O jornal Folha de S.Paulo trouxe, na edição desse domingo (19), duas reportagens que, aparentemente, são desconexas.
Na manchete que repercutiu país afora, o jornal anunciava o ranking de eficiência dos estados, listando as unidades da federação que conseguem fazer mais com menos e têm ótimos índices na prestação de serviços públicos.
Dentro do jornal, o caderno Poder trazia a reportagem “Dinastias políticas do Brasil lançam mais de 60 candidatos nas eleições”.
O Rio Grande do Norte é destaque das duas matérias, que, lembrando, não foram produzidas como assuntos correlatos, embora pareçam estar profundamente intrincadas, pelos resultados que apresentamos agora.
No ranking de eficiência, o RN é o quarto pior estado do país. Dos seis indicadores utilizados (educação, saúde, segurança, infraestrutura, finanças e receita per capita), o Estado só ficou na média nacional em um (infraestrutura).
Na reportagem das dinastias políticas, a Folha situa o Rio Grande do Norte como território dos Alves e Maias, como é de conhecimento até das amebas.
É ao abandonar o foco local para a abrangência do nacional que obtemos a conclusão lógica: estados dominados por dinastias políticas tendem à ineficiência. Senão vejamos.
O Amapá é o Estado mais ineficiente do Brasil. Evidentemente que uma série de fatores contribuem para a posição, mas foi para esse Estado que José Sarney transferiu seu título de eleitor para poder se perpetuar no Senado, mesmo com sua história vinculada ao Maranhão, 13º na lista dos estados.
O Pará de Jader Barbalho é o segundo mais ineficiente. Depois dele vem o Acre dos Vianas, atrás dos quais os Alves e Maias projetam o Rio Grande do Norte.
Terminam a lista dos taxados de ineficientes, a Roraima dos Jucás e as Alagoas dos Collor de Melo e dos Calheiros. Sergipe, dominado pelos Francos, também está na lista.
Na outra ponta, a dos estados eficientes, apenas em um deles há predominância de família política nos rumos do estado, o Pernambuco dos Arraes.
Não deve ser coincidência que dinastias e ineficiência estejam relacionadas.

O RN atravessa difícil situação já tem vários anos. É os candidatos ao governo não nos deixam muito otimistas. Na verdade, é assustador vermos a senadora do "gopi" liderando as pesquisas, seguida pelo atual governador (eleito em coligação com o PT) e por Carlos Eduardo. Alguém acha mesmo que a senadora petista reúne as condições necessárias para governar um estado com tamanhos problemas a enfrentar? Terá competência? E vontade política? E o que dizer do seu partido, dos seus "cumpanhero", a começar pelo seu grande líder, preso após condenação por corrupção e lavagem de dinheiro? As perspectivas não são nada boas.
Xô ALVES, MAIAS e FARIAS! O pouco que vocês fizeram se perde nos anos dormindo e deixando o RN inseguro, pobre, sem graça, incivilizado!