A Justiz Terceirização divulgou uma nota desmentindo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tentou transferir para a empresa a responsabilidade pela possível suspensão dos serviços de média e alta complexidade prestados à rede municipal de saúde de Natal, custeados com recursos financeiros do Orçamento Geral do Estado (OGE).
A empresa anunciou que esses serviços poderão ser suspensos a partir da próxima terça-feira (11) devido à falta de repasses referentes a dezembro de 2025 e fevereiro e maio de 2026. O secretário Alexandre Motta gravou um vídeo alegando que os pagamentos atrasados são referentes a “contratos anteriores que são indenizatórios”, que segundo ele “não estão protegidos por um contrato” e precisam de “um trâmite especial mais lento para poder fazer o pagamento”.
A Justiz, na nota, rebateu o secretário dizendo que a empresa “sempre esteve amparada por contrato regularmente firmado com a Sesap”. Além disso, afirmou que “o teto financeiro foi extrapolado pela própria Sesap”, o que levou à “necessidade de pagamento pela via indenizatória — modalidade que deveria ser usada apenas em situações pontuais, mas que se tornou justificativa para a inadimplência”.
Em bom português, a empresa está dizendo que o secretário criou uma falsa desculpa para justificar o atraso nos repasses, que poderá resulta na suspensão de serviços essenciais para os usuários da saúde pública em Natal. A incompetência do Governo do Estado, em espacial da Sesap, é mais uma vez desmascarada.
O Rio Grande do Norte registrou, no primeiro semestre de 2026, a menor aplicação de recursos próprios em saúde dos últimos dez anos. A informação foi divulgada pelo jornal Tribuna do Norte, com informações do Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), que apontou que o Estado destinou 7,04% das receitas vinculadas à área até junho. O resultado ocorre em meio às discussões sobre a situação fiscal do Estado e, segundo especialistas, amplia os desafios para o financiamento da rede pública de saúde.
O percentual de 7,04% mostra quanto das receitas de impostos e transferências constitucionais foram efetivamente aplicadas em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS), conforme determina a Lei Complementar nº 141/2012, que deve atingir 12% até o final do ano.
O número representa a parcela das receitas de impostos e transferências constitucionais que já foi destinada à saúde ao longo do exercício. Quanto maior o percentual, maior a proporção da arrecadação própria do Estado aplicada em ações e serviços públicos de saúde.
O vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RN), Arthur Néo, explica que adiar a execução orçamentária da saúde para os últimos meses do ano aumenta os riscos para o funcionamento da rede de atendimento. “O Estado precisará praticamente dobrar o ritmo de execução orçamentária no segundo semestre. Isso gera gargalos burocráticos, pressão sobre as comissões de licitação e maior risco de contratações apressadas e ineficientes”, afirma.
Ele também avalia que a saúde pública depende de um fluxo contínuo de recursos e não pode ser tratada como uma despesa que pode ser postergada sem impactos diretos sobre a população.
“A concentração de liquidações no final do ano costuma resultar em um volume elevado de obrigações inscritas em restos a pagar. Se não houver disponibilidade financeira correspondente ao fim do ano, transfere-se o ‘déficit oculto’ para o ano seguinte, empurrando a crise fiscal em bola de neve”, afirma Néo.
As despesas em saúde somaram R$ 668 milhões nos seis primeiros meses de 2026. Em 2026, o valor mínimo que deve ser aplicado até o final do ano em saúde é de R$ 1,138 bilhão, aponta o RREO. Até 2023, o Estado chegava ao fim do primeiro semestre com cerca de 11%. Desde 2024, o índice vem caindo.
Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) disse que a não regularização dos sequestros judiciais realizados na conta única do Estado impacta diretamente o percentual. E, durante os primeiros meses do ano, é priorizado o pagamento de despesas inscritas em restos a pagar.
A Sesap informou ainda que vem adotando medidas para cumprir o mínimo constitucional de aplicação em saúde até o fim do ano. Entre elas estão o monitoramento da execução orçamentária, a aceleração da liquidação de despesas e a regularização dos bloqueios e sequestros judiciais.
A Tribuna do Norte questionou a pasta sobre quanto foi pago em restos a pagar no primeiro semestre de 2026. Mas não houve resposta.
Segundo a presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern), Giana da Escóssia Melo, a redução dos investimentos se reflete na escassez de insumos, na sobrecarga das equipes médicas e no represamento de atendimentos. “A gestão dos recursos da saúde exige prioridade absoluta, planejamento rigoroso e responsabilidade contínua”, defende.
Para o conselho, embora a situação fiscal do Estado possa afetar a capacidade de custeio e investimento, a saúde deve ser tratada como prioridade orçamentária. “Quando restrições fiscais passam a comprometer a manutenção básica de hospitais, o abastecimento de medicamentos e a regularidade do pagamento de prestadores e profissionais, fica claro que a crise financeira ultrapassou os limites administrativos e atingiu a ponta do atendimento”, revela Melo.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento sobre a aplicação de recursos na saúde para acompanhar a execução orçamentária e financeira dos recursos destinados à Sesap.
O procedimento considera que o RN tem apresentado evolução abaixo da esperada no cumprimento do percentual mínimo constitucional de aplicação em saúde. Segundo o Ministério Público, o Estado vem registrando uma média de investimentos próprios em ASPS inferior à de outros estados do Nordeste.
No documento, a promotoria destaca que a previsão orçamentária para a saúde em 2026, apresentada durante reunião do Conselho Estadual de Saúde, foi de R$ 3,579 bilhões, equivalente a 12,5% das receitas estaduais estimadas para o setor.
O procedimento também menciona preocupações levantadas por conselheiros estaduais de saúde durante a discussão do orçamento de 2026, incluindo a redução de dotações previstas para algumas áreas em comparação com a Lei Orçamentária de 2025 e a necessidade de diálogo com parlamentares sobre os recursos destinados ao setor.
Diante desse contexto, o Ministério Público mantém o acompanhamento da execução orçamentária da saúde para verificar se o Estado assegura recursos suficientes para garantir a prestação dos serviços. Uma nova reunião deve acontecer no dia 6 de agosto para discutir o tema.
Saúde tem dívida de R$ 545 milhões
A Sesap acumula R$ 545,31 milhões em restos a pagar processados, que correspondem a despesas já liquidadas — ou seja, com o serviço prestado ou o bem entregue, mas que ainda aguardam pagamento.
Para o economista Arthur Néo, o baixo percentual de aplicação de recursos na saúde reflete a crise fiscal enfrentada pelo Estado. “Do ponto de vista da economia do setor público, esse indicador reflete o estrangulamento de caixa e a severa rigidez orçamentária do Estado”, alerta.
O economista avalia ainda que o problema não está na arrecadação, que continua crescendo em termos nominais, mas na falta de fluxo de caixa para manter os pagamentos da saúde em dia.
Em resposta à Tribuna do Norte, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) afirmou que o percentual de aplicação de recursos em saúde apurado ao longo do semestre representa apenas um acompanhamento parcial da execução orçamentária e não indica, por si só, o cumprimento ou descumprimento do mínimo constitucional.
A secretaria citou como exemplo o ano de 2018, quando o Estado registrava um dos maiores percentuais de aplicação até o terceiro bimestre, mas encerrou o exercício com 10,58%, abaixo do mínimo constitucional.
A Sefaz acrescentou que, desde 2019, o RN tem cumprido a exigência constitucional de destinar pelo menos 12% das receitas próprias às ações e serviços públicos de saúde.
Um confronto entre criminosos e equipes da Polícia Militar, com apoio do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), nas proximidades da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Mãe Luíza, em Natal, mobilizou profissionais de saúde e pacientes na noite desta quarta-feira (5).
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), diante da troca de tiros e do risco à segurança, médicos, demais profissionais e pacientes permaneceram protegidos dentro da unidade enquanto policiais reforçavam a segurança no entorno e no interior da UBS.
Após uma vistoria realizada pelas forças de segurança, que confirmou a integridade do local, todos os profissionais e pacientes deixaram a unidade em segurança e retornaram para suas residências. Não houve registro de feridos.
A Secretaria informou ainda que alguns pacientes que estavam em atendimento foram transferidos para outras unidades da rede municipal de saúde, sem intercorrências.
Em nota, a SMS afirmou que segue em articulação com os órgãos de segurança pública para garantir a proteção de profissionais e usuários e assegurar o pleno funcionamento dos serviços de saúde.
Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não recebeu empréstimos formais da lobista Roberta Luchsinger. Ele costumava enviar para ela contas que tinha para pagar. Roberta pagava. Pedia em troca ajuda para ter acesso a autoridades e Marcola conseguiu colocá-la em contato com a cúpula do Ministério da Saúde, segundo reportagem da jornalista Maria Cristina Fernandes, do jornal Valor Econômico. As informações são do Poder 360.
“A única contrapartida a esses depósitos [de Roberta para Marcola] foi a ponte para o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, hoje chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do gabinete de Lula, Swedenberger Barbosa. Um dirigente da campanha que esteve recentemente com Berger, como é chamado, e diz ter ouvido dele que, a despeito das gestões de Roberta, nenhum contrato foi firmado na Saúde com Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS”, escreveu o Valor.
De acordo com a reportagem, quem apresentou Roberta Luchsinger para Marcola foi Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (filho mais velho do presidente Lula), e sua mulher, Renata. É que Lulinha e Renata são amigos próximos da lobista, com quem inclusive passam férias juntos –como mostram imagens de redes sociais.
Marcola relatou a integrantes da campanha lulista, segundo o Valor, que Roberta Luchsinger sempre se oferecia para ajudá-lo financeiramente, mas que ele sempre recusava. Num determinado momento, “cedeu, aceitando que Roberta pagasse contas que lhe apresentava. Nunca recebeu dinheiro dela, mas lhe passava, por WhatsApp, os pagamentos que precisava que fossem feitos”.
O Valor também relata que os integrantes do governo sabem já há algum tempo sobre essa relação de Marcola com Roberta. Sobretudo porque foi quebrado o sigilo do celular da lobista, e ali estavam as mensagens trocadas entre ela e o ex-assessor de Lula.
Marcola relatou ao presidente da República o que havia se passado. “Lula chamou dirigentes de sua campanha e pediu que o levassem: ‘Marcola não pode mais ficar aqui’ ”. Isso ocorreu em meados de julho e Marcola saiu formalmente do Palácio do Planalto no dia 21 de julho (eis o ato de dispensa no Diário Oficial da União – PDF – 60 kB). A partir da sua saída do governo, resolveu dar um jeito de devolver os valores recebidos de Roberta. No Planalto, na função de chefe de Gabinete de Lula ficou Oswaldo Malatesta, que era adjunto de Marcola.
Não está claro se Marcola, Lula ou outros integrantes do governo souberam do dinheiro recebido pelo ex-assessor só porque inferiram o que estaria no celular de Roberta ou se houve vazamento de algum órgão de controle envolvido na investigação, como a Polícia Federal. O que se sabe é que foi montada uma operação para tentar de todas as formas evitar que a notícia fosse divulgada antes da eleição de 4 de outubro.
O Poder360 confirmou a informação –que circulava por Brasília há dias– e revelou na 2ª feira (3.ago.2026) que Marcola havia recebido dinheiro de Roberta. Assim que a reportagem foi publicada, um assessor do Palácio do Planalto ligou para a Redação deste jornal digital reclamando e dizendo que este post reproduzia “fofocas de Brasília”. Pretendia que a notícia fosse retirada do ar. Logo depois, o próprio Marcola admitiu publicamente que tudo era verdade, que ele havia recebido dinheiro da lobista e que, portanto, a alegação do Planalto estava errada.
O ex-assessor passou as últimas semanas pensando em como contornar o efeito negativo que a revelação poderia ter. O Poder360 apurou que Marcola cogitou formalizar o recebimento de dinheiro de Roberta por meio de um contrato de mútuo, com data retroativa a 2 ou 3 anos passados. A lobista, entretanto, até agora tem se recusado a assinar o documento –que pode ser facilmente dado como algo forjado. Ela é alvo da investigação conduzida pela operação Sem Desconto, que apura fraudes no INSS. Por causa disso, na 3ª feira (4.ago.2026), Marcola divulgou uma nota simples (íntegra – PDF – 53 kB) dizendo que foi um empréstimo pessoal no valor de R$ 249 mil.
Na nota em que reconhece o que chamou de “empréstimo já quitado”, Marcola diz que não cometeu ilegalidade dele decorrente. O contato entre Roberta e o Ministério do Desenvolvimento Social, cujo titular é o ministro Wellington Dias, é que teria resultado em licitação vencida por cliente de Roberta, mas não teria sido mediado por Marcola.
A campanha não esperava que a notícia viesse à tona neste momento. Marcola deixou a campanha do petista. A insegurança em relação à condução dos inquéritos que investigam o filho do presidente e estão em mãos do ministro André Mendonça é gigantesca, mas a titularidade do 3º inquérito pelo ministro Flávio Dino equilibra, em parte, as apreensões. O advogado de Fábio, Marco Aurélio de Carvalho, a verbalizou: “Recebemos com absoluta tranquilidade a instauração de mais um inquérito, temos confiança plena na condução serena e equilibrada do ministro Flávio Dino”.
A defesa de Fábio peticionou à Corregedoria-Geral da Polícia Federal contra o vazamento de dados sigilosos e pediu providências ante a notícia de que a campanha do candidato do PL, senador Flávio Bolsonaro, pretende divulgar áudios entre o filho do presidente e Roberta. O celular de Roberta, o mesmo que registrou as trocas de mensagens com Marcola, teve seu sigilo quebrado por decisão de Mendonça.
O mesmo ministro, porém, foi quem autorizou a operação de busca em endereços de familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e do advogado Willer Tomaz. O 1º é da cozinha do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e tem a confiança do Palácio do Planalto, que fez dele o vice-líder do governo e relator da indicação do ministro Jorge Messias ao Senado. O 2º, porém, tem relações muito mais estreitas com o principal adversário de Lula nesta campanha, Flávio Bolsonaro. Seu celular também teve o sigilo quebrado.
Falar sobre saúde mental já não é mais um tabu como no passado. Embora o preconceito ainda exista, cada vez mais pessoas têm buscado a terapia como forma de cuidar da ansiedade, da depressão e de outras dificuldades emocionais que afetam a rotina e a qualidade de vida.
Em Natal, a psicóloga clínica Jicelly Lopes (CRP 17/9094) atende adultos por meio da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), abordagem que trabalha a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. A profissional é pós-graduanda em Avaliação Psicológica e possui experiência no acompanhamento de pacientes com ansiedade e depressão.
Os atendimentos incluem acompanhamento clínico, plantão psicológico e consultas presenciais, realizadas na Equilibree Clínica, no CTC Tower, além da modalidade on-line.
Segundo Jicelly Lopes, a terapia oferece um ambiente de escuta, sigilo e acolhimento, respeitando as necessidades de cada paciente. Ela destaca que mudanças persistentes no humor, dificuldades para lidar com o dia a dia e problemas que comprometem a rotina podem indicar a necessidade de buscar ajuda profissional.
O objetivo do processo terapêutico, afirma a psicóloga, é auxiliar o paciente a enfrentar suas dificuldades e recuperar sua qualidade de vida.
O deputado estadual Taveira Júnior (PSDB) tem números que atestam o trabalho em favor dos municípios a que se dedicou no mandato que agora tenta renovar. No seu primeiro ciclo como parlamentar, ele destinou mais de R$ 16 milhões em emendas parlamentares para investimentos em mais de 30 municípios de todas as regiões do Estado.
Dentre as áreas que tiveram prioridade, destacam-se saúde e agricultura. Os recursos contemplam desde a aquisição de ambulâncias, estruturação da atenção primária, equipamentos hospitalares e implantação de consultórios odontológicos, até ações de fortalecimento da agricultura familiar, perfuração de poços, corte de terra, irrigação e apoio à produção rural.
Na área da saúde, o parlamentar destinou R$ 5,2 milhões em emendas para 28 municípios e instituições, beneficiando cidades como Parnamirim, Galinhos, São Miguel do Gostoso, João Câmara, Nísia Floresta, São Paulo do Potengi, Passa e Fica, Jardim do Seridó, Macau, Angicos, Florânia e São José do Campestre.
Já para o setor agrícola, Taveira destinou R$ 3,7 milhões em recursos voltados ao fortalecimento da produção rural. Os recursos contemplam a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca (Sape), a Emparn, a Fetarn, cooperativas, associações e municípios como Vera Cruz, Serra de São Bento, Serra Caiada e Ielmo Marinho. Dentre as atividades financiadas, estão a aquisição de equipamentos, regularização fundiária, fortalecimento das cooperativas, além de incentivo à pesca e ao Projeto Ave Caipira.
“Mantemos nosso olhar e nosso empenho permanentemente dedicados à população e aos municípios. Dialogamos com prefeitos, vereadores, lideranças e diretamente com a própria população para definir os recursos necessários e atender as necessidades reais”, conta o deputado.
“Investir na saúde é garantir atendimento digno para quem mais precisa, enquanto fortalecer a agricultura significa gerar emprego, renda e desenvolvimento no campo. Continuaremos trabalhando para que as emendas que indicamos cheguem onde fazem a diferença na vida dos potiguares”, completou.
As clínicas do Serviço Social da Indústria (SESI-RN) em Mossoró e Caicó têm fortalecido a oferta de serviços voltados à saúde ocupacional no interior do Rio Grande do Norte. Com estrutura voltada ao atendimento de trabalhadores da indústria e ao suporte às empresas no cumprimento das normas de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), as unidades em Natal, nas regiões Seridó e do Oeste Potiguar reúnem consultas, exames ocupacionais e programas legais em um único espaço.
Em Mossoró, a clínica oferece consultas ocupacionais, exames laboratoriais, raio X, audiometria tonal e vocal, eletroencefalograma (EEG), eletrocardiograma (ECG), espirometria, avaliação psicossocial, acuidade visual e o Circuito Saúde, conjuntode procedimentos voltados ao acompanhamento da saúde do trabalhador.
A unidade também disponibiliza atendimentos em psicoterapia, fisioterapia, pilates, odontologia, ginástica laboral e massoterapia, ampliando a assistência aos trabalhadores e à comunidade.
Na área de Segurança do Trabalho, são ofertados serviços como elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Laudo Técnico das Condições Ambientais do Trabalho (LTCAT), Laudo Técnico de Insalubridade e Periculosidade (LTIP), além de avaliações ambientais e análises ergonômicas.
A Clínica Industrial Camilo Garcia Dantas, em Caicó, inaugurada em 30 de abril com atendimentos iniciados a partir de maio deste ano, ampliou a presença do SESI-RN na região do Seridó e passou a oferecer os principais serviços de saúde ocupacional para trabalhadores e empresas da região.
A clínica realiza consultas ocupacionais, exames laboratoriais, raio X, audiometria tonal e vocal, eletroencefalograma, eletrocardiograma, espirometria, avaliação psicossocial, avaliação psicossocial, exames de acuidade visual e o Circuito Saúde. Também disponibiliza os programas legais de Saúde e Segurança no Trabalho, como PGR, PCMSO, LTCAT e LTIP, além de avaliações ambientais e análises ergonômicas.
Segundo a superintendente do SESI-RN, Danielle Mafra, a descentralização dos serviços busca facilitar o acesso das empresas e dos trabalhadores à saúde ocupacional. "Nosso objetivo é aproximar os serviços de saúde e segurança do trabalho das indústrias do interior, oferecendo uma estrutura completa para atender
às necessidades das empresas e dos trabalhadores. Com isso, conseguimos agilizar os atendimentos, fortalecer a prevenção de doenças e acidentes ocupacionais e contribuir para ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis, afirma.
Além da realização dos programas ocupacionais obrigatórios (PGR, PCMSO, LTCAT e LTIP,), as clínicas também prestam suporte às empresas na emissão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO), na elaboração dos programas previstos pelas Normas Regulamentadoras (NRs) e no acompanhamento da saúde dos trabalhadores, contribuindo para a prevenção de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.
De acordo com a coordenadora de Saúde e Segurança no Trabalho do SESI-RN, Rayanne Araújo, a concentração desses serviços em um mesmo espaço permite reduzir o tempo de atendimento às empresas e facilitar o cumprimento das exigências legais relacionadas à saúde e segurança do trabalho. “Com unidades em Natal, Mossoró e Caicó, o SESI-RN atua na promoção da saúde do trabalhador por meio de atendimentos clínicos, exames ocupacionais, programas preventivos e ações de segurança do trabalho, atendendo empresas de diferentes segmentos industriais em todo o estado”, concluiu.
A Viver Saúde inaugura nesta terça-feira (28), às 19h, uma unidade da Viver Clínica no piso térreo do Partage Norte Shopping. É a chegada da rede própria da operadora à Zona Norte de Natal, região que concentra a maior população da capital e historicamente dispõe de menos oferta de consultórios particulares.
A unidade começa a atender em quatro especialidades: clínica médica, ginecologia, dermatologia e nutrição. A escolha do shopping como endereço tem uma lógica prática; estacionamento, linhas de ônibus e horário estendido resolvem parte do problema de quem precisa consultar sem faltar ao trabalho.
A abertura vem na sequência da unidade de Nova Parnamirim e faz parte do movimento da operadora de atender parte da demanda em estrutura própria, em vez de depender exclusivamente de clínicas credenciadas.
“A Zona Norte tem quase metade da população de Natal e nunca teve oferta compatível com isso”, afirma a CEO da Viver Saúde, Dra. Eva Rodrigues. “Nossa aposta é que reduzir o deslocamento do beneficiário muda o comportamento dele: quem consulta perto de casa volta para o retorno, faz o acompanhamento, não abandona o tratamento no meio.”
O Sindsaúde/RN denunciou que as UTIs do Hospital Walfredo Gurgel estão há mais de um mês sem o dispositivo de aspiração fechada (QINPOT), equipamento básico utilizado para reduzir o risco de contaminação dos profissionais de saúde durante procedimentos com pacientes.
Segundo o sindicato, a falta do material seria consequência de atrasos no pagamento à empresa fornecedora.
A entidade afirma que a situação obriga os servidores a trabalharem sem a proteção adequada, aumentando o risco de contaminação.
O Sindsaúde/RN também criticou as condições da unidade, citando UTIs bloqueadas, obras paralisadas no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) e problemas recorrentes no fornecimento de alimentação.
Em nota, o sindicato classificou o cenário como um reflexo da precarização da saúde pública e cobrou providências imediatas do Governo Fátima e da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) para regularizar o fornecimento do equipamento e garantir segurança aos trabalhadores e pacientes.
Cadê a vigilância sanitária? Quando vão em uma empresa privada exigem tudo, que régua é essa ? O poder público não pode ser fiscalizado ? Então significa que só existe risco de contaminação em empresas privadas ? É impressionante ver o protecionismo, eita país difícil de empreender.
O monsenhor Lucas Batista Neto, de 83 anos, recebeu alta do Hospital Unimed Natal após apresentar boa recuperação de um derrame pleural após quadro de arritmia cardíaca.
O sacerdote estava internado desde o fim de semana, depois de sentir cansaço e alterações no ritmo cardíaco. Exames identificaram acúmulo de líquido na pleura, o que comprometeu a respiração e levou à realização de uma drenagem torácica na última terça-feira (21).
Segundo a Arquidiocese de Natal, o procedimento teve resultado positivo e o religioso seguirá a recuperação em casa, com acompanhamento médico.
Monsenhor Lucas exerce o ministério sacerdotal há 55 anos na Arquidiocese de Natal e é pároco emérito da Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório, no bairro de Mirassol.
Durante a internação, fiéis, religiosos e amigos promoveram correntes de oração pela recuperação do sacerdote.
E mais uma vez a deputada Natália Bonavides passa vergonha nas redes sociais. Na ânsia da lacração, Natália publicou que Natal teria perdido recursos por não apresentar um relatório obrigatório. “A Prefeitura ainda podem receber os recursos, mas precisa trabalhar”, postou.
A deputada petista levou uma invertida do secretário municipal de Saúde, Geraldo Pinho, que respondeu: “Deputada, esse seu post só pode ser desinformação ou má fé. A senhora é deputada federal e acredito que saiba como funcionam as tramitações. Os processos estão em andamento no Ministério da Saúde, não se pode afirmar que cidade perdeu recursos por causa do RAG, principalmente quando estamos no defeso eleitoral.”
Pinho ainda complementou “Ao invés de trazer informações equivocadas, a senhora, que tem boa relação com o Conselho Municipal de Saúde, deveria estar cobrando publicamente a aprovação de um relatório que foi enviado em 30 de março. Inclusive, há outras pendências que aguardam análise do CMS, como os relatórios quadrimestrais do ano passado e o plano Municipal de Saúde 2026-2029. Mas parece que o “quanto pior melhor” é mais interessante.”, finalizou o secretário.
Criado pelo médico anestesiologista Dr. Max Breno Dutra Alves, CEO sa @clevermed.com,br, o SAVeM – Sedação, Vias Aéreas e Ventilação Mecânica vem se consolidando como uma das principais capacitações práticas para médicos que atuam na urgência e emergência.
A metodologia, desenvolvida no Rio Grande do Norte e inspirada em treinamentos internacionais como ACLS e ATLS, já chegou a diversas cidades do Nordeste e também é oferecida na modalidade online para médicos de todo o Brasil.
Segundo o Dr. Max, o objetivo é preencher uma lacuna da formação médica: a falta de treinamento prático e sistematizado para procedimentos críticos.
“O médico recém-formado frequentemente inicia plantões na urgência sem ter recebido treinamento prático suficiente em sedação, manejo de vias aéreas e ventilação mecânica. A proposta do SAVeM é oferecer uma metodologia padronizada, baseada em evidências e voltada para a segurança do paciente e do profissional.”
A imersão reúne treinamento intensivo em sedação, manejo da via aérea, intubação e ventilação mecânica, utilizando simulações realísticas e protocolos padronizados.
Para muitos profissionais, o curso já é considerado um diferencial importante para quem atua em pronto-socorro, UPA, SAMU, UTI e centro cirúrgico. Para o idealizador, a proposta é ainda mais ampla.
“Quem trabalha na urgência deveria passar por um treinamento desse tipo antes de assumir um plantão. Assim como ACLS e ATLS se tornaram referências internacionais, acredito que uma formação prática em vias aéreas e ventilação deveria ser parte obrigatória da preparação de todo médico que atua na emergência.”
O Relatório Anual de Gestão (RAG) de 2025 da Secretaria Municipal de Saúde de Natal está parado há quase 120 dias no Conselho Municipal de Saúde. O documento foi encaminhado no dia 30 de março e, até esta terça-feira (21), continua sem análise.
O RAG não é um documento qualquer. Trata-se de uma das principais prestações de contas da gestão da Saúde. Ainda assim, o Conselho, que existe justamente para exercer o controle social, não deu sequer uma resposta sobre quando pretende apreciá-lo.
A demora já passou da conta e exige uma explicação.
O que está impedindo o Conselho de cumprir sua obrigação? Morosidade? Falta de prioridade? Divergências internas? Ou simplesmente ninguém tem pressa de colocar o relatório em votação?
Um fato precisa ser registrado. Ao contrário do que chegou a ser divulgado, a apuração do BLOGDOBG mostra que Natal não perdeu recursos para a Saúde por causa do RAG.
O problema é outro. Enquanto o Conselho mantém um documento dessa relevância na gaveta por quase quatro meses, a transparência e o controle social ficam em segundo plano. E isso, no mínimo, merece uma boa explicação.
A formação de profissionais da saúde vai além da sala de aula. Na Universidade Potiguar (UnP), integrante do Ecossistema Ânima, a prática faz parte da experiência acadêmica desde os primeiros períodos e, ao mesmo tempo, gera impacto direto na vida da população. Somente no último ano, os serviços oferecidos pelo Centro Integrado de Saúde (CIS) realizaram mais de 34 mil atendimentos, fortalecendo a formação dos estudantes e ampliando o acesso a atendimentos em diferentes especialidades.
Presente em Natal e Mossoró, o CIS reúne serviços que aproximam ensino e comunidade, permitindo que os estudantes vivenciem situações reais, sempre acompanhados por professores e preceptores. Essa experiência contribui para o desenvolvimento de competências técnicas e habilidades sociais essenciais para o exercício profissional, promovendo uma formação mais completa, humanizada e conectada às necessidades da população, ao mesmo tempo em que estende a oferta de serviços de saúde no Rio Grande do Norte.
Saúde Única como diferencial
Essa atuação está alinhada ao conceito de Saúde Única (One Health), que reconhece a relação entre a saúde humana, animal e ambiental. Na UnP, essa visão orienta a formação de profissionais preparados para atuar de forma integrada e colaborativa, acompanhando as transformações da área da saúde e as demandas da sociedade.
Dentro dessa perspectiva, a unidade Salgado Filho, em Natal, se destaca como referência regional em Fisioterapia Veterinária, evidenciando a conexão entre ensino, assistência e inovação na instituição.
Conversas da lobista Roberta Luchsinger obtidas pela Polícia Federal mostram o planejamento de ações para “abrir portas” no governo federal aos negócios do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, investigado por suspeita de liderar um esquema de desvios de aposentadorias e pensões. Os diálogos foram usados para embasar as novas investigações sobre a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula. Roberta é amiga de Lulinha, como é conhecido Fábio Luís.
Nos diálogos, o Careca do INSS sugere a Roberta que ela buscasse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), menciona acesso a diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cita uma investida na Datapreve diversos outros negócios que seriam oferecidos ao governo federal. Lulinha é alvo de dois inquéritos abertos pela Polícia Federal com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar tráfico de influência no Ministério da Saúde e na Dataprev.
O Estadão teve acesso a relatórios da PF produzidos no final do ano passado contendo mensagens inéditas trocadas entre Roberta Luchsinger e o Careca do INSS. O material, em conjunto com outros elementos obtidos da quebra do sigilo telemático de Roberta, foi usado pela PF para pedir a abertura das investigações sobre tráfico de influência de Lulinha e seus aliados no governo do pai dele. Os inquéritos foram abertos na semana passada.
Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele “não tem relação direta ou indireta com os negócios de Roberta Luchsinger”, classificou as investigações da PF de “pesca probatória” e disse que a abertura de novos inquéritos sobre outros assuntos comprova que não foi encontrada nenhuma relação do filho do presidente com os desvios do INSS. A defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou. A advogada do Careca do INSS, Danyelle Galvão, afirmou que a defesa não teve acesso à investigação nem ao conteúdo do celular dele e por isso não iria se manifestar. Alexandre Padilha afirmou por meio de sua assessoria que não recebeu Roberta nenhuma vez no Ministério da Saúde após ter assumido a pasta em março de 2025 (leia ao final).
As conversas ocorreram a partir de maio de 2025, pouco depois que o Careca do INSS havia sido alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Por causa disso, ele passou a discutir com Roberta Luchsinger um plano de colocar outras pessoas à frente dos negócios, depois que ele foi exposto por causa da operação policial. Mesmo assim, o Careca do INSS continuou fazendo planos para o avanço dos negócios com o governo federal.
Em 8 de maio de 2025, o Careca do INSS enviou uma longa mensagem a Roberta Luchsinger resumindo todos os planos de negócios discutidos entre eles. Na mensagem, ele cita um negócio de cannabis medicinal que tentava implantar no Brasil e afirma que atuava também para um laboratório químico de Goiás na prospecção de negócios no Ministério da Saúde para venda de kits de dengue e de um suplemento alimentar infantil. A PF já abriu um inquérito para apurar se esses negócios na área da Saúde tiveram a participação de Lulinha e resultaram em crimes de tráfico de influência e outros delitos.
O avanço das apostas esportivas tem gerado preocupação entre empresas brasileiras, que relatam aumento de casos de funcionários endividados, desatentos e com problemas de saúde mental relacionados ao vício em jogos.
Segundo entidades como a Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) e a Abrasel, pedidos frequentes de adiantamento salarial, crises financeiras, faltas ao trabalho e queda de produtividade estão entre os principais sinais observados.
Dados do INSS mostram que os afastamentos por transtorno relacionado ao jogo, conhecido como ludopatia, cresceram 59,8% em 2025, passando de 425 para 679 casos. Especialistas alertam que o problema costuma estar associado a transtornos como ansiedade, depressão e dependência química.
Diante desse cenário, empresas como Ypê, Gerdau e Whirlpool passaram a promover campanhas de conscientização e programas de acolhimento para orientar funcionários sobre os riscos das apostas e incentivar a busca por tratamento.
O Ministério da Saúde também oferece atendimento gratuito por telemedicina para pessoas com dependência em apostas, por meio do aplicativo Meu SUS Digital, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. Além disso, o tratamento pode ser iniciado em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
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