A escolha de Jorge Messias para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal diminuiu a média de idade da Corte para 58,9 anos — antes, com Barroso, era de 60,9. Aos 45 anos, o atual advogado-geral da União poderá se tornar o ministro mais jovem do tribunal e permanecer por quase três décadas, até atingir a idade máxima de 75 anos.
Nos últimos anos, a indicação de quadros abaixo dos 50 anos tem se tornado recorrente entre diferentes governos. Cinco dos seis últimos escolhidos por Michel Temer, Jair Bolsonaro e Lula chegaram ao STF antes de completar cinco décadas de vida, com exceção de Flávio Dino, nomeado aos 55. Hoje, seis dos dez ministros da Corte são “sub-50”, tendência que ganhou força desde a redemocratização, embora não seja inédita — Dias Toffoli segue como o mais jovem nomeado nesse período, aos 41 anos.
Messias, porém, chega ao tribunal com uma trajetória marcada por cargos-chave no Executivo. Procurador de carreira, atuou no Banco Central, na Fazenda Nacional e no Ministério da Educação durante a gestão de Aloizio Mercadante, período em que se aproximou do PT. Ganhou projeção nacional na crise de 2016, quando seu nome apareceu na ligação entre Dilma Rousseff e Lula divulgada pela Lava Jato — episódio posteriormente classificado como ilegal pelo próprio STF.
Após atuar no Senado e integrar o grupo de transição do governo Lula em 2022, Messias consolidou influência na Esplanada, especialmente com Rui Costa, Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Esther Dweck e Paulo Teixeira. Caso tenha o nome confirmado pelo Senado, somará juventude ao colegiado e reforçará a tendência recente de um Supremo composto por ministros com potencial de longa permanência no tribunal.
➡️👺AGU sabia de problema no INSS e Messias ignorou alerta sobre sindicato de irmão de Lula no esquema.
💩 Indicação mais do que justiça, faz parte do esquema. Era de se estranhar se fosse um imparcial.
A queda do Banco Master, colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central, e a prisão preventiva de seu controlador, Daniel Vorcaro, escancaram um desconforto inédito dentro do STF. Entre 2022 e 2024, o banqueiro patrocinou — direta ou indiretamente — uma sequência de fóruns nacionais e internacionais que reuniram alguns dos ministros mais influentes da Corte, criando um ambiente de proximidade hoje visto como problemático. Agora, os mesmos magistrados que participaram desses encontros terão de analisar pedidos de habeas corpus e outros recursos apresentados pela defesa do empresário.
Os eventos custeados pelo Banco Master ocorreram em cidades como Nova York, Paris, Londres, Roma e Rio de Janeiro, sempre acompanhados de autoridades do Judiciário. Em alguns casos, como o jantar de gala realizado no Fasano de Nova York, o patrocínio não aparecia em listas oficiais, mas era integralmente financiado por Vorcaro. Em outros, como os fóruns organizados por Lide, Esfera Brasil e Grupo Voto, o banco figurou entre os patrocinadores ao lado de gigantes como JBS, BTG e empresas do setor energético. Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e até Ricardo Lewandowski — quando ainda estava no STF — estiveram presentes em diferentes edições.
A repetição de convidados, formatos e apoiadores consolidou o que especialistas chamam de “circuito de influência”, no qual grandes corporações financiam encontros luxuosos para aproximar-se de autoridades responsáveis por decisões regulatórias e judiciais. Vorcaro, que transformou o antigo Banco Máxima em um grupo de atuação agressiva no mercado, buscava ampliar sua rede política enquanto o Master crescia em velocidade considerada arriscada por agentes financeiros. Segundo o Banco Central, o banqueiro cometeu crimes como gestão temerária e desvio de finalidade, elementos que motivaram sua prisão e a intervenção na instituição.
Com esse histórico, qualquer posição futura do STF sobre o caso tende a ser interpretada sob suspeita: conceder habeas corpus pode soar como favorecimento; negar, como tentativa de blindar a própria imagem. A Corte afirma que não comentará o tema, embora alguns ministros já tenham defendido publicamente a legitimidade de participar de eventos privados. O episódio, porém, reacende o debate sobre o limite ético entre financiamento empresarial e agendas institucionais — e coloca em xeque a relação entre o Judiciário e o circuito de eventos patrocinados por grupos com interesse direto em decisões da Suprema Corte.
Um tornado de grande intensidade atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, na tarde desta sexta-feira (7), deixando cinco mortos e mais de 430 feridos, segundo a Defesa Civil. A passagem do fenômeno provocou destruição em até 80% do município, com casas destelhadas, postes caídos e colapso de estruturas. Moradores relataram ventos extremos acompanhados de chuva forte e granizo.
O número de mortes chegou a oscilar durante a madrugada, após a confirmação de que uma das vítimas havia sido contada duas vezes entre Rio Bonito do Iguaçu e Laranjeiras do Sul. Na manhã deste sábado (8), uma nova morte foi registrada em Guarapuava. Há suspeita de pessoas soterradas, e um hospital de campanha foi montado para atender a grande demanda de feridos. Mais de 3 mil imóveis seguem sem luz, e o abastecimento de água também foi afetado.
O Corpo de Bombeiros descreveu o cenário como “uma situação de guerra”, mobilizando equipes de todo o estado, inclusive de Curitiba. Ambulâncias e aeronaves foram enviadas para auxiliar no resgate. O tornado foi classificado preliminarmente como F2, com ventos que podem ter chegado a 250 km/h. Técnicos avaliam se partes da cidade registraram rajadas ainda mais fortes, o que elevaria a classificação para F3. Outras cidades, como Candói, Laranjeiras do Sul e Guarapuava, também registraram estragos.
O governador Ratinho Junior afirmou que a Defesa Civil e as forças de segurança estão em alerta e totalmente mobilizadas. Ele deve visitar a região ainda neste sábado. O governo federal acompanha os trabalhos de resgate. Em várias áreas do Paraná, rajadas acima de 60 km/h e acumulados de chuva superiores a 40 mm foram registrados, ampliando os estragos em diferentes municípios.
Uma nova pesquisa contesta a versão de que a chegada ao Brasil descrita por Pero Vaz de Caminha, em 1500, aconteceu na região onde hoje fica Porto Seguro, na Bahia. Segundo os autores, os portugueses teriam desembarcado primeiro na costa do Rio Grande do Norte. O artigo saiu em setembro no periódico Journal of Navigation, da Universidade de Cambridge.
Feita por dois físicos, os docentes Carlos Chesman, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e Carlos Furtado, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), a pesquisa fez a análise dos dados contidos na carta de Caminha e os comparou com os de correntes marítimas e ventos no período em que a viagem foi feita.
“Consideramos datas, localidades, distâncias, profundidades e relacionamos isso com os dados que temos à disposição hoje sobre ventos e correntes”, afirmou Chesman.
Primeiro registro escrito sobre o Brasil, em 1500, a carta de Caminha descreve a d. Manuel 1º a descoberta de uma “terra nova” pela expedição de Pedro Álvares Cabral. O escrivão relata que a frota avistou um “grande monte, mui alto e redondo”, que ganhou o nome de Monte Pascoal, e depois lançou âncora “à boca de um rio”.
A partir de cálculos com o auxílio de softwares e expedições de campo, a conclusão dos físicos é que Caminha estaria descrevendo o monte Serra Verde, na cidade de João Câmara, e o rio Punaú, que desemboca no mar na praia de Zumbi, em Rio do Fogo, a 72 quilômetros de Natal.
“Pelas descrições da carta, eles percorreram cerca de 4.000 quilômetros saindo de Cabo Verde. Essa distância corresponde a rota que traçamos, que considera as correntes e os ventos. Também corresponde a distância até Porto Seguro, mas se a rota for uma linha reta, o que é improvável”, disse Chesman.
Os pesquisadores afirmam ainda que o desembarque descrito por Caminha no dia seguinte à chegada, após a frota descansar com os navios ancorados, teria ocorrido na região onde hoje é a praia do Marco, entre os municípios de São Miguel do Gostoso e Pedra Grande.
O local recebeu esse nome por causa de um marco português datado de 1501, e desde o século passado intelectuais do Rio Grande do Norte, como Luís da Câmara Cascudo, difundem a hipótese de que os portugueses teriam chegado primeiro por lá.
Segundo Chesman, essa hipótese motivou a pesquisa, feita durante a pandemia de Covid.
A pesquisa, que não teve participação de historiadores, propõe reabrir o debate em torno da versão ensinada pela história oficial. Um colóquio científico para debater o estudo está sendo organizado por Chesman para o ano que vem, no Rio Grande do Norte. “Nossa intenção é que a discussão seja reaberta. Nós fizemos uma pesquisa a partir da física e estamos apresentando ela a historiadores, para que eles tomem conhecimento.”
Apesar da carta de Caminha ser base para a tese da chegada em Porto Seguro, há outros estudos que reforçam que o primeiro desembarque ocorreu na Bahia. Um destes é o do almirante da Marinha Max Justo Guedes, que em 1975 refez a rota da frota de Cabral e publicou “O Descobrimento do Brasil”. Guedes também considerou informações sobre correntes e ventos, além da característica das embarcações portuguesas.
Na avaliação da historiadora Ana Hutz, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), precisa ser considerado o fato de a pesquisa ter sido feita a partir da carta, sem levar em conta estudos anteriores. “A ideia da chegada a Porto Seguro tem base em cartografias e outros estudos, que também refizeram essa rota. Esses estudos não são citados pelos autores.”
Ao ser perguntada se a pesquisa poderia causar mudanças no ensino de história do Brasil, a historiadora Juliana Gesueli, da PUC Campinas, respondeu que o debate precisa antes ser ampliado. “É preciso que haja mais pesquisas e evidências robustas para iniciar discussões que às vezes duram décadas para mudar os livros de história”, disse ela. “E precisa haver uma grande justificativa para mobilizar uma grande comunidade a fazer essa discussão.”
Gesueli acrescentou que, independentemente do local de chegada, o ensino em história tem como foco maior à estrutura colonial, que começou em Salvador e em Olinda décadas depois do primeiro contato. “A carta de Caminha é importante para datar o momento histórico, mas a ocupação portuguesa no Brasil só começou de fato a partir da década de 1530. Não acredito que possa causar uma grande mudança dos livros de história.”
Para chegarem ao resultado, os físicos catalogaram os dados numéricos da carta de Caminha e analisaram aqueles relacionados à trajetória realizada pela frota de Cabral, entre a partida das ilhas de Cabo Verde, em 23 de março de 1500, e os primeiros sinais de terra do Brasil, em 21 de abril. O encontro com a “serra mui alta e redonda, e outras mais baixas ao sul” descrito por Caminha aconteceu no dia seguinte, 22, a uma distância de cerca de 30 a 40 quilômetros da costa.
Nas expedições realizadas no litoral potiguar, a partir da rota traçada na pesquisa, os cientistas atestam que é possível enxergar a olho nu, como os portugueses (a invenção da luneta ocorreu no século 17), um monte semelhante ao descrito na carta e os outros ao sul.
“Na terceira expedição, três montanhas foram avistadas a aproximadamente 30 quilômetros da costa, próximas à praia de Maxaranguape. Viagens adicionais foram necessárias para melhor fotografar as montanhas e realizar medições batimétricas na região da plataforma continental”, afirma a pesquisa.
“Com base nesse registro fotográfico, foi conduzido um estudo topográfico para identificar geograficamente essas três elevações. Utilizando imagens de satélite em 3D, determinou-se que a montanha mais ao norte, maior e mais larga, é provavelmente o verdadeiro Monte Pascoal, atualmente conhecido como monte Serra Verde”, dizem os pesquisadores no estudo.
De acordo com a carta de Caminha, os portugueses ancoraram e um dos comandantes, Nicolau Coelho, foi enviado à costa em um batel para ter o primeiro contato com indígenas. Isso, segundo os pesquisadores, teria ocorrido na praia de Zumbi, na cidade de Rio do Fogo.
No dia seguinte, 23 de abril, os navios foram forçados a navegar por causa de ventanias e chuvas em direção ao norte “para ver se achávamos alguma abrigada e bom pouso, onde nos demorássemos”. Cerca de dez léguas depois (48 km), diz o escrivão, outro desembarque teria ocorrido. Para os físicos, este outro local seria a região de mar da praia do Marco, no limite de São Miguel do Gostoso com Pedra Grande.
Chesman afirmou que um dos aspectos atestados pela pesquisa, e que podem servir para outras investigações, é a contribuição que a física pode ter para outras áreas, incluindo a história. A seu ver, a prova disso é a publicação por um periódico de prestígio. “A ciência é interdisciplinar. O que fizemos foi usar a física para analisar fatos históricos e há uma contribuição nisso. Se uma revista como a Journal of Navigation aceita publicar, é porque é relevante.”
Ana Hutz, da PUC São Paulo, afirma que a história é uma disciplina ligada à memória de um povo e uma nação e que, portanto, precisa estar sempre aberta aos debates em torno de fatos históricos.
Gesueli, da PUC Campinas, acrescenta que, independentemente de mudar ou não a interpretação da chegada dos portugueses ao Brasil, a pesquisa contribui para que haja uma maior interdisciplinaridade entre a história e outras áreas, sobretudo das exatas. “Isso abre novas janelas”, afirmou ela. “Mas, para que isso tenha solidez, ele precisa estar um pouco mais próximo da metodologia de historiadores. Mas em que medida, e aqui eu faço uma mea-culpa, nós também não nos aproximamos e não olharmos para essa perspectiva?”
Desde o governo de Garibaldi q essa hipótese foi levantada, aí provocaram o governador para ele abraçar a causa, sabe qual foi a resposta dele: “eu não sou doido para brigar com Antonio Carlos Magalhães… kkkkk. Eu digo e repito, esses ALVES só pensam neles.
A atriz Luana Piovani fez um desabafo nas redes sociais nesta segunda-feira (10) após o cancelamento de duas apresentações da peça “Cantos da Lua”, que seriam realizadas no Casino Estoril e na cidade do Porto, em Portugal.
Segundo Piovani, a produtora LS Entertainment, responsável pelo espetáculo, comunicou a decisão alegando falta de público. “Olá, tudo bem? Eu estou aqui para comunicar que a peça Cantos da Lua não ocorrerá no dia 18 de novembro no Casino Estoril, tampouco no dia 25 de novembro na cidade do Porto e esclarecer o porquê que isso aconteceu”, disse ela.
Luana explicou que o projeto sofreu alterações de agenda, mas que tudo estava acertado até poucos dias antes da estreia. “Nós tivemos algumas mudanças de data por conta do espetáculo, que a princípio eu também estaria fazendo aqui em Lisboa. Então, isso levou umas duas, três semanas para nós conseguimos organizar as datas e estava tudo indo bem até que, tem acho que uns cinco dias mais ou menos, ou seja, faltando 15 dias para a primeira apresentação, o rapaz veio falar comigo que não estava vendendo ingressos e que ele estava muito preocupado”, contou.
Mesmo com a preocupação da produtora, a atriz afirmou que não concordou com a decisão de cancelar os eventos. “Gente, eu faço teatro há 30 anos (…) 15 dias antes da apresentação não é nenhum tipo de termômetro para saber se terá plateia ou não. E, além disso, você não pode não ter feito essa conta antes, marcar um espetáculo e simplesmente porque na sua concepção ele não terá público, simplesmente desmarcá-lo. Não é assim que se faz teatro”, declarou.
Durante o desabafo, Piovani destacou o comprometimento que os artistas têm com o público e criticou a atitude da empresa. “Nós que somos o teatro, nós temos verdadeira devoção ao público. A gente faz teatro até quando o familiar morre, a gente apresenta peça. E eu não estou falando isso de exagero, não. É verdade mesmo. Então, assim, é muito desrespeitoso você desmarcar um espetáculo. Eu já tinha feito um trabalho muito grande, eu mandei fazer do meu próprio dinheiro”, afirmou.
A atriz contou ainda que chegou a cancelar compromissos em outros locais para priorizar as apresentações em Estoril e no Porto. “Mas essa atitude totalmente inesperada e nada ética, me deixou muito surpresa e eu vim aqui comunicá-los, inclusive porque não sei o porquê a própria produtora ainda não fez esse comunicado”, disse.
Reembolso e decisão de não trabalhar mais com a produtora
Luana garantiu que o público que comprou ingressos será reembolsado pela empresa. “Eles é que vão devolver o dinheiro, explicação para as pessoas que compraram os ingressos, que aparentemente no Porto já havia sido vendido alguns ingressos e pelo que ele diz aqui no Casino Estoril, não, que eu também não sei. Mas o que eu quero explicar e quero compartilhar com vocês nessa história… é que… é super importante que a gente consiga estar atento aos sinais da vida”, explicou.
Encerrando o desabafo, a atriz reforçou que não pretende mais trabalhar com a LS Entertainment. “Pronto, estão todos comunicados, a produtora vai procurá-los, devolver dinheiro, pedir desculpas, não sei o que eles vão fazer, mas o meu a minha parte eu já fiz, estou comunicando, estou explicando o porquê, as besteiras que eu ouvi e finalizo dizendo: estou feliz e grata a Deus porque não faço mais nenhum tipo de negócio com essa produtora porque já descobri que eles não são do ramo do teatro e não são éticos. Então, eu não estou disposta a trabalhar e fazer nenhum tipo de parceria com esse tipo de gente”, completou.
Tabela com dados de compra e venda de livros fornecidos pela Life Educacional a prefeituras. Foto: Reprodução/processo judicial
A Life Tecnologia Educacional, empresa de materiais didáticos, fechou contratos de R$ 111 milhões com as prefeituras de Sumaré, Hortolândia, Morungaba e Limeira, no interior de São Paulo, e em alguns casos vendeu livros escolares até 35 vezes mais caro do que pagou.
O dono da empresa, André Gonçalves Mariano, foi preso na quinta-feira, 13, na Operação Coffee Break por suspeita de corrupção. Procurada pelo Estadão, a defesa não se manifestou.
A Polícia Federal afirma ter encontrado indícios de pagamento de propinas a agentes públicos e a lobistas com influência política, entre eles uma ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-sócio do filho do petista.
Também foram presos o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César, o secretário de Educação da cidade, Fernando Gomes de Moraes, o secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin, e dois doleiros.
O advogado Ralph Tórtima Filho, que representa Cafu, informou que pediu acesso às investigações para se manifestar.
A Polícia Federal afirma que a Life Educacional teve um lucro “exorbitante” com as licitações. “O superfaturamento é evidente“, diz a investigação.
Os investigadores encontraram um padrão nos contratos: a empresa comprou livros por R$ 1 a R$ 5 e revendeu para as prefeituras por até R$ 80 cada.
Em um dos contratos, em dezembro de 2021, a Life Educacional vendeu 2.264 unidades do livro A garota que queria mudar o mundo por R$ 41,50. Os exemplares foram comprados por R$ 2,56 cada, ou seja, o preço de revenda foi 16 vezes maior do que o de compra. Além disso, a empresa só comprou os livros dois dias depois de efetivar a venda ao município.
“O que se conclui da análise ‘fria’ das notas fiscais é que a Life Tecnologia teria lucrado pelo menos 50 milhões de reais com a venda de livros a essas prefeituras”, sintetiza a PF no relatório da investigação.
A Polícia Federal afirma que a empresa “nunca demonstrou ter porte para o volume financeiro dos contratos”.
Os contratos teriam sido obtidos a partir do direcionamento de licitações em conluio com agentes públicos no que a PF descreve como uma “rede complexa” de corrupção, fraudes e tráfico de influência.
“Mariano mantém uma ampla rede de contatos, que se espalha por um grande número de municípios paulistas, alcançando também outros Estados”, detalha a PF.
A investigação aponta que o empresário estaria buscando contatos para articular contratações com outras prefeituras, órgãos públicos, como a Petrobras e o Denatran, e até com outros países, como Angola, em uma tentativa de expandir o esquema.
O prefeito de Sorocaba (SP), Rodrigo Manga (Republicanos), foi afastado do cargo por 180 dias durante uma operação da Polícia Federal que apura irregularidades em contratos da área da saúde da cidade.
Duas pessoas foram presas durante a operação nesta quinta (6). Fernando Neto (PSD), assume o cargo de prefeito. Pelas redes sociais, Manga comentou a decisão.
“Acredite se quiser, me afastaram do cargo de prefeito. Eu aqui em Brasília, ontem eu fui em frente o Palácio da Justiça, falei que tem que colocar o Exército na rua, rodei o congresso, os deputados me receberam super bem, falando: ‘Manga, cuidado, está aparecendo muito, estão tentando aí’. O que a gente ouve de bastidores é que os caras tentam tirar do jogo qualquer um que ameaça a candidatura deles e você tem sido uma ameaça, tanto na questão do Senado, como em outros cargos. Gente, não deu outra”.
O presidente da Câmara dos Vereadores de Sorocaba, Luis Santos leu a decisão na sessão desta quinta. Segundo a PF, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, além da aplicação de medidas cautelares como a suspensão de função pública do prefeito e proibição de contato com determinadas pessoas.
Quem está defendendo idiota, ladrão é ladrão onde estiver, vcs é que ficam passando pano no ladrão mor e seus aseclas, todo dia saem notícias dos meliantes. Se tiver indício investiga, se provar prende, porém, o que temos visto não é isso. Sobre a ditadura da toga, é o seguinte, ela só vai existir quando chegar em alguém próximo.
Rapaz, pra quem votou num descondenado já está julgando o cara como culpado? Falta de caráter. Eu não gosto do cara, acho um populista, mas ele é inocente até que se prove o contrário. É assim que tem que ser.
KKKKKKK. Até já sabia qual seria o discursinho do bandido CORRUPTO: alegar perseguição e colocar o nome de Deus em vão! E ainda tem idiota que acredita.
O ator Marco Nanini usou o palco do Teatro João Caetano, no Centro do Rio de Janeiro, na noite da última sexta-feira (31), para se manifestar sobre a megaoperação policial que marcou a semana na capital fluminense.
Ao fim da apresentação de sua peça, o artista, visivelmente emocionado, criticou o cenário de violência e afirmou que o Rio “não merece viver essa barbárie”. Nanini classificou os últimos dias como “brutais” para a história da cidade e defendeu uma abordagem diferente para o combate ao crime: “O combate ao crime se faz com inclusão e não com armas”.
Antes de encerrar os agradecimentos, o ator reforçou que a saída para reduzir a criminalidade está no investimento em cultura e educação, e não apenas em ações policiais.
Cabra de pêia!
Os caras é que estão armados ate os dentes seu imbecil.
São fora da lei.
Tem que botar quente se não é morto por bandidos.
Vai vc pra lá levando flores fdp…
O romantismo destes comunistas de sofá é hilário, como não se tratasse de terroristas e bandidos perversos de alta periculosidade, com arsenal de guerra a sua disposição, para esse tipo de gente a vida não vale absolutamente nada, torturam e matam a mercê de suas vontades.
Que lindo MÔ DEUSO,esse Sr deveria subir aos morros carioca e da um discurso fofo desse aos alto comandante do tráfico carioca,dizer para os chefões la cima que se eles venderem droga,fizerem sequestro ,assaltarem bancos,cometerem latrocínios,roubarem carros, papai do céu vai castigar,ficaria lindo né gente,vá lá bom moço samaritano,suba o morro e diga para aqueles oprimidos pela sociedade que vc já tem a solução.Eles com certeza deixarão toda a vida do crime e iria se dedicar suas vida ao teatro.
Esse ator devia levar esse povo do comando vermelho e outras facções, para sua casa e fazer a inclusão social, matrícula eles em escolas para ter uma base cultural, e aprender a respeitar o próximo, inseri eles no mercado de trabalho para eles ter uma vida honesta e integra, já que esse ator tem a solução bote em prática, ficar só jogando pra plateia e não ter nem uma ação não vale de nada, mais quando esse ator sofrer assalto e coisas semelhantes, ele vai recorrer a polícia quê é quem está preparada para defender o cidadão de bem,!
Da próxima vez, ele e toda a escória esquerda, que defende bandidos e repudia os policiais, deveriam subir nos morros, na linha de frente e prender os traficantes e assassinos “vítimas da sociedade”. Detalhe: sem nenhuma arma, somente com flores.
A eleição de Zohran Mamdani como novo prefeito de Nova York empolgou setores do PT, que veem na vitória do socialista um sinal de que é possível reconquistar o eleitorado com pautas mais à esquerda. No partido, cresce a pressão para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adote, nas próximas disputas, um discurso mais ideológico e menos voltado ao centro político.
Mamdani venceu defendendo congelamento de aluguéis, passe livre no transporte municipal e creches universais — propostas consideradas radicais nos Estados Unidos. A estratégia, na avaliação de dirigentes petistas, mostrou que posições firmes podem mobilizar os jovens e setores populares, algo que o PT teria deixado de lado ao buscar moderação em eleições recentes.
O senador Humberto Costa, secretário de Relações Internacionais do partido, disse que o resultado reforça a importância de o PT “recuperar a utopia socialista”. Já o deputado Rui Falcão, ex-presidente da sigla, defende que o partido volte a falar abertamente de suas pautas históricas. “Se não se diferenciar, o PT perde a juventude e votos”, afirmou.
Petistas também querem estudar a estratégia de comunicação de Mamdani, que mesclou radicalismo programático com linguagem leve e empática. O novo prefeito, nascido em Uganda e de origem indiana, tornou-se o primeiro muçulmano a comandar Nova York e um dos mais jovens da história da cidade.
Em outras palavras, promessas mentirosas impossíveis de serem cumpridas, para enganar jumentos eleitores. Mas tem ainda muita gente que cai nesse golpe.
Quando a esquerda vai estudar, trabalhar , produzir e empreender? Antes de ficar criando dispesa sem produzir receita? Explorando o trabalhador legítimo ? Atirar com a pólvora dos outros é fácil , mas produzir sua pólvora ninguém quer.
Mais de uma semana após a operação policial que resultou em 121 mortes nos complexos do Alemão e da Penha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), ainda não se falaram. O silêncio escancara o pior momento da relação entre os dois desde 2023 e simboliza a falta de coordenação entre os governos federal e estadual na área de segurança pública. A falta de diálogo também trava pautas conjuntas no Congresso e emperra ações integradas de combate à criminalidade.
O mal-estar cresceu depois que Lula classificou a operação como uma “matança”, em contraponto às reiteradas defesas de Castro à ação da polícia. A fala do presidente encerrou tentativas de aproximação articuladas por auxiliares de ambos, que tentavam tratar também de temas fiscais. Em resposta indireta, o governador afirmou a aliados ter “jogado Lula na lona” e organizou um encontro com outros governadores, anunciando a criação de um “Consórcio da Paz” — movimento visto mais como gesto político do que prático.
As divergências entre Lula e Castro não são novas. O petista já havia criticado uma ação policial que matou um adolescente na Cidade de Deus e defende maior presença da União na segurança, por meio da PEC da Segurança, medida rejeitada por governadores que enxergam invasão de competências estaduais. O embate mais recente envolve o projeto que equipara facções criminosas como CV e PCC a grupos terroristas — pauta apoiada por Castro e rechaçada pelo Planalto.
A tensão atual remete a uma longa tradição de choques entre presidentes e governadores do Rio, marcada por episódios de desconfiança e disputas políticas. De Brizola e Garotinho a Witzel, poucos conseguiram manter diálogo estável com o Planalto. Um dos raros momentos de cooperação ocorreu no governo Lula com Sérgio Cabral, quando foi criado o projeto das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Desde então, as relações voltaram a oscilar entre atritos e afastamentos — cenário que se repete agora, em meio à crise da segurança fluminense.
No governo do ex condenado, só bandido e corrupto é respeitado e apoiado.
Ele quer criar o bolsa bandido.
Quem se coloca contra facções criminosas, contra bandido, a favor da PM é devidamente criminalizado.
Já partiramnpara cima do governador do RJ, criando mentiras, narrativas, para tentar seu mandato. Deve ser mais uma ação em Jaime da “defesa da democracia”.
Enquanto no quebrado RN, O PT e seus cúmplices abrem discurso e campanha para ACABAR COM A PM.
Diante de um público de cerca de 20 mil pessoas, o deputado estadual Tomba Farias recebeu o “parabéns pra você”, ao som da banda Grafith, durante a comemoração do seu aniversário realizado neste sábado, dia 01, na Vila de Todos, em Santa Cruz. A festa encerrou-se já dia claro da manhã de domingo, com a participação de políticos estaduais, como os deputados federais Robinson Farias e Benes Leocádio, o deputado estadual Luiz Eduardo, a vereadora natalense Camila Araújo, o presidente da Femurn, Babá Pereira e o presidente do PL de Natal, Coronel Hélio, além de uma expressiva presença de prefeitos e vereadores de várias regiões do Rio Grande do Norte.
A festa, que acontece há 23 anos, e teve a edição 2025 considerada a maior de todos os anos, contou com um enorme aparato de infraestrutura, como segurança, assistência de saúde, brigada de incêndio e dezenas de banheiros químicos à disposição dos participantes. Caravanas de vários municípios do Trairi e de outras regiões do estado, compareceram ao evento que além da banda Grafith, teve a participação da cantora Michele Andrade e da banda Circuito Musical.
Ao subir no palco, a cantora Michele Andrade também cantou parabéns para o deputado Tomba Farias e agradeceu pelo título de cidadania potiguar que lhe foi concedido pelo parlamentar.
Tomba Farias agradeceu as homenagens recebidas: “Gratidão pela vida, família, amigos e minha da querida cidade de Santa Cruz. Vivencio na noite de hoje uma verdadeira demonstração de carinho e amizade. Em nosso aniversário renovamos um novo tempo, ampliamos os desejos do melhor para Santa Cruz e nosso querido Rio Grande do Norte”, destacou.
Em Belém desde sábado (1º.nov.2025), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está hospedado no Iana 3, barco-hotel regional estilo iate que abrigará o presidente e sua equipe durante a COP30. Segundo o Palácio do Planalto, Lula e sua comitiva se instalaram na embarcação nesta 2ª feira (3.nov.2025). O “hotel” flutuante está atracado na Base Naval de Val-de-Cans. Foi contratado junto à empresa Icotur Transporte e Turismo –os valores não foram divulgados.
Um barco da Marinha chegou a ser cogitado como hospedagem presidencial para a cúpula climática na capital paraense, mas foi considerado inadequado. O Iana 3 tem características típicas das embarcações regionais amazônicas. E, segundo o Planalto, atende às especificações necessárias para receber o presidente e sua equipe.
Lula chegou mais cedo em Belém para compromissos que antecedem a Cúpula de Líderes, programada para s 5ª feira e a 6ª feira (6 e 7.nov.2025). A conferência do clima da ONU (Organização das Nações Unidas), envolvendo delegações de diversos países, será realizada oficialmente de 10 a 21 de novembro na capital paraense.
A decisão de utilizar uma embarcação como hospedagem se deu em um contexto de dificuldades com as acomodações em Belém. Desde janeiro, a cidade enfrenta uma crise no setor hoteleiro, com preços elevados cobrados por hotéis e proprietários de imóveis disponíveis para locação durante o período da conferência.
O presidente já havia manifestado sua intenção de ficar em um barco durante visita à região no início de outubro. “Eu vou querer dormir no barco. Ainda não tem o barco, mas eu vou encontrar um barco, que eu vou dormir no barco. Porque eu não quero luxo, eu quero vir participar dessa COP porque essa COP tem que ser a COP da verdade. Até agora a gente vai tomando muitas decisões e não tem cumprido as decisões que a gente toma“, disse.
Até o final de outubro, ainda não havia definição oficial sobre onde o presidente ficaria durante sua permanência em Belém para a conferência climática.
A prefeita Ceiça Lisboa segue avançando com o programa de modernização da iluminação pública em Caiçara do Rio do Vento. Nesta segunda-feira (20), a gestora realizou a entrega de mais uma etapa do projeto +LED, que vem transformando as ruas da cidade com luminárias modernas, econômicas e sustentáveis.
Nesta nova fase, receberam a iluminação em LED as Ruas Prefeito Júlio Vitorino, Vereador Aldo Fernandes, do Açude, Nossa Senhora de Fátima, segunda parte da Rua São Sebastião e finalização da Rua Luiz da Mata Teixeira.
Com a substituição das antigas lâmpadas por luminárias de LED, as vias ganham mais claridade, segurança e economia, melhorando significativamente o bem-estar dos moradores.
“Estamos garantindo mais segurança, eficiência e conforto para a população, além de reduzir custos e contribuir com o meio ambiente. É mais um passo no nosso compromisso de cuidar bem de Caiçara do Rio do Vento”, destacou a gestora.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nas redes sociais que teve uma “ótima reunião” com o americano Donald Trump neste domingo (26), na Malásia. Segundo o brasileiro, o encontro foi “franco e construtivo” e serviu para tratar da agenda comercial e econômica bilateral. Lula destacou que as equipes de ambos os países vão se reunir “imediatamente” para buscar soluções sobre tarifas e sanções aplicadas a autoridades brasileiras.
A reunião ocorreu no Centro da Cidade de Kuala Lumpur (KLCC), às 15h30, horário local (4h30 de Brasília), e durou cerca de 50 minutos. Foi o primeiro encontro presencial entre os dois desde uma breve conversa durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro, e acontece no contexto das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros impostas pelos EUA e das sanções a autoridades brasileiras relacionadas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No encontro, Lula afirmou não haver assunto proibido e pediu que o tarifaço fosse suspenso enquanto durassem as negociações. Estiveram ao lado do presidente brasileiro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o assessor do Ministério do Desenvolvimento, Márcio Elias Rosa, e o diplomata Audo Faleiro, ligado ao assessor especial da presidência, Celso Amorim. Pelo lado americano, participaram o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Tesouro Scott Bessent e o representante de Comércio Jamieson Greer.
Na primeira parte do encontro, os líderes conversaram com a imprensa por cerca de 10 minutos. Questionado sobre a possibilidade de redução das tarifas, Trump disse que o assunto seria discutido: “Sabemos o que cada um quer”. O americano afirmou ainda ser uma “honra” estar com Lula e que provavelmente fariam “alguns bons acordos”.
Mesmo após a ofensiva de demissões promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para retaliar aliados considerados infiéis, o Centrão ainda controla uma fatia expressiva do governo: R$ 97 bilhões em orçamento e ao menos 63 cargos-chave em ministérios, estatais e agências reguladoras. A medida faz parte da tentativa do Planalto de recompor sua base política e garantir estabilidade até as eleições de 2026.
Segundo levantamento do Estadão, os partidos PP, União Brasil, Republicanos, PSD e MDB seguem influentes em áreas estratégicas, mesmo após votações contrárias ao governo no Congresso. A recente rejeição da Medida Provisória 1.303, que previa R$ 20,6 bilhões extras para 2026, acendeu o alerta no Planalto e motivou a “limpa” no segundo escalão. A coordenação da retaliação partiu da Secretaria de Relações Institucionais, que tenta abrir espaço para novos aliados.
O PSD é um dos principais beneficiados, com o comando de Agricultura, Minas e Energia e Pesca, que juntos concentram R$ 22,8 bilhões. Já o MDB controla Cidades, Planejamento e Transportes, com orçamento total de R$ 51,8 bilhões, além de postos no Dnit e secretarias estratégicas. O União Brasil, apesar de anunciar o desembarque, mantém influência sobre o Turismo, Integração e Desenvolvimento Regional e Comunicações, que somam R$ 12,2 bilhões, sob a articulação do senador Davi Alcolumbre, peça-chave para a governabilidade de Lula no Senado.
O PP, liderado por Ciro Nogueira, também mantém espaço. A sigla comanda o Ministério do Esporte, que administra R$ 3,1 bilhões, e possui cargos em órgãos como a Caixa, Aneel, Dnocs, CBTU, Incra e Sudene. Mesmo após o anúncio de rompimento com o governo, o partido garantiu a permanência de André Fufuca na Esporte em troca de não ser atingido pela reestruturação no segundo escalão.
Com o Centrão ainda no controle de áreas estratégicas e bilhões de reais do orçamento, analistas avaliam que a promessa de “reorganização política” de Lula enfrenta limites concretos. O presidente tenta reequilibrar a base e evitar novas derrotas no Congresso, mas a dependência de partidos de centro-direita continua sendo um dos maiores desafios do governo até 2026.
Um dos motivos para que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha negado o empréstimo de veículos blindados militares para o Rio de Janeiro foi o receio de que integrantes de facções criminosas pudessem se apossar do equipamento de guerra.
O governador Cláudio Castro (PL) pediu em janeiro o empréstimo de veículos blindados que haviam sido usados pela Marinha para patrulhar a região do Hospital Naval Marcílio Dias, na Zona Norte do Rio, onde uma médica capitã de Mar e Guerra foi atingida por uma bala perdida em dezembro.
O ministério da Defesa informou na 3ª feira (28.out.2025), que “naquele momento, a Marinha posicionou veículos blindados no perímetro do hospital, respeitando o limite legal de 1.400 metros em torno de instalações militares, medida voltada à segurança da área e dos militares”.
Na época, o pedido foi submetido à análise da AGU (Advocacia Geral da União). O órgão negou o empréstimo por entender que isso só poderia ser feito com uma GLO (Garantia da Leia e da Ordem), a partir de um decreto assinado por Lula.
Segundo o parecer, elaborado em fevereiro, a atuação das Forças Armadas em questões de segurança pública “não é trivial e apenas se legitima nos perímetros específicos de faixa de fronteira, no mar e nas águas interiores”, contra delitos transfronteiriços ou ambientais — “o que se deduz não ser o caso em tela”. Eis a íntegra (PDF – 256 kB).
Apesar da resposta formal da AGU, a questão foi discutida internamente no governo. Duas avaliações foram feitas. De que uma GLO teria um custo alto e necessitaria de rearranjo no Orçamento. E de que o Rio de Janeiro não tem condições de dar a devida segurança aos veículos militares. O receio passou a ser de que eles pudessem ser roubados por integrantes das facções criminosas que atuam no Estado e serem usados dentro das favelas.
Lula é contrário à decretação de GLO. O instrumento autoriza que as Forças Armadas sejam acionadas para atuar em intervenções de segurança pública. É prerrogativa do presidente decidir. O petista, porém, já autorizou esse tipo de operação duas vezes: nos portos do Rio e na cidade de Itaguaí e durante a Cúpula do G20 realizada também na capital fluminense em novembro de 2024.
Na tarde de 3ª feira, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que a implementação de uma GLO “demanda uma série de condições e requisitos” e segue regras “bastante rígidas”.
“Uma das pré-condições é que os governadores reconheçam a falência dos órgãos de segurança e transfiram então as operações de segurança para o governo federal, mais especificamente as Forças Armadas”, disse o ministro.
Mais um adevogado.
Kkkkk…
Pega fogo cabaré.
➡️👺AGU sabia de problema no INSS e Messias ignorou alerta sobre sindicato de irmão de Lula no esquema.
💩 Indicação mais do que justiça, faz parte do esquema. Era de se estranhar se fosse um imparcial.