A eleição para as mesas diretoras do Senado e da Câmara consagrou o desequilíbrio federativo, ao negar cargos titulares a parlamentares dos estados do Sul e de São Paulo, estado de maior bancada. Foram alijados representantes de 70% do Produto Interno Bruto (PIB). Curiosamente, em seus discursos, os novos presidentes das Casas fizeram elogios à proporcionalidade e ao equilíbrio federativo. Na prática, a teoria foi outra. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
No Senado, há apenas um representante do Sul, Jorginho Melo (SC), ainda assim na condição de primeiro suplente de secretário.
Na Câmara, há dois deputados de São Paulo na Mesa, mas Alexandre Leite (DEM) e Gilberto Nascimento (PSL) são apenas suplentes.
Minas Gerais (com um deputado na Mesa) e Rio de Janeiro (com 2) completam o grupo dos seis estados que somam cerca de 70% PIB.
DIÁRIO DO PODER

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