se as medidas já foram protocoladas.

A campanha classificou o episódio como uma “farsa” para tentar interferir no resultado eleitoral e acusou Flávio Bolsonaro (PL) de articulação com Vorcaro e a revista Veja. De acordo com o UOL, não foram apresentadas provas dessa suposta atuação conjunta. Lula negou ter solicitado ou recebido recursos do ex-banqueiro.

A PF informou que Vorcaro não prestou depoimento nem entregou documentos com o conteúdo descrito pela Veja. O UOL também não encontrou registros do suposto financiamento nas mensagens analisadas, o que, por si só, não comprova que os repasses não ocorreram. Os produtores negam ter recebido recursos de Vorcaro.

Com informações do UOL

Opinião dos leitores

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Dr. Ivan ganha destaque após coordenar campanha vitoriosa do pai

O nome de Dr. Ivan começou a ganhar ainda mais força nos bastidores da política de Baraúna depois do resultado das urnas. Médico e filho do deputado estadual Ivanilson Oliveira, ele foi o coordenador-geral da campanha do pai e teve papel importante na estratégia que levou o parlamentar a ampliar de forma significativa sua votação.

Ivanilson saiu de 27 mil para quase 48 mil votos e garantiu a reeleição para a Assembleia Legislativa. Na comemoração da vitória, o deputado agradeceu a Deus e fez questão de destacar especialmente o trabalho do filho na condução da campanha.

Bem articulado e com trânsito entre diferentes grupos políticos, Dr. Ivan passou a ser observado com mais atenção depois da eleição. Nos bastidores, seu nome já aparece como uma possível opção para disputar a Prefeitura de Baraúna em 2028.

Ainda não há uma definição sobre candidatura, mas uma coisa ficou evidente nesta eleição: Dr. Ivan mostrou que, além da medicina, também sabe fazer política.

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Geral

[VÍDEO] “Bolsonaro pediu patrocínio e Lula pediu propina”, diz Flávio sobre Vorcaro

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) citou a reportagem da Revista Veja que cita financiamento de um documentário sobre Lula para fazer críticas ao presidente nesta sexta-feira (9), durante um evento no Rio de Janeiro. “Bolsonaro pediu patrocínio e Lula pediu propina”, declarou.

“O que nós vimos agora foi um áudio do próprio Vorcaro dizendo o que eu sempre falei desde o dia 1. Com o filme do Bolsonaro não tem nada de errado, já com o filme do Lula foi dinheiro por fora, esse cara recebeu propina. Então o Bolsonaro pediu patrocínio e o Lula pediu propina”, disse o senador.

A revista Veja publicou relatos fo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, segundo os quais cerca de R$ 30 milhões teriam sido destinados ao Instituto Lula por meio de uma articulação com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, não deu andamento ao caso por considerar que faltavam elementos materiais consistentes para comprovar os pagamentos relatados. A defesa de Vorcaro afirmou dispor de capturas de tela, mensagens de WhatsApp e registros sobre as pessoas que teriam retirado o dinheiro, além de informações sobre rotas e locais utilizados na operação.

Opinião dos leitores

  1. Essas informações estavam em segredo com a PGR e a PF desde de maio e se não fosse a revista Veja não saberíamos nunca.

  2. Mas rapaz o Lula roubou ele mesmo O bicho é profissional mesmo, mais eu até entendo tá no sangue

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