Economia

Senado aprova em 1º turno texto-base da PEC que libera até R$ 44 bilhões para novo auxílio

Apesar de desidratar medidas fiscais da equipe econômica, o Senado aprovou por 62 votos a 16 em primeiro turno nesta quarta-feira (3) a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) Emergencial com um teto, de R$ 44 bilhões, para os gastos com a nova rodada do auxílio emergencial neste ano. A votação do segundo turno, inicialmente prevista para o mesmo dia, acabou adiada para a manhã desta quinta-feira (4), assim como um único destaque para esse turno. Os demais destaques foram rejeitados.

Depois, caso aprovada no segundo turno, seguirá para a Câmara, onde também precisa passar por dois turnos e com apoio de 60% dos parlamentares. A ideia de travar o custo da renovação do auxílio emergencial foi defendida pelo líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), em entrevista à Folha publicada nesta semana. Se aprovado, esse limite dependerá de outra PEC no futuro para ser elevado.

Técnicos do Ministério da Economia avaliam que, embora a versão final seja mais enxuta da considerada ideal para o ministro Paulo Guedes (Economia), o governo conseguiu aprovar, no mesmo texto, a liberação do auxílio junto com os gatilhos —medidas a serem acionadas, por um período determinado, em caso de crise nas contas públicas.

Guedes havia indicado a interlocutores que poderia deixar o governo, caso a PEC Emergencial não fosse aprovada pelo Congresso. Líderes do Senado queriam autorizar apenas a nova rodada do auxílio -sem a sinalização de compromisso com o ajuste fiscal no futuro. Interlocutores do governo então negociaram para evitar uma ampla derrota do ministro da Economia.

O governo avalia criar faixas com valores distintos do auxílio emergencial a depender do perfil do beneficiário. A proposta em estudo prevê parcela padrão de R$ 250, mas o benefício mensal seria maior para mulheres chefes de família e menor para pessoas que se declararem sozinhas.

No desenho em elaboração, beneficiários que atendam aos critérios e não tenham filhos ou dependentes terão direito a parcelas mais baixas. Há modelos com valores de R$ 125, R$ 150 ou R$ 175 para essas pessoas. O patamar de R$ 150 atualmente é o mais provável.

Aproveitando a disposição do Congresso para aprovar o auxílio, Guedes condicionou a nova rodada à PEC Emergencial, que estava parada no Senado desde o fim de 2019. A proposta era mais rígida no controle de gastos públicos, prevendo, por exemplo, o corte de jornada e de salários de servidores quando as contas públicas entrarem em situação de forte aperto.

Para conseguir apoio no Senado, o governo teve que ceder, mas manteve pontos considerados vitais para a equipe econômica. Os gatilhos agora são mais brandos, como barreira a concursos públicos, reajuste salarial do funcionalismo e à criação de despesas obrigatórias.

Na Câmara dos Deputados, o presidente Arthur Lira (PP-AL) já indicou que a proposta vai direto a plenário, sem passar por comissões, para acelerar a tramitação e a consequente liberação do auxílio emergencial.
A PEC, como defende Guedes, prevê um protocolo a ser acionado em caso de calamidade pública. No ano passado, por causa da crise da Covid-19, foi decretado estado de calamidade, por exemplo.

No protocolo previsto, serão acionados os gatilhos durante o período de calamidade, ou seja, medidas que visam barrar o aumento de gastos com funcionalismo, como criação de cargos e progressão nas carreiras, além de criação de benefícios tributários. Numa versão anterior, essas medidas, como vedação a reajustes salariais de servidores, valeriam por dois anos após o fim da calamidade, mas, para aprovar a PEC, a vigência dos gatilhos foi reduzida.

Na calamidade, estados e municípios poderão adotar essas medidas. Caso não acionem os gatilhos, não terão acesso a garantias da União ou a empréstimos.

Os gatilhos também podem ser acionados pela União, estados e municípios nas situações de aperto nas contas públicas: despesa obrigatória primária passar de 95% da despesa obrigatória total ou despesas correntes estiverem acima de 85% das receitas correntes. A expectativa é que esse cenário se concretize apenas em 2024 ou 2025.

A PEC autoriza o uso do saldo financeiro dos fundos públicos para compensar a dívida pública. A medida é uma forma de balancear o endividamento a ser realizado para pagar o novo auxílio emergencial e outras consequências da crise do coronavírus.

Durante a tramitação no Senado, provocou polêmica a inclusão no texto do relator Márcio Bittar (MDB-AC) de proposta que extinguia os mínimos constitucionais para saúde e educação. O dispositivo provocou pronta reação de senadores, governistas e oposição.

Bittar, parlamentar muito próximo a Paulo Guedes e que trabalha em sintonia com a equipe econômica, precisou recuar para evitar a derrubada da PEC Emergencial. Em uma sessão na semana passada, senadores ameaçaram aprovar requerimento determinando que a PEC fosse encaminhada para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), o que atrasaria a tramitação em pelo menos duas semanas. “Na semana passada, tivemos aqui uma discussão e foi retirada da pauta a questão da desvinculação. Não era um jabuti. Eu tenho o convencimento da matéria, mas teremos oportunidades de debater isso. E disse, logo em seguida, que entendia a derrota e tinha muita coisa ainda para ser salva nesse relatório”, afirmou o relator, ao ler seu relatório, na terça-feira (2).

“Eu quero aqui mais uma vez reconhecer, como disse ontem, que, embora em alguns momentos me salta a vontade, o desejo de que as coisas aconteçam como eu gostaria, eu dobro a cabeça, dobro a cabeça, com resiliência e com respeito, porque as coisas não são exatamente como eu quero ou como ninguém quer, nem o presidente da República”, afirmou no dia seguinte.

O governo e o relator também precisaram desidratar a PEC ainda mais para viabilizar a sua aprovação. Bittar também recuou no corte nos repasses do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) para o BNDES, atendendo a pedidos de diversos partidos, inclusive da base do governo.

A versão original da PEC, apresentada por Guedes, previa gatilhos mais duros a serem acionados temporariamente em caso de aperto nas contas públicas, como corte de jornada (e de salário) de servidores públicos em até 25% e redução de pelo menos 20% dos cargos de confiança.

​O relatório final, por outro lado, manteve a desvinculação de receitas para atividades de administração tributária. Isso poderá enfraquecer o funcionamento e a autonomia dos órgãos de fiscalização tributária no âmbito da Receita Federal e dos demais entes federados, segundo auditores fiscais.

Após negociação com líderes, Bittar recuou em outro ponto e manteve na Constituição a possibilidade de a União intervir em um estado para reorganizar as finanças da unidade da federação.

A PEC também determina um prazo para que o governo apresente um plano para redução gradual dos benefícios tributários. No entanto, após negociação com partidos, esse corte não deverá afetar fundos de desenvolvimento regional, o Simples Nacional, a Zona Franca de Manaus, incentivos tributários a entidades sem fins lucrativos, redução de encargos sobre a cesta básica, o Prouni (Programa Universidade para Todos) e bolsas de estudo para estudantes de nível superior.

Com aval do Ministério da Economia, foi incluída na PEC um dispositivo que desobriga o governo a ajudar, por meio de um programa de financiamento, estados e municípios a pagarem precatórios (dívidas judiciais a empresas e pessoas físicas).

Representantes de prefeituras e governos estaduais tentaram derrubar essa medida no Congresso, pois argumentam que, sem o apoio financeiro da União, não conseguirão quitar esses débitos —que somam mais de R$ 100 bilhões— até 2024, prazo determinado na Constituição.

Em acordo com líderes, Bittar então decidiu estender o prazo para o fim de 2029, mas manteve o fim da obrigatoriedade de a União abrir uma linha de financiamento para esses entes.

Horas antes da votação, senadores sinalizavam uma mudança estrutural com potencial para comprometer a imagem de responsabilidade fiscal do governo Jair Bolsonaro. Senadores, mesmo líderes do governo no Congresso, sinalizavam apreço pela hipótese de se retirar do teto dos gastos os recursos destinados ao Bolsa Família.

A origem da proposta estava numa emenda do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), que não previa a retirada dos gastos com o programa social do teto dos gastos e sim dos gatilhos previstos na PEC. No entanto, o mal entendido resultou em uma pressão para que o Bolsa Família fosse retirado do teto dos gastos.

Mesmo lideranças governistas se animaram com a possibilidade, que abriria margem para investimentos. No entanto, a ideia foi totalmente abandonada após uma reunião com o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL), do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o ministro Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), entre outras lideranças. “Esta fala é para deixar bem claro que todas as especulações que rondaram ou sondaram o dia de hoje são infundadas”, afirmou Lira, após o encontro. “Tanto o Senado quanto a Câmara votarão as PECs sem nenhum risco ao teto de gastos, sem nenhuma excepcionalidade ao teto de gastos, para que fique claro que essas notícias sempre especulativas não contribuem para o clima de estabilidade, de previsibilidade do nosso país”, completou.

Também houve iniciativas parlamentares, como um requerimento do Cidadania, para que a proposta fosse “fatiada”. Isso significaria apenas votar uma proposta com a cláusula de calamidade, para permitir o pagamento do auxílio emergencial, mas deixando as medidas de ajuste fiscal para o futuro.

O ministro Eduardo Ramos havia descartado essa hipótese, ao deixar o Congresso, o que representaria a maior derrota do governo na tramitação da PEC. O requerimento acabou rejeitado pelos senadores, por 49 votos contra 25.

Um dos senadores que havia defendido o fatiamento, Major Olimpio (PSL-SP), participou da sessão a partir de um leito de hospital, com a voz demonstrando abatimento, por causa da Covid-19. Sua assessoria informou que o senador está bem, em fase de acompanhamento apenas por precaução.

​O que prevê a proposta?

Permite nova rodada do auxílio emergencial em 2021, com custo de até R$ 44 bilhões
Novo auxílio fica fora do teto de gastos
Cria gatilhos a serem acionados temporariamente em caso de aperto nas contas públicas (despesa obrigatória primária passar de 95% da despesa obrigatória total)
Gatilhos são, por exemplo, barreira a aumentos de gastos com servidores e à criação de despesas obrigatórias e de benefício tributário
Cria dispositivos para enfrentamento de novas calamidades públicas, como regras para contratação de pessoal
Em caso de calamidade pública, gatilhos de controle de despesa também são acionados
Prevê que uma lei complementar traga regras e medidas visando a sustentabilidade da dívida pública
Uso do saldo financeiro dos fundos públicos para abater a dívida pública
Determina um prazo para que o governo apresente um plano para redução gradual dos benefícios tributários
Acaba com a vinculação de receitas para atividades da Receita Federal
Limita a vinculação de receita para fundos públicos
Prorroga para 2029 o prazo para que estados e municípios paguem precatórios
Acaba com a obrigatoriedade para que União crie financiamento para ajudar no pagamento desses precatórios

O que saiu da PEC?

Fim do gasto mínimo para saúde e educação
Gatilhos mais rígidos, como corte de jornada -e de salário- de servidores públicos em até 25%, redução de pelo menos 20% dos cargos de confiança
Fim das transferências de recursos do FAT ao BNDES
Fim da obrigatoriedade de reajuste anual dos servidores
Limite à correção de valores das emendas parlamentares
Extinção de municípios pequenos
Criação do Conselho Fiscal da República
TCU (Tribunal de Contas da União) passa a ser instância superior aos tribunais de contas estaduais e municipais
Fim de vinculações de receita
Extinção dos fundos públicos
Necessidade de dotação orçamentária para o cumprimento de determinação judicial ou de lei que implique aumento de despesa
Fonte: Senado

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Conta de luz deve subir 8,6% em 2026, acima da inflação, diz Aneel


Foto: Shutterstock

A conta de luz deverá ficar mais cara em 2026. Segundo projeção divulgada nesta sexta-feira (12) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o reajuste médio das tarifas deve ser de 8,6% no próximo ano.

A estimativa supera as previsões de inflação consideradas pela agência, de 5,8% para o IGP-M e 4,9% para o IPCA.

Apesar da alta prevista, a Aneel informou que recursos de Uso do Bem Público serão utilizados para reduzir o impacto dos reajustes em áreas atendidas pelas superintendências de desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e do Nordeste (Sudene).

De acordo com a agência, consumidores de 22 distribuidoras poderão receber descontos nas faturas em razão da destinação desses recursos.

As projeções constam na segunda edição de 2026 do boletim InfoTarifas, publicação trimestral da Aneel que apresenta estimativas de variação tarifária e os principais fatores que influenciam os reajustes das contas de energia elétrica.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

TSE rejeita pedido de aliados de Lula contra exibição durante eleições do filme ‘Dark Horse’, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro

Detalhe do cartaz de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim Caviezel. — Foto: Divulgação via BBC

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, rejeitou nesta sexta-feira (12) um pedido de aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para impedir que o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, seja utilizado como propaganda a favor da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A decisão do ministro é processual. Nunes Marques afirmou que segue o entendimento consolidado do TSE de que, como os autores da ação não são candidatos para o mesmo cargo, não cabe o questionamento.

O pedido ao TSE foi feito por advogados do Grupo Prerrogativas e pelo deputado federal Rogério Correia (PT-MG).

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Elon Musk se torna 1º trilionário da história após salto nas ações da SpaceX

Foto: Evan Vucci/Reuters

O fundador e CEO da SpaceX, Elon Musk, torna-se oficialmente nesta sexta-feira (12) o primeiro trilionário do mundo. As ações da SpaceX abriram a US$ 150 cada, 11% acima do preço da oferta, depois de começarem a ser negociadas em Nova York nesta sexta-feira (12) avaliando a empresa de foguetes e inteligência artificial fundada por Musk em cerca de US$ 2 trilhões.

Com isso, sua fortuna chegou ao número antes inimaginável de quase US$ 1,05 trilhão, segundo o Bloomberg Billionaires Index. É mais de três vezes o patrimônio da segunda pessoa mais rica do mundo, Larry Page, cofundador do Google.

Uma fortuna de US$ 1 trilhão — algo próximo ao Produto Interno Bruto da Suíça — é quase impossível de dimensionar. Steve Cohen, que ganhou US$ 3,4 bilhões no ano passado como o gestor de hedge fund mais bem pago do mundo, precisaria repetir esse resultado por quase 300 anos para chegar a US$ 1 trilhão. Se os 14 filhos de Musk herdassem partes iguais de seu patrimônio, cada um deles ocuparia a 29ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo.

É um marco na trajetória de Musk, de 54 anos, cuja riqueza já o transformou em uma das figuras mais poderosas e divisivas do planeta. E ele não hesitou em usar sua fortuna para bancar sua visão de mundo: comprou o Twitter em 2022 para combater o que chamou de “vírus da mente woke”, financiou um chatbot de IA alinhado à sua visão e ajudou a impulsionar Donald Trump a um segundo mandato na Casa Branca por meio de doações.

Os mais de US$ 291 milhões que ele gastou na eleição federal de 2024 representam menos de 0,03% de seu patrimônio atual — o equivalente a uma doação de US$ 291 para um milionário.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

PESQUISA ALFA INTELIGÊNCIA: Reprovação do governo Lula sobe para 56%; aprovação cai para 42%

Foto: Agência Brasil

A pesquisa Alfa Inteligência divulgada nesta sexta-feira (12) aponta que 56% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 42% afirmaram aprovar a atuação do chefe do Executivo federal, enquanto 2% não souberam ou preferiram não responder.

Em comparação com o levantamento realizado em março deste ano, a desaprovação ao governo avançou três pontos percentuais. Na ocasião, 53% dos entrevistados desaprovavam a gestão petista, enquanto 46% manifestavam aprovação. Outros 1% não responderam.

A pesquisa ouviu 1.400 eleitores entre os dias 5 e 10 de junho. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-03496/2026.

Diário do Poder

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Michele Andrade, Thullio Milionário e Rafinha no Comando iniciam o São João do Assú nesta sexta (12) nos seus 300 anos no Buraco do Prefeito

Foto: divulgação

Nesta sexta-feira, 12 de junho, será realizada a abertura oficial do São João do Assú 2026, marcando a celebração histórica dos 300 anos de devoção a São João Batista sob o tema “300 anos de devoção e alegria”. O cronograma do primeiro dia de festa no polo Buraco do Prefeito começa pelos shows das bandas Michele Andrade, Thullio Milionário e Rafinha no Comando no na Praça São João Batista. Antes disso, a Prefeitura também realiza no começa da tarde, 17h, o arraiá das
Criança, com Mara Dias.

A configuração dos espaços públicos foi dividida em setores estratégicos para acolher moradores e turistas. O Polo 24 de Junho, instalado em frente à Varanda do Bode, contará com um telão estruturado para a transmissão ao vivo dos jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, iniciando as atividades às 17h nos dias de partida com duas bandas locais antes da exibição do futebol.

Ja Lounge Front Stage Nota Potiguar, posicionado do lado direito do palco principal, em frente à igreja; trará acesso ao setor reservado que ocorre mediante a troca de 5 pontos acumulados no aplicativo Nota Potiguar, onde cada R$ 50 em notas fiscais emitidas no comércio de Assú.

O calendário festivo inclui ainda o desfile do bloco Arraiá do Jegue no dia 20 de junho com a banda Circuito Musical, o Arrastão dos 300 anos no dia 24 de junho com a Banda Grafith e Bonde do Gragra, além de shows religiosos nos dois últimos dias da programação, com a presença de William Sanfona no palco principal no dia 23 e Padre Fábio de Melo no dia de encerramento, 24 de junho.

TRÂNSITO E SEGURANÇA

O plano operacional de trânsito e segurança pública foi totalmente ativado para o período. A Praça São João Batista permanece sob bloqueio total de 24 horas diárias até o dia 24 de junho, e a partir das 18h o isolamento viário noturno estende-se para a Avenida Senador João Câmara (a partir do Boticário), Rua Prefeito Manoel Montenegro, entorno das praças do Rosário e Pedro Velho, além das ruas Fernando Tavares, Frei Miguelinho, Padre Alfredo Simonetti, São João e a Travessa Doutor Pedro Amorim. O efetivo diário conta com o reforço de 250 policiais militares, por meio de diárias operacionais custeadas pelo Governo do Estado. O circuito é monitorado por câmeras e sistema de reconhecimento facial interligado às forças policiais. O acesso do público será feito exclusivamente por portais com detectores de metal e revista obrigatória de coolers e recipientes térmicos, sendo proibida a entrada de garrafas ou quaisquer recipientes de vidro.

HORÁRIO SERVIÇOS PÚBLICOS

Para viabilizar a participação dos servidores e a organização da cidade, a administração pública instituiu horário diferenciado de funcionamento nos órgãos municipais de 12 a 24 de junho onde o expediente presencial administrativo segue de 9h às 13h, com exceção dos serviços essenciais.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Advogada deixa defesa de Monique Medeiros no caso Henry Borel em meio a disputa sobre perdão judicial

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A advogada Florence Rosa anunciou que deixou a defesa de Monique Medeiros no caso da morte do menino Henry Borel. A informação foi divulgada pela própria advogada por meio das redes sociais.

Segundo Florence, sua contratação estava restrita à atuação durante a sessão plenária do Tribunal do Júri. Ainda de acordo com ela, divergências quanto à estratégia de defesa levaram ao encerramento de sua participação no caso, em decisão tomada de forma consensual entre as partes.

“Atuamos na defesa de Monique Medeiros, cuja contratação limitava-se exclusivamente a atuação na sessão plenária do Tribunal do Júri. Tínhamos a disposição de seguirmos até a fase recursal, dado o recurso pendente. Com a chegada de um novo colega à defesa, e, diante de uma legítima incompatibilidade de estratégias defensivas, decidimos, em comum acordo, encerrarmos a nossa atuação no caso”, afirmou em nota na quinta-feira (11).

Com a saída de Florence Rosa, a defesa de Monique Medeiros passará a ser conduzida por outro advogado.

Leia a íntegra da nota abaixo:

Advogada Florence Rosa anunciou, nas redes sociais, que deixou a defesa de Monique Medeiros — Foto: Reprodução

No dia 4 deste mês, a juíza Elizabeth Machado Louro concedeu um perdão judicial a Monique Medeiros no julgamento da morte do filho. A magistrada usou um recurso previsto no próprio Código Penal e extinguiu a pena da mãe no assassinato de Henry. O padrasto do menino e ex-companheiro de Monique, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, foi condenado a 44 anos de prisão.

Ao justificar o perdão, a magistrada citou uma “perseguição implacável” e um “franco massacre” vivido por Monique nos últimos 5 anos e lembrou que ela foi uma mãe exemplar — além de ser ré primária.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), porém, viu interferência da juíza no veredito e entrou com recurso no dia 6.

g1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Empresário Alberone Júnior, um dos pioneiro do crossfit no Brasil, morre aos 48 anos em Fortaleza

Foto: reprodução/redes sociais

O empresário Alberone Júnior, um dos pioneiros do crossfit no Brasil, morreu aos 48 anos, na quarta-feira, em Fortaleza. Ele deixa a esposa e duas filhas. Alberone Júnior abriu o primeiro box de crossfit no Ceará em 2012 e contribuiu para popularização da modalidade em todo o país.

Ele também foi personal trainer e professor de capoeira. Em setembro de 2025, Alberone foi homenageado em uma sessão solene na Câmara Municipal de Fortaleza.

Alberone estava hospitalizado desde o fim de maio e sua morte foi confirmada pelo CF Tríade, box de crossfit que ele fundou. A causa do óbito, entretanto, não foi divulgada.

CF Tríade afirmou que ele “foi mais do que um head coach” para a modalidade. “Alberone foi um amigo, mentor e inspiração para todos que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado”, afirmou o box por meio de nota.

“Com sua paixão pelo esporte, dedicação às pessoas e vontade de transformar vidas, [Alberone] deixou uma marca que jamais será esquecida por ninguém que o conheceu. Seu legado viverá em cada aluno, amigo e familiar que teve sua vida tocada por seu exemplo. Obrigado por tudo o que construiu e compartilhou conosco. Nossos sentimentos à família, amigos e a todos que tiveram a imensa honra de conhecê-lo”, afirmou o CF Tríade, em nota.

Com informações de UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

Inflação é a maior para maio em cinco anos e supera teto da meta em 12 meses, aponta IBGE

Foto: Rafaela Araújo/Folhapress

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,58% em maio, após alta de 0,67% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (12).

Esse resultado representa a maior taxa para o mês de maio em cinco anos. O dado desta sexta só fica abaixo do número visto em maio de 2021, quando a inflação subiu 0,83%. Além disso, o IPCA de maio fez com que o índice voltasse a ultrapassar o teto da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 3%, mas com tolerância até 4,50%.

No acumulado de 12 meses até maio, o IPCA teve alta de 4,72%. A expectativa de analistas consultados pela Reuters, era de alta de 0,53% em maio, acumulando em 12 meses alta de 4,66%

O índice foi puxado principalmente pelo setor de alimentação e bebidas, com inflação de 1,33%. Em seguida, habitação (1,22%) e saúde (0,90%) completam o ranking de maior aumento de preços.

CNN Brasil

Opinião dos leitores

  1. Quando o diretor do IBGE VAI SER DEMITIDO?
    Não pode divulgar número desfavorável ao governo, isso é contra a democracia.

  2. Quando o diretor do IBGE VAI SER DEMITIDO?
    Não pode divulgar número desfavorável ao governo, isso é contra a democracia.

  3. Esse besta fera da molesta, tem nojo de pobre e preto, não perde oportunidade de lacrar em cima dos pobres e negros .

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Geral

[VÍDEO] LULA: “Rico não compra telefone roubado. Mas eu sei que os pobres compram. Quem é que não gosta de comprar uma coisinha barata?”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que pretende ampliar as ações do programa Celular Seguro para combater o mercado ilegal de aparelhos roubados ou furtados.

Ao comentar o assunto, Lula disse: “Eu sei que rico não compra telefone roubado. Mas eu sei que os pobres compram. Quem é que não gosta de comprar uma coisinha barata?”.

A fala que viralizou nas redes sociais nesta sexta-feira (12), ocorreu na última quarta-feira (10) durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), em Brasília.

Segundo o presidente, o governo possui informações sobre cerca de 2,5 milhões de celulares registrados como roubados ou furtados e pretende enviar notificações diretamente aos aparelhos identificados no sistema.

“Eu ia apertar um botãozinho e passava a mensagem dizendo que todos 2,5 milhões de pessoas que estão com o celular roubado têm que devolver. Precisa devolver porque ele pode estar cometendo um delito e, se ele for pego, ele pode sofrer uma punição desnecessária”, afirmou.

Lula disse que a situação de pessoas que adquiriram aparelhos sem saber a origem do produto o fez refletir sobre a medida, mas defendeu o avanço do programa.

“Essa inquietação econômica de quem está com o telefone roubado mexeu com a minha cabeça. Mas eu não posso ficar com essa dúvida porque o telefone seguro vai deixar 200 milhões de brasileiros tranquilos de que ele não vai ter mais o seu celular roubado”, declarou.

O presidente informou ainda que discutirá a implementação da nova fase do programa com o ministro da Justiça, Wellington César Lima. A iniciativa, criada em 2023, permite o bloqueio de celulares, linhas telefônicas e aplicativos em caso de roubo ou furto.

Ao reforçar a proposta, Lula afirmou: “Eu vou efetivamente despachar o sinalzinho para quem tiver com o telefone roubado devolver, porque senão poderá ter consequências”.

Opinião dos leitores

  1. PODERÁ TER CONSEQUÊNCIAS? ISSO É O QUE EU CHAMO DE PASSAR A MÃO NA CABEÇA DE BANDIDO. ALGUÉM TEM OUTRA VISÃO? ISSO É PAPEL DE UM PRESIDENTE DA REPÚBLICA HONESTO, DEFENDER LADRÃO? DAR COLHER DE CHÁ PRA BANDIDO?

  2. Kkkkkkk…. Esse Lula! Tem nadinha comprar um telefonezin roubado, independente do trauma causado à vítima.

  3. Lula se passasse 100 anos na cadeia ainda era pouco para o tipo de ladrão que ele é. Além de um canalha sem moral e um alcoolatra e mentiroso.

  4. Meu Deus, é mentiroso demais, só sendo analfabeto, ou filho de uma chocadeira para cair na conversa desse demente.

  5. Falou o maior incentivador da marginalidade e dos terroristas! Também esperar o quê do maior LADRÃO e CORRUPTO do mundo?

  6. Ladrão e desonesto , Lulinha incentivando a roubar, vender e comprar.
    A que ponto chegou o governo do nosso Brasil???

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *