Brasil

Senado conclui projeto das emendas sem brecha para bloqueio de recursos

Senado Federal. Foto: Agência Brasil

O Senado concluiu nesta 2ª feira (18.nov.2024) a votação do projeto que cria regras para a destinação de emendas de congressistas. Os congressistas decidiram sobre 2 destaques –trechos separados do texto. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu nos 2.

O principal deles, que pedia a possibilidade de o governo bloquear recursos caso necessário, foi rejeitado por 47 votos a 14, além de uma abstenção.

Foi uma mudança incluída durante a tramitação no Senado, a pedido do Palácio do Planalto. O texto que saiu da Câmara determinava só o contingenciamento.

Há diferenças entre contingenciamento e bloqueio. O contingenciamento é feito quando há frustrações de receitas. Já o bloqueio é um procedimento adotado pela União quando as despesas obrigatórias estão acima do estimado.

Os bloqueios são mais frequentes, por isso, interessava ao governo Lula que também constassem no projeto. A rejeição, portanto, foi uma vitória da oposição ao governo.

O líder da Oposição, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que bloqueio serve como “situação praticamente de confisco” dos recursos e que haverá discriminação sobre quais emendas serão bloqueadas.

Já o líder do União Brasil, Efraim Filho (PB), afirmou que a inclusão de bloqueio não tem relação com as determinações de transparência e rastreabilidade feitas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Antes, outro destaque, submetido pelo líder do Governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), de adoção de um bloqueio linear de até 15%, foi derrubado. A tentativa foi frustrada por ter sido protocolada depois do término do debate sobre o tema na 5ª feira (14.nov).

DESTINAÇÃO DE EMENDAS DE COMISSÃO PARA SAÚDE

Os senadores também derrubaram o trecho que obrigava que, pelo menos, 50% das emendas de comissão fossem repassados à saúde. Foram 39 votos pela derrubada e 25, contra.

A rejeição também representa uma derrota para o governo Lula, que orientou seus aliados a votar para manter o mínimo de metade para a saúde.

O União Brasil, autor da emenda, argumentou que já existe esse mínimo para as emendas individuais e de bancada. Defendeu que não houvesse a obrigação para as emendas de comissão. Citou como exemplo a Comissão de Educação, que teria de repassar à saúde com outra prioridade.

O QUE DIZ O TEXTO

De autoria do deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA), o projeto cria regras para a destinação e para a prestação de contas de emendas individuais (incluindo as transferências especiais, conhecidas como emendas Pix), as de bancadas estaduais e as de comissões.

A formulação das regras foi uma exigência do STF. Em agosto, o ministro Flávio Dino suspendeu os repasses por falta de critérios de transparência e rastreabilidade. Para destravá-las, a Câmara tomou a iniciativa de criar normas de destinação e fiscalização de emendas individuais, de bancadas estaduais e de comissões.

O projeto foi relatado no Senado por Angelo Coronel (PSD-BA), que também é relator do Orçamento de 2025. O congressista chegou a elaborar uma proposta para regular as emendas, mas que não seguiu adiante. Ao final, a Câmara tomou a frente e aprovou projeto do deputado petista, ex-secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano de Dino no governo do Maranhão.

Coronel fez algumas modificações em relação ao texto original, como o aumento do número de emendas de bancadas de 8 para 10.

NÃO IDENTIFICAÇÃO DE EMENDAS DE COMISSÃO 

Um dos pontos centrais, no entanto, está fora do texto: a identificação dos congressistas que indicam as emendas de comissão.

Atualmente, essas emendas são identificadas com as assinaturas dos presidentes das comissões, com o argumento de que são coletivas. Isso oculta, portanto, os deputados e senadores que sugeriram os repasses ao colegiado.

O projeto não determina a identificação dos congressistas que sugeriram as emendas. O texto só diz que caberá aos líderes partidários fazer as indicações e que as aprovadas deverão “constar em atas, que serão publicadas e encaminhadas aos órgãos executores em até 5 dias”.

PROJETO INSUFICIENTE

Uma nota técnica feita pela Consultoria do Senado constatou que o projeto não atende a “praticamente nenhuma” das exigências feitas pelo STF.

O projeto não responde a praticamente nenhuma das exigências colocadas por essas duas fontes normativas: de 14 critérios e parâmetros identificados, apenas 3 deles são atendidos substancialmente pelos dispositivos do projeto, e, ainda assim, esses 2 quesitos já constam dos normativos vigentes”, diz a consultoria.

A nota foi divulgada na semana passada e feita a pedido do senador Eduardo Girão (Novo-CE).

Alguns dos pontos destacados pelo STF estão as transferências especiais, conhecidas como emendas Pix, por serem repassadas diretamente aos caixas das prefeituras e dos Estados. Outro ponto são as emendas de comissão, aprovadas em conjunto, sem identificação dos congressistas que as apadrinham.

A consultoria considera que o cerne do que determinou o STF está fora do texto.

“Ficam desatendidas as duas lacunas fundamentais apontadas nas decisões judiciais: a rastreabilidade na origem das emendas coletivas (e respectivas indicações) e na execução das transferências especiais (‘emendas Pix’), afirma a nota.

ORGANIZAÇÕES CRITICAM TEXTO

Em nota, as organizações Transparência-Brasil e Contas Abertas também afirmaram que o projeto tem deficiências e lacunas e não atende às exigências do STF.

Os grupos dizem que o projeto “contém falhas e omissões graves”, como a não exigência da prestação de contas dos beneficiados de emendas Pix.

A nota também menciona que:

  • congressistas seguem como meros indicadores de despesas;
  • governo deveria ter papel mais ativo;
  • deveria haver mais objetividade no que se refere ao estabelecimento de critérios técnicos para proposição, aprovação e execução de emendas;
  • falta de transparência na indicação de emendas de comissão;
  • emendas Pix poderão ser desmembradas depois da aprovação da LOA (Lei Orçamentária Anual) e entes beneficiados não precisarão prestar contas das emendas Pix recebidas;
  • falta de critérios técnicos para a aprovação e execução das emendas.

EMENDAS DE COMISSÃO

Segundo o projeto aprovado, só comissões permanentes do Congresso poderão apresentar emendas. O texto estabelece que deverá haver uma identificação “precisa” sobre os motivos e proíbe a “designação genérica”. Não diz, porém, quais seriam esses critérios.

Eis alguns pontos do projeto:

  • rito das indicações: a comissão receberá as propostas de indicação dos líderes partidários, ouvida a respectiva bancada, as quais deverão ser deliberadas em até 15 dias;
  • atas: as indicações aprovadas deverão constar em atas, que serão publicadas e encaminhadas aos órgãos executores em até 5 dias.

EMENDAS DE BANCADA

Cada bancada poderá destinar até 10 emendas. As regras para destinação são:

  • emendas de bancada: só poderão ser destinadas a projetos estruturantes e nos Estados das próprias bancadas. A exceção é para projetos de “amplitude nacional ou nos quais a matriz da empresa tenha sede em estado diverso do que será realizada a execução das obras ou serviços”;
  • individualização: proíbe a individualização de ações e projetos para atender a demandas ou a indicações de cada integrante da bancada;
  • indicações: serão de responsabilidade da bancada, mediante registro em ata, devendo ser encaminhadas aos órgãos executores.

O projeto de Rubens Jr. estabelece que os projetos estruturantes são os que envolvam saúde, educação, segurança pública, transporte, educação técnica e educação em tempo integral, saneamento e adaptação às mudanças climáticas.

EMENDAS INDIVIDUAIS

O projeto também define regras para as emendas individuais, incluindo as transferências especiais, que ficaram conhecidas como emendas Pix:

  • preferência para obras inacabadas;
  • o congressista autor da emenda deverá informar o objeto e o valor da transferência;
  • emendas Pix e TCU (Tribunal de Contas da União): transferências especiais da União a Estados e municípios ficarão sujeitas à apreciação da Corte de Contas;
  • prioridade para calamidade: emendas Pix para Estados e municípios em situação de calamidade ou de emergência terão prioridade para execução;
  • prazo para plano de trabalho: Estados e municípios que receberem transferências especiais terão até 30 dias a partir do recebimento para apresentar ao poder legislativo respectivo e ao TCU o plano de trabalho e cronograma de execução dos recursos.

CARDÁPIO

A proposta possibilita que o Executivo, em até 30 dias depois da promulgação do PLP (Projeto de Lei Complementar), apresente uma lista de projetos que necessitam de recursos, por meio de portarias dos órgãos executores, com prioridade para a conclusão de obras inacabadas. O trecho vale para as emendas de bancada e de comissão, que exigem interesse nacional e regional.

Para o Orçamento de 2025, os órgãos executores de políticas públicas publicarão portarias, em até 30 (trinta) dias após a promulgação desta Lei Complementar, com critérios e orientações da execução das programações de interesse nacional ou regional, a serem observados em todas as programações discricionárias do Poder Executivo”, declara o texto.

TENSÃO COM O STF

As emendas de congressistas têm sido alvo de uma série de decisões do ministro Flávio Dino desde agosto, que culminou na suspensão das emendas impositivas, cujo pagamento é obrigatório pelo governo.

As ações do ministro causaram uma tensão entre os Três Poderes, até que, em 20 de agosto, representantes do Planalto, do STF e do Congresso se reuniram em um almoço e chegaram a um acordo sobre as emendas impositivas. Ficou acordado que a liberação deve ser realizada seguindo critérios de transparência e rastreabilidade.

Entretanto, propostas sobre o tema demoraram para ser apresentadas e as emendas continuaram travadas.

O comando da Câmara e líderes partidários consideraram que a Corte fez uma intervenção indevida no Poder Legislativo.

Fonte: Poder 360

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Política

Rogério Marinho acusa Lula de beneficiar bancos e penalizar o povo: ‘Robin Hood às avessas’

Foto: Diário do Poder/Divulgação

O senador Rogério Marinho (PL-RN) criticou o governo Lula (PT), afirmando que a política econômica adotada pela gestão petista beneficia o sistema financeiro enquanto amplia a carga sobre a população e o setor produtivo.

Em publicação nas redes sociais, Marinho afirmou que “nunca antes na história desse País os bancos lucraram tanto”.

O senador também acusou o governo de adotar uma política fiscal “irresponsável e leviana”, que privilegiaria bancos e rentistas em detrimento da população.

“Lula taxa o povo e quem produz e estabelece uma política fiscal irresponsável e leviana que privilegia bancos e rentistas, prejudicando a população. É o Robin Hood às avessas: dá com uma mão e tira com as duas. Padrão PT”, escreveu.

A crítica de Marinho foi motivada pelos dados divulgados pelo Banco Central, segundo os quais o sistema bancário registrou lucro de R$ 255 bilhões em 2025, o maior já alcançado pelo setor.

O desempenho foi registrado em um cenário de juros elevados, com a taxa básica da economia (Selic) chegando a 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas e um dos mais altos do mundo em termos reais.

A elevação dos juros foi adotada pelo Banco Central como instrumento para conter a inflação ao longo de 2025. O ciclo de queda da Selic teve início apenas em 2026.

Taxas de juros elevadas costumam favorecer a rentabilidade das instituições financeiras, ao mesmo tempo em que encarecem o crédito para consumidores e empresas.

Diário do Poder

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Eleições 2026

Aliados de Flávio avaliam iniciar campanha em São Paulo ou no Nordeste

Foto: Reprodução/Instagram

A equipe do senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, estuda duas principais possibilidades para o pontapé inicial da campanha em 16 de agosto: o estado de São Paulo ou algum ponto da região Nordeste. A definição ainda não foi tomada e o planejamento segue em andamento.

São Paulo aparece como uma das principais opções por concentrar o maior colégio eleitoral do país, onde a disputa é considerada voto a voto. Além disso, auxiliares destacam a importância do estado por abrigar a Faria Lima, principal centro financeiro do país. Os maiores cabos eleitorais de Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), também estão na região, o que poderia impulsionar a agenda. Foram esses motivos, inclusive, que fizeram com que o QG do senador fosse construído na capital paulista.

Já a possibilidade de iniciar a campanha no Nordeste é vista como um gesto político para ampliar o diálogo em uma região historicamente mais identificada com o presidente Lula (PT). A estratégia busca alcançar o eleitor indeciso ou mais distante de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, a avaliação é que o senador já consolidou o apoio do eleitorado bolsonarista e que o desafio agora é justamente conquistar novos segmentos.

Antes disso, a prioridade da campanha nesta semana é concluir as negociações por apoios e acordos políticos. Como mostrou a coluna, Flávio ainda não conseguiu fechar alianças para a composição da chapa presidencial e cresce, internamente, a possibilidade de uma chapa puro-sangue.

Paralelamente, a campanha também define a estratégia para a participação nos debates. A expectativa é que Flávio Bolsonaro compareça apenas aos encontros em que Lula também estiver presente, diante da avaliação interna de que a disputa pelo segundo turno tende a ficar concentrada entre os dois.

Segundo uma fonte ouvida pela coluna, sem a presença de Lula, a participação de Flávio perderia sentido estratégico. O entendimento é que candidatos com menor intenção de voto, como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (NOVO) e Renan Santos (Missão), concentrariam ataques ao senador para tentar crescer nas pesquisas. De acordo com levantamentos acompanhados pela campanha, os três aparecem entre 3% e 5% das intenções de voto, a depender do instituto.

Jovem Pan

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Brasil

Cobertura triplex onde Elize Matsunaga matou marido é colocada à venda por valor milionário

Foto: Reprodução

Mais de uma década após o assassinato do empresário Marcos Matsunaga, a cobertura onde o crime ocorreu foi colocada à venda por R$ 2,8 milhões, na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo. O imóvel hoje pertence aos pais da vítima, que assumiram a propriedade após o encerramento da disputa judicial envolvendo Elize Matsunaga. A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Ullisses Campbell, de O Globo.

Ao jornalista, representantes da família afirmaram que a cobertura já foi negociada. Apesar disso, o apartamento continua anunciado em pelo menos três imobiliárias, que ainda permitem o agendamento de visitas.

O imóvel permaneceu durante anos no centro de um impasse na Justiça. Quando adquiriu as duas coberturas, em 2008, Marcos Matsunaga registrou uma delas em nome de Elize por meio de uma doação. Após a condenação pelo assassinato do marido, ela perdeu o direito sobre a propriedade, mas ainda tentou reavê-la judicialmente. Somente depois da conclusão desse processo os dois apartamentos passaram integralmente para os pais do empresário, que decidiram colocá-los à venda.

A cobertura anunciada ocupa quatro pavimentos de um edifício construído em 1990 e reúne características de alto padrão. O imóvel possui piscina privativa, sauna seca com sala de descanso, adega climatizada, cinco suítes, quatro vagas de garagem, dois depósitos no subsolo e vista panorâmica da capital paulista.

Originalmente formado pela união de duas unidades residenciais, o apartamento tinha cerca de 370 metros quadrados quando era ocupado pelo casal. Entre seus diferenciais estavam um quarto do pânico, escondido atrás de um armário e equipado com portas blindadas, climatização independente e linha telefônica exclusiva, além de uma adega climatizada para armazenar a coleção de vinhos de Marcos Matsunaga.

Segundo a imobiliária responsável pelo anúncio, o valor pedido está cerca de 32% abaixo da média praticada para imóveis semelhantes no edifício. Enquanto outras coberturas são avaliadas em aproximadamente R$ 3,247 milhões, o apartamento foi anunciado por cerca de R$ 8,2 mil por metro quadrado.

Correio 24h

 

 

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Geral

TJRN derruba lei que criava loteria no município de Jaçanã

Foto: Reprodução/iStock

A loteria municipal de Jaçanã foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). A decisão foi tomada após o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a norma criada pela Prefeitura de Jaçanã.

O Tribunal Pleno acompanhou o voto do relator, desembargador Amílcar Maia. Dessa forma, os magistrados declararam a invalidade da lei municipal que instituía um serviço próprio de loteria no município.

Segundo o TJRN, a Constituição Federal estabelece que apenas a União pode criar, regulamentar e autorizar jogos, apostas e modalidades lotéricas.

Além disso, a decisão destacou que essa competência está prevista no artigo 22, inciso XX, da Constituição Federal. Por esse motivo, o município não possui autorização constitucional para instituir ou regulamentar um serviço de loteria próprio.

Assim, o Tribunal concluiu que a legislação municipal invadiu uma competência exclusiva da União, o que tornou a norma incompatível com a Constituição.

A ação foi apresentada pela Procuradoria-Geral de Justiça contestando os artigos primeiro e segundo da Lei Complementar Municipal número 54 de 2025 de Jaçanã, que pretendia autorizar a exploração de jogos lotéricos de forma direta ou por meio de concessões e parcerias com empresas privadas. O entendimento fixado pelo Tribunal aponta que os Municípios não possuem autorização constitucional para instituir, regulamentar ou explorar serviços públicos lotéricos, uma vez que a matéria não se enquadra como assunto de interesse local nem integra as atribuições municipais.

A decisão também destacou que a criação de loterias por Prefeituras invade a competência do Governo Federal e contraria o entendimento do Supremo Tribunal Federal, que já havia determinado a suspensão de leis municipais semelhantes em todo o país.

Com a declaração de inconstitucionalidade dos artigos principais da Lei Complementar número 54 de 2025, todo o texto da norma municipal perdeu a validade, ficando o prefeito e o presidente da Câmara Municipal de Jaçanã oficiados sobre a decisão.

 

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Mundo

Chanceler argentino reitera apoio a Flávio e nega romper relação com Brasil

Foto: AFP

Pablo Quirno, ministro das Relações Exteriores da Argentina, afirmou nesta quarta-feira (29) que o país não romperá relações com o Brasil em meio à crise diplomática.

Em entrevista à Radio Mitre, o chanceler ressaltou que Javier Milei apoia a família Bolsonaro, destacando que ele participou da convenção nacional do Partido Liberal, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Questionado sobre a fala do vice-presidente Geraldo Alckmin de que os xingamentos do líder argentino ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva são um desserviço ao povo argentino, Quirno respondeu que trata-se de “juízos de valor”.

“Nós acreditamos que o que Lula está fazendo no Brasil não é o caminho certo, enquanto eles consideram que é apropriado”, comentou.

Em seguida, pontuou que “não há chance” de rompimento de relações entre os países por parte da Argentina.

“Quanto ao fato de o chanceler brasileiro ter convocado o embaixador argentino… bem, isso é algo que nós não fazemos; não elevamos questões ao nível institucional. Mantemos as disputas eleitorais, bem como as diferenças políticas e ideológicas, dentro desse âmbito específico”, adicionou o ministro.

Ele também afirmou que o governo de Milei tem a mais alta estima pelo embaixador brasileiro na Argentina, Julio Vitelli, que foi convocado pelo Brasil para consultas.

O chanceler destacou esperar que Vitelli retorne ao país o mais rápido possível para continuar desenvolvendo “nossa ampla agenda bilateral”.

CNN

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Polícia

Adolescente de Caicó que matou homem em hotel de João Pessoa também se apresentava como pastor e fingiu ter 18 anos

Foto: Reprodução

O adolescente de 17 anos apreendido por suspeita de torturar e matar o motorista por aplicativo Washington Rodrigo, de 34 anos, em um quarto de hotel em João Pessoa, usava um documento falso para se passar por maior de idade e se apresentava como pastor evangélico, de acordo com informações do UOL.

Natural de Caicó, o adolescente, que também dizia ser servidor público do TJRN nas redes sociais, se entregou à Polícia Civil na noite de segunda-feira (27), acompanhado por um advogado, três dias após o crime. Ele foi ouvido e será transferido para João Pessoa, onde ficará apreendido, provisoriamente, à disposição da Justiça.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizou uma identidade falsa para reservar o quarto do hotel e marcou um encontro com Washington. Em depoimento, afirmou que temia que a vítima expusesse o relacionamento entre os dois e disse que pretendia apenas deixá-la desacordada para conseguir fugir.

Ainda conforme a polícia, o adolescente convenceu Washington a algemar as próprias mãos para trás do corpo e colocar um pano na boca, alegando que se tratava de um fetiche sexual. Em seguida, passou a ameaçá-lo com uma pistola de airsoft e o matou por asfixia mecânica, utilizando o fio de um secador de cabelo.

A investigação revelou que o jovem já possui 17 boletins de ocorrência por atos infracionais registrados no Rio Grande do Norte, incluindo casos análogos a furto qualificado, extorsão, perseguição, ameaça e violência doméstica. Ele também já foi internado em uma unidade socioeducativa.

Nas redes sociais, o adolescente afirmava ser professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), além de se apresentar como mentor, escritor e palestrante. A polícia informou, no entanto, que ele utilizava informações falsas. O jovem também pregava em igrejas evangélicas e mantinha um canal religioso no YouTube.

Washington Rodrigo foi encontrado morto na tarde da última sexta-feira (24), nu, algemado, com um fio de secador enrolado no pescoço e um pano na boca. Segundo a investigação, o adolescente tentou deixar o hotel com o carro da vítima após o crime, mas não conseguiu dirigir o veículo e fugiu a pé. A Polícia Civil segue apurando o caso.

Correio 24h

 

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Economia

Prefeitura do Natal e Fecomércio RN apresentam resultados da pesquisa do São João de Natal 2026

Foto: Secom/Arquivo

A Prefeitura do Natal e a Fecomércio RN apresentam, nesta quinta-feira (30), às 11h, na sede da Federação, os resultados da pesquisa que mensura os impactos econômicos e turísticos do São João de Natal 2026. O levantamento reúne dados sobre os principais impactos da festa na capital, com informações sobre o crescimento do público, a movimentação econômica, a atração turística e os reflexos nos setores do comércio e dos serviços.

Na edição anterior, realizada em 2025, o estudo apontou que o São João de Natal reuniu cerca de 938 mil pessoas ao longo do mês de junho e movimentou aproximadamente R$ 188,6 milhões na economia. O gasto médio diário foi de R$ 272,24 entre turistas e de R$ 161,57 entre residentes, representando crescimento superior a 25% em ambas as categorias. A avaliação geral do evento alcançou nota média de 9,29, chegando a 9,42 entre os turistas, enquanto 95,9% dos entrevistados afirmaram que pretendiam retornar ao São João de Natal em 2026.

O prefeito Paulinho Freire comentou a expectativa em relação à divulgação dos resultados. “A expectativa é muito positiva. Ao longo de todo o São João vimos uma grande participação do público, movimentação intensa nos polos e um forte envolvimento dos setores ligados ao turismo, ao comércio e aos serviços. Agora aguardamos os dados da pesquisa, que vão mostrar de forma técnica o alcance desse trabalho e os impactos gerados para a economia da nossa cidade.”

 

 

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Geral

FICOU SÓ NA PROMESSA: Anunciado em março pela governadora, Programa RN + Esporte e Lazer ainda não saiu do papel

Foto: Joana Lima/ Assecom

No final de março, a governadora Fátima Bezerra lançou o edital do Programa RN + Esporte e Lazer, com a promessa de investir R$ 10 milhões neste ano em mais de 500 projetos apoiados em 54 municípios do RN. Depois de quatro meses do anúncio oficial, o programa está totalmente parado, segundo denúncia recebida pelo Blog do BG.

De acordo com o relato que chegou ao blog, as propostas não estão sendo analisadas nem votadas e, até agora, o governo não apresentou nenhuma justificativa ou informação sobre o motivo da suspensão das reuniões.

O reflexo disso é concreto: eventos esportivos, projetos sociais e instituições que planejaram todo o cronograma do ano com base nesses recursos estão literalmente no escuro, sem previsão de quando ou mesmo se o projeto vai sair do papel.

O lançamento do programa parece que foi usado apenas como vitrine política para o pré-candidato do PT ao Governo do Estado Cadu Xavier e para o ex-subsecretário de Esporte e Lazer Cezinha Nunes, que é pré-candidato a deputado estadual pelo PCdoB. O investimento no esporte e lazer ficou só na promessa de Fátima.

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Cidades

VIROU ROTINA? Esgoto da Caern jorra na rede de drenagem pluvial na praia de Ponta Negra; assista

Imagem: Cedida

Mais um despejo irregular de resíduos na rede de drenagem pluvial foi registrado em Ponta Negra, zona Sul de Natal. As imagens mostram o extravasamento de esgoto na faixa de areia da praia, evidenciando mais um caso de crime ambiental na área destinada a banhistas e turistas.

Considerada uma das mais importantes da capital, a obra da engorda de Ponta Negra é, constantemente, poluída por esgotos provenientes de ligações clandestinas que deveriam ser identificadas e neutralizadas pela Caern.

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Polícia

Suspeito de planejar assassinato de delegado morre em confronto com a Polícia Civil no RN

Foto: Reprodução

Um suspeito, de 27 anos, morreu em uma troca de tiros com a Polícia Civil durante uma operação no município de João Câmara, nesta quarta-feira (29). Ele é suspeito de planejar a morte do delegado Luciano Augusto, em plano que foi revelado em abril deste ano pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

De acordo com a Polícia Civil, o homem integrava o denominado “Quadro Geral” da organização criminosa e exercia a função conhecida como “disciplina”, sendo responsável pelo planejamento e determinação de homicídios, pela logística de armamentos e pela aplicação de punições e torturas contra integrantes considerados dissidentes pelo grupo.

As investigações tiveram início em 2025, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do suspeito. Ao longo da apuração, foram reunidos elementos que indicam sua participação em um plano para atentar contra a vida de um agente de segurança que atua na região. Conforme apurado, ele teria atuado como intermediador de ordens transmitidas por integrantes da organização criminosa custodiados no sistema prisional.

Com o aprofundamento das diligências, verificou-se que o homem também monitorava a rotina de policiais civis, buscando identificar oportunidades para a execução de ataques contra os agentes.

Conforme apurado, ainda em 2025, ele teria se deslocado até o município de Caiçara do Norte/RN com o objetivo de emboscar um policial civil.

Com informações do Portal da Tropical

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