A proposta de delação premiada de Daniel Vorcaro enfrenta forte resistência na Procuradoria-Geral da República (PGR) e na Polícia Federal (PF). Nos bastidores, a hipótese mais provável é a rejeição do acordo.
Investigadores avaliam que as informações apresentadas por Vorcaro vêm perdendo credibilidade à medida que novas operações são realizadas e dados extraídos de seu celular são analisados. Além disso, parte dos documentos que poderiam comprovar suas alegações já não estaria mais sob seu controle.
A PGR tem três opções: rejeitar a proposta, aceitá-la ou conceder mais prazo para ajustes. Entre elas, a rejeição é considerada a mais provável, enquanto a aprovação é vista como remota, salvo a apresentação de fatos inéditos acompanhados de provas consistentes.
Apesar disso, Vorcaro ainda deve apresentar um complemento à proposta. As negociações foram retomadas após a troca de sua equipe jurídica, que passou a adotar uma estratégia de maior transparência com a PF e a PGR.
Nos meios políticos, a tensão em torno de uma possível delação diminuiu nas últimas semanas. A avaliação é que a nova proposta não trouxe revelações de grande impacto, embora seja mais detalhada que as versões anteriores.
Um eventual acordo, caso avance, pode se concentrar principalmente na devolução de recursos ligados ao esquema investigado envolvendo o Banco Master.

Essa contenda vai longe e todos sabemos, ou pensamos que temos alguma noção do seu desenrolar.
É interessante observar que, para que haja o acolhimento da “delação”, faz-se necessário, além da sua materialização com provas substanciais, ainda uma espécie de caução financeira.
A assunção, por parte do delator, de um valor impossível de ser reunido não só em moeda corrente, mas também nos mais diferentes tipos de ativos que ele dispõe, tanto de pessoa física quanto nas muitas pessoas jurídicas, é piada pronta.
O sujeito gastou, nos últimos tempos, mais de quatro bilhões de reais, não só na compra das variadas personagens dos três poderes, como no patrocínio de filmes, eventos diversos, também de festas, noitadas de cunho politiqueiro e de muitas esbórnias.
Quanto maior for o valor arbitrado, maior será o esvaziamento da sua delação, para a alegria de todos os envolvidos que passaram incólumes de qualquer tipo de punição.
Pizza no forno colocada por Mendonça