Brasil

Senado conclui projeto das emendas sem brecha para bloqueio de recursos

Senado Federal. Foto: Agência Brasil

O Senado concluiu nesta 2ª feira (18.nov.2024) a votação do projeto que cria regras para a destinação de emendas de congressistas. Os congressistas decidiram sobre 2 destaques –trechos separados do texto. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu nos 2.

O principal deles, que pedia a possibilidade de o governo bloquear recursos caso necessário, foi rejeitado por 47 votos a 14, além de uma abstenção.

Foi uma mudança incluída durante a tramitação no Senado, a pedido do Palácio do Planalto. O texto que saiu da Câmara determinava só o contingenciamento.

Há diferenças entre contingenciamento e bloqueio. O contingenciamento é feito quando há frustrações de receitas. Já o bloqueio é um procedimento adotado pela União quando as despesas obrigatórias estão acima do estimado.

Os bloqueios são mais frequentes, por isso, interessava ao governo Lula que também constassem no projeto. A rejeição, portanto, foi uma vitória da oposição ao governo.

O líder da Oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que bloqueio serve como “situação praticamente de confisco” dos recursos e que haverá discriminação sobre quais emendas serão bloqueadas.

Já o líder do União Brasil, Efraim Filho (PB), afirmou que a inclusão de bloqueio não tem relação com as determinações de transparência e rastreabilidade feitas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Antes, outro destaque, submetido pelo líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), de adoção de um bloqueio linear de até 15%, foi derrubado. A tentativa foi frustrada por ter sido protocolada depois do término do debate sobre o tema na 5ª feira (14.nov).

DESTINAÇÃO DE EMENDAS DE COMISSÃO PARA SAÚDE

Os senadores também derrubaram o trecho que obrigava que, pelo menos, 50% das emendas de comissão fossem repassados à saúde. Foram 39 votos pela derrubada e 25, contra.

A rejeição também representa uma derrota para o governo Lula, que orientou seus aliados a votar para manter o mínimo de metade para a saúde.

O União Brasil, autor da emenda, argumentou que já existe esse mínimo para as emendas individuais e de bancada. Defendeu que não houvesse a obrigação para as emendas de comissão. Citou como exemplo a Comissão de Educação, que teria de repassar à saúde com outra prioridade.

O QUE DIZ O TEXTO

De autoria do deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA), o projeto cria regras para a destinação e para a prestação de contas de emendas individuais (incluindo as transferências especiais, conhecidas como emendas Pix), as de bancadas estaduais e as de comissões.

A formulação das regras foi uma exigência do STF. Em agosto, o ministro Flávio Dino suspendeu os repasses por falta de critérios de transparência e rastreabilidade. Para destravá-las, a Câmara tomou a iniciativa de criar normas de destinação e fiscalização de emendas individuais, de bancadas estaduais e de comissões.

O projeto foi relatado no Senado por Angelo Coronel (PSD-BA), que também é relator do Orçamento de 2025. O congressista chegou a elaborar uma proposta para regular as emendas, mas que não seguiu adiante. Ao final, a Câmara tomou a frente e aprovou projeto do deputado petista, ex-secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano de Dino no governo do Maranhão.

Coronel fez algumas modificações em relação ao texto original, como o aumento do número de emendas de bancadas de 8 para 10.

NÃO IDENTIFICAÇÃO DE EMENDAS DE COMISSÃO 

Um dos pontos centrais, no entanto, está fora do texto: a identificação dos congressistas que indicam as emendas de comissão.

Atualmente, essas emendas são identificadas com as assinaturas dos presidentes das comissões, com o argumento de que são coletivas. Isso oculta, portanto, os deputados e senadores que sugeriram os repasses ao colegiado.

O projeto não determina a identificação dos congressistas que sugeriram as emendas. O texto só diz que caberá aos líderes partidários fazer as indicações e que as aprovadas deverão “constar em atas, que serão publicadas e encaminhadas aos órgãos executores em até 5 dias”.

PROJETO INSUFICIENTE

Uma nota técnica feita pela Consultoria do Senado constatou que o projeto não atende a “praticamente nenhuma” das exigências feitas pelo STF.

“O projeto não responde a praticamente nenhuma das exigências colocadas por essas duas fontes normativas: de 14 critérios e parâmetros identificados, apenas 3 deles são atendidos substancialmente pelos dispositivos do projeto, e, ainda assim, esses 2 quesitos já constam dos normativos vigentes”, diz a consultoria.

A nota foi divulgada na semana passada e feita a pedido do senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Alguns dos pontos destacados pelo STF estão as transferências especiais, conhecidas como emendas Pix, por serem repassadas diretamente aos caixas das prefeituras e dos Estados. Outro ponto são as emendas de comissão, aprovadas em conjunto, sem identificação dos congressistas que as apadrinham.

A consultoria considera que o cerne do que determinou o STF está fora do texto.

“Ficam desatendidas as duas lacunas fundamentais apontadas nas decisões judiciais: a rastreabilidade na origem das emendas coletivas (e respectivas indicações) e na execução das transferências especiais (‘emendas Pix’)”, afirma a nota.

ORGANIZAÇÕES CRITICAM TEXTO

Em nota, as organizações Transparência-Brasil e Contas Abertas também afirmaram que o projeto tem deficiências e lacunas e não atende às exigências do STF.

Os grupos dizem que o projeto “contém falhas e omissões graves”, como a não exigência da prestação de contas dos beneficiados de emendas Pix.

A nota também menciona que:

  • congressistas seguem como meros indicadores de despesas;
  • governo deveria ter papel mais ativo;
  • deveria haver mais objetividade no que se refere ao estabelecimento de critérios técnicos para proposição, aprovação e execução de emendas;
  • falta de transparência na indicação de emendas de comissão;
  • emendas Pix poderão ser desmembradas depois da aprovação da LOA (Lei Orçamentária Anual) e entes beneficiados não precisarão prestar contas das emendas Pix recebidas;
  • falta de critérios técnicos para a aprovação e execução das emendas.

EMENDAS DE COMISSÃO

Segundo o projeto aprovado, só comissões permanentes do Congresso poderão apresentar emendas. O texto estabelece que deverá haver uma identificação “precisa” sobre os motivos e proíbe a “designação genérica”. Não diz, porém, quais seriam esses critérios.

Eis alguns pontos do projeto:

  • rito das indicações: a comissão receberá as propostas de indicação dos líderes partidários, ouvida a respectiva bancada, as quais deverão ser deliberadas em até 15 dias;
  • atas: as indicações aprovadas deverão constar em atas, que serão publicadas e encaminhadas aos órgãos executores em até 5 dias.

EMENDAS DE BANCADA

Cada bancada poderá destinar até 10 emendas. As regras para destinação são:

  • emendas de bancada: só poderão ser destinadas a projetos estruturantes e nos Estados das próprias bancadas. A exceção é para projetos de “amplitude nacional ou nos quais a matriz da empresa tenha sede em estado diverso do que será realizada a execução das obras ou serviços”;
  • individualização: proíbe a individualização de ações e projetos para atender a demandas ou a indicações de cada integrante da bancada;
  • indicações: serão de responsabilidade da bancada, mediante registro em ata, devendo ser encaminhadas aos órgãos executores.

O projeto de Rubens Jr. estabelece que os projetos estruturantes são os que envolvam saúde, educação, segurança pública, transporte, educação técnica e educação em tempo integral, saneamento e adaptação às mudanças climáticas.

EMENDAS INDIVIDUAIS

O projeto também define regras para as emendas individuais, incluindo as transferências especiais, que ficaram conhecidas como emendas Pix:

  • preferência para obras inacabadas;
  • o congressista autor da emenda deverá informar o objeto e o valor da transferência;
  • emendas Pix e TCU (Tribunal de Contas da União): transferências especiais da União a Estados e municípios ficarão sujeitas à apreciação da Corte de Contas;
  • prioridade para calamidade: emendas Pix para Estados e municípios em situação de calamidade ou de emergência terão prioridade para execução;
  • prazo para plano de trabalho: Estados e municípios que receberem transferências especiais terão até 30 dias a partir do recebimento para apresentar ao poder legislativo respectivo e ao TCU o plano de trabalho e cronograma de execução dos recursos.

“CARDÁPIO”

A proposta possibilita que o Executivo, em até 30 dias depois da promulgação do PLP (Projeto de Lei Complementar), apresente uma lista de projetos que necessitam de recursos, por meio de portarias dos órgãos executores, com prioridade para a conclusão de obras inacabadas. O trecho vale para as emendas de bancada e de comissão, que exigem interesse nacional e regional.

“Para o Orçamento de 2025, os órgãos executores de políticas públicas publicarão portarias, em até 30 (trinta) dias após a promulgação desta Lei Complementar, com critérios e orientações da execução das programações de interesse nacional ou regional, a serem observados em todas as programações discricionárias do Poder Executivo”, declara o texto.

TENSÃO COM O STF

As emendas de congressistas têm sido alvo de uma série de decisões do ministro Flávio Dino desde agosto, que culminou na suspensão das emendas impositivas, cujo pagamento é obrigatório pelo governo.

As ações do ministro causaram uma tensão entre os Três Poderes, até que, em 20 de agosto, representantes do Planalto, do STF e do Congresso se reuniram em um almoço e chegaram a um acordo sobre as emendas impositivas. Ficou acordado que a liberação deve ser realizada seguindo critérios de transparência e rastreabilidade.

Entretanto, propostas sobre o tema demoraram para ser apresentadas e as emendas continuaram travadas.

O comando da Câmara e líderes partidários consideraram que a Corte fez uma intervenção indevida no Poder Legislativo.

Fonte: Poder 360

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Geral

Associação dos comerciantes do alecrim mostra preocupação com o evento de Lula em Natal, no horário de maior movimento do comércio

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A Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), em nota, manifestou sua insatisfação e preocupação com o horário escolhido para a realização do evento “Piseiro com Lula e Cadu”, previsto para este sábado, 10 de outubro, com concentração a partir das 8h, no bairro do Alecrim, em Natal.

Segundo a nota, a escolha do horário é especialmente preocupante por coincidir com um dos períodos de maior movimentação do comércio local, justamente no sábado que antecede o Dia das Crianças, uma das principais datas comemorativas para o setor varejista. A expectativa de grande aglomeração, possíveis interdições de vias e dificuldades de acesso aos estabelecimentos comerciais poderá afastar consumidores e comprometer significativamente as vendas.

Para a AEBA, o cenário se torna ainda mais delicado diante das dificuldades econômicas enfrentadas pelos empresários, especialmente em razão das elevadas taxas de juros, do endividamento e dos custos crescentes da atividade comercial. Nesse contexto, comprometer o movimento de uma data tão importante representa um prejuízo que muitos comerciantes não podem suportar.

A AEBA ressaltou ainda que não se opõe à realização do evento, mas considera inadequada sua programação durante o principal horário de funcionamento do comércio, sobretudo em uma data de tamanha relevância econômica para o bairro.

Diante disso, a Associação solicita à organização do evento que reconsidere o horário anunciado, sugerindo que toda a programação, inclusive a concentração, seja remanejada para as 14h, quando o fluxo de consumidores em busca de compras já é naturalmente menor.

A entidade reafirmou seu compromisso com a defesa dos empresários do Alecrim e espera que prevaleçam o diálogo e o bom senso, de modo a conciliar a realização do evento com a preservação da atividade comercial, dos empregos e da renda de milhares de famílias que dependem economicamente do bairro.

 

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Brasil

Dez dos 15 jovens mais engajados nas redes são eleitos em 2026

Reprodução

Dez dos 15 candidatos de até 29 anos com maior engajamento nas redes sociais no primeiro turno foram eleitos. O levantamento do Instituto Democracia em Xeque analisou 65,7 mil publicações de 691 candidatos em cinco plataformas (Instagram, no TikTok, no X, no Facebook e no YouTube).

Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, liderou o ranking e conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Eduarda Campopiano (PL-SP), de 23 anos, ficou em sétimo lugar e foi eleita deputada estadual com a maior votação do estado para o cargo.

Os dois publicaram conteúdos em parceria e contaram com a participação do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), de 30 anos, que não entrou no recorte etário da pesquisa.

O estudo também identificou 59 eleitos entre os 831 jovens de até 29 anos que disputaram vagas legislativas, uma taxa de 7,1%, apontada pelo instituto como a maior das últimas quatro eleições.

Com informações da Revista Oeste

 

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Política

[VÍDEO] PROTESTO MINGUADO: Ato contra Flávio em Natal reúne poucos alunos do IFRN, atrapalha o trânsito e mobiliza viaturas da CPRE


Imagens recebidas pelo Blog do BG mostram um pequeno grupo de manifestantes do IFRN em Natal em um ato contra Flávio Bolsonaro. A mobilização chamou atenção pelo uso de viaturas do Comando de Polícia Rodoviária Estadual, cuja presença no local levantou questionamentos sobre a necessidade de deslocar os veículos de instituição pública para acompanhar um protesto de baixa adesão.

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Geral

Governo do RN garante transporte intermunicipal gratuito no 2º turno das eleições

Arquivo Assecom

Transporte será gratuito nas viagens intermunicipais e metropolitanas das 4h30 do dia 24 até as 16h do dia 26 de outubro, garantindo o deslocamento dos eleitores no segundo turno

A gratuidade do transporte coletivo intermunicipal e metropolitana durante o segundo turno das eleições de 2026 está garantida pelo Governo do Rio Grande do Norte por meio do Decreto nº 35.957, publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (9). A medida assegura o deslocamento dos eleitores entre os municípios potiguares até seus locais de votação e o retorno às suas cidades de origem.

A votação do 2º turno que irá eleger o presidente da república e o governador do estado acontece no domingo do dia 25 de outubro. O decreto determina a gratuidade das viagens intermunicipais e metropolitanas a partir das 4h30 da manhã do dia 24, sendo válida para todo o dia 25, e se estendendo até as 16h do dia 26 de outubro de 2026.

Para utilizar o transporte gratuitamente, o usuário deverá apresentar título de eleitor, e-título ou qualquer documento, físico ou eletrônico, que comprove sua identidade e o local de votação. Para a volta, deverá ser apresentado o comprovante de votação e a comprovação de que utilizou a gratuidade na ida. Caso o usuário já tenha adquirido os bilhetes de ida e volta juntos, não será preciso apresentar o comprovante de votação.

Transporte intermunicipal e metropolitana no RN também foi gratuito durante o 1º turno

O Governo do Estado também garantiu a gratuidade do transporte coletivo rodoviário intermunicipal de passageiros durante o 1º turno das eleições no Rio Grande do Norte. A medida se estendeu do dia 3 ao dia 5 de outubro, para ida e volta.

As empresas de transporte coletivo rodoviário intermunicipal serão devidamente ressarcidas pelo Estado dos custos que tiverem em razão da gratuidade prevista no decreto. Os dados das demandas do primeiro turno ainda não foram apresentados ao DER (Departamento de Estradas de Rodagem do RN).

Com informações da Assecom- Governo do RN

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Justiça condena Soraya Thronicke a pagar indenização a Alfredo Gaspar pela Fake News do estupro

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado e Andressa Anholete/Agência Senado

A senadora Soraya Thronicke (PSB) foi condenada pela Justiça de Alagoas a pagar R$ 50 mil por danos morais a Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. A decisão, proferida nesta sexta-feira (9), considerou que a parlamentar atribuiu publicamente ao deputado a prática de estupro sem apresentar provas.

O processo trata de declarações feitas por Soraya em entrevistas, coletivas de imprensa e publicações nas redes sociais. A defesa de Gaspar alegou que as acusações eram falsas e prejudicaram sua honra e reputação.

A 3ª Vara Cível de Maceió rejeitou o argumento de imunidade parlamentar apresentado pela defesa da senadora. Segundo o juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira, a proteção não autoriza acusações graves sem fundamento objetivo e sem relação substancial com a atividade legislativa.

A decisão também menciona que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou, em 6 de outubro, uma representação para investigar as acusações contra Gaspar. As diligências realizadas não confirmaram os fatos relatados.

Procurada, a assessoria de Soraya afirmou que a senadora ainda não foi notificada e questionou o andamento do processo. A defesa também alegou que teve um pedido de produção de prova testemunhal negado e afirmou que a parlamentar apenas encaminhou às autoridades uma notícia-crime recebida em seu gabinete.

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[VÍDEO] Rogério Marinho diz que PL não apoiará Allyson após recusa de apoio a Flávio Bolsonaro


VÍDEO: 98 FM Natal

O senador Rogério Marinho confirmou nesta sexta-feira (9) o que o BLOGDOBG já havia antecipado. O PL no Rio Grande do Norte não vai endossar nenhuma candidatura no segundo turno das eleições para o Governo do Estado.

Segundo Rogério, Allyson procurou o PL em busca de apoio, mas informou que não poderia assumir compromisso com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. Diante da posição do ex-prefeito de Mossoró, a legenda decidiu não declarar apoio formal a nenhum dos nomes na disputa estadual.

“Cada um dos representantes aqui do PL tem à disposição de ou não participar do processo, eu falo na questão estadual, ou entender de votar, é, no próprio Allyson”, afirmou o senador.

Marinho também destacou que o partido não apoiará o PT e lamentou a ausência de Álvaro Dias no segundo turno. Apesar da liberação no cenário estadual, Rogério Marinho afirmou que o PL está unido em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

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Pesquisa interna anima campanha e Flávio evita reagir à onda de ataques promovidos por Lula e aliados

Foto: Kebec Nogueira/Metrópoles

Um levantamento interno da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), o chamado tracking, aponta o senador com sete pontos percentuais de vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno. Conforme informações obtidas pelo Metrópoles, o tracking realizado nesta semana registra 51% das intenções de voto para Flávio, contra 44% de Lula.

Com base nos números, integrantes da campanha avaliam que não é necessário reagir imediatamente aos ataques do petista, que passou a associar o “tesouraço” defendido pelo adversário a cortes em programas sociais.

No primeiro turno, realizado no domingo (4), Flávio obteve 47,03% dos votos, ante 45,16% de Lula. O senador recebeu cerca de 56,1 milhões de votos, enquanto o presidente somou 53,8 milhões, uma diferença de aproximadamente 2 pontos percentuais.

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“FARSA”: Campanha de Lula anuncia ações contra Veja e Vorcaro após relato de financiamento de documentário

Foto: Ricardo Stuckert

A campanha de Lula (PT) anunciou nesta sexta-feira (9) cinco medidas contra as acusações de que Daniel Vorcaro teria financiado um documentário sobre o presidente. A reação veio após a Veja divulgar um áudio do ex-banqueiro e relatar supostos pagamentos de cerca de R$ 30 milhões para a produção.

Os advogados anunciaram pedido de direito de resposta, ação por danos morais, queixa-crime contra Vorcaro, solicitação de investigação à PF e pedido à Justiça Eleitoral para impedir o uso das acusações na propaganda. Os comunicados não esclarecem se as medidas já foram protocoladas.

A campanha classificou o episódio como uma “farsa” para tentar interferir no resultado eleitoral e acusou Flávio Bolsonaro (PL) de articulação com Vorcaro e a revista Veja. De acordo com o UOL, não foram apresentadas provas dessa suposta atuação conjunta. Lula negou ter solicitado ou recebido recursos do ex-banqueiro.

A PF informou que Vorcaro não prestou depoimento nem entregou documentos com o conteúdo descrito pela Veja. O UOL também não encontrou registros do suposto financiamento nas mensagens analisadas, o que, por si só, não comprova que os repasses não ocorreram. Os produtores negam ter recebido recursos de Vorcaro.

Com informações do UOL

Opinião dos leitores

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Dr. Ivan ganha destaque após coordenar campanha vitoriosa do pai

O nome de Dr. Ivan começou a ganhar ainda mais força nos bastidores da política de Baraúna depois do resultado das urnas. Médico e filho do deputado estadual Ivanilson Oliveira, ele foi o coordenador-geral da campanha do pai e teve papel importante na estratégia que levou o parlamentar a ampliar de forma significativa sua votação.

Ivanilson saiu de 27 mil para quase 48 mil votos e garantiu a reeleição para a Assembleia Legislativa. Na comemoração da vitória, o deputado agradeceu a Deus e fez questão de destacar especialmente o trabalho do filho na condução da campanha.

Bem articulado e com trânsito entre diferentes grupos políticos, Dr. Ivan passou a ser observado com mais atenção depois da eleição. Nos bastidores, seu nome já aparece como uma possível opção para disputar a Prefeitura de Baraúna em 2028.

Ainda não há uma definição sobre candidatura, mas uma coisa ficou evidente nesta eleição: Dr. Ivan mostrou que, além da medicina, também sabe fazer política.

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[VÍDEO] “Bolsonaro pediu patrocínio e Lula pediu propina”, diz Flávio sobre Vorcaro

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) citou a reportagem da Revista Veja que cita financiamento de um documentário sobre Lula para fazer críticas ao presidente nesta sexta-feira (9), durante um evento no Rio de Janeiro. “Bolsonaro pediu patrocínio e Lula pediu propina”, declarou.

“O que nós vimos agora foi um áudio do próprio Vorcaro dizendo o que eu sempre falei desde o dia 1. Com o filme do Bolsonaro não tem nada de errado, já com o filme do Lula foi dinheiro por fora, esse cara recebeu propina. Então o Bolsonaro pediu patrocínio e o Lula pediu propina”, disse o senador.

A revista Veja publicou relatos fo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, segundo os quais cerca de R$ 30 milhões teriam sido destinados ao Instituto Lula por meio de uma articulação com João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT.

A Procuradoria-Geral da República (PGR), porém, não deu andamento ao caso por considerar que faltavam elementos materiais consistentes para comprovar os pagamentos relatados. A defesa de Vorcaro afirmou dispor de capturas de tela, mensagens de WhatsApp e registros sobre as pessoas que teriam retirado o dinheiro, além de informações sobre rotas e locais utilizados na operação.

Opinião dos leitores

  1. Essas informações estavam em segredo com a PGR e a PF desde de maio e se não fosse a revista Veja não saberíamos nunca.

  2. Mas rapaz o Lula roubou ele mesmo O bicho é profissional mesmo, mais eu até entendo tá no sangue

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