
Ewald Filho foi internado no dia 23 de maio após sofrer um desmaio seguido de uma queda de escada rolante. Ele passou por um tratamento cardiológico e das fraturas decorrentes da queda, mas não resistiu.
Nascido em Santos, Rubens Ewald Filho assistiu a mais de 37 mil filmes. Ele fez trabalhos como roteirista de novelas como “Éramos Seis”, “Drácula, Uma História de Amor” e “Iaiá Garcia”, além de “Gina”, da TV Globo, entre outras. Também como ator teve participações em filmes como “Independência ou Morte” e “Amor Estranho Amor”.
Ele foi grande responsável por popularizar o papel de crítico, ao falar de maneira mais técnica sobre filmes em vários canais da TV. Trabalhou na Globo, SBT, Record e Cultura.
Na TV por assinatura, comentou filmes na HBO, Telecine e TNT, sua emissora mais recente. No canal, participava da transmissão das maiores premiações, incluindo o Oscar.
Além da crítica, escreveu livros como “Dicionário de cineastas” e atuou como consultor em projetos como o Pólo de Cinema de Paulínia (SP), entre outros.
Rubens escreveu os roteiros de “A árvore dos sexos” (1977) e “Elas são do baralho” (1977), filmes dirigidos por Abreu.
Todo seu conhecimento sobre cinema Rubens Ewald Filho deixou registrado também em livros como “Dicionário de Cineastas”, “Cinema com Rubens Ewald Filho”, “Os 100 Maiores Cineastas”, “O Oscar e eu” e “Os 100 Melhores Filmes do Século 20”.
Foi desde sempre o único crítico de cinema de renome nacional com condições de se fazer ouvir e ser levado a sério.