Nacional

Saiba quais regras vão vigorar nas eleições municipais de 2020

Foto: Ilustração/Getty

Daqui a cerca de 10 meses, os brasileiros irão às urnas para escolher prefeitos e vereadores.

A eleição, marcada para 4 de outubro de 2020, será a primeira em que os partidos não poderão fazer alianças para disputar as câmaras municipais – somente para as prefeituras.

Veja abaixo quais regras vão vigorar para as eleições municipais de 2020.

Data da eleição

Dia 4 de outubro de 2020. O 2º turno das votações será realizado no dia 25 do mesmo mês.

Cargos em disputa

Serão escolhidos prefeitos, vice-prefeitos e vereadores.

Partidos

Para participar das eleições, o partido tem que registrar seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até seis meses antes do pleito.

Coligações

Candidatos a prefeito poderão formar coligações com outros partidos para disputar as eleições.

No entanto, as coligações partidárias estarão proibidas para as eleições proporcionais – neste caso, de vereadores. Antes, os votos dados a todos os partidos da aliança eram levados em conta no cálculo para a distribuição das vagas.

Candidaturas

O partido deverá reservar a cota mínima de 30% para as mulheres. Está proibida a candidatura avulsa, ainda que a pessoa seja filiada a algum partido.

Idade mínima

A idade mínima para se eleger é de 21 anos para prefeito ou vice-prefeito e de 18 anos para vereador.

Limites de gasto da campanha

Projeto aprovado pelo Congresso fixa que os limites serão iguais aos de 2016, corrigidos pela inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Naquele ano, São Paulo foi a cidade com o maior limite de despesas: R$ 45,4 milhões para prefeito no primeiro turno e R$ 13,6 milhões no segundo.

O candidato poderá se autofinanciar em até 10% do limite de gasto para o cargo.

Doações

Somente pessoas físicas poderão fazer doações para campanhas eleitorais. As doações serão limitadas a 10% dos seus rendimentos no ano anterior à eleição.

Arrecadação

A partir do dia 15 de maio do ano eleitoral, os pré-candidatos poderão fazer arrecadação prévia de recursos por meio de vaquinha eletrônica, mas a liberação do dinheiro ficará condicionada ao registro da candidatura.

Propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral será permitida somente após o dia 15 de agosto do ano que vem, desde que não envolva o pedido explícito de voto.

A lei não considera propaganda eleitoral antecipada o anúncio de pré-candidatura ou a exaltação pelo pré-candidato de suas qualidades pessoais.

Propaganda no rádio e na TV

É proibido qualquer tipo de propaganda eleitoral paga no rádio e na televisão. A propaganda gratuita é permitida nos 35 dias anteriores à antevéspera das eleições.

Propaganda ‘cinematográfica’

Nas propagandas eleitorais, não poderão ser usados efeitos especiais, montagens, trucagens, computação gráfica e desenhos animados.

Propaganda eleitoral na imprensa

São permitidas, de 15 de agosto até a antevéspera das eleições, a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso.

Propaganda na internet

É permitido fazer campanha na internet por meio de blogs, redes sociais e sites. Partidos e candidatos poderão contratar o impulsionamento de conteúdos (uso de ferramentas, gratuitas ou não, para ter maior alcance nas redes sociais). Está proibido o impulsionamento feito por pessoa física.

Sem ofensas

É crime a contratação direta ou indireta de grupo de pessoas para enviar mensagens ou fazer comentários na internet para ofender a honra ou denegrir a imagem de candidato, partido ou coligação.

Propaganda na rua

É proibido fazer propaganda de qualquer natureza (incluindo pinturas, placas, faixas, cavaletes e bonecos) em locais como cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios e estádios, ainda que de propriedade privada.

A proibição se estende a postes de iluminação pública, sinalização de tráfego, viadutos, passarelas, pontes e paradas de ônibus, árvores, muros e cercas.

Material de propaganda

É permitido colocar bandeiras na rua, desde que não atrapalhem o trânsito de pessoas e veículos. Também pode colar adesivo (de 50 cm x 50 cm) em carros, motos, caminhões, bicicletas e janelas residenciais.

“Envelopar” o carro (cobri-lo totalmente com adesivo) está proibido. No máximo, poderá ser adesivado o para-brisa traseiro, desde que o adesivo que seja microperfurado.

Camiseta e chaveiro

Na campanha eleitoral, é proibido distribuir aos eleitores camisetas, chaveiros, bonés, canetas, brindes, cestas básicas ou outros bens.

Outdoor proibido

É vedada a propaganda eleitoral em outdoors, inclusive eletrônicos.

Alto-falantes

O funcionamento de alto-falantes ou amplificadores de som é permitido entre as 8h e as 22h. Porém, os equipamentos não podem ser usados a menos de 200 metros de locais como as sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, quartéis, hospitais, escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros (quando em funcionamento).

Cabos eleitorais

A contratação de cabo eleitoral é permitida, mas respeitando alguns critérios conforme a quantidade de eleitores no município.

Comícios

A realização de comícios e o uso de aparelhos de som são permitidos entre as 8h e a meia-noite, exceto o comício de encerramento da campanha, que poderá ir até as 2h da manhã.

Trio elétrico

É proibido o uso de trios elétricos em campanhas, exceto para a sonorização de comícios. A circulação de carros de som e minitrios é permitida em comícios, passeatas, carreatas e caminhadas, mas desde que observado o limite de 80 decibéis, medido a sete metros de distância do veículo.

Showmício

É proibida a realização de showmício para promoção de candidatos, assim como a apresentação, remunerada ou não, de artistas com a finalidade de animar comício e reunião eleitoral.

Véspera da eleição

Até as 22h do dia que antecede a eleição, pode haver distribuição de material gráfico, caminhada, carreata, passeata ou carro de som.

No dia da eleição

Constituem crimes, no dia da eleição:

o uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata;

a arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna;

a divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos;

a publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos nas aplicações de internet, podendo ser mantidos em funcionamento as aplicações e os conteúdos publicados anteriormente.

No dia da eleição, estão permitidas manifestações individuais e silenciosas da preferência do eleitor pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos. Estão proibidas aglomerações de pessoas com roupa padronizada até o término do horário de votação.

Debates

É permitida a realização de debates promovidos por rádios ou canais de televisão, sendo assegurada a participação de candidatos dos partidos com representação no Congresso Nacional, de, no mínimo, cinco parlamentares.

G1

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Geral

Álvaro Dias participa de aniversário na Aldeia Katu, do Festival Gastronômico de Lagoa Nova e do Jardim Junino

O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Álvaro Dias, cumpriu neste sábado uma extensa agenda pelo interior do estado, participando de eventos em Canguaretama, Lagoa Nova e Jardim do Seridó. Ao longo do dia, esteve ao lado de lideranças políticas, conversou com moradores e participou de atividades que destacaram a cultura, a educação, o turismo e as tradições das diferentes regiões potiguares.

A primeira agenda aconteceu na Aldeia Katu dos Eleotérios, em Canguaretama, onde Álvaro participou da comemoração do aniversário de Irmã Lila, liderança da comunidade, ex-vereadora do município e madrasta do prefeito de Galinhos, Hudson Matias. Durante a visita, conversou com os moradores, ouviu as demandas da comunidade e visitou a Escola Municipal Indígena João Lino da Silva, a primeira escola indígena do Rio Grande do Norte. A instituição desenvolve um trabalho voltado à valorização da cultura dos povos originários, com ensino em português e na língua tupi.

Também participaram da agenda o pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira; o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira; a pré-candidata a deputada federal, Nina Souza; a vice-prefeita de Natal, Joana Guerra; o prefeito de Pedra Grande, Pedro Henrique; e o prefeito de Galinhos, Hudson Matias.

Na sequência, Álvaro participou do IV Festival Gastronômico de Lagoa Nova, na Serra de Santana. Recebido pelo prefeito Iranildo Aciole, percorreu o polo gastronômico, caminhou pelo pavilhão do evento e conversou com moradores, comerciantes, empreendedores e visitantes, acompanhando de perto uma das principais iniciativas de valorização da gastronomia, do turismo e do desenvolvimento regional.

Encerrando a agenda, Álvaro esteve em Jardim do Seridó, onde participou da 9ª edição do Jardim Junino, a convite da prefeita Silvana de Lalá. Ao lado da gestora municipal, conversou com a população e acompanhou a programação do evento, que integra o calendário cultural do município e celebra as tradições juninas da região.

As agendas também contaram com a presença do pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira, reforçando a presença da chapa em diferentes regiões do estado.

Ao percorrer municípios do Litoral Sul, da Serra de Santana e do Seridó em um único dia, Álvaro Dias reforçou sua proposta de manter uma pré-campanha baseada no contato direto com a população, ouvindo lideranças, conhecendo de perto a realidade de cada região e valorizando iniciativas que fortalecem a cultura, a educação, o turismo e o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.

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Política

ELEIÇÕES 2026: Oposição a Lula larga na frente na disputa pelos maiores estados do país

Tarcísio de Freitas, ACM Neto e Sergio Moro: favoritos aos governos estaduais, eles são críticos a Lula | Fotos: Paulo Guereta/Governo Estado SP | Beto Barata/PL/Reprodução

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece em vantagem na corrida aos governos estaduais em seis dos dez maiores eleitorais do Brasil, segundo levantamento feito pela revista VEJA com base em pesquisas feitas em abril, maio, junho e julho. Esse recorte representa 75% do eleitorado total do país.

No maior colégio eleitoral do país, a oposição lidera e pode levar no primeiro turno com o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos principais aliados políticos do presidenciável de oposição Flávio Bolsonaro (PL).

Em Minas Gerais, segundo maior estado, o líder da pesquisa é o senador Cleitinho Azevedo, também do Republicanos. Embora vez ou outra elogie e apoie iniciativas de Lula, ele vem sendo cotado para ser o palanque de Flávio no estado.

A oposição também aparece à frente na Bahia (com ACM Neto, do União Brasil), no Paraná (com Sergio Moro, do PL), no Ceará (com Ciro Gomes, do PSDB) e em Santa Catarina (com Jorginho Mello, do PL).

Lulistas

Já Lula tem apenas um candidato liderando que pode ser considerado seu aliado: o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que está com larga vantagem na disputa pelo comando do Rio de Janeiro e pode liquidar a fatura ainda no primeiro turno.

O petista ainda tem uma aliada em boa posição no Rio Grande do Sul, com a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta do ex-governador Leonel Brizola, mas ela está empatada na margem de erro com o deputado oposicionista Luciano Zucco (PL).

Independentes

Em outros dois estados, o líder da corrida não pode ser considerado nem lulista nem oposição a Lula: Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco e Daniel Santos (Podemos) no Pará. Ambos mantêm posição de neutralidade na corrida presidencial, embora flertem com o eleitorado petista e bolsonarista.

Veja abaixo um resumo da corrida nos dez maiores colégios eleitorais:

SÃO PAULO
(Paraná Pesquisas – maio)

Tarcísio de Freitas (Republicanos): 45,6%
Fernando Haddad (PT): 34,1%

MINAS GERAIS
(Real Time Big Data – maio)

Cleitinho Azevedo (Republicanos): 35%
Alexandre Kalil (PDT): 14%

RIO DE JANEIRO
(Paraná Pesquisas – junho)

Eduardo Paes (PSD): 54,2%
Douglas Ruas (PL): 14,6%

BAHIA
(Paraná Pesquisas – junho)

ACM Neto (União Brasil): 47,8%
Jerônimo Rodrigues (PT): 38,7%

PARANÁ
(Paraná Pesquisas – maio)

Sergio Moro (PL): 42,3%
Requião Filho (PDT): 19,9%

RIO GRANDE DO SUL
(Real Time Big Data – junho)

Juliana Brizola (PDT): 37%
Luciano Zucco (PL): 32%

PERNAMBUCO
(Datafolha – junho)

Raquel Lyra (PSD): 48%
João Campos (PSB): 43%

CEARÁ
(Paraná Pesquisas – junho)

Ciro Gomes (PSDB): 46,6%
Elmano de Freitas (PT): 33,9%

PARÁ
(Quaest – abril)

Daniel Santos (Podemos): 22%
Hana Ghassan (MDB): 19%

SANTA CATARINA
(Instituto Neokemp – junho)

Jorginho Mello (PL): 52,3%
João Rodrigues (PSD): 20,4%

Veja

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Geral

CLÁUDIO HUMBERTO: Lula recua e vai segurar nova indicação de Messias ao STF para depois da eleição

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Por Cláudio Humberto, Diário do Poder

Lula foi demovido da ideia, que sustentava até o mês passado, de reenviar o nome de Jorge Messias para a vaga aberta de ministro do Supremo Tribunal Federal. Os cenários hoje são: enviar logo após a eleição ou deixar para fevereiro. As bravatas de Lula, sugerindo reenvio imediato, vieram depois dos “trackings” do Planalto captarem ligeira melhora na desgastada popularidade do petista após confronto, sobretudo, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Olho na urna

Eventual reenvio este ano vai depender do resultado eleitoral, com envio caso Lula seja derrotado, já contando que a questão vai parar no STF.

Outro clima

Hoje, o cenário mais provável é que fique para fevereiro, após o fim da legislatura, com possibilidade de troca da presidência do Senado.

Água no chopp

Lula não vai admitir, mas o recuo veio após Alcolumbre segurar votações que o petista está de olho, como o projeto do fim da escala 6×1.

Caminho complicado

Além da má vontade de Alcolumbre, regra interna do Senado impede que uma mesma nomeação seja votada duas vezes em um ano.

Por Cláudio Humberto, Diário do Poder

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Geral

Mercado de canetas emagrecedoras movimentou mais de R$ 10 bilhões em 4 anos no Brasil

Foto: Mohammed_Al_Ali / Shutterstock | Portal EdiCase

O mercado brasileiro de medicamentos à base de GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, movimentou mais de R$ 10 bilhões entre 2021 e 2025, cinco vezes mais do que em 2021. O avanço colocou esses produtos entre os mais vendidos do país e impulsionou as importações de medicamentos de alta tecnologia. O levantamento foi realizado pelo portal Metrópoles.

Crescimento do mercado

  • O setor passou de R$ 1,8 bilhão em 2021 para R$ 10 bilhões em 2025;
  • A participação no varejo farmacêutico aumentou de 3% para 9%;
  • As vendas cresceram de 3,3 milhões para 8,9 milhões de unidades;
  • Mounjaro e Wegovy concentram mais de 70% do faturamento do segmento.

Importações em alta

Segundo a Farma Brasil, as importações de medicamentos cresceram de US$ 1,3 bilhão em 2000 para US$ 14,2 bilhões em 2025, alta superior a 950%. O avanço é atribuído ao envelhecimento da população, ao aumento das doenças crônicas e ao uso de terapias mais sofisticadas.

Preços começam a cair

Entre janeiro e maio de 2026, a semaglutida movimentou R$ 2 bilhões, com mais de 2 milhões de unidades vendidas. Apenas em maio, o faturamento chegou a R$ 449 milhões. Com a entrada de versões nacionais, como a lançada pela EMS, o preço médio da semaglutida já registra queda de cerca de 8%.

Projeto no SUS

O Ministério da Saúde iniciou um projeto-piloto em Porto Alegre para avaliar o uso da semaglutida no SUS. Nesta fase, 250 pacientes com obesidade grave ou doenças associadas serão acompanhados por dois anos para medir a eficácia do tratamento e o impacto nos custos do sistema público de saúde.

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Geral

Preço médio do gás de cozinha no Brasil sobe 0,5%, para R$ 114,66, diz ANP

Foto: Marcello Casal/Agência Brasil

O preço médio do gás de cozinha subiu 0,5% esta semana contra a semana anterior, para R$ 114,66 o botijão de 13 quilos de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), chegando a custar R$ 161 em Uruguaiana (RS), segundo o Levantamento de Preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Já os preços médios do diesel e da gasolina voltaram a registrar ligeiras quedas, de 0,4% e 0,1%, respectivamente.

A gasolina fechou a semana de 28 de junho a 4 de julho com preço médio de R$ 6,61 o litro, mas chegou ao preço máximo de R$ 9,79 no Guarujá, mesmo preço e município onde a ANP identificou o diesel S-10 mais caro. Na média, o diesel S-10 registrou preço de R$ 7,02.

CNN

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Polêmica

Igrejas evangélicas cancelam ou mudam horário do culto de domingo para fieis verem jogo do Brasil na Copa, gerando polêmica e debate nas redes sociais

Foto: Jansen Lube

Igrejas evangélicas vão cancelar ou mudar os horários dos cultos durante o jogo do Brasil contra a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, na tarde deste domingo (5).

A Associação Vitória em Cristo, do pastor Silas Malafaia, por exemplo, cancelou o culto do período da noite devido à partida, focando as celebrações no período da manhã. Já outras, como a Renascer, mudaram o início do culto para depois do final da partida da seleção.

Polêmica e debate nas redes sociais

Nos últimos dias, a alteração ou cancelamento de cultos motivaram uma discussão entre religiosos em vídeos publicados nas redes sociais.

Por um lado, alguns pastores afirmaram ser errado do ponto de vista religioso priorizar a partida da seleção em relação às atividades religiosas. Por outro, religiosos argumentam que torcer pela seleção —mesmo no horário comum do culto— não é pecado.

Não é só sobre o culto. Há uma série de fatores que levam à mudança: garantir a saúde, o deslocamento e o segurança, além da comunhão com a família [no dia do jogo]. Não há orientação da Bíblia sobre o horário do culto, e sim um apego de algumas lideranças evangélicas para sacralizar o horário, como se fosse mais importante do que o culto em si”, diz o teólogo Ranieri Costa, doutorando em Comunicação e Cultura

“Sou contra cancelar o culto por causa da motivação. Se for por um motivo justo, não há problema. Mas mudar por causa do futebol é algo fútil, supérfluo e pequeno”, diz Matheus Alves, pastor da Igreja Lagoinha, de Belo Horizonte (MG).

“Isso abre muitos precedentes. Não sou contra faltar no culto. Isso pode acontecer por inúmeros motivos. Mas e o irmão que não gosta de futebol, e quer cultuar Deus? Não vai ter essa opção na igreja dele. É uma decisão arbitrária da igreja por aquilo que transmite”, diz Alves, que publicou um vídeo no Instagram sobre o assunto. A publicação teve 432 mil visualizações.

Já o pastor Silas Malafaia, que cancelou a celebração da Vitória em Cristo no domingo à noite, afirma à Folha que os fieis teriam dificuldade de chegar a sua igreja, no bairro da Penha, no Rio de Janeiro.

“Na minha igreja, é um monte de gente que chega de Uber, de táxi, mototáxi, de ônibus… Se na igreja deles, o pessoal chega só de carro, top, não tenho nada contra [realizar o culto no horário do jogo]”, diz.

Igreja vai transmitir jogo no templo

Já a 1ª Igreja Batista em Guarulhos, na Grande São Paulo, vai transmitir o jogo no templo e, ao final, prosseguir com a celebração religiosa.

Vai ter pipoca, vai ter lanche. E a gente vai ter um tempo de comunhão comemorando o jogo do Brasilzão. A gente vai assistir ao jogo até o fim. Depois, 15 minutinhos, banheiro, vai ter pregação com tudo certinho”, diz o pastor Bruno Ramos, com a camisa da seleção.

Ramos também afirmou que os fieis estavam liberados para assistir à partida de casa. “O grande detalhe é perceber que tudo o que fazemos é para honra e glória de Jesus, inclusive assistir ao jogo do Brasil”.

A escritora evangélica Heloisa Karin também publicou um vídeo no Instagram comentando o interesse dos religiosos pela Copa.

Futebol não é pecado. Pecado é o que a Bíblia diz que é pecado. Em momento algum os esportes são tratados como tal nas escrituras. E a Copa só é do mundo porque é mundial, e não do Diabo”, diz.

Folhapress

Opinião dos leitores

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Política

Tarcísio lidera disputa pelo governo de São Paulo, aponta Datafolha

Foto: Reprodução

Levantamento do Datafolha aponta que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, lidera com folga a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes nas eleições de 2026.

Segundo a pesquisa, Tarcísio aparece com 46% das intenções de voto, enquanto o ex-prefeito e ex-ministro Fernando Haddad registra 30%. Os demais candidatos somam percentuais menores, sem ultrapassar a casa de um dígito.

Em cenário de segundo turno, o governador também mantém vantagem: 53% contra 37% de Haddad, indicando estabilidade em relação ao levantamento anterior do instituto.

A pesquisa ouviu 1.608 pessoas entre os dias 1º e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro é SP-01703/2026.

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Economia

MAIORIA REPROVA ECONOMIA: 52% dos brasileiros dizem que situação está ruim, diz pesquisa Atlas

Foto: Reprodução

Uma pesquisa do instituto AtlasIntel/Bloomberg aponta que a maioria dos brasileiros avalia negativamente a situação econômica do país. Segundo o levantamento, 52% dos entrevistados consideram que a economia brasileira está ruim. Outros 36% dizem que o cenário é bom, enquanto 13% classificam como normal.

O estudo também mediu a percepção sobre emprego e renda familiar. No mercado de trabalho, 43% avaliam a situação como boa, 40% como ruim e 18% como normal.

Já em relação à economia das famílias, os números aparecem mais equilibrados: 36% consideram a situação boa, 36% ruim e 28% normal.

A pesquisa ouviu 4.999 pessoas em todo o Brasil entre os dias 26 e 30 de junho de 2026. A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-04582/2026.

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Política

“CIENTE DE TUDO”: Carlos diz que Bolsonaro segue “acompanhando tudo” mesmo preso em casa

Foto: Reprodução/X/Carlos Bolsonaro

O vereador licenciado do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, afirmou neste sábado (4) ter visitado o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A declaração foi feita nas redes sociais, onde Carlos relatou como foi o encontro e disse que o ex-presidente está “ciente de tudo” o que ocorre no cenário político, mesmo sem acesso livre a conversas e interações nas redes sociais.

Segundo ele, Bolsonaro também recebeu informações sobre visitas recentes de familiares, incluindo o senador Flávio Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, e teria acompanhado relatos sobre articulações políticas em andamento.

Carlos não comentou diretamente os atritos internos recentes envolvendo membros da família. Em sua publicação, afirmou ainda que a conversa foi longa e que o ex-presidente demonstrou estar bem informado sobre o ambiente político.

Opinião dos leitores

  1. Este ente foi quem mais prejudicou o próprio pai quando presidente.
    Continua falando o desnecessário provocando até a volta de Bolsonaro pra papuda.
    Desde o dia da posse de Bolsonaro na presidência da República, quando vi este ente pendurado no pneu de suporte pra chegar no palácio do Planalto, pressenti que o clã Bolsonaro não tinha hierarquia familiar.
    Perdi toda minhas esperanças no novo governo, e o resultado está aí para tristeza do nosso Brasil velho e sofrido.

    Aguardem! Carlos Bolsonaro vai acabar com a eleição de Flávio!! Não tenho dúvidas!!

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Política

Governo Lula tem pacote de R$ 180 bilhões às vésperas do período eleitoral, aponta Folha

Foto: Ricardo Stuckert/PR

As medidas econômicas e sociais anunciadas pelo governo do presidente Lula (PT) em 2026 já somam mais de R$ 180 bilhões, segundo levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo. Os efeitos das ações devem avançar para o ciclo presidencial seguinte, a partir de 2027.

O conjunto de iniciativas foi intensificado nos últimos meses, em meio à aproximação do período eleitoral. A partir deste sábado (4), entra em vigor o chamado defeso eleitoral, que limita eventos, inaugurações e ações de comunicação institucional nos três meses que antecedem a eleição.

Segundo o levantamento, as medidas têm como foco principal a população de renda intermediária, segmento que representa cerca de um terço do eleitorado. Esse grupo é apontado em pesquisas como um dos pontos de maior disputa política.

Entre as 16 ações mapeadas, estão aportes em fundos de garantia, linhas de crédito para compra de veículos, financiamento agrícola, programas para microempreendedores, taxistas e entregadores, além de renegociação de dívidas e recomposição de subsídios.

O volume total cresceu em relação a maio, quando era estimado em R$ 144 bilhões.

O governo afirma que as iniciativas têm impacto controlado nas contas públicas e não representam pressão relevante sobre a inflação.

Já analistas e técnicos do mercado financeiro avaliam que o conjunto pode influenciar a atividade econômica, juros e percepção de risco fiscal, enquanto o Banco Central acompanha os efeitos sobre a demanda e o cenário inflacionário.

 

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