Polêmica

RN EM REPORTAGEM DA BBC: Por que não sabemos quantos presos há no Brasil

O Brasil tem uma das maiores populações carcerárias do mundo – e, atualmente, essa é um dos poucos dados conhecidos sobre o sistema penitenciário brasileiro, segundo especialistas. Isso porque, desde 2014, o Ministério da Justiça não divulga informações sobre a população dos presídios no país.

O Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, o Infopen, que trazia dados quantitativos (e alguns qualitativos) sobre o sistema foi criado em 2004 e era divulgado semestralmente. No entanto, desde dezembro de 2014, não houve qualquer atualização de dados.

A falta de informações vem à tona em situações como a violenta rebelião no presídio de Alcaçuz (região metropolitana de Natal). Mesmo seis meses após o massacre, o número de mortos ainda é incerto, porque as contas não fecham. O número oficial é de 26 vítimas, mas há 11 presos, segundo o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, que estavam no presídio, mas não constam nem na lista de fugitivos, nem na de mortos e nem na de transferidos para outras penitenciárias.

“No Rio Grande do Norte foi um diz-que-diz sobre quantidade de pessoas que morreram. Até hoje, a gente não sabe nem isso. Me lembrou uma coisa grave da época do massacre do Carandiru, que se fala em 111 pessoas mortas, mas pessoas que costumavam frequentar o presídio com regularidade falam que tinha muito mais. E a gente não sabe. Uma conta simples de quantas pessoas tinham, quantas ficaram”, disse à BBC Isabel Figueiredo, ex-diretora da Secretaria Nacional de Segurança Pública de 2011 a 2014 e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Questionado pela reportagem, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) afirmou que “as informações solicitadas não estão disponíveis no momento, pois as mesmas dependem da conclusão do levantamento estatístico correspondentes aos anos de 2015 e 2016, que ainda se encontra em andamento”.

BBC Brasil apurou, porém, que os dados dos últimos dois anos já teriam sido compilados e entregues ao Depen – o órgão, no entanto, ainda não divulgou as informações atualizadas. O departamento alega que um novo sistema está em implementação para o acesso aos dados.

“Está em vias de implantação uma ferramenta denominada SISDEPEN, Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional, na qual será possível o acesso às informações do Sistema Prisional tanto na sua forma quantitativa, conforme apresentada nos relatórios estatísticos atuais, como qualitativa, permitindo o cadastro das informações dos custodiados em caráter individual.”

‘Tiro no escuro’

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, os dados do Infopen são necessários para a criação de políticas públicas para o sistema penitenciário, e a ausência deles faz com que ações pensadas neste contexto sejam “um tiro no escuro”.

“A gente tem dados muito ruins da segurança pública no Brasil, tanto do Judiciário, quanto da parte penitenciária. Mas chama a atenção o retrocesso, porque a gente tinha regularidade na divulgação desses dados e ela se perdeu”, afirmou Figueiredo.

“E o problema disso é que a gente navega no escuro, sem saber para onde está indo e com quem está lidando. O Depen estava numa mudança de método de coleta, mas o sistema estava praticamente pronto no ano passado já. Houve uma troca de equipe com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas essa equipe já está há mais de um ano aí. Já era para ter mostrado essas informações.”

Segundo dados revelados há três anos, o Brasil tinha a quarta maior população carcerária do mundo, com mais de 622 mil pessoas em regime de prisão – sendo que 41% delas ainda aguardavam julgamento. O deficit de vagas do sistema à época já ultrapassava as 250,3 mil.

Para Valdirene Daufemback, que foi diretora de políticas penitenciárias do Depen até novembro do ano passado, “é fundamental ter informações para direcionar políticas públicas”.

“Sem dados, a gestão pública, vai sempre atuar de maneira reativa, improvisada. As políticas não estão sendo planejadas a partir de informações fidedignas. Elas estão sendo ordenadas muito mais por providências que dão uma resposta imediatista, mas que não traz soluções a médio e longo prazo”, afirmou.

Para especialistas, a falta de dados sobre as penitenciárias do país põe em questionamento, a eficácia do novo Plano Nacional de Segurança, lançado pelo governo após a sequência de massacres no início do ano no Norte e Nordeste, e de uma das principais medidas propostas pelo Ministério da Justiça à época: a construção de mais presídios.

“Sem ter os dados, você acaba percebendo o problema só quando está no meio da crise”, observou Guaracy Mingardi, pesquisador em segurança pública, ex-subsecretário Nacional de segurança pública e ex-secretário de segurança de Guarulhos.

“E aí falam em construir mais presídio: é disso que gente precisa? Tudo bem, você parte do princípio que precisa mais, mas de que tipo? Onde? Qual é o estado mais problemático? Você precisa saber que tipo de preso você tem para poder alocar melhor o dinheiro, se não, você estará indo pelo impressionismo.”

A ex-diretora do Depen ressalta ainda que, sem dados atualizados, é difícil avaliar se as políticas e soluções implementadas têm gerado resultado.

“Nossa resposta às crises têm sido o encarceramento em massa. Mas o encarceramento em massa tem tido efeito contrário, não está resolvendo. Só que sem dados, a gente não consegue ter resposta sobre qual seria a solução para o problema ou sobre o que já não está mais dando certo”, afirmou Daufemback.

Procurado, o Ministério da Justiça afirmou que a ferramenta SISDEPEN já estava pronta no final de 2015, mas “não havia instrumento contratual para colocar o módulo de coletas de dados em ambiente de produção, ou seja, disponibilizado na internet”.

“O Departamento sempre trabalhou com a expectativa de que o contrato seria assinado ainda no primeiro semestre de 2016, fato que não aconteceu devido à complexidade de se negociar um contrato robusto diante da realidade orçamentária do ano de 2016.”

“Diante da incerteza, no segundo semestre de 2016, o Departamento decidiu contratar uma consultoria para que a coleta de dados fosse realizada, utilizando novamente a plataforma disponibilizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Desta forma, as coletas de dados de dezembro de 2015 e junho de 2016 foram iniciadas em outubro de 2016. Essas coletas foram realizadas, mas ainda estão em fase de processamento e análise. De forma concomitante, também estão sendo feitos relatórios com as análises de dados”, disse a pasta.

Custos e implementação do plano nacional

No fim do ano passado, o governo do presidente Michel Temer anunciou um repasse de R$ 1,2 bilhão para o sistema penitenciário. Depois, na primeira semana do ano, diante das rebeliões ocorridas em Manaus, Natal e Roraima, o então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, confirmou o repasse de outro R$ 1,8 bilhão do Fundo Penitenciário para os Estados ainda no primeiro semestre de 2017.

No entanto, os dados oficiais sobre o custo de cada preso no Brasil ainda são desconhecidos. Há estimativas do próprio Depen que falam em R$ 2,4 mil por detento, mas segundo os especialistas, não são todos os Estados que fornecem essas informações e os critérios para o cálculo também não são padronizados.

A ex-diretora do Depen ressalta que, muitas vezes, quando o cálculo é feito, ele acontece de maneira genérica, pegando o valor repassado à penitenciária e dividindo isso pelo número de presos. “Não existe um padrão nacional para se fazer essa conta”.

“Pensar numa política pública sem pensar num planejamento orçamentário é muito preocupante”, afirmou Valdirene Daufemback.

Os dados de 2014 mostravam um sistema penitenciário já em crise, abrigando 622.202 mil pessoas, quando as vagas disponíveis nas cadeias brasileiras não ultrapassavam 371.884. Os especialistas veem que o número de presos estava em tendência de alta e deve ter aumentado nos últimos anos.

Ainda assim, para Isabel Figueiredo, o problema do sistema não está na falta de vagas. “No meu entendimento, eu acho que a gente tem vaga demais. E preso demais. Essas vagas que seriam mais do que suficientes, mas a gente prende mais do que seria necessário ou razoável”, afirma, ressaltando que os índices de violência seguem altos, apesar do aumento de encarcerados.

Para ela, mais do que recursos, é preciso entender melhor os problemas do sistema para definir uma melhor estratégia do uso deles. “Como vou pensar na alocação de recursos se eu não souber a quantidade de pessoas do sistema, qual é o regime de cumprimento delas, quantas pessoas entram no sistema e quantas saem por ano, qual é a taxa de reincidência? Porque se a pessoa sai e volta, é porque o sistema não está sendo efetivo”, avaliou.

“Não dá pra fazer política pública sem conhecer o que ela quer modificar. E mais grave do que isso é essa lógica de tudo que se responde com pena de prisão. Não é que se investe pouco no sistema penitenciário, mas se investe mal. Nos Estados Unidos, hoje se investe em sistema penitenciário quase 5 vezes mais do que no sistema de educação. E não deveria ser essa a resposta para o problema.”

Segundo o Ministério da Justiça, em 2017 foi realizado um único repasse para o sistema penitenciário, de mesmo valor a todos os Estados, mas não esclareceu o critério usado até o momento.

“A Medida Provisória 781 estabelecerá os critérios para distribuição de recursos aos estados, via Fundo Penitenciário Nacional para o Fundos Penitenciários estaduais.
A referida MP foi encaminhada para votação pelo Congresso Nacional”, disse o órgão.

BBC

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Política

Governo Fátima ignora cláusula que permite conceder Aeródromo de Caicó à iniciativa privada

Foto: Divulgação

O Blog do BG obteve uma cópia do convênio de delegação assinado em 2012 pela União com o Governo do Estado para exploração pelo prazo de 35 anos do Aeródromo de Caicó. Na cláusula quarta, o documento prevê que a gestão estadual poderia repassar a operação do equipamento à iniciativa privada, através de licitação, sem perder a responsabilidade sobre o aeródromo.

O aeródromo estava fechado desde janeiro de 2022, mas tinha sido reaberto graças à iniciativa da Associação Comunidade Aeronáutica de Caicó, que conseguiu a liberação junto à Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

O Governo do Estado, no entanto, conseguiu que o aeródromo fosse fechado de novo pela ANAC. Em vez de buscar uma solução em parceria com iniciativa privada, como prevê o convênio, a gestão petista acha melhor que o equipamento continue sem funcionar, quando poderia estar estimulando o desenvolvimento da região.

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Eleições 2026

PL afunila escolha de vice de Flávio entre Rogério Marinho e Priscila Costa

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Diante da resistência dos partidos do Centrão de fechar uma coalização com Flavio Bolsonaro, dois nomes do PL voltaram a ser apontados como os mais prováveis para ser vice do candidato: o do senador Rogerio Marinho (RN) e o da vereadora de Fortaleza Priscila Costa.

O nome de Priscila é visto como positivo por cinco motivos:

  • É mulher;
  • É muito próxima a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro;
  • É evangélica e filha de uma liderança religiosa, o pastor Freitas Rego, presidente da Assembleia de Deus Bela Vista;
  • Ajudaria o PL a cumprir a cota que o partido é obrigado a atender com candidaturas femininas, já que a campanha a vice precisa de mais recursos;
  • É do Nordeste, onde o presidente Lula tem vantagem.

Já o de Rogerio Marinho também é apontado como forte na disputa. A avaliação é que ele traria senioridade e experiência para Flavio, além de uma capacidade de fazer a campanha se reaproximar dos agentes econômicos.

O PL tenta ainda até quarta-feira uma reviravolta para fechar aliança com PP, União Brasil e Republicanos, mas a cúpula do partido avalia que essa possibilidade está cada vez mais difícil.

CNN

 

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Política

Patrimônio do senador petista Jaques Wagner cresce R$ 21,2 milhões em 8 anos

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O patrimônio do senador Jaques Wagner (PT-BA) cresceu 631% em só 8 anos. Para as eleições de 2026, o ex-governador dos baianos disse ter bens que somam R$ 24,5 milhões. Em 2018, quando concorreu pela última vez, havia relatado ter R$ 3,4 milhões.

Os dados foram enviados pela equipe do próprio Wagner à Justiça Eleitoral. As informações estão públicas e ficaram disponíveis no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta 2ª feira (3.ago.2026).

O senador vai tentar a reeleição pela Bahia. Lançou sua candidatura no sábado (1º.ago), em um evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A fortuna de Wagner avança em um período em que recai sobre ele suspeita de envolvimento em esquemas que beneficiaram o Banco Master. A Polícia Federal apura se o político atuou no Senado para favorecer os negócios de Daniel Vorcaro.

Com informações de Poder 360

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Brasil

TÁ FEIO: Falta de verba no Itamaraty afeta emissão de passaportes, diz sindicato

Foto: EBC

O Ministério das Relações Exteriores decidiu restringir, a partir do 2º semestre, a emissão de passaportes em embaixadas e consulados brasileiros por falta de recursos. De acordo com o Sinditamaraty (Sindicato Nacional dos Servidores do MRE), a medida “torna pública um problema que compromete tanto os servidores quanto a estrutura do ministério”.

O Sinditamaraty afirma que avisou a administração do MRE sobre a necessidade de buscar mais recursos junto aos ministérios do Planejamento, da Fazenda e da Gestão. Ao Poder360, a presidente do sindicato, Gabriela Perfeito, afirmou que a escassez de recursos se agravou nos últimos 3 anos.

Segundo Perfeito, a restrição na emissão de passaportes evidencia que a crise orçamentária deixou de afetar apenas a estrutura interna do Itamaraty e passou a atingir diretamente os cidadãos brasileiros.

“Agora, a escassez financeira está atingindo também o cidadão que se encontra no exterior. São brasileiros que estão sem acesso a direitos que o Estado tem que assegurar. O Sinditamaraty vem alertando que não é possível fazer política externa sem um orçamento adequado para isso”, afirmou.

Além disso, a dirigente disse que a escassez financeira ultrapassa a gestão administrativa e atinge diretamente as condições de trabalho dos funcionários públicos. Segundo ela, o sindicato entrou em vias judiciais para assegurar o pagamento de verbas devidas.

“É o caso do pagamento com atraso do auxílio-moradia devido aos servidores no exterior ou das diárias para deslocamentos, que frequentemente são pagas somente depois do retorno do servidor, numa completa inversão da previsão legal”, declarou Perfeito.

EMISSÃO DE PASSAPORTES

A emissão de passaportes brasileiros subiu 21% no 1º semestre de 2026. A Polícia Federal expediu 1,43 milhão de documentos de janeiro a junho. No mesmo período de 2025, o total havia sido de 1,18 milhão.

Com a redução nos cortes do Itamaraty, a tendência é de que a quantidade de passaportes expedidos passe a diminuir a partir do 2º semestre. Até então, os cortes no ministério não haviam afetado diretamente a emissão do documento.

A participação total do Itamaraty no orçamento federal caiu pela metade em pouco mais de duas décadas. Em 2002, a fatia destinada ao ministério era de cerca de 0,18% do total da União; em 2024, recuou para aproximadamente 0,09%.

Com informações de Poder 360

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Mundo

Milei confirma candidatura à reeleição em 2027 e faz mistério ao revelar que já escolheu seu vice secreto

Foto: AFP

O presidente da Argentina, Javier Milei, confirmou oficialmente sua intenção de concorrer à reeleição nas eleições presidenciais programadas para 2027. Em entrevista concedida ao veículo argentino Diario Río Negro, o mandatário declarou que o objetivo central de permanecer no poder é garantir a consolidação do projeto de transformação econômica e social implementado em sua gestão.

Durante a conversa, Milei assegurou que o plano de governo desenhado por sua equipe requer continuidade a longo prazo para gerar frutos sustentáveis. Segundo o chefe de Estado, o processo de recuperação do país exige rigor nas contas públicas e previsibilidade regulatória para atração de capitais.

Candidatura de Milei à reeleição e o mistério sobre a vice-presidência

Apesar de confirmar categoricamente que disputará um segundo mandato, Javier Milei manteve mistério total em relação à composição da chapa eleitoral. O presidente revelou que o nome de seu companheiro ou companheira para a vice-presidência em 2027 já está completamente decidido, mas recusou-se a divulgar a identidade da pessoa escolhida.

“Tenho o nome da minha vice na minha cabeça, mas não vou dizer agora por razões estratégicas”, afirmou o presidente argentino durante a entrevista ao Diario Río Negro.

A declaração gerou repercussão nos bastidores da política argentina devido à decisão de manter a indicação sob sigilo absoluto em um momento de reorganização das forças partidárias no país.

Além das definições eleitorais, Milei abordou o impacto das medidas de sua gestão nas economias regionais. Ao avaliar o potencial energético, agroindustrial e minerador do norte da Patagônia, o mandatário fez uma projeção direta para as províncias de Neuquén e Río Negro.

De acordo com o presidente, a desregulamentação econômica e a abertura para investimentos privados transformarão drasticamente o perfil produtivo da região no decorrer da próxima década:

“Em 10 anos, Neuquén e Río Negro serão incrivelmente prósperas”, destacou Javier Milei ao analisar os reflexos dos projetos em andamento no setor produtivo regional.

Portal NDMais

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Brasil

PL e Flávio alertam para golpe do Pix com sites falsos de doação para campanha

Foto: Reprodução

O candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, alertou sobre golpistas que usam seu nome para solicitar transferências via Pix, acionando sua equipe jurídica. Em 2 de agosto de 2026, ele e o Partido Liberal (PL) identificaram três sites falsos que tentam arrecadar dinheiro com uma falsa campanha de doações. O PL informou que apenas o site contribua.com.br/flaviopresidente é autorizado a receber contribuições, já tendo arrecadado R$ 112.654,60.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro alertou para golpistas que estão usando seu nome para pedir transferências via Pix. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que já acionou sua equipe jurídica. “Fiquem atentos e não caiam nesse golpe”, escreveu.

Além dele, o Partido Liberal (PL) também informou neste domingo, 2, que identificou três sites falsos que usam o nome de Flávio para arrecadar dinheiro por meio de uma falsa campanha de doações.

Segundo a legenda, apenas um endereço está autorizado a receber contribuições da campanha de Flávio para as eleições. O partido orientou apoiadores a não acessarem links enviados por páginas, perfis ou mensagens de origem desconhecida.

“O Partido Liberal alerta para a existência de sites falsos que estão usando o nome do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, para divulgar uma falsa vaquinha e solicitar contribuições”, informou a legenda.

Os domínios mencionados são “campanhaflavio.com.br”, “flavioodobrasil.com” e “campanhapresidenteflavio.com”. Segundo o partido, eles usam informações falsas para convencer eleitores a realizarem pagamentos. Um dos sites informou ter recebido R$ 284,3 mil em doações.

O PL afirmou que o portal contribua.com.br/flaviopresidente é o único endereço oficial para contribuições. Até agora, a plataforma já arrecadou R$ 112.654,60.

“Antes de fazer qualquer pagamento, confira o endereço com atenção e não acesse links enviados por páginas, perfis ou mensagens desconhecidas”, afirmou. A legenda recomendou que vítimas registrem boletim de ocorrência e procurem a instituição bancária para tentar recuperar os valores enviados via Pix.

A campanha oficial de arrecadação de Flávio começou na quinta-feira 30, durante uma transmissão ao vivo no YouTube. A iniciativa, em parceria com a plataforma Contribua, mantém uma área de transparência sobre os valores recebidos.

 

Revista Oeste

 

 

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Brasil

PAÍS INSEGURO: 80% dos brasileiros têm medo de sair à noite, diz pesquisa

Foto: Ilustração

Pesquisa mostra que 60% dos brasileiros evitam sair à noite devido à insegurança, com 30% desistindo do transporte público. O estudo, encomendado pelo Instituto Update e pelo Instituto Fogo Cruzado, foi realizado de 24 a 31 de março com 2 mil pessoas. A percepção de risco é maior entre mulheres, com 68% evitando usar o celular na rua e 92% acreditando que elas estão mais expostas à violência.

A maioria dos brasileiros tem medo de sair à noite. Uma pesquisa divulgada na última sexta-feira, 31, mostra que 60% da população afirmou ter deixado de frequentar lugares de que gostaria de ir por causa da insegurança, enquanto 30% já desistiram de usar o transporte público pelo mesmo motivo. A percepção de risco é ainda mais intensa entre as mulheres.

Os dados fazem parte do estudo “Mulheres, polícia e facções — O que está no centro do debate sobre segurança pública?”, encomendado pelo Instituto Update e pelo Instituto Fogo Cruzado. O levantamento foi realizado pelo Ideia Instituto de Pesquisa, com entrevistas telefônicas feitas de 24 a 31 de março, em todas as regiões do país. Foram ouvidas 2 mil pessoas, com margem de erro de 2,2 pontos porcentuais.

Segundo o levantamento, 68% dos entrevistados deixaram de usar o celular na rua por receio da violência. Outros 41% disseram que não permitem mais que filhos, crianças e adolescentes, saiam sozinhos.

A pesquisa mostra ainda que 92% da população considera que as mulheres estão mais expostas à violência. Entre os riscos mais citados estão assédio, violência doméstica e abusos físicos e psicológicos.

O estudo reúne também duas pesquisas qualitativas conduzidas pela Estratégia Latina. Os relatos demonstram que muitas mulheres vivem em um “estado de alerta permanente”, adaptando a rotina para reduzir riscos.

“As participantes descrevem uma rotina em que é preciso estar constantemente atenta a riscos de assalto, assédio e violência sexual, mobilizando uma série de microestratégias de proteção — como esconder o celular em compartimentos improvisados, compartilhar localização em aplicativos, vigiar prestadores de serviço dentro de casa ou organizar redes de ‘vigilância’ com vizinhas e amigas”, registra o documento.

Segundo as entrevistadas, essa vigilância constante também interfere em momentos de lazer e nos cuidados com os filhos, principalmente em razão do medo de sequestros, citado por mulheres de Manaus e Fortaleza.

Os meios de transporte aparecem entre os ambientes de maior sensação de insegurança. Ônibus, metrôs, trens, pontos de espera e corridas por aplicativo foram mencionados com frequência. Na pesquisa, 39% das mulheres disseram se sentir inseguras no transporte público, ante 26% dos homens.

Os depoimentos mostram que o receio da violência levou muitas mulheres a restringirem seus deslocamentos à rotina entre casa, trabalho, igreja e supermercado. Elas relataram ter deixado de frequentar shows, academias, bibliotecas, eventos e visitas a familiares, além de evitarem sair em determinados horários.

A pesquisa mostra que a população apoia respostas mais rígidas ao crime, embora demonstre confiança limitada na efetividade das ações de segurança pública. Penas mais duras lideram as prioridades para 42% dos entrevistados. Mesmo assim, apenas 41% afirmam acreditar que a polícia protege efetivamente a população, enquanto 22% percebem melhora da segurança em decorrência de operações policiais.

Quando indagados sobre medidas preventivas, os brasileiros ficaram divididos. Para 49%, prender criminosos contribui de forma considerável ou decisiva para reduzir a violência. Já 45% atribuem esse papel à educação e às políticas sociais.

Revista Oeste

 

 

 

 

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Política

Governo do RN nega que determinou o fechamento do Aeródromo de Caicó

Foto: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

O Governo do Estado, através da Secretaria de Infraestrutura (SIN-RN), divulgou nota oficial negando que tenha determinado o fechamento do Aeródromo de Caicó.

Na nota, o governo ressalta que tem a delegação para gestão do equipamento e que “continua trabalhando para garantir todas as condições de segurança e de legalidade necessárias ao seu funcionamento, não sendo possível atuar fora dos parâmetros estabelecidos pela legislação e pelas normas técnicas aplicáveis”.

O Blog do BG, no entanto, não noticiou que o fechamento havia sido determinado pela administração estadual, mas sim pela ANAC, a pedido do Governo do Estado, o que não foi negado pela nota da SIN-RN.

O equipamento estava fechado desde janeiro de 2022, mas tinha sido reaberto graças à inciativa da Associação Comunidade Aeronáutica de Caicó, o que desagradou o Governo do Estado, que promete agora adotar “as providências cabíveis para viabilizar os investimentos necessários, com o objetivo de que o Aeródromo Rui Mariz possa receber aportes de recursos, a exemplo do que ocorreu com o Aeroporto de Mossoró”.

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Brasil

Lula critica gravidez aos 16 anos e recebe corte: “vai jogar o futuro dela fora”

Foto: Reprodução/Youtube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou gravidez na adolescência e acabou sendo interrompido pela primeira-dama Janja da Silva. O episódio foi registrado, neste domingo (2), durante a Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), no Expo Center Norte, em São Paulo.

Segundo o petista, a menina que fica grávida aos 16 anos joga o futuro fora.

– Uma jovem que fica grávida com 16 anos vai jogar o futuro dela fora, e nós temos que proteger – declarou.

Foi, então, que Janja defendeu que a mulher tem que ter filho quando quiser.

– Ela tem que ter filho quando ela quiser – reagiu a primeira-dama.

Lula concordou, repetindo a frase da esposa. O petista passou a defender planejamento com métodos contraceptivos.

 

Pleno News

 

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Mundo

Trump cobra redução imediata do preço dos combustíveis às petroleiras

Foto: Wikimedia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as empresas do setor de petróleo a reduzirem os preços dos combustíveis vendidos aos consumidores. Em publicação feita nesta segunda-feira (3) na rede social Truth Social, o republicano escreveu, em letras maiúsculas: “ABAIXEM, AGORA!”.

Na mesma mensagem, Trump atribuiu o bom desempenho da indústria petrolífera às medidas adotadas por seu governo. O presidente comentou uma entrevista concedida pelo diretor-presidente da Chevron, Mike Wirth, à Fox Business, e afirmou que o executivo deixou de reconhecer o papel da atual administração nos resultados positivos da companhia.

“A única coisa que ele convenientemente esqueceu de mencionar ao listar as razões para sua companhia ir tão bem é que, sem a genialidade, visão, força e estabilidade da administração Trump, a indústria petrolífera e os EUA estariam mortos”, escreveu o presidente.

Trump também citou a retomada das operações da Chevron na Venezuela como exemplo do fortalecimento do setor. Segundo ele, a decisão tornou a empresa e outras petroleiras “maiores e mais fortes do que antes”, colocando-as no caminho de uma “fortuna”.

Correio 24h

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