Geral

Amiga de Lulinha fez mais de 40 visitas fora da agenda a órgãos do governo Lula

Roberta Luchsinger esteve em mais de 40 reuniões em órgãos do governo federal

 Foto: @RoLuchsinger via X

Sem registros oficiais, a lobista Roberta Luchsinger fez mais de 40 visitas a órgãos do governo federal desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023. Por lei, reuniões com autoridades precisam ser informadas nas agendas dos agentes públicos que participam dos encontros.

Em duas oportunidades, a lobista esteve no Palácio do Planalto e no gabinete do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, acompanhada do então sócio de Lulinha. Os encontros não foram registrados nas agendas oficiais.

Fábio Luís é alvo de inquérito aberto nesta quinta-feira, 30, a pedido da PF, que apura se ele utilizou a influência do pai para defender interesses empresariais com a administração pública. Segundo a Polícia Federal, a atuação dele contou com a ajuda de Luchsinger e se concentrou no Ministério da Saúde e no gabinete da Presidência.

Em nota, a defesa de Luchsinger afirmou que ela representa, de forma regular, seus clientes em órgãos e agências da administração pública federal, estadual e municipal. A defesa de Lulinha disse que o filho do presidente não obteve nenhum pagamento por negócios de empresários com o governo Lula.

Levantamento feito pelo Estadão com base na Lei de Acesso à Informação mostra que, do início do terceiro mandato de Lula até abril de 2024, a lobista esteve 42 vezes em órgãos do governo federal — 41 fora da agenda. Não há registo de visitas depois desse período. O então sócio de Lulinha, Fernando Bittar, participou de dois deles. Em outras 13 oportunidades, ela esteve acompanhada de executivos da Duosystem, do Grupo Bringel, da World Cannabis e da Unigel (nesta última, se apresentou como namorada do diretor de relações governamentais e nora do presidente do conselho de administração da companhia). Nas demais, foi sozinha.

A Unigel afirmou que nunca contratou a lobista e que ela não tem parentesco com integrantes da empresa (leia mais abaixo). Duosystem e Grupo Bringel não responderam à reportagem.

O governo nega ter havido desdobramentos contratuais a partir de reuniões de Luchsinger. O Estadão tentou contato com Bittar por meio do advogado Marco Aurélio Carvalho, que afirmou tê-lo contatado e informou que ele não falaria à reportagem. A defesa de Roberta Luchsinger disse que ela e Bittar “nunca firmaram qualquer negócio juntos”.

O gabinete de Wellington Dias foi o local do governo mais frequentado por Luchsinger. Foram 17 visitas no período. No dia 9 de março de 2023, a empresária foi sozinha à pasta e levou presentes ao ministro. Apesar de o encontro não ter sido incluído na agenda oficial, o momento foi fotografado pelo cerimonial.

Nas imagens, é possível vê-la entregar ao chefe da pasta uma caixa de bombons da marca suíça Sprüngli e uma cópia do livro O Alquimista, do escritor Paulo Coelho. A edição de colecionador, em capa de couro e desenhos dourados, é rara e contém o autógrafo original do autor.

Quatro visitas de Luchsinger ao gabinete de Dias foram acompanhadas por Efrain Saavedra, gerente comercial da Duosystem.

De acordo com pessoas que participaram de agendas com a lobista, ela trabalhou para implantar os serviços da Duosystem no Sistema Único de Assistência Social (SUAS), gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

Trocas de mensagens obtidas por investigadores indicam que Luchsinger e Ribas de Oliveira mantinham relação comercial.

Em abril de 2024, ela retornou ao gabinete de Dias na companhia de Fernando Bittar, então sócio de Lulinha. Eles passaram pela catraca privativa de acesso à sede do ministério às 15h52 e saíram às 16h43. Segundo a pasta, “a pauta tratou de uma apresentação de propostas sobre sistemas integrados para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo ministério”, mas negou ter havido algum desdobramento administrativo.

Apenas uma reunião de Luchsinger em órgãos do governo federal foi registrada em agenda oficial, em outubro de 2023, quando ela levou o presidente e o diretor comercial de um de seus clientes, a Duosystem, para exibirem um programa de gestão digital de leitos hospitalares na Secretaria de Atenção Primária à Saúde. O objetivo era incorporá-lo ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Assistiram à apresentação o então chefe do órgão Nésio Fernandes, a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, e o então secretário-executivo adjunto Elton Bandeira.

Fora da agenda oficial, Luchsinger foi ao Ministério da Saúde outras 16 vezes. Os locais em que foi mais assídua nas visitas à pasta foram os gabinetes de Fernandes e do então secretário-executivo do ministério Swedenberger Barbosa, conhecido como Berger, com quem ela se reuniu, em março de 2024, na companhia de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Nesse encontro, o “Careca do INSS” tratou dos negócios da World Cannabis, por meio da qual ele pretendia comercializar medicamentos produzidos a partir do canabidiol. A advogada Vitória Bragança Senergio, que atuava para o empresário, e a ex-diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Alessandra Soares também participaram.

Uma das linhas de investigação da PF é que Lulinha atuou para que o governo autorizasse a comercialização de cannabis medicinal. Na representação, a Polícia Federal fala em acesso ao gabinete presidencial.

Investigadores também apuram a natureza da relação comercial de Luchsinger com o “Careca” no âmbito da Operação Sem Desconto. Uma das empresas dela, a RL Consultoria, recebeu R$ 1,5 milhão do empresário, que está preso. A força-tarefa apura ainda se parte dos valores repassados a ela teve Lulinha como beneficiário.

Em diálogo extraído por investigadores de um celular, o “Careca do INSS” pede a um funcionário o repasse de R$ 300 mil a Roberta Luchsinger a título de pagamento para “o filho do rapaz”, possível alusão a Lulinha, segundo a PF.

Amiga de Lulinha leva empresário ao Ministério da Saúde

Outra visita de Luchsinger ao Ministério da Saúde, realizada em setembro de 2023, tinha como objetivo levar Sergio Roberto Bringel, CEO do Grupo Bringel, à Secretaria de Atenção Primária.

O empresário, com quem ela também foi três vezes ao Planalto, tem contratos com o governo federal desde 2010. Desde 2023, as companhias do conglomerado de Bringel firmaram R$ 7,8 milhões em contratos na Saúde. Atualmente, seu maior cliente no governo federal é o Grupo Hospitalar Conceição (GHC). A estatal, vinculada ao Ministério da Saúde, administra hospitais federais no Rio Grande do Sul e fez dois contratos no valor de R$ 3 milhões com a MIC Steriliza, controlada por uma holding da família Bringel, a partir do início do atual mandato de Lula.

O empresário também foi com Luchsinger ao Planalto três vezes. As visitas de Bringel com Luchsinger ao Planalto começaram em 9 de março de 2023, quando foram ao gabinete de Alexandre Padilha, então ministro da Secretaria de Relações Institucionais. As outras duas ocorreram no dia 22 daquele mês e no dia 17 de abril de 2024. Contudo, não há informações de qual autoridade os recebeu nas ocasiões.

A empresária também passou pelo gabinete do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em julho de 2023 sem que seu nome constasse em qualquer agenda oficial. De acordo com a assessoria do banco, ela participou de reunião com executivos da Unigel, uma gigante do setor químico, em que foi discutido possível apoio financeiro à construção de uma fábrica de hidrogênio verde. O projeto, no entanto, não foi adiante.

“O financiamento não avançou e, portanto, não houve qualquer investimento do BNDES no projeto. Como banco de desenvolvimento, faz parte da rotina da instituição a realização de reuniões com empresas para a discussão sobre financiamentos. A senhora Roberta Luchsinger acompanhou a comitiva da empresa Unigel, na condição de familiar de um dos dirigentes da empresa”, disse a estatal em nota.

Ela se apresentou como namorada do diretor de relações governamentais, Leo Slezynger, e nora do presidente do conselho de administração da companhia, Henri Slezynger.

O que dizem os citados

A Unigel afirmou à reportagem que Luchsinger não tem parentesco com membros da empresa e negou tê-la contratado para prestar quaisquer serviços.

“A Unigel esclarece que a Sra. Roberta Luchsinger nunca manteve qualquer relação contratual com a companhia, jamais a representou institucionalmente e nunca recebeu qualquer remuneração da empresa. Da mesma forma, a Unigel nunca contratou serviços de relações governamentais prestados pela Sra. Roberta Luchsinger”, disse, por nota.

A Duosystem não se manifestou até a conclusão da reportagem. O Estadão tentou contato com o Grupo Bringel pelos telefones da empresa, mas não obteve retorno.

Procurada, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) afirmou que as agendas no Planalto “não produziram qualquer desdobramento administrativo, contratual ou regulatório decorrente desses encontros”.

A defesa de Roberta Luchsinger afirmou que ela e Bittar nunca firmaram qualquer negócio juntos. Sustentou que “eventuais presenças de terceiros em agendas de trabalho se relacionam ao exercício de sua atividade profissional de representação institucional, não havendo nada de irregular a esclarecer quanto a esse ponto”.

Informou ainda que a empresária representa seus clientes em órgãos e agências da administração pública federal, estadual e municipal. “É natural e esperado que uma profissional dessa área mantenha contato recorrente com diferentes ministérios, autarquias e entidades públicas, no exercício regular de sua atividade e no interesse legítimo dos clientes que representa.”

O Ministério da Saúde disse, em nota, que seus integrantes “recebem, em acordo com as regras da administração pública, representantes de diversos setores da saúde para apresentação de novas tecnologias e soluções” e negou ter havido desdobramentos contratuais a partir das reuniões com Luchsinger.

Afirmou que o Grupo Bringel já havia firmado contratos com o GHC em governos anteriores. “Os contratos foram celebrados diretamente pelas unidades, por meio de pregão do tipo menor preço, sem a participação da área de compras do Ministério da Saúde”, disse.

O Ministério do Desenvolvimento Social ressaltou que nenhuma reunião de Wellington Dias com Roberta Luchsinger resultou em qualquer ato administrativo. Destacou que o chefe da pasta mantém com ela “relação de amizade de longa data”.

Segundo a assessoria do ministério, a visitas dela “ocorreram, em sua maioria, durante passagens por Brasília para outros compromissos, quando fazia visitas breves de caráter pessoal ao ministro”.

Estadão

Opinião dos leitores

  1. Prima irmã de janja que vive na França, como as duas não tem empresas, vão visitar os amigos íntimos, forrar o bolso e se satisfazer com beijinhos e intimidades.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

DIFERENTONA: Influenciadora abre barbearia nudista e cobra até R$ 4 mil por atendimento

Foto: Reprodução/Daniella Motta

Uma influenciadora e produtora de conteúdo adulto abriu uma barbearia nudista em Florianópolis (SC), onde os atendimentos custam entre R$ 3 mil e R$ 4 mil, dependendo dos serviços contratados e do tempo de permanência do cliente. As informações são de O Globo.

Daniella Motta, de 21 anos, afirma que o espaço funciona apenas com horário marcado e oferece corte de cabelo, barba, hidratação e outros cuidados. Segundo ela, o cliente pode escolher ser atendido vestido, de roupa íntima ou nu. O diferencial, segundo a empresária, é que os profissionais trabalham sem roupas.

Foto: Reprodução/Daniella Motta

A influenciadora, que soma mais de 1,7 milhão de seguidores nas redes sociais, diz que criou o negócio por considerar a nudez uma forma de expressão e para unir a atividade empresarial ao universo em que já atua como criadora de conteúdo adulto.

A proposta gerou curiosidade e também críticas de moradores da região. Daniella afirma que algumas pessoas questionaram o funcionamento do estabelecimento, mas sustenta que o serviço segue regras, funciona com agendamento e respeita os clientes.

Foto: Reprodução/Daniella Motta

Segundo ela, a intenção é ampliar o espaço no futuro, incluindo serviços como manicure e pedicure, mantendo o mesmo conceito de atendimento individualizado e foco na privacidade.

 

Opinião dos leitores

  1. Era o que faltava para o imoralismo tomar conta. Antigamente prostituição tinha local próprio, agora está escancarado e em local residencial, com famílias de bem.😡🤬🤮

  2. Era o que faltava para o imoralismo tomar conta. Antigamente prostituição tinha local próprio, agora está escancarado e em local residencial, com famílias de bem.😡🤬🤮

  3. Vou lá!!!
    Vou preparar 8.000, mil.
    1iero passar o dobro do tempo, depois conto como foi a experiência.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Guerra contra o Irã esgota estoques de armamento dos EUA e alarma autoridades

Centro de pesquisa espacial iraniano, um dos locais atingidos durante a guerra, em Teerã, em 6 de julho de 2026 – Foto: Emile Ducke /NYT

A guerra do presidente Donald Trump contra o Irã esgotou os estoques de armamentos dos EUA a níveis preocupantes, desviando suprimentos da Ásia e da Europa, segundo autoridades.

O suprimento em rápido declínio de mísseis de defesa aérea e outros armamentos na Europa e na Ásia não apenas deixa o Exército americano menos equipado, mas também poderia deixar Rússia e China mais confiantes caso considerem um potencial conflito com os Estados Unidos, disseram especialistas.

Bombardear o Irã consumiu milhares de mísseis que contêm peças de precisão vindas de uma rede global de fornecedores —e que podem levar anos para serem produzidos. Defender-se das barragens de retaliação do Irã desgastou os estoques americanos de mísseis de defesa aérea a um ponto que alarmou, em particular, autoridades de alto escalão do governo Trump, e levou os EUA a atrasar entregas a clientes europeus e asiáticos.

A campanha contra o Irã forçou o Pentágono a deslocar às pressas navios, aeronaves e unidades de defesa aérea de toda a Europa e Ásia para o Oriente Médio, um esforço com consequências em cascata para a manutenção de equipamentos e o moral das tropas, disseram autoridades americanas.

O resultado é uma erosão significativa do poder de fogo dos EUA nessas regiões, uma mudança com implicações de longo prazo que é uma preocupação crescente nas comunidades militar e de inteligência, disseram autoridades dos EUA e do Ocidente.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que os EUA têm “poder de fogo mais do que suficiente para realizar qualquer operação que o presidente ordenar, a qualquer momento e lugar”. Mas especialistas dizem que é quase certo que a crise de munições —parte da qual Trump herdou do presidente Joe Biden — vai perdurar além de sua Presidência.

Tom Karako, membro sênior do Center for Strategic and International Studies, em Washington, disse que o esgotamento de munições representa uma “aniquilação geracional dos meios de dissuasão convencional”. O impacto sobre como as decisões são tomadas em Pequim e Moscou, segundo ele, pode ressoar por anos.

“É impossível que isso não tenha um efeito significativo no cálculo decisório da Rússia e da China”, disse Karako, que vem acompanhando os estoques de armamentos dos EUA. “Eles podem fazer algo bastante deliberado, no momento que escolherem, porque não se esqueçam, vamos levar anos para reconstituir os estoques.”

Em reuniões que antecederam a guerra contra o Irã, o general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, informou o presidente sobre os riscos de recorrer ainda mais aos estoques já reduzidos, segundo duas autoridades com conhecimento das conversas. Ainda assim, Trump decidiu seguir em frente, acreditando que a guerra terminaria rapidamente. Um porta-voz de Caine se recusou a comentar suas conversas privadas com o presidente.

Depois de atacar o Irã ao lado de Israel em 28 de fevereiro, Trump prometeu várias vezes a vitória em poucas semanas. Mais de cinco meses depois, ele continua incapaz de dobrar Teerã à sua vontade, ou de encontrar uma forma de encerrar a guerra.

Diz-se que a escassez de munições teve um papel em convencer Trump a adiar uma grande campanha de bombardeios no fim do mês passado. Mas isso também mostra como a decisão do presidente de atacar o Irã deixou os EUA e seus aliados mais vulneráveis a outras ameaças.

O governo Trump tem trabalhado com fornecedores militares para tentar acelerar e expandir a produção. Mas mesmo levando em conta esses esforços, pode levar mais de dois anos para os EUA reporem os mais de 1.500 mísseis interceptadores de defesa aérea Patriot usados na guerra contra o Irã. O estoque atual desses mísseis é de menos de 1.700, segundo duas pessoas informadas sobre o aasunto que falaram sob condição de anonimato para discutir detalhes militares sensíveis.

Trump ficou enfurecido com as reportagens sobre a escassez de munições. Ele ordenou uma ampla caçada a vazamentos em todo o governo e está exigindo processos criminais. Ele disse a assessores, em privado, que qualquer discussão sobre a crise de munições sinaliza fraqueza aos inimigos do país, e continua, em público, a minimizar o problema, negar que ele exista ou culpar seu antecessor.

“Nossas empresas de defesa estão fabricando mais munições do que nunca, ao mesmo tempo em que expandem rapidamente suas fábricas e equipamentos em níveis recordes”, escreveu Leavitt em comunicado. “Qualquer pessoa que tenha acesso a informações militares sigilosas e as vaze para a imprensa está traindo essa confiança e violando a lei federal, e deve ser processada com todo o rigor.”

Sean Parnell, principal porta-voz do Pentágono, disse que as reportagens sobre escassez de armamentos são falsas, acrescentando que os EUA têm “tudo o que é necessário para atacar no momento e no lugar escolhidos pelo presidente”.

Estadão

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

CALCINHA DE URNA? Nomes de Flávio, Lula, Cury e outros candidatos vão parar em lingeries

Foto: Reprodução

Santinhos, toalhas, cangas, camisas… euzinha achava que já tinha visto de tudo com referências aos candidatos nas eleições. Mas, acredite se quiser, este ano é o mercado de lingeries personalizadas que está se movimentando a partir dos nomes que irão para as urnas. De Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a políticos locais, vale tudo, basta encomendar.

Um desses estabelecimentos “calientes” fica em Pinheiro, cidade de 84,6 mil habitantes na região da Baixada Maranhense. A Pinheiro Sex Shop (@pinheirosexshop) pertence ao empresário Marcos Soares, que também é dono da Loja Diamantes, especializada em moda íntima.

Segundo ele, a galera (da política) fez foi gostar, porque acaba sendo uma mídia gratuita. “Mais de 80 mil pessoas vendo o seu nome, vão achar bom. Até as esposas dos caras começaram a me seguir, e isso foi bem legal. A gente só faz mediante o pagamento, e envia para todo o Brasil. Dificilmente vai ser usada com o candidato, é mais uma questão de meme”, disse.

Na loja de Marcos, cada peça sai a R$ 25, com adicional de R$ 5 por letra. Façam as contas aí do quanto quem apoia o Flávio Bolsonaro gastará a mais que o eleitor do Lula. Nome completo é papo de ostentação.

Na primeira vez que a brincadeira foi feita, em 2024, as personalizações levavam em conta políticos da cidade de Pinheiro que usavam alcunhas de animais. O prefeito eleito pelo Podemos, André da Rapnet, teve lingerie com um (com todo respeito) “Come tudo, Leão”.

Com informações de Extra

 

Opinião dos leitores

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] João Medeiros Filho tem 149 buracos mapeados por reportagem em expedição pela avenida

Imagens: Reprodução/Via Certa Natal

Uma expedição realizada pelo portal Via Certa percorreu toda a Avenida João Medeiros Filho, na Zona Norte de Natal, e contabilizou 149 buracos ao longo da principal via da região.

O levantamento foi registrado em vídeo e mostra problemas no asfalto, tampas desniveladas, crateras, pontos de alagamento e até bocas de lobo abertas.

Durante o percurso, comerciantes, motoristas e moradores relataram prejuízos causados pelas más condições da avenida.

Segundo eles, clientes deixam de frequentar estabelecimentos por causa da buraqueira, enquanto quem trafega pelo local convive diariamente com o risco de danos aos veículos e acidentes.

A reportagem também mostra trechos com esgoto aparente, desníveis na pista e locais onde serviços anteriores já apresentaram desgaste.

Em alguns pontos, moradores afirmam que os reparos feitos são apenas paliativos e que os problemas voltam a surgir após as chuvas.

No vídeo, o repórter destaca que a João Medeiros Filho é um dos principais corredores viários da Zona Norte, por onde circulam milhares de veículos diariamente, e faz um apelo para que o poder público adote uma solução definitiva para a recuperação da avenida.

Ao final da expedição, o portal convida a população a sugerir novos locais para receber levantamentos semelhantes em outras regiões da Grande Natal.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

[VÍDEO] “FAZ O L NOVAMENTE”: Mulher grava comércio sem movimento e questiona “isso é Brasil?”

Imagens: Reprodução/Luiz Bacci

Um vídeo publicado nas redes sociais mostra uma mulher criticando o baixo movimento no comércio e relatando dificuldades enfrentadas por vendedores. Nas imagens, ela percorre corredores de lojas com poucos clientes e afirma que a situação tem prejudicado os comerciantes.

Durante o desabafo, a mulher diz que vendedores estariam retornando para casa com mercadorias sem conseguir realizar vendas.

“Querem continuar sofrendo em 2027, faz o L novamente”, declarou, ao associar a situação do comércio a uma crítica política.

Ao final do vídeo, ela volta a questionar o cenário encontrado no local e pergunta: “Isso é Brasil?”.

Opinião dos leitores

  1. É o governo dos Noias, Gustavos, Burros, Lulinhas, Wagners, Vorcaros, correios, estatais falidas, Lulinha paz e amor, Janjita Deslumbradas, Carecas, Frei Chico, só gente boa e honesta, kkkk

  2. Antigamente se tinha vergonha de mostrar que era burro e, em certos casos desonesto tb, mas depois de bolsonaro isso virou motivo de orgulho. “SOU BURRO E FACO QUESTÃO DE DIZER QUE SOU. TENHO ORGULHO DISSO!” Meu Jesus! kkkkkkkkkkkkk

    1. E é kkkkkkk, tu deve ser o que? Homi tome vergonha, deixe de ser otario, e deixe de falar em jesus, vcs esquerdopatas não acreditam nele, todos os que militam nessas paragens da esquerda são assim, por viverem de bolsa família.

  3. Isso é apenas o grosso entrando, ontem à tarde presenciei um homem comendo lixo de restaurantes na ponta do morcego no final da ladeira do sol…

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

DARK HORSE: Dona de produtora expandiu negócios após conhecer deputado federal Mario Frias

Karina Gama e Mario Frias, alvos de operação da PF sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares para financiamento do filme “Dark Horse” (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Karina Gama, dona da produtora de “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro, expandiu seus negócios após conhecer o deputado federal Mario Frias (PL-SP), em 2020. Os dois são alvos da operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (10), que investiga suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares.

Segundo a Folha de S.Paulo, a aproximação com Frias abriu espaço para Karina em projetos do campo conservador. Suas empresas passaram a receber dinheiro de campanhas do PL, incluindo a do próprio deputado, além de verbas de emendas parlamentares.

Um dos maiores contratos envolvendo a empresária veio de um chamamento público de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo para levar wi-fi a comunidades carentes. O acordo está sob investigação do Ministério Público e da Polícia Civil, que realizou buscas em endereços ligados a Karina em junho.

Antes de 2020, Karina tinha uma empresa individual aberta com capital de R$ 1 mil. Hoje, está à frente de pelo menos seis empreendimentos, com atuação da cultura à construção civil.

Karina afirmou à coluna Mônica Bergamo que os recursos foram aplicados corretamente e, ao comentar a possibilidade de delação, declarou: “Não tenho nada para delatar”.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Carla Dickson recebe apoio do ex-prefeito Chilon Batista e da vereadora Jéssica Clemente em Timbaúba dos Batistas

A deputada federal Carla Dickson (PL-RN) recebeu novos e importantes apoios à sua caminhada pela reeleição à Câmara dos Deputados. Em Timbaúba dos Batistas, no Seridó potiguar, o ex-prefeito Chilon Batista e a vereadora Jéssica Clemente anunciaram que estarão ao lado da parlamentar.

As adesões fortalecem a presença de Carla Dickson no município e ampliam sua base de apoiadores na região do Seridó. Chilon Batista possui uma trajetória de atuação política e serviços prestados a Timbaúba dos Batistas, enquanto Jéssica Clemente integra a atual representação política do município no Legislativo.

Carla agradeceu a confiança e destacou que cada novo apoio aumenta a responsabilidade de continuar trabalhando pelos municípios potiguares.

“Recebo com muita alegria o apoio do ex-prefeito Chilon Batista e da vereadora Jéssica Clemente. É uma demonstração de confiança no trabalho que estamos realizando pelo Rio Grande do Norte. Seguimos juntos, com fé, trabalho e compromisso com o nosso povo”, afirmou a deputada.

Com novas adesões em diferentes regiões do estado, Carla Dickson segue fortalecendo sua caminhada e levando a mensagem de continuidade do trabalho realizado em Brasília em defesa da saúde, da inclusão, das famílias e dos municípios do Rio Grande do Norte.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Polícia

Adolescente de Caicó que confessou ter matado jovem em João Pessoa alegou que teve medo que relação fosse exposta

Foto: Reprodução (Washington Rodrigo)

O adolescente de 17 anos natural de Caicó que confessou ter matado Washington Rodrigo, 33 anos, na última sexta-feira (24), em um hotel em João Pessoa (JP), alegou que, por ser evangélico, teve medo que a relação entre os dois fosse exposta. Em razão disso, segundo ele, terminou cometendo o ato infracional análogo a homicídio. As informações foram narradas ao Blog do BG pelo advogado do investigado, Ariolan Fernandes.

Na noite de segunda-feira (27), o adolescente se apresentou, acompanhado do advogado, à 3ª Delegação Regional de Polícia de Caicó. Depois de prestar depoimento, ele foi encaminhado para João Pessoa, onde a investigação sobre a morte de Washington Rodrigo é conduzida pela Delegacia da Infância e da Juventude.

Washington Rodrigo foi encontrado morto na cama de um quarto de hotel no bairro de Manaíra, em João Pessoa, onde o adolescente, para conseguir ae hospedar, apresentou dados falsos. De acordo com o advogado, o seu cliente disse que conheceu o rapaz em um site de acompanhantes masculinos e o contratou para um programa sexual.

Durante o encontro, ele imaginou que o rapaz teria tirado alguma foto ou gravado algum vídeo dele pra lhe chantagear posteriormente. Temendo ser exposto, ameaçou o jovem usando um simulacro de arma de fogo para força-lo a desbloquear o celular..

Washington Rodrigo já estava algemado na cama, como parte de um fetiche sexual proposto pelo adolescente. O caicoense acessou o celular o rapaz, mas constatou que ele não havia feio nenhuma imagem do encontro. Mesmo assim, para conseguir deixar o quarto sem chamar atenção, usou o fio de um secador de cabelo para provocar o desmaio da vítima.

Ainda segundo o relato repassado pelo advogado, o adolescente alega não ter tido intenção de matar o rapaz, apesar de assumir o risco, só tendo ficado sabendo da morte dele no dia seguinte através da imprensa.

O adolescente retornou na manhã de sexta-feira a Natal, onde ficou hospedado em um hotel em Ponta Negra. No sábado (25), voltou a Caicó. O investigado, ainda segundo o advogado, levava uma vida de heterossexual, inclusive se apresentando nas redes sociais como pastor evangélico, sem no entanto nunca ter ocupado o posto. A ida a João Pessoa, inclusive, teria sido para participar de um evento religioso.

O adolescente atuava como uma espécie de “missionário” e ministrava palestras religiosas, atividade que, somada a serviços de marketing digital que prestava a alguns clientes, era uma de suas fontes de renda.

Pela gravidade do caso, o advogado avalia que a tendência é que o adolescente seja responsabilizado pela Justiça. “Eu vejo que houve um crime bárbaro. A tendência é que ele seja condenado e que cumpra a medida socioeducativa que for imposta”, disse. Neste caso, a medida mais severa prevista pela legislação para adolescentes em conflito com a lei é a internação, que pode durar até três anos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Extrema direita vence pleito histórico na Alemanha, mas formação de governo segue indefinida


Foto: ANSA/EPA

A Alternativa para a Alemanha (AfD) conquistou uma vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-Anhalt, no leste do país, ao alcançar cerca de 44% dos votos nas apurações parciais. O resultado marca a primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que um partido de extrema-direita atinge um patamar tão expressivo na disputa pelo governo de um estado alemão.

Apesar da expressiva margem nas urnas, a posse de Ulrich Siegmund, líder da legenda no estado e equivalente a governador, ainda não está garantida e dependerá das articulações para a formação de maioria no Parlamento local.

O pleito deste domingo também representou um revés significativo para o chanceler Friedrich Merz, cuja coalizão conservadora (CDU) ficou muito atrás da AfD. Analistas apontam o resultado como um reflexo direto da insatisfação popular com o governo federal: levantamento da emissora ARD indicou que 87% dos eleitores da região desaprovam a gestão atual.

Com 2 milhões de habitantes e antiga integrante da Alemanha Oriental, a Saxônia-Anhalt consolida-se como o principal reduto da AfD, sigla fundada em 2013 que também avança no oeste e lidera pesquisas para o parlamento nacional. A plataforma da legenda baseia-se em controle migratório rígido com propostas de “remigração”, revisão de diretrizes educacionais e separação de alunos refugiados, retomada de combustíveis fósseis e energia nuclear, além de ceticismo em relação à União Europeia, redução do apoio à Ucrânia e reaproximação diplomática com a Rússia.

Com informações do G1 e Reuters

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

NOJO: Mulher acha lagartixa em iogurte e será indenizada em R$ 8 mil pela Itambé

Foto: Ilustração/ IA

O TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) determinou que a Itambé indenize em R$ 8 mil por danos morais uma consumidora que encontrou uma lagartixa dentro de um pote de iogurte sabor morango da marca. A informação foi divulgada pelo próprio órgão nesta 3ª feira (28.jul.2026).

De acordo com o processo, o caso aconteceu em 2013. Uma mulher comprou duas bandejas do produto em um supermercado e, ao abrir uma delas, encontrou o animal. Um laudo do Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais confirmou a presença da lagartixa de cerca de 8 centímetros dentro da embalagem.

A consumidora registrou um boletim de ocorrência, tirou fotos e, com o cupom fiscal, acionou a empresa. No entanto, a cliente não recebeu uma resposta satisfatória. Ela acionou a Justiça pedindo o reconhecimento de danos morais e materiais.

Os pedidos foram parcialmente deferidos na 1ª Instância, resultando no pagamento de danos morais para a mulher. A Itambé recorreu e apresentou laudos para sustentar que seria impossível haver um animal na embalagem, afirmando que, como não foi realizada perícia técnica judicial, a condenação teria sido baseada só nas fotos apresentadas.

Contudo, o relator do recurso, o desembargador Marco Aurelio Ferenzini, reforçou que a responsabilidade do fabricante pelos danos causados ao consumidor independe da existência de culpa.

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Cicchetti celebra um ano em Natal com cardápio especial, rolha free e música ao vivo

Um ano depois de abrir as portas em Natal, o Cicchetti Natal comemora seu primeiro aniversário com uma programação que combina gastronomia, música e vinho. A celebração ocorre durante esse fim de semana (de 31 de julho a 2 de agosto), com cardápio especial, apresentações ao vivo, DJs e rolha free .

Instalado no terceiro piso do Midway Mall, o restaurante ficou conhecido pela proposta de servir pratos em porções menores, ideais para compartilhar e provar diferentes sabores em uma mesma refeição. A cozinha reúne influências italianas, massas artesanais, pizzas, risotos, carnes, frutos do mar, além de uma seleção de entradas e sobremesas.

E para marcar o primeiro ano da unidade natalense, a casa prepara um cardápio especial para a comemoração. A proposta é transformar o aniversário em uma celebração à mesa, mantendo a essência do Cicchetti de promover encontros, boas conversas e refeições compartilhadas.

A programação musical começa na sexta-feira à noite, com DJ, e segue no sábado, também no período noturno. No sábado e no domingo, apresentações de música ao vivo completam o clima de celebração.

Um dos atrativos será a rolha free . Os clientes poderão levar o vinho de sua preferência para acompanhar a refeição, sem o pagamento da taxa de rolha.

Serviço
Aniversário de um ano do Cicchetti Natal
Shopping Midway Mall, 3º piso
Avenida Nevaldo Rocha, 3775, Tirol, Natal/RN
Reservas e informações: (84) 98619-0365
Instagram: @cicchettinatal

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Brasil

PF tem mensagens que mostram Lulinha discutindo como esconder seu dinheiro da Receita Federal no exterior, diz cientista político

Foto: Reprodução/ Redes sociais

A Polícia Federal possui, há meses, o registro de mensagens que mostram Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, discutindo estratégias para esconder seu patrimônio da Receita Federal no exterior. As informações foram divulgadas no perfil do Instagram do cientista político e comentarista da Jovem Pan News, Luiz Felipe D’Avila.

Nos diálogos interceptados pelos investigadores, o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa abertamente com a empresária e lobista Roberta Luchsinger sobre formas de burlar a fiscalização e alocar recursos fora do alcance das autoridades brasileiras.

Durante as trocas de mensagens, o país europeu de Luxemburgo, amplamente conhecido como um paraíso fiscal, foi apontado por Roberta como um dos destinos mais seguros para ocultar o capital.

O conteúdo das conversas já estava em poder da corporação antes mesmo da deflagração das fases mais recentes da Operação Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes e desvios em aposentadorias do INSS.

Roberta é investigada como uma das operadoras centrais do esquema. Lulinha, por sua vez, tornou-se alvo sob a suspeita de receber repasses financeiros e manter influência direta nos negócios da organização.

As novas evidências de planejamento para evadir divisas agravam a situação jurídica do núcleo íntimo do Palácio do Planalto, fornecendo base material para apurações sobre lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

A defesa da lobista afirmou que só se manifestará nos autos do processo. O governo federal segue sem comentar publicamente o teor das conversas.

Com informações do cientista político Luiz Felipe D’Avila/Instagram.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

EXCLUSIVO: GAECO aponta líderes e “laranja gestora” de suposta organização criminosa que desviou R$ 37 milhões com esquema de home care no RN

Foto: MPRN/Cedida

Novos detalhes da Operação Oxigênio Financeiro, deflagrada pelo GAECO/MPRN na última quinta-feira (27), revelam como estava organizada, segundo a investigação, a estrutura do grupo suspeito de desviar mais de R$ 37 milhões em recursos públicos destinados a serviços de home care no Rio Grande do Norte. A decisão judicial que autorizou a operação, obtida com exclusividade pelo Blog do BG, aponta Gilsuly Ferreira de Moura e Rayanne Moura Dantas como os “líderes” do esquema.

De acordo com o documento, o casal teria articulado a criação das empresas Tree of Life e Evolution Home Care, utilizadas, segundo o GAECO, como supostas concorrentes da Dolce Vitta. As três empresas funcionariam, na prática, como um único grupo, operando sob um “rigoroso caixa único”, compartilhando a mesma sede física, frota de ambulâncias, cartões de abastecimento e a mesma equipe administrativa, formada por Eliene de França Freitas, Mariano Bernardo da Silva Filho e Aurora Elisa Guimarães Mafra.

Eliene de França Freitas é descrita como “laranja gestora” e “peça-chave na coordenação operacional das fraudes”. De acordo com a investigação, ela acumulava a função de gerente multidisciplinar da Tree of Life e de diretora-presidente da Universo Cooper, apontada como uma pessoa jurídica fictícia sob seu comando, que funcionaria como uma espécie de “departamento pessoal” das empresas Dolce Vitta, Tree of Life e Evolution Home Care. A cooperativa teria sido utilizada, ainda segundo o GAECO, para viabilizar sonegações fiscais e fraudes trabalhistas.

Eliene de França é apontada ainda como responsável pela “gestão do fluxo financeiro e da contabilidade oculta”, junto com Mariano Bernardo e Aurora Elisa. A decisão cita também outros integrantes com funções no grupo investigado pelo GAECO. Maciel Gomes aparece como responsável pelo “planejamento tributário espúrio”, enquanto o advogado Ennio Ricardo é apontado como uma espécie de “diretor jurídico”, coordenando as chamadas “fraudes processuais”. Já Kleysiane Cristina, Maria Edineide e Thayaná Paloma são citadas como pessoas que atuariam como “laranjas”, com a finalidade de ocultar os verdadeiros proprietários do grupo.

A investigação aponta ainda que o dinheiro obtido com o suposto esquema teria sido lavado por meio de outros negócios. Entre as empresas citadas estão a Infinity Holding, a Clínica Médica Atend Já (unidade Zona Norte), o Salão de Beleza Vitta Color e a Cafeteria Mr. Black. O documento indica que esses empreendimentos teriam sido utilizados para reinserir na economia formal recursos supostamente desviados da saúde pública.

Como funcionava o esquema

A fraude investigada começava, segundo o MPRN, com laudos médicos superdimensionados, utilizados para obter decisões judiciais de urgência obrigando o poder público a custear serviços de home care. Depois, empresas ligadas ao mesmo grupo apresentavam orçamentos previamente combinados, criando uma falsa concorrência e permitindo que os contratos fossem concentrados nas empresas do próprio núcleo.

Após os recursos serem liberados por decisões judiciais, o grupo teria alimentado uma estrutura empresarial paralela, utilizado pessoas como laranjas e adquirido ou financiado outros negócios. O MPRN estima que mais de R$ 37 milhões tenham sido desviados dos cofres do Estado e do Município de Natal. A Operação Oxigênio Financeiro é um desdobramento da Operação Curari Domi, que identificou um aumento considerado anormal na judicialização dos serviços de saúde.

A operação cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. Foram apreendidos documentos, celulares, computadores, dinheiro em espécie e outros bens.

LEIA MAIS: [EXCLUSIVO] OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Blog do BG revela empresas e envolvidos em esquema milionário de fraude em home care investigado pelo MPRN

VEJA TAMBÉM: OPERAÇÃO OXIGÊNIO FINANCEIRO: Entenda como era o esquema de fraude milionária de home care investigado pelo MPRN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Judiciário

Flávio deve prestar depoimento nesta terça sobre suposta calúnia a Lula

Screenshot

Foto: Geraldo Magela

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deverá prestar depoimento na tarde desta terça-feira (28) na PF (Polícia Federal). Ele será ouvido por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no inquérito que apura suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

No dia 3 de janeiro passado, quando o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e preso por militares dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro publicou uma mensagem em suas redes sociais dizendo que Lula seria “delatado” pelo ditador venezuelano e então lista uma série de crimes seria revelada.

A deputada Dandara Tonantzin (PT-MG) apresentou uma queixa dizendo que o senador teria cometido crime de calúnia contra a honra do presidente da República. A Polícia Federal concluiu que Flávio Bolsonaro, em sua publicação, “imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro”.

Intimada, a defesa do senador se queixou de que seu cliente não tinha sido ouvido em audiência durante o processo investigatório, pedido acolhido pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e pelo ministro Alexandre de Moraes. O prazo para o depoimento se encerraria no último dia 16. Contudo, a defesa disse que não seria possível realizar a oitiva no prazo e não sugeriu novas datas.

Por determinação do ministro relator do caso, Flávio Bolsonaro deverá ser ouvido nesta terça-feira (28), às 14h, por meio de videoconferência.

CNN

Opinião dos leitores

  1. ei Brutucu, esse Flávio Burrão vai perder pra Lula… Flávio só faz besteiras, como vigília pro papai pra facilitar a fuga pros EUA, rachadinhas descobertas e blindadas, e agora usar o maluco do Milei pra ofender a nação… o tema Deus, Pátria e família é pura demagogia dos bozos…

  2. Tá complicado mesmo, o nosso futuro presidente Flávio Bolsonaro terá que prestar depoimento por “suposta calúnia” só o amor explica. A que ponto chegamos.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TÁCIO LORRAN: Flávio Bolsonaro emitiu R$ 1,5 milhão em notas para empresas usadas em esquema de Vorcaro

Foto: reprodução/Metrópoles

Por Tácio Lorran, Metrópoles

O escritório de advocacia do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) emitiu e cancelou duas notas fiscais no valor total de R$ 1 milhão em favor de uma empresa de fachada usada por Daniel Vorcaro para movimentar R$ 58 milhões do Banco Master.

As notas indicam que as conexões entre Flávio e Vorcaro vão além das reveladas até agora na crise do Dark Horse. O que se sabia é que o presidenciável conseguiu dinheiro com o dono do Master para financiar o filme do pai.

As duas notas, no valor de meio milhão de reais cada, foram emitidas no dia 7 de abril de 2025 pelo escritório que tem Flávio Bolsonaro como único sócio e eram relacionadas a serviços prestados à Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A. Na mesma ocasião, foram canceladas. Naquele momento, Vorcaro já tinha injetado milhões na empresa de consultoria.

Dois dias depois, em 9 de abril, o escritório de Flávio faturou uma terceira nota, também de R$ 500 mil, desta vez em favor da Contábil Correa. Nesse caso, não há registro de cancelamento.

Confira as notas fiscais:

Primeira nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen:

Segunda nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Copenhagen:

Nota fiscal emitida pelo escritório de Flávio Bolsonaro em favor da Contábil Correa:

As duas firmas guardam um forte elo entre si: o contador Rogério Lourenço Novo. Ele aparece na Receita Federal como o único diretor responsável pela Copenhagen, empresa da qual diz ser dono. Também consta como o único sócio da Contábil Correa. Rogério ainda figura como membro efetivo do conselho fiscal da Ambipar, outra empresa da teia de Vorcaro.

As duas notas emitidas pelo escritório de Flávio Bolsonaro e depois canceladas indicavam a prestação de serviços de consultoria jurídica para a Copenhagen, uma empresa que não tem sede própria nem site. Na Receita Federal, está registrada no endereço da Contábil Correa, um prédio comercial em São Caetano do Sul.

Rogério Lourenço Novo já foi investigado pela Polícia Federal por supostamente operar um esquema de notas fiscais falsas de empresas de fachada para evadir impostos entre 2013 e 2015. A fraude foi estimada em mais de R$ 100 milhões.

Empresa está entre as que mais receberam do Master

Criada em novembro de 2024 e com capital de apenas R$ 40, a Copenhagen se tornou uma das 10 empresas que mais receberam dinheiro do Master.

Daniel Vorcaro depositou R$ 58 milhões na Copenhagen. Os primeiros aportes, no total de R$ 11,2 milhões, ocorreram logo após a abertura da empresa.

No papel, a Copenhagen pertence ao fundo de investimentos Estônia, administrado pela Trustee DTVM. A gestora é investigada pela Polícia Federal (PF) por movimentar e ocultar patrimônio do grupo de Daniel Vorcaro.

O que diz Flávio Bolsonaro

A assessoria de imprensa de Flávio Bolsonaro enviou a seguinte nota, reproduzida na íntegra:

“Diante de tentativas de vincular falsamente meu nome ao Banco Master, esclareço o que segue:

Firmei contrato de prestação de serviços de assessoria jurídica com a BR Global, nome fantasia da Contabil Correa Contabilidade e Auditoria Ltda., empresa de contabilidade e auditoria que atende mais de 200 empresas e clientes em São Paulo.

Em determinada ocasião, fui consultado sobre a possibilidade de prestar serviços a uma cliente da BR Global, a Copenhagen Assessoria. Apesar da consulta, a contratação não avançou, não tendo o meu escritório recebido qualquer valor da Copenhagen Assessoria, razão pela qual as notas fiscais foram cancelas. Ou seja, estou sendo ‘acusado’ de NÃO receber alguma coisa.

Não tenho e jamais tive conhecimento de qualquer relação ou vinculação entre a BR Global ou a Copenhagen e o Master. Qualquer tentativa de me associar a este banco é capciosa, desprovida de qualquer fundamento fático e será tratada com as medidas judiciais cabíveis, nas esferas cível e criminal, contra quem lhe der causa.

Por fim, como não sou investigado e meus dados são sigilosos, não poderiam estar em nenhuma investigação formal. Recai a suspeita de que órgãos governamentais, com fins eleitoreiros, tenham vazado dados protegidos por sigilo fiscal à imprensa. Conduta gravíssima, ilegal que será objeto de representação aos órgãos competentes para responsabilização dos autores.”

“A empresa é minha”

Ao Metrópoles, Rogério Lourenço Novo admite que é o dono da Copenhagen desde setembro de 2025. Ele afirma ter contratado o escritório de Flávio Bolsonaro para prestar serviços “aos clientes do seu escritório de contabilidade”, no que chamou de “quarteirização”.

Perguntado para quais dos seus clientes Flávio Bolsonaro prestou serviço, Rogério Lourenço Novo diz que tem mais de 200 e não se lembra nem para quem nem o que foi feito. O contador pediu um tempo para buscar as informações, mas não retornou a ligação.

A Trustee DTVM sustenta que não tinha ingerência sobre as relações comerciais da Copenhagen nem sobre a definição de qualquer pagamento ou negociação entre a companhia e o Banco Master para ocultar patrimônio de quem quer que seja.

Por Tácio Lorran, Metrópoles

Opinião dos leitores

  1. Nem ser pq publicam uma matéria dessas. Nós não acreditamos nela. Nem em nenhuma outra que fale mal do mito e dos seus filhos. Todos mentem, menos o maior líder do Brasil e sua prole. Esses jornalistas vivem num país de faz de conta. Nós, num Brasil paralelo. Deus, pátrias e familias!

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *