Polêmica

RN EM REPORTAGEM DA BBC: Por que não sabemos quantos presos há no Brasil

O Brasil tem uma das maiores populações carcerárias do mundo – e, atualmente, essa é um dos poucos dados conhecidos sobre o sistema penitenciário brasileiro, segundo especialistas. Isso porque, desde 2014, o Ministério da Justiça não divulga informações sobre a população dos presídios no país.

O Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, o Infopen, que trazia dados quantitativos (e alguns qualitativos) sobre o sistema foi criado em 2004 e era divulgado semestralmente. No entanto, desde dezembro de 2014, não houve qualquer atualização de dados.

A falta de informações vem à tona em situações como a violenta rebelião no presídio de Alcaçuz (região metropolitana de Natal). Mesmo seis meses após o massacre, o número de mortos ainda é incerto, porque as contas não fecham. O número oficial é de 26 vítimas, mas há 11 presos, segundo o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura, que estavam no presídio, mas não constam nem na lista de fugitivos, nem na de mortos e nem na de transferidos para outras penitenciárias.

“No Rio Grande do Norte foi um diz-que-diz sobre quantidade de pessoas que morreram. Até hoje, a gente não sabe nem isso. Me lembrou uma coisa grave da época do massacre do Carandiru, que se fala em 111 pessoas mortas, mas pessoas que costumavam frequentar o presídio com regularidade falam que tinha muito mais. E a gente não sabe. Uma conta simples de quantas pessoas tinham, quantas ficaram”, disse à BBC Isabel Figueiredo, ex-diretora da Secretaria Nacional de Segurança Pública de 2011 a 2014 e integrante do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Questionado pela reportagem, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) afirmou que “as informações solicitadas não estão disponíveis no momento, pois as mesmas dependem da conclusão do levantamento estatístico correspondentes aos anos de 2015 e 2016, que ainda se encontra em andamento”.

BBC Brasil apurou, porém, que os dados dos últimos dois anos já teriam sido compilados e entregues ao Depen – o órgão, no entanto, ainda não divulgou as informações atualizadas. O departamento alega que um novo sistema está em implementação para o acesso aos dados.

“Está em vias de implantação uma ferramenta denominada SISDEPEN, Sistema de Informações do Departamento Penitenciário Nacional, na qual será possível o acesso às informações do Sistema Prisional tanto na sua forma quantitativa, conforme apresentada nos relatórios estatísticos atuais, como qualitativa, permitindo o cadastro das informações dos custodiados em caráter individual.”

‘Tiro no escuro’

Segundo especialistas ouvidos pela reportagem, os dados do Infopen são necessários para a criação de políticas públicas para o sistema penitenciário, e a ausência deles faz com que ações pensadas neste contexto sejam “um tiro no escuro”.

“A gente tem dados muito ruins da segurança pública no Brasil, tanto do Judiciário, quanto da parte penitenciária. Mas chama a atenção o retrocesso, porque a gente tinha regularidade na divulgação desses dados e ela se perdeu”, afirmou Figueiredo.

“E o problema disso é que a gente navega no escuro, sem saber para onde está indo e com quem está lidando. O Depen estava numa mudança de método de coleta, mas o sistema estava praticamente pronto no ano passado já. Houve uma troca de equipe com o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas essa equipe já está há mais de um ano aí. Já era para ter mostrado essas informações.”

Segundo dados revelados há três anos, o Brasil tinha a quarta maior população carcerária do mundo, com mais de 622 mil pessoas em regime de prisão – sendo que 41% delas ainda aguardavam julgamento. O deficit de vagas do sistema à época já ultrapassava as 250,3 mil.

Para Valdirene Daufemback, que foi diretora de políticas penitenciárias do Depen até novembro do ano passado, “é fundamental ter informações para direcionar políticas públicas”.

“Sem dados, a gestão pública, vai sempre atuar de maneira reativa, improvisada. As políticas não estão sendo planejadas a partir de informações fidedignas. Elas estão sendo ordenadas muito mais por providências que dão uma resposta imediatista, mas que não traz soluções a médio e longo prazo”, afirmou.

Para especialistas, a falta de dados sobre as penitenciárias do país põe em questionamento, a eficácia do novo Plano Nacional de Segurança, lançado pelo governo após a sequência de massacres no início do ano no Norte e Nordeste, e de uma das principais medidas propostas pelo Ministério da Justiça à época: a construção de mais presídios.

“Sem ter os dados, você acaba percebendo o problema só quando está no meio da crise”, observou Guaracy Mingardi, pesquisador em segurança pública, ex-subsecretário Nacional de segurança pública e ex-secretário de segurança de Guarulhos.

“E aí falam em construir mais presídio: é disso que gente precisa? Tudo bem, você parte do princípio que precisa mais, mas de que tipo? Onde? Qual é o estado mais problemático? Você precisa saber que tipo de preso você tem para poder alocar melhor o dinheiro, se não, você estará indo pelo impressionismo.”

A ex-diretora do Depen ressalta ainda que, sem dados atualizados, é difícil avaliar se as políticas e soluções implementadas têm gerado resultado.

“Nossa resposta às crises têm sido o encarceramento em massa. Mas o encarceramento em massa tem tido efeito contrário, não está resolvendo. Só que sem dados, a gente não consegue ter resposta sobre qual seria a solução para o problema ou sobre o que já não está mais dando certo”, afirmou Daufemback.

Procurado, o Ministério da Justiça afirmou que a ferramenta SISDEPEN já estava pronta no final de 2015, mas “não havia instrumento contratual para colocar o módulo de coletas de dados em ambiente de produção, ou seja, disponibilizado na internet”.

“O Departamento sempre trabalhou com a expectativa de que o contrato seria assinado ainda no primeiro semestre de 2016, fato que não aconteceu devido à complexidade de se negociar um contrato robusto diante da realidade orçamentária do ano de 2016.”

“Diante da incerteza, no segundo semestre de 2016, o Departamento decidiu contratar uma consultoria para que a coleta de dados fosse realizada, utilizando novamente a plataforma disponibilizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Desta forma, as coletas de dados de dezembro de 2015 e junho de 2016 foram iniciadas em outubro de 2016. Essas coletas foram realizadas, mas ainda estão em fase de processamento e análise. De forma concomitante, também estão sendo feitos relatórios com as análises de dados”, disse a pasta.

Custos e implementação do plano nacional

No fim do ano passado, o governo do presidente Michel Temer anunciou um repasse de R$ 1,2 bilhão para o sistema penitenciário. Depois, na primeira semana do ano, diante das rebeliões ocorridas em Manaus, Natal e Roraima, o então ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, confirmou o repasse de outro R$ 1,8 bilhão do Fundo Penitenciário para os Estados ainda no primeiro semestre de 2017.

No entanto, os dados oficiais sobre o custo de cada preso no Brasil ainda são desconhecidos. Há estimativas do próprio Depen que falam em R$ 2,4 mil por detento, mas segundo os especialistas, não são todos os Estados que fornecem essas informações e os critérios para o cálculo também não são padronizados.

A ex-diretora do Depen ressalta que, muitas vezes, quando o cálculo é feito, ele acontece de maneira genérica, pegando o valor repassado à penitenciária e dividindo isso pelo número de presos. “Não existe um padrão nacional para se fazer essa conta”.

“Pensar numa política pública sem pensar num planejamento orçamentário é muito preocupante”, afirmou Valdirene Daufemback.

Os dados de 2014 mostravam um sistema penitenciário já em crise, abrigando 622.202 mil pessoas, quando as vagas disponíveis nas cadeias brasileiras não ultrapassavam 371.884. Os especialistas veem que o número de presos estava em tendência de alta e deve ter aumentado nos últimos anos.

Ainda assim, para Isabel Figueiredo, o problema do sistema não está na falta de vagas. “No meu entendimento, eu acho que a gente tem vaga demais. E preso demais. Essas vagas que seriam mais do que suficientes, mas a gente prende mais do que seria necessário ou razoável”, afirma, ressaltando que os índices de violência seguem altos, apesar do aumento de encarcerados.

Para ela, mais do que recursos, é preciso entender melhor os problemas do sistema para definir uma melhor estratégia do uso deles. “Como vou pensar na alocação de recursos se eu não souber a quantidade de pessoas do sistema, qual é o regime de cumprimento delas, quantas pessoas entram no sistema e quantas saem por ano, qual é a taxa de reincidência? Porque se a pessoa sai e volta, é porque o sistema não está sendo efetivo”, avaliou.

“Não dá pra fazer política pública sem conhecer o que ela quer modificar. E mais grave do que isso é essa lógica de tudo que se responde com pena de prisão. Não é que se investe pouco no sistema penitenciário, mas se investe mal. Nos Estados Unidos, hoje se investe em sistema penitenciário quase 5 vezes mais do que no sistema de educação. E não deveria ser essa a resposta para o problema.”

Segundo o Ministério da Justiça, em 2017 foi realizado um único repasse para o sistema penitenciário, de mesmo valor a todos os Estados, mas não esclareceu o critério usado até o momento.

“A Medida Provisória 781 estabelecerá os critérios para distribuição de recursos aos estados, via Fundo Penitenciário Nacional para o Fundos Penitenciários estaduais.
A referida MP foi encaminhada para votação pelo Congresso Nacional”, disse o órgão.

BBC

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[VÍDEO] Vítima de afgamento é resgatada com vida na Praia do Forte, em Natal


Imagens: Via Certa Natal

Uma pessoa foi resgatada com vida após se afogar na Praia do Forte, na Zona Leste de Natal, na manhã deste domingo (1º). A ocorrência mobilizou uma lancha do Corpo de Bombeiros e o helicóptero Potiguar 01.

De acordo com informações preliminares do Via Certa Natal, a vítima estava nas proximidades das pedras. Uma embarcação dos Bombeiros que passava pelo local realizou o resgate. O helicóptero fez buscas na região, mas retornou à base após a confirmação de que a pessoa havia sido retirada da água.

Até a última atualização, não havia informações sobre a identidade da vítima nem sobre seu estado de saúde.

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Câmara dos Deputados paga espumante e cerveja para deputada do PT em viagem a Nova York

Foto: Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados reembolsou despesas com espumante e cerveja consumidos pela deputada federal Carol Dartora (PT-PR) durante uma viagem a Nova York, nos Estados Unidos, em março deste ano. Os pagamentos foram feitos com recursos da cota parlamentar, embora as regras da Casa proíbam o ressarcimento de gastos com bebidas alcoólicas. A informação é da coluna do jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles.

Uma das notas fiscais, referente a uma conta de US$ 84 (R$ 453,84) no restaurante The Palm Bar & Grill, inclui três taças de espumante e uma sobremesa. Em outro comprovante, a Câmara reembolsou R$ 216,18 por uma refeição no Luke’s Lobster, que incluía um sanduíche de lagosta e uma cerveja artesanal.

Imagem: Reprodução/Metrópoles

Carol Dartora esteve nos Estados Unidos para participar da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).

A assessoria da deputada afirmou que houve um “equívoco na conferência da documentação apresentada”. Segundo o gabinete, os comprovantes estavam em inglês, o que dificultou a identificação das bebidas alcoólicas. A equipe informou que adotará as providências administrativas para devolver integralmente os valores reembolsados.

Opinião dos leitores

  1. Eu não entendo pq todo esquerdista adora viajar para os Estados Unidos. Alguém me explica essa paixão?

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Moraes mantém suspensa lei da dosimetria há quase 6 meses e impede revisão de penas de Jair Bolsonaro e condenados do 8 de janeiro

Foto: Pedro Gontijo/Senado Federal/Felipe Sampaio/STF

A lei que prevê a redução de penas para condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, continua sem aplicação quase seis meses após sua aprovação pelo Congresso.

Relator das ações que questionam a norma, o ministro do STF Alexandre de Moraes mantém a legislação suspensa há 177 dias, sem decidir sobre sua constitucionalidade ou encaminhar o caso ao plenário.

A Lei 15.402 foi publicada em 8 de maio de 2026. Na mesma data, chegaram ao Supremo duas ações diretas de inconstitucionalidade, apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação Psol-Rede. Moraes solicitou manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR), da Presidência e do Congresso, que foram entregues entre maio e junho.

PGR defendeu aplicação da lei até julgamento sobre constitucionalidade

Os posicionamentos foram divergentes. A PGR defendeu a aplicação da lei até o julgamento definitivo, enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a manutenção da suspensão. Câmara e Senado defenderam a competência do Congresso para definir mudanças na legislação penal, e o Senado solicitou que o plenário revertesse a decisão individual de Moraes.

O que diz a lei da dosimetria

A norma altera o cálculo das penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito, impede a soma de punições em determinadas situações e prevê redução de um terço a dois terços para participantes de atos praticados em contexto de multidão, sem liderança ou financiamento. Também estabelece progressão de regime após o cumprimento de 16% da pena.

A suspensão impede que juízes revisem as condenações com base nas novas regras. Moraes justificou a medida pelo risco de decisões difíceis de reverter caso o STF declare a lei inconstitucional.

A legislação foi vetada integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro, mas o Congresso derrubou o veto em 30 de abril. Se entrar em vigor, a norma poderá beneficiar condenados pelos atos de 8 de Janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sentenciado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe.

Opinião dos leitores

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Campanhas eleitorais de 2026 gastaram mais de R$ 11 bilhões, aponta levantamento

Foto: Aurimar Silva/TRE-SP

As campanhas eleitorais de 2026 já registraram R$ 11,03 bilhões em despesas, segundo levantamento da CNN Brasil com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O valor é R$ 2,36 bilhões inferior ao gasto nas eleições gerais de 2022, mas ainda pode aumentar: os candidatos têm até 3 de novembro para declarar despesas do primeiro turno e até 14 de novembro para informar os custos do segundo.

A maior parte dos recursos foi destinada a repasses financeiros entre candidatos e partidos, que somaram R$ 5,72 bilhões, cerca de 52% do total. Na sequência aparecem publicidade em materiais impressos (R$ 976 milhões), serviços de terceiros (R$ 795 milhões), mobilização de rua (R$ 662 milhões) e despesas com pessoal (R$ 538 milhões).

Facebook lidera recebimentos

Entre os gastos digitais, o Facebook, plataforma da Meta, liderou os recebimentos, com R$ 352 milhões em 28,6 mil contratos de impulsionamento de campanhas. O valor representa um aumento de 272% em relação a 2022, quando a empresa recebeu R$ 129 milhões.

O levantamento também aponta R$ 488 milhões em impulsionamento de conteúdo, R$ 302 milhões em serviços advocatícios e R$ 282 milhões na produção de programas de rádio, televisão e vídeos. Para especialistas ouvidos pela CNN, o crescimento das plataformas digitais reflete a mudança na forma de comunicação das campanhas com os eleitores.

A redução em relação a 2022 pode estar relacionada ao fato de 21 estados terem definido a eleição para governador no primeiro turno, evitando despesas com uma segunda etapa, segundo a advogada eleitoral Mariana Steinmetz.

As campanhas receberam recursos de diferentes fontes. O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como fundão eleitoral, destinou R$ 4,91 bilhões aos partidos. Também foram registrados R$ 5,66 bilhões em repasses de partidos e candidatos, R$ 883 milhões em doações de pessoas físicas e R$ 175 milhões em recursos próprios.

Com informações de CNN Brasil

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“A vaidade é uma merda”, diz Janones sobre disputas por protagonismo na vitória de Lula


Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O deputado federal André Janones (Rede-MG) usou as redes sociais neste sábado (31) para rebater os debates no campo progressista sobre a autoria e a relevância das contribuições para o resultado da eleição presidencial. Responsável pela mobilização do canal “Exército do Lula”, o parlamentar classificou as disputas de ego como fora de contexto diante do cenário político no Congresso Nacional.


“A extrema direita viva, com uma maioria esmagadora no Congresso, e nosso campo tá aqui discutindo quem foi mais importante pra vitória do Lula, quem foi mais decisivo! A vaidade é uma merda mesmo”, publicou o deputado no X (antigo Twitter).

Em sua manifestação, Janones apontou que a prioridade deveria ser a articulação política contra a forte presença da oposição no Legislativo, e não a atribuição de créditos pelo resultado das urnas.

“Tem gente que parece não ter a MÍNIMA noção do que tá em jogo no país! Não à toa a gente viu o maior líder da história desse país ter que contar votos pra ganhar”, completou o parlamentar.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Tem que reconhecer. Essa “figura” desde meado da campanha, percebeu os erros do PT na condução das eleições e fez a correção de rota no 2⁰ turno nas redes sociais. Parabéns pela “visão”, que a coordenação do Flávio não teve.

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[VÍDEO] Trump descarta encontro com Flávio Bolsonaro nos EUA


Vídeo: Reprodução/Metrópoles

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (31) que não tem planos de se encontrar com o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em solo norte-americano. A declaração foi dada a jornalistas no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida.

Apesar de descartar a reunião, Trump prestou apoio ao parlamentar e voltou a contestar o resultado das urnas no Brasil. “Sem planos de encontrá-lo. Mas acho que ele foi tratado muito mal, muito injustamente. Ele pode ficar aqui o tempo que quiser. A eleição foi uma desgraça”, declarou em entrevista ao pool de imprensa.

Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos na quarta-feira (28), após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais.

Governo norte-americano nega apoio na saída do Brasil

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou que a administração americana tenha articulado ou facilitado a saída do senador do território brasileiro, embora tenha confirmado a permissão de ingresso no país.

“Nós não facilitamos nada. Quer dizer, soubemos que ele chegou aos EUA. Ele já tinha um visto garantido. E o presidente tomou a decisão de permitir que ele entrasse no país. E nós permitimos. Mas não estávamos envolvidos em nenhum dos arranjos para ele sair do país”, explicou Rubio.

O secretário esclareceu ainda que Flávio Bolsonaro recebeu autorização de entrada sob o regime de parole (liberdade condicional administrativa), por determinação de Trump ao setor alfandegário.

Apesar das críticas ao processo eleitoral brasileiro, Trump não chancelou a declaração divulgada por Flávio em carta recente, na qual o parlamentar autodenominou-se presidente eleito.

Com informações do Metrópoles

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Com aval do PL e rejeição do Novo, 27 partidos confirmam legitimidade da reeleição de Lula


Foto: Ricardo Stuckert

O resultado da eleição presidencial teve o reconhecimento da ampla maioria dos partidos políticos com registro ativo no país. De acordo com levantamento que analisou 29 legendas, excluindo o partido do candidato eleito, 27 chancelaram o resultado oficial das urnas, enquanto uma sigla contestou o pleito e outra não se manifestou.

O reconhecimento formal do resultado eleitoral atesta a legitimidade do processo conduzido pela Justiça Eleitoral e não implica alinhamento político ou adesão às propostas do futuro governo. Entre as siglas que reconheceram o resultado está o próprio PL, legenda que disputou o segundo turno.

Contestação e Silêncio

Na contramão da maioria, o Partido Novo não reconheceu o resultado das urnas. A legenda criticou a condução do pleito e informou ter protocolado três ações judiciais questionando a chapa vencedora.

Já o Mobiliza foi a única agremiação que não emitiu qualquer posicionamento oficial até o fechamento do levantamento.

 

Tabela: Posição dos Partidos em Relação ao Resultado

Nº Partido Situação
1 Agir Reconheceu
2 Avante Reconheceu
3 Cidadania Reconheceu
4 Democracia Cristã (DC) Reconheceu
5 Democrata Reconheceu
6 MDB Reconheceu
7 Missão Reconheceu
8 Partido Comunista Brasileiro (PCB) Reconheceu
9 Partido Comunista do Brasil (PCdoB) Reconheceu
10 Partido da Causa Operária (PCO) Reconheceu
11 PDT Reconheceu
12 PL Reconheceu
13 Podemos Reconheceu
14 Progressistas (PP) Reconheceu
15 Partido Renovação Democrática (PRD) Reconheceu
16 PRTB Reconheceu
17 PSB Reconheceu
18 PSD Reconheceu
19 PSDB Reconheceu
20 PSOL Reconheceu
21 PSTU Reconheceu
22 Partido Verde (PV) Reconheceu
23 Rede Sustentabilidade Reconheceu
24 Republicanos Reconheceu
25 Solidariedade Reconheceu
26 União Brasil Reconheceu
27 Unidade Popular (UP) Reconheceu
28 Novo Não reconheceu
29 Mobiliza Não se manifestou

Com informações do Metrópoles

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Suposto apoio a fuga de Flávio Bolsonaro agrava crise diplomática entre Brasil e Argentina


Foto: Ricardo Stuckert

A suspeita de que o governo da Argentina tenha prestado auxílio para facilitar a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil agravou o desgaste nas relações entre os dois países. O episódio compromete ainda mais o diálogo bilateral e distancies as chances de uma retomada da normalidade diplomática.

Flávio Bolsonaro deixou o país após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. O parlamentar, que declarou não reconhecer o resultado da eleição, viajou rumo aos Estados Unidos em uma rota que incluiu escalas na Argentina e no Equador. O deslocamento teria contado com a assistência da Casa Branca e o suporte da Casa Rosada.

Na Argentina, a articulação é atribuída a Santiago Caputo, um dos principais assessores do presidente Javier Milei. O senador brasileiro viajou a bordo de uma aeronave da empresa argentina Baires Fly S.A., companhia atualmente investigada no país vizinho em um esquema que envolve a irmã do líder argentino.

Em resposta ao caso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil convocou a encarregada de negócios da Embaixada da Argentina em Brasília, ministra-conselheira Emilia Cortés, para prestar esclarecimentos oficiais ao Itamaraty.

Com informações do Metrópoles

Opinião dos leitores

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Artistas do RJ se mobilizam por segundo turno em meio a impasse judicial sobre votos de Garotinho

Caso fosse realizado um segundo turno no RJ, a disputa ficaria entre o eleito em 1° turno, Douglas Ruas e Eduardo Paes. Foto: Ana Branco/ Agência GLOBO

Um grupo de artistas do Rio de Janeiro organiza um ato para contestar o resultado da eleição para o governo estadual e reivindicar a realização do segundo turno. Liderada por Eduardo Barata, presidente da Associação dos Produtores de Teatro do Rio (APTR), a iniciativa será apresentada oficialmente em um encontro agendado para esta terça-feira (3), segundo informação divulgada pelo colunista Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

A mobilização surge no centro de um imbróglio jurídico em torno da apuração dos votos de Anthony Garotinho (Republicanos). O PSD, partido do candidato Eduardo Paes, acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a anulação dos 274.411 votos obtidos pelo ex-governador.

Garotinho disputou o pleito com a candidatura indeferida e com recurso pendente na Justiça Eleitoral, mas formalizou a desistência da ação após o término da votação. Paes classificou a atitude do ex-governador como uma manobra estratégica para favorecer seu adversário político.

Alteração nos votos válidos

A anulação dos votos de Garotinho alterou diretamente o resultado das urnas: o candidato Douglas Ruas (PL) subiu de 49,27% para 50,88% dos votos válidos, atingindo a maioria absoluta necessária para liquidar a disputa ainda no primeiro turno.

O PSD contesta o recálculo promovido pela Justiça Eleitoral e defende que o eleitorado volte às urnas para definir a eleição em um segundo turno entre Eduardo Paes e Douglas Ruas.

Com informações de O Globo

Opinião dos leitores

    1. Nao tem nada a ver com ser golpista. O TSE nao deveria ter deixado o garotinho ter disputado as eleicoes. Participou de debates, teve seu nome nas urnas e sua candidatura foi cancelada. Nao pode. Isso interferiu nas eleicoes.

    2. Tales se for procurar por quem não deveria ter disputado eleições, Lula deveria tá preso. Tiraram da cadeia e colocaram na cadeira de presidente. O TSE também não era pra ter permitido as manobras que Lula fez entre o primeiro e segundo turno. Até antecipar pagamento do bolsa família foi permitido.

    3. Thales, o que você acha disso? 👉🏿STF declara inconstitucional aumento de benefícios sociais no ano eleitoral de 2022
      Ministros derrubaram trechos da “Emenda dos Benefícios”, que permitiu ao governo Bolsonaro ampliar Auxílio Brasil e criar repasse a caminhoneiros e taxistas👈🏿 Esse ano teve um tal de bolsa família rolando por aí? Será que a justiça brasileira só funciona pra um lado?

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Justiça condena blogueiro e TV Futuro a indenizar Antônio Henrique; prefeito anuncia doação ao Abrigo São Vicente de Paulo


Foto: Divulgação

A Justiça condenou o blogueiro Paulo Sérgio Santana Santiago e a TV Futuro ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais ao prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Henrique. O prefeito anunciou que doará integralmente a indenização ao Abrigo São Vicente de Paulo assim que receber o valor.

A sentença também determina a remoção da publicação e a divulgação de uma retificação no programa “O Povo na TV” e no perfil @opovonatvrn. A matéria afirmava que a Prefeitura havia gasto quase R$ 6 milhões com serviços de buffet.

Conforme a decisão, o documento utilizado na reportagem era uma ata de registro de preços, destinada a eventuais contratações, e não comprovava que o município havia desembolsado o valor mencionado.

A retificação deverá ser divulgada em até dez dias após o trânsito em julgado — quando não houver mais possibilidade de recurso —, sob pena de multa diária

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