Denúncia

RELATOS FORTES: Pacientes acusam médico em SP de crime sexual; ele vê denúncia ‘fantasiosa’

Fachada do consultório de Abib Maldaun Neto, no Jardim Paulistano (SP); médico responde sindicância

O médico Abib Maldaun Neto, 53, especializado em nutrologia e tratamento ortomolecular, é acusado formalmente de violação sexual por duas de suas pacientes.

Maldaun responde a um processo criminal na Justiça movido pelo Ministério Público e a uma sindicância no Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o Cremesp.

As duas pacientes –que a reportagem detalha abaixo com os nomes fictícios “A” e “B”– fizeram relatos semelhantes, em 2012 e em 2014, sobre a alegada conduta do médico. Segundo ele, as acusações são “fantasiosas”.

A paciente “A” afirmou à polícia, à Justiça e ao Cremesp que, em junho de 2014, visando perder peso, buscou orientação de Maldaun Neto. Durante uma consulta, declarou a paciente, após reclamar ao médico que o tratamento não estava gerando o efeito esperado, ele teria começado a questioná-la sobre a sua vida sexual.

A pretexto de realizar procedimento médico comum, teria na sequência solicitado que retirasse a calça e deitasse na maca. “Ele disse que resolveria o meu problema”, afirmou em depoimento.

A paciente declarou que, ao acreditar que tal conduta estava dentro dos padrões médicos, atendeu à determinação e se deitou de camiseta e calcinha. Abib, então, disse ela, mediu sua pressão e colocou o estetoscópio no seu seio esquerdo, apalpando-a.

Na sequência, Maldaun teria pedido que retirasse a calcinha. “Fiquei travada por alguns segundos, sem saber como agir, mas obedeci”, afirmou à polícia. “Era um médico conceituado, não poderia me fazer mal algum, pensei.”

O médico teria ficado olhando para a região genital da paciente e dito que iria verificar se havia algo errado. Segundo o relato, introduziu dois dedos na vagina da paciente, machucando-a. “Começou a massagear meu clitóris, dizendo que estava estimulando-o para saber se estava tudo ok”, disse. “Eu queria chorar e sair correndo, mas não consegui.”

À polícia o médico declarou que os fatos descritos jamais ocorreram. “Não sei os motivos que a levaram a me imputar tais crimes.” À Folha ele afirmou que é inocente, que se considera vítima de uma conspiração e que jamais realizou exames ginecológicos em suas pacientes na clínica.

A acusação de violação sexual mediante fraude (artigo 215 do Código Penal) foi rejeitada em maio de 2016 pela juíza Roseane de Aguiar Almeida. “Trata-se de palavra contra palavra”, disse. “Não é crível que a ofendida, com 31 anos à época, pudesse inocentemente aceitar se submeter a um exame, sem as vestes íntimas, feito por um médico cuja especialidade não guardava relação com procedimentos em questão”, afirmou em sua decisão.

O Ministério Público apresentou recurso ao Tribunal de Justiça, que, em novembro de 2016, determinou o prosseguimento da ação penal. “A despeito de existirem duas versões distintas, é evidente a existência de um lastro probatório suficiente, ao menos, para início da persecução penal”, afirmou o desembargador Fábio Gouvêa.

No processo, a Promotoria afirma que uma testemunha, outra paciente, refutou a versão do médico e de duas enfermeiras segundo a qual Abib realiza exames físicos em suas clientes sempre na presença de alguma auxiliar. Em sua defesa, o médico declarou que a paciente retornou ao consultório sete vezes, mesmo após o dia em que alega que houve o crime sexual.

Às autoridades a paciente disse que chegou a retornar ao consultório, mas nega que por sete vezes. Afirmou que, num primeiro momento, voltou para tomar injeções que já haviam sido pagas, mas sem a presença do médico. Depois, que tentou reaver os valores investidos. “Eu estava tentando enganar a mim mesma que nada havia ocorrido”, disse no depoimento.

O advogado Ricardo Sayeg, que defende o médico, recorreu ao Superior Tribunal de Justiça solicitando o arquivamento da denúncia.

OUTRO CASO

Na sindicância aberta pelo Cremesp para apurar a conduta do médico no caso da paciente “A” há menção a outro episódio, que teria ocorrido dois anos antes, em 2012.

Essa outra paciente, identificada pela Folha pela letra “B”, descreve um comportamento semelhante por parte do médico. Ele teria examinado suas mamas e apalpado sua virilha.

Depois, teria pedido que a paciente abaixasse a calça a fim de examinar sua vagina, onde existiria um suposto gânglio. Então, segundo o depoimento, teria introduzido dois dedos em sua vagina e estimulado o clitóris.

O caso da paciente “B”, de 2012, foi arquivado pelo Cremesp, que entendeu que “não havia indícios de infração à ética médica”. O outro, de 2014, segue sob investigação. “A semelhança dos relatos é justamente a prova de que elas estão mancomunadas, num complô”, disse o médico à reportagem.

No processo, a paciente “A”, representada pelo escritório Castelo Branco Advogados, diz que soube do caso da paciente “B” apenas após consulta ao Cremesp.

ACUSADO NEGA

Procurado pela reportagem, o médico Abib Maldaun Neto diz se considerar vítima de uma conspiração. “As duas [pacientes] estão mancomunadas numa tentativa de me desqualificar e tirar proveito da situação.” Maldaun afirma que a semelhança dos relatos das pacientes “é justamente a prova de que elas estão mancomunadas, num complô, com uma história montada”.

O médico ressalta que atua há três décadas na profissão, que atendeu a mais de 60 mil pacientes, “sendo 60% mulheres de todas as idades” e que nunca houve reclamação sobre a sua conduta ética.

Em sua defesa, cita trecho da decisão da juíza da 29ª Vara Criminal de São Paulo Roseane de Aguiar Almeida, que rejeitou a denúncia. “Não há elementos suficientemente idôneos e sérios para desencadear processo-crime.” O médico afirma que faz, sim, perguntas sobre a atividade sexual do paciente.

“Na medida em que a pessoa vai envelhecendo é praxe da minha anamnese perguntar sobre atividade sexual, tanto para homens como para mulheres, porque existem problemas hormonais que podem ser corrigidos com exames bioquímicos.”

Ele nega, no entanto, que tenha feito exame ginecológico nas pacientes. “Não há necessidade nenhuma de fazer esse tipo de exame. Isso não faz parte da minha rotina, tanto que a juíza rejeitou a denúncia que uma dessas senhoras formulou.”

Diz também que exames físicos (pesagem do paciente, ausculta cardíaca e pulmonar, palpação abdominal e aferição da pressão arterial) são sempre acompanhados por enfermeiras. Questionado sobre o motivo que teria levado suas pacientes a acusá-lo, afirmou: “Infelizmente, me parece que elas querem tirar proveito desta situação.”

O advogado Ricardo Sayeg, que representa o médico, encaminhou à Justiça um parecer psicológico do seu cliente elaborado pela psicóloga Patrícia Reis. No texto, a psicóloga afirma que a personalidade do médico “está fora dos padrões de abusadores sexuais”.

COMO É O PROCEDIMENTO

Consultado pela Folha sobre os procedimentos médicos, Dan Waitzberg, professor de gastroenterologia da faculdade de medicina da USP, afirma que tem fundamento um médico nutrólogo questionar sobre a atividade sexual durante uma consulta porque “faz parte da vida emocional e psicológica adequada da pessoa”, mas há limites.

“Deve-se perguntar sobre tudo: atividade sexual, física, funcionamento dos diversos órgãos”, diz Waitzberg, que deu a entrevista em termos hipotéticos, sem avaliar o caso específico em questão.

Sobre exames com toque nos pacientes, afirma que é mais adequado encaminhar para médicos de outra especialidade. Quando há queixas específicas, “cabe perguntar se a paciente já visitou o ginecologista”.

Atos como introduzir dedos na vagina ou estimular clitóris, como os narrados pelas pacientes ao CRM, não pertencem “de modo algum” ao procedimento tradicional da nutrologia, diz ele.

“A pergunta da atividade sexual faz parte, tanto para homens quanto para mulheres, mas não se entra em detalhes quanto ao exame. Para isso existem colegas mais capacitados e instalações adequadas”, diz Waitzberg.

Também sem conhecer o teor da reportagem, Alexandre Hohl, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, diz que é difícil falar de modo superficial e hipotético e depende do contexto, mas muitas alterações endocrinológicas se conectam com disfunções sexuais.

“Uma coisa é perguntar sobre atividade sexual. Outra é fazer exame ginecológico. Não tem lógica um não ginecologista fazer exame”, afirma.

Folha de São Paulo

 

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Eleições 2026

Allyson foge de perguntas sobre investigação da PF e propinas em Mossoró e tenta desviar foco com revólver 38 de Álvaro

Durante debate da 98 FM/Jovem Pan Natal, Candidato do União evitou responder aos questionamentos sobre operação que atingiu sua gestão e exibiu foto de arma de Álvaro apreendida em 2023; episódio não resultou em prisão ou condenação. Foto: Ilustração

A investigação da Polícia Federal envolvendo a Prefeitura de Mossoró e suspeitas relacionadas a medicamentos da rede pública colocou Allyson Bezerra na defensiva durante o debate. Diante dos questionamentos sobre a operação que atingiu sua gestão, superfaturamento,
Corrupção e propina, o ex-prefeito evitou entrar no mérito das suspeitas e partiu para outro assunto.

Allyson resolveu fugir do tema exibindo uma foto de um revólver calibre 38 de propriedade de Álvaro Dias, apreendido em 2023, numa tentativa de deslocar o foco dos questionamentos que recebia.

O episódio envolvendo Álvaro, no entanto, não resultou em prisão nem condenação. Ele foi abordado, prestou esclarecimentos e seguiu viagem. O próprio relatório do inquérito da Polícia Federal registra que Álvaro não possui antecedentes criminais.

Segundo os esclarecimentos apresentados no procedimento, o revólver permanecia havia mais de 20 anos em uma propriedade rural da família, em Caicó, e acabou esquecido dentro de uma maleta. Álvaro reconheceu o ocorrido perante a PF e tratou do caso na Justiça.

O contraste marcou o embate: enquanto Álvaro era cobrado por um revólver 38 encontrado em uma maleta em 2023, sem prisão ou condenação, Allyson precisava explicar uma investigação federal atual envolvendo propinas em sua gestão e suspeitas relacionadas à saúde pública de Mossoró.

Ao final, permaneceu sem resposta a pergunta que Allyson tentou evitar: o que aconteceu com os medicamentos e recursos da saúde de Mossoró que estão na mira da Polícia Federal?

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Eleições 2026

[VÍDEO] Álvaro joga na mesa, durante debate da 98 FM/Jovem Pan: “Você recebia 15% de propina dos medicamentos”

Imagem: Reprodução

Álvaro Dias confrontou Allyson Bezerra com o relatório da Polícia Federal sobre desvio de medicamentos em Mossoró, durante o debate entre os candidatos a governador revalidado pela 98 FM e Jovem Pan Natal, na noite desta quarta-feira (2).

“O dono da Dismed disse que você recebia 15% de propina dos medicamentos que eram adquiridos pela Prefeitura e não eram entregues. Menos da metade dos medicamentos comprados era entregue.”

E cravou: “Você não se envergonha de a saúde de Mossoró estar sucateada, faltando medicamento, e você sendo investigado pela Polícia Federal?”

 

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Eleições 2026

[VÍDEO] URGENTE: Allyson debocha e interrompe adversários em debate; Cadu de Lula e Robério Paulino exigem respeito e candidato do PSol chama Alysson de “palhaço”

Imagem: Reprodução

Durante o debate entre os candidatos a governador revalidado pela 98 FM e Jovem Pan Natal, na noite desta quarta-feira (2), Allyson Bezerra (União Brasil) usou de deboche para interromper a fala de Cadu de Lula (PT), que no momento da interrupção dialogava com Robério Paulino (PSol).

Cadu exigiu respeito de Allyson, que também foi chamado de “palhaço” por Robério Paulino, o mediador do debate, Felinto Filho, precisou intervir e pedir que o candidato do União Brasil tivesse “educação básica” e o “respeito de ouvir a fala dos adversários”.

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Geral

“MACALLAN”: Saiba quanto custa uísque escocês frequente nas reuniões de Vorcaro

Foto: Divulgação/Forbes

As trocas de mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, analisadas pela PF (Polícia Federal) mostram que, nos encontros do empresário com políticos e autoridades, os convidados eram servidos de uísque da marca Macallan.

Em uma das conversas, que constam em relatório da PF tornado público na última terça-feira (1º) por André Mendonça, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pede que Ciro Soares, ex-defensor do Master, encaminhe algumas mensagens ao banqueiro.

Nelas, Gonet deseja felicitações a Vorcaro, afirma estar com saudades dele e manifesta querer tomar uísque e fumar charuto.

A Macallan é uma marca de uísque single malt da Escócia, considerada uma das mais prestigiadas e famosas do mundo. As bebidas destiladas produzidas na região Speyside já foram também consideradas as “mais caras do mundo”.

Em 2023, uma garrafa de uísque, armazenada desde 1926, foi leiloada por 1,2 milhão de libras (cerca de R$ 8 milhões).

Na internet, é possível encontrar a bebida no Brasil por valores entre R$ 500 e mais de R$ 60 mil.

Com informações da CNN

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Brasil

TOCARAM O TERROR: Relato de Vorcaro sobre tortura na PF tem até ameaça de morte em avião

Foto: Divulgação/Senappen

No relato que fez ao gabinete do ministro André Mendonça, o banqueiro Daniel Vorcaro citou exemplos crueis de situações de terror psicológico que viveu ao ser preso pela Polícia Federal.

Segundo o banqueiro, as ameaças e os tratamentos ilegais começaram já na transferência de avião para Brasília, quando foi preso em março.

Agentes enfiaram Vorcaro numa caixa “como bicho”.

Durante o transporte, batiam no compartimento e falavam que iriam abrir a porta da aeronave e jogá-lo lá do alto.

“A gente pode te jogar daqui de cima. Ninguém vai duvidar se a gente disser que você se jogou”, teria dito um agente, segundo a versão de Vorcaro.

Os fatos integram um conjunto de provas reunidos pela defesa para delatar situações vividas na PF.

Vorcaro também citou o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, como um agente que teria atuado para atrapalhar sua delação, de modo a impedir que o dono do Master falasse das relações que ele teve com o próprio delegado.

Mais cedo o Radar revelou detalhes exclusivos do depoimento do banqueiro ocorrido na semana passada.

“Tenho muito a contribuir relatando os fatos e a verdade, mas ninguém quer me ouvir. Uma loucura”, disse Vorcaro no interrogatório gravado em vídeo.

O depoimento foi solicitado pela defesa diante da percepção de Vorcaro de que um “acordão” entre as instituições estaria firmado para impedir que ele relate crimes de autoridades e busque benefícios na Justiça.

Com informações da coluna Radar/Veja

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Geral

[VÍDEO] Flávio diz que encontro de Mendonça com Vorcaro é “muito diferente” do caso Moraes

Imagem: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL)  classificou o encontro como “profissional” e acusa Moraes de crimes, citando contrato editado pelo ministro e crédito de R$ 300 mil dado a seus filhos pelo Banco Master.

“É impossível querer lançar cortina de fumaça como essa contra o ministro André Mendonça. Pelo que eu vi na nota que ele publicou, foi numa época em que ele sequer era relator dessa ação, tratando de um assunto específico, registrado em sua agenda, portanto, algo totalmente profissional, muito diferente do que fez Alexandre de Moraes”, disse.

As declarações foram dadas durante visita de Flávio à Expointer, em Esteio (RS). O candidato cumpre agendas com empresários e representantes do agronegócio no estado e deve fazer um comício em Porto Alegre no início da noite.

Com informações de Metrópoles

 

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Brasil

INCERTEZA: STF está dividido e Carmen Lúcia será voto de Minerva sobre Moraes

Foto: Divulgação/EBC

O placar de uma eventual votação no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a investigação contra Alexandre de Moraes no caso Master é incerto. Neste momento, a Corte está dividida praticamente ao meio.

Há 4 ministros favoráveis à investigação. São eles: Edson Fachin, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Por outro lado, são 3 os contrários: Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Moraes e Dias Toffoli devem se declarar suspeitos. A ministra Cármen Lúcia é a única cujo voto ainda é considerado indefinido.

Se Cármen votar contra a investigação, haverá empate. Nesse caso, o resultado favorece a parte apontada como suspeita e Moraes se livra da apuração.

Com informações do Poder 360

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Política

CRISE NO STF: Oposição ameaça suspender campanha eleitoral por impeachment de Moraes

Foto: Reprodução/Youtube

Líderes do PL na Câmara e no Senado afirmaram nesta quarta-feira, 2, que o partido pode suspender a campanha eleitoral para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a dar andamento ao pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão, segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, pode levar os parlamentares a deixar as agendas eleitorais em segundo plano para concentrar esforços na cobrança pelo afastamento de Moraes e pela investigação das autoridades envolvidas nas suspeitas relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro.

“Não quero nem saber de campanha. Nós vamos cobrar agora o impeachment do ministro, o afastamento e as investigações de todos os envolvidos”, afirmou.

Sóstenes disse que a oposição pretende pressionar para que o Senado amplie o prazo de mobilização, caso seja necessário. Segundo ele, a eleição não será prioridade diante da possibilidade de, na avaliação do partido, autoridades da República estarem envolvidas em práticas criminosas.

“Nada é mais importante do que um país. A eleição fica em segundo plano para nós. O que não pode é deixar um país ser dominado por pessoas que praticam crime em altas posições da República”, declarou.

Com informações de O Antagonista

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Brasil

PGR pede para arquivar depoimento de Vorcaro sobre ameaças

Foto: Carlos Moura

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o arquivamento de uma petição aberta após o banqueiro Daniel Vorcaro relatar supostas ameaças e intimidações.

Segundo Paulo Gonet, o depoimento do ex-banqueiro prestado ao gabinete do ministro não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que justificassem a adoção de medidas investigativas.

Vorcaro prestou depoimento na manhã de quinta-feira (27/8) a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça. A oitiva contou com a presença de um representante do Ministério Público, mas não teve a participação de investigadores da Polícia Federal (PF).

Em parecer, Gonet afirmou que a rejeição da delação premiada apresentada pela defesa do ex-controlador do Banco Master decorreu da avaliação de que as informações oferecidas não acrescentavam elementos novos à investigação.

Segundo o procurador-geral, cabe aos órgãos responsáveis pela investigação e pela acusação avaliar a conveniência de um acordo de colaboração a partir da utilidade das provas apresentadas.

“Na espécie, o indeferimento formalizado pela autoridade policial em ato fundamentado respaldou-se justamente na ausência de acréscimo informativo de natureza inédita, conclusão reiterada por esta Procuradoria-Geral da República que, ao examinar o acervo ofertado, igualmente recusou o pacto ante a manifesta debilidade de seu conteúdo”, escreveu Gonet.

Com informações de Metrópoles

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Política

Campanha de Lula admite desgaste no caso Moraes e faz reunião de emergência

Foto: EBC

Integrantes do núcleo duro da campanha do presidente Lula admitem, nos bastidores, que a divulgação do sigilo das conversas entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro pode trazer efeitos negativos para a imagem do governo e do próprio presidente.

Aliados de Lula avaliam que uma possível associação entre o presidente e Moraes pode se tornar um problema para a campanha petista, sobretudo diante da repercussão do episódio.

Esses mesmos aliados reconhecem que Moraes teve papel fundamental na contenção das tentativas de ruptura institucional após as eleições de 2022. Eles afirmam, no entanto, que o cenário mudou e que, neste momento, é necessário evitar qualquer vinculação entre o petista e o ministro.

Diante desse cenário, integrantes do núcleo mais próximo da campanha se reuniram no final da manhã desta quarta-feira (2/9) para avaliar os possíveis impactos e respostas à crise no STF.

 

Com informações de Metrópoles

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