O jornalista e crítico de cinema Rubens Ewald Filho está internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Samaritano em Higienópolis, na região Central de São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital.
Ainda de acordo com o Samaritano, Ewald Filho foi internado na última quinta-feira (23) após sofrer um desmaio seguido de uma queda de escada rolante. Ele passa por tratamento cardiológico e das fraturas decorrentes da queda.
Foto: Paula Menezes/ G1 RS
Nascido em Santos, Rubens Ewald Filho tem 74 anos e é um dos maiores especialistas em cinema do país. Já assistiu a mais de 37 mil filmes. Fez trabalhos como roteirista de novelas como “Gina”, “Éramos Seis”, “Drácula, Uma História de Amor” e “Iaiá Garcia”, entre outras. Também como ator teve participações em filmes como “Independência ou Morte” e “Amor Estranho Amor”.
A rejeição da indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, ao STF provocou forte reação de parlamentares da oposição nesta semana, em Brasília. O senador Rogério Marinho (PL) afirmou que o episódio representa perda de capital político do governo do presidente Lula (PT) e chegou a declarar que “acaba o Lula 3”.
Durante entrevista, Rogério Marinho disse que a atuação da oposição foi determinante para a rejeição do nome indicado ao STF. Segundo ele, o movimento não foi pessoal contra Jorge Messias, mas contra o que o ministro “representa neste momento”.
O senador afirmou ainda que o governo sofre uma “derrota acachapante” e pode perder capacidade de articulação no Congresso. De acordo com Marinho, a situação pode afetar a legitimidade do Executivo nas negociações políticas ao longo dos próximos meses.
Ainda segundo o parlamentar, há expectativa de novas disputas no Legislativo, incluindo a análise de vetos presidenciais relacionados aos atos de 8 de janeiro. Ele defendeu que o Congresso reavalie pontos da legislação, citando, segundo ele, casos de condenações elevadas.
Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL) também comentou o cenário e projetou impacto político nas eleições. Ele criticou o governo federal e afirmou que há “fadiga” na gestão. O parlamentar também mencionou temas como economia, segurança e ambiente de negócios ao comentar o momento do país.
Um vídeo captado pela TV Senado mostra o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), antecipando o resultado da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, segundos antes da divulgação oficial, durante sessão realizada na quarta-feira (29), em Brasília.
Ao conversar de forma reservada com o líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), Alcolumbre afirma que a indicação “vai perder por 8”, pouco antes da leitura do placar.
Após a repercussão, Alcolumbre divulgou nota afirmando que apenas expressou uma avaliação. Segundo o comunicado, o senador foi questionado por Wagner sobre o placar e respondeu com base em análises feitas por parlamentares nos dias anteriores.
Ainda de acordo com a nota oficial, a fala “reafirma a experiência do presidente da Casa em votações”. A indicação de Messias ao STF havia sido feita no fim de 2025 e, segundo informações de bastidores, enfrentava resistência entre senadores.
A avaliação do governo do presidente Lula (PT) no terceiro mandato registra aumento da percepção negativa, especialmente nas áreas de economia e segurança pública, segundo pesquisa Ipsos-Ipec realizada entre os dias 7 e 11. O levantamento indica piora no humor da população em relação à gestão federal e reforça sinais de desgaste político no atual cenário, analisa o Valor Econômico.
A pesquisa aponta que os índices negativos cresceram em comparação a levantamentos anteriores, com destaque para insatisfação concentrada em temas econômicos e de segurança pública.
Segundo análise do cientista político Tércio Albuquerque, o governo Lula 3 enfrenta dificuldades de articulação política e ausência de uma linha mais clara de comunicação desde o início do mandato, o que contribui para o cenário de perda de confiança.
O especialista avalia ainda que o ambiente atual apresenta sinais semelhantes ao observado em períodos de instabilidade política anteriores, como em 2013, quando houve aumento generalizado da insatisfação social.
De acordo com informações do levantamento e da análise citada em publicação do Valor Econômico, as insatisfações são consideradas amplas e atingem diferentes segmentos da sociedade, o que reforça a leitura de um cenário de desgaste mais generalizado.
A Justiça Eleitoral investiga uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que investiga suspeitas de abuso de poder econômico e possível arrecadação irregular de recursos durante a campanha eleitoral de 2024 no município de Canguaretama. O processo também cita movimentações financeiras via Pix e possíveis pagamentos fora da conta oficial de campanha.
Segundo as alegações finais, houve movimentação de valores em uma conta ligada a Radan Soares da Costa, representante da empresa Potiguar Music Produções, próximo às eleições. A suspeita é de que recursos teriam sido usados fora da prestação oficial de contas.
De acordo com os autos, a quebra de sigilo bancário identificou transferências envolvendo secretários municipais, coordenadores e outros nomes ligados à gestão e ao grupo político investigado. Entre os registros, tem valores enviados e recebidos em datas próximas à campanha, além de pagamentos que não teriam sido declarados na prestação de contas eleitoral.
O processo também cita que um dos envolvidos teria recebido cerca de R$ 720 mil em contrato de dispensa de licitação em janeiro de 2025, após a eleição. Outro ponto da investigação envolve um fornecedor que teria recebido pagamentos declarados e valores adicionais via conta ligada ao mesmo operador financeiro citado no processo.
A investigação aponta ainda que a empresa Plano A, cujo responsável teria feito doações relacionadas à conta investigada, possui contratos e empenhos que somam aproximadamente R$ 4,9 milhões na atual gestão municipal, em 2025.
Movimentações sob análise
Os autos também mencionam a existência de uma lista de arrecadação informal que circulou em aplicativos de mensagem durante a campanha, com valores e chave Pix vinculada ao mesmo nome investigado. A Justiça apura se esse fluxo financeiro teria sido usado para custear eventos políticos e mobilizações eleitorais.
Investigados e testemunhas apresentaram versões divergentes. Parte deles afirmou que os valores eram doações voluntárias para despesas de eventos e confraternizações, enquanto outras defesas alegam que não havia estrutura financeira irregular, e que os eventos teriam ocorrido de forma espontânea.
O Ministério Público Eleitoral analisa o conjunto de provas e depoimentos para decidir se houve irregularidade suficiente para eventual cassação de mandato ou inelegibilidade dos envolvidos por até oito anos. O processo segue em tramitação na Justiça Eleitoral.
O STF chegou a 1.402 condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (29) pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos. Os dados detalham a distribuição das penas aplicadas e o andamento das ações envolvendo os investigados.
De acordo com o levantamento, as condenações estão divididas em três principais categorias: 431 penas de prisão, 419 penas alternativas e 552 acordos de não persecução penal.
O maior grupo é formado por 404 réus que receberam penas de um ano de prisão, o equivalente a 28,82% do total. Em seguida, aparecem 213 condenações com pena de 14 anos de prisão, representando 15,19% dos casos.
O relatório também aponta que 190 acusados estão presos, sendo 169 com penas já em execução definitiva e 21 em prisão provisória, conforme os dados oficiais divulgados pelo STF.
Em outro trecho do balanço, o tribunal informa que as investigações foram organizadas em diferentes núcleos de atuação, com julgamentos realizados pela Primeira Turma ao longo do último ano, envolvendo réus ligados aos atos investigados desde 2023.
Durante a entrevista, Messias adotou tom emocional e afirmou que encara o episódio como parte de sua trajetória pública. “Nós sabemos quem promoveu tudo isso. Agora eu quero dizer com o coração leve, com a franqueza da minha alma, que sou grato a Deus por ter passado por este processo e à confiança do presidente Lula”, disse.
Ele acrescentou que não vê a rejeição como um encerramento de sua carreira. “Eu não encaro isto como um fim. Isto aqui é uma etapa do processo da minha vida”. E reforçou o respeito à decisão do Senado e destacou o caráter democrático da votação. “O Senado é soberano. Agradeço os votos que recebi. Faz parte do processo democrático saber ganhar, saber perder”, afirmou.
Messias ainda afirmou que seguirá atuando na vida pública e destacou sua trajetória como servidor de carreira. “Sou servidor público concursado. Não preciso de cargo para me sustentar. Construí minha vida pelo estudo e pelo mérito”, disse.
Indicação enfrentou resistência
A indicação de Jorge Messias já enfrentava resistência no Senado antes da votação. Em novembro de 2025, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), demonstrava insatisfação com o nome e defendia, nos bastidores, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga no STF.
De acordo com ministros e assessores próximos ao governo, o resultado da votação não era esperado pelo núcleo político do Planalto, que considerava o cenário mais favorável para o indicado.
Conforme a coluna Milena Teixeira, do Metrópoles, a articulação no Senado teria contado com movimentações de parlamentares do Centrão, o que teria influenciado o resultado final da votação. Não há confirmação pública das acusações feitas nos bastidores.
Diante do resultado, interlocutores afirmam que a relação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), entrou em um novo nível de desgaste político, com avaliação de que o canal de diálogo ficou mais restrito.
Em meio à crise, um ministro resumiu o clima interno do governo com a expressão: “agora é guerra”, indicando endurecimento no posicionamento político do Planalto após a derrota no Senado. Segundo relatos, o governo também passou a monitorar articulações políticas feitas durante o processo de votação.
O governo do presidente Lula (PT) liberou cerca de R$ 270 milhões em emendas parlamentares na véspera da sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, no Senado Federal. A movimentação ocorreu em meio a uma articulação política intensa para garantir apoio à indicação ao STF, envolvendo aliados, ministérios e a base governista, conforme o Poder360.
De acordo com dados do portal Siga Brasil, a liberação elevou o total de emendas empenhadas no ano para cerca de R$ 13 bilhões, com forte concentração entre partidos da base aliada e do Centrão. Os valores são atualizados diariamente e mostram um aumento expressivo nas semanas que antecederam a sabatina.
O ritmo de liberações já vinha em alta desde 9 de abril, quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), confirmou a data da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Até aquele momento, o volume acumulado era de R$ 2,7 bilhões, segundo os mesmos dados oficiais.
A estratégia política envolveu também articulação direta dentro do Senado. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), afirmou que o governo trabalhava com estimativa de mais de 41 votos favoráveis para a aprovação de Messias. O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), chegou a projetar entre 45 e 46 votos.
No entanto, o resultado final foi diferente do esperado. A indicação de Jorge Messias acabou rejeitada no plenário do Senado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, após ter sido aprovada anteriormente na CCJ. A movimentação incluiu mudanças na composição da comissão e reforço de aliados estratégicos na votação.
O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, reagiu com visível tristeza após o Senado rejeitar sua indicação ao STF por 42 votos a 34, em uma votação marcada por forte repercussão política. O episódio ocorreu durante sessão no plenário do Senado, em Brasília, e teve impacto imediato nos bastidores do governo.
Um vídeo exclusivo, divulgado pela coluna Igor Gadelha, do Metrópoles, mostra o momento em que Messias abraça a esposa na sala da liderança do governo no Senado logo após o resultado da votação ser confirmado.
O ministro acompanhou toda a sessão no local e recebeu apoio de aliados após a derrota na Casa Legislativa.
Entre as autoridades que foram até a sala para prestar solidariedade estão o ministro da Defesa, José Múcio, e o presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife, João Campos.
De acordo com relatos de bastidores, o clima no ambiente era de forte emoção e tristeza entre apoiadores do indicado, com senadores governistas também presentes para oferecer apoio logo após o resultado.
E ainda teve um armário, babacão baba-ovo da esquerda sebosa tentando esconder o choro do Messias. Grande vitória contra esse governo de salafrários, que queria mais pau-mandado pra defender os interesses dele. Chuupa, esquerdalha podre!! Em outubro é vosso chefe que sofrerá a derrota mais esperada dos últimos tempos pelo povo brasileiro. O Brasil de bem comemora!
O Ministro Alexandre de Moraes, logo dará 24 horas para o Senado se explicar acerca da rejeição de Jorge Messias.
O que os 42 senadores fizeram até sei que foi ato mais político que técnico.
Todavia, é importante frisar que foi uma vitória da sociedade embora a esquerda não concorde.
Lula com tido o dinheiro liberado em 24 horas e todo o seu estafe de articuladores não foram suficientes para reverterem o que já era esperado.
Hoje, parte da população mais consciente vai dormir com a sensação de uma grande vitória.
A sessão contou com a presença de 79 dos 81 senadores, e o resultado superou o mínimo necessário de 41 votos favoráveis para aprovação. A indicação havia sido enviada pelo Palácio do Planalto em 1º de abril, após anúncio feito em novembro do ano anterior, conforme informações do Poder360.
Segundo registros históricos, a última rejeição de um indicado ao STF pelo Senado ocorreu em 1894, ainda no governo de Floriano Peixoto, nos primeiros anos da República. Desde então, todas as indicações haviam sido aprovadas pela Casa.
A articulação política em torno do nome de Messias enfrentou resistência dentro do Senado, com divergências entre lideranças partidárias e insatisfações relacionadas ao processo de negociação conduzido pelo governo.
Com a rejeição, o Palácio do Planalto deve agora indicar um novo nome para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal, em um ambiente político considerado mais sensível para articulação no Congresso Nacional.
É um grande crítico e também uma grande figura humana. Deus ilumine sua recuperação.