A Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico (Seturde), na qualidade de demandante adjunta do Ministério do Turismo iniciou na manhã desta segunda-feira, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), as cinco primeiras turmas profissionalizantes do Pronatec Copa nas seguintes modalidades: Garçom, Camareira, Meios de Hospedagem, Recepcionista em Meios de Hospedagem e Turma de Auxiliar de Cozinha.
Segundo o coordenador de projetos da Seturde, Daniel Marinho, em setembro, os alunos já inscritos devem ingressar em novas turmas. “As turmas que estão iniciando agora e as previstas para setembro são apenas para os alunos já inscritos que totalizaram 310 vagas. Estes alunos devem ficar atentos, pois o Senac está entrando em contato de acordo com ordem de inscrição de cada um para iniciar as turmas”, explica Daniel. Os cursos serão todos ministrados na Unidade do Senac Centro, na Cidade Alta, mais informações no número 4005-1643.
O ex-deputado estadual Fábio Dantas afirmou que o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte e pré-candidato ao governo, Cadu Xavier (PT), tem “grande chance” de ser eleito governador nas eleições de 2026. A declaração foi dada nesta segunda-feira (23), em entrevista ao Repórter 98, da 98 FM Natal.
Fábio Dantas avaliou que a força eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio Grande do Norte pode impulsionar a candidatura de Cadu Xavier ao governo do estado.
Segundo ele, o desempenho de Lula nas eleições anteriores indica um potencial relevante de transferência de votos para o candidato apoiado pelo PT.
“Cadu tem uma grande chance de ser o governador do estado, porque é o candidato de Lula”, afirmou.
Base eleitoral do PT
Fábio destacou números das eleições passadas para sustentar o argumento. De acordo com ele, Lula obteve mais de 1 milhão de votos no estado, enquanto a governadora Fátima Bezerra também registrou votação expressiva.
Na avaliação do ex-deputado, mesmo com eventuais perdas, a base eleitoral ligada ao presidente ainda seria suficiente para manter Cadu competitivo.
“É muito difícil que Cadu, sendo o candidato de Lula, perca tanto voto assim para não ter 38% a 40% dos votos”, disse.
A Caixa de Assistência dos Advogados do Rio Grande do Norte (CAARN), vinculada à Ordem dos Advogados do Brasil no RN (OAB/RN), lança no próximo dia 28 de março a campanha anual de vacinação contra a gripe voltada à advocacia potiguar. A iniciativa terá início em Natal, seguindo o calendário estabelecido pelo Conselho Federal da OAB e pelo Ministério da Saúde.
Em Natal, a campanha contará com um Dia D de vacinação, que será realizado na Arena da Advocacia, das 8h às 16h, oferecendo um ponto estratégico e de fácil acesso para a imunização dos profissionais. Além disso, a vacinação seguirá na capital no período de 30 de março a 10 de abril, na Clínica da Advocacia, das 8h às 17h, ampliando o acesso à imunização para a categoria.
A vacina disponibilizada é do tipo trivalente monodose, que protege contra duas cepas do vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e uma cepa de Influenza B. A imunização amplia a proteção contra os vírus com maior circulação no mundo, sendo essencial especialmente em períodos de aumento das doenças respiratórias. A vacina também pode ser aplicada em mulheres grávidas e pessoas com alergia à proteína do ovo, conforme orientação de segurança.
A campanha ocorre em um momento estratégico, marcado pela maior incidência de síndromes gripais, e tem como foco proteger advogadas e advogados que atuam diariamente em contato direto com o público, seja em fóruns, audiências ou repartições públicas. A ação contribui para a redução de afastamentos e para a manutenção da atividade profissional com segurança.
Em Mossoró, a vacinação acontecerá no dia 30 de março, na Casa da Advocacia, ampliando o alcance da campanha no interior do estado. As demais subseções da OAB/RN também receberão a ação na sequência, conforme cronograma que será disponibilizado em breve pela CAARN.
Para a presidente da CAARN, Ursula Bezerra, a iniciativa reforça o compromisso da instituição com o cuidado integral da advocacia. “Cuidar da saúde da advocacia é também cuidar da qualidade do serviço prestado à sociedade. Essa campanha é um gesto concreto de valorização da categoria, garantindo acesso à prevenção em um momento de maior vulnerabilidade às doenças respiratórias”, destacou.
O presidente da OAB/RN, Carlos Kelsen, também ressaltou a importância da vacinação como medida de proteção coletiva. “A vacinação é uma medida essencial de proteção individual e coletiva. Ao garantir esse acesso à advocacia, fortalecemos não apenas a categoria, mas também a própria prestação da justiça, que depende de profissionais saudáveis e em plena atividade”, afirmou.
A campanha reafirma o papel da CAARN na promoção da saúde e bem-estar da advocacia potiguar, fortalecendo ações preventivas e ampliando o cuidado com os profissionais em todo o estado.
Para mais informações, acesse o Instagram @caarn e baixe o aplicativo CAARN/OAB.
Serviço:
Dia D de Vacinação em Natal
Local: Arena da Advocacia
Endereço: Av. dos Xavantes, 2927 – Pitimbu, Natal – RN, 59067-600
Data: 28 de março
Horário: Das 8h às 16h
Vacinação em Natal (continuidade da campanha)
Local: Clínica da Advocacia
Período: 30 de março a 10 de abril
Horário: Das 8h às 17h
A dragagem do Porto de Natal, inicialmente prevista para janeiro de 2026 e posteriormente adiada para março, sofreu novo atraso e agora deve começar apenas na segunda quinzena de abril.
Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a mudança no cronograma ocorre devido à necessidade de conclusão de aprovações técnicas e à superação de entraves burocráticos envolvendo o Idema e a Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte. 
A obra, considerada estratégica para ampliar a competitividade do terminal, tem custo estimado em R$ 54,5 milhões, valor já garantido pelo governo federal. O serviço será executado pela DTA Engenharia, vencedora da licitação. 
Pelo cronograma anterior, a empresa deveria apresentar o projeto executivo em fevereiro, com previsão de início das obras ainda em março. No entanto, os projetos básico e executivo seguem em fase final de aprovação. 
Como parte das etapas preparatórias, o Ministério já encaminhou à Capitania dos Portos o pedido de autorização definitiva para a dragagem, incluindo licenciamento ambiental e definição da área de despejo do material. 
A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) informou que o cronograma segue em ajustes, após solicitações adicionais de informações por parte da Capitania, que ainda estão em fase de validação. 
Com o novo adiamento, o próprio Ministério já admite impacto no prazo final da obra. A previsão mais recente indica que os serviços com a draga de grande porte devem se estender até agosto. 
A dragagem vai ampliar o calado do canal de acesso, atualmente em 10 metros, permitindo a operação de navios com até 11 metros de profundidade. A intervenção também inclui a bacia de evolução, essencial para manobras seguras das embarcações. 
Entre os entraves ainda existentes estão exigências ambientais adicionais, como a ampliação da licença junto ao Idema para novas áreas da bacia de evolução, além da necessidade de sinalização provisória na Ponte Newton Navarro, o que pode gerar custos extras. 
Para o governo federal, a dragagem faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento do Porto de Natal, que já recebeu investimentos em infraestrutura, como reforma de armazéns, instalação de sistema fotovoltaico e melhorias operacionais. 
Com a obra, a expectativa é permitir a chegada de navios maiores, ampliar rotas comerciais e melhorar o escoamento de cargas, aumentando a competitividade do terminal potiguar. 
O empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), realizou em janeiro de 2025 uma viagem de alto padrão à Noruega e à Finlândia para observar a aurora boreal ao lado da família, com todas as despesas da viagem pagas pela lobista Roberta Luchsinger. O custo estimado do roteiro foi de cerca de R$300 mil por família.
Luchsinger custeava despesas pessoais de Lulinha e de seus familiares e era financiada por Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, lobista enrolado e preso no âmbito das investigações sobre o esquema da gatunagem contra aposentados e pensionistas do INSS.
A viagem foi organizada pela influenciadora de turismo de luxo Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Em suas redes sociais, Marina se apresenta como especialista em viagens de alto padrão, oferecendo experiências exclusivas com hospedagens de luxo, transporte premium e roteiros personalizados.
O grupo embarcou rumo à Europa em voo da Swiss Airlines. Em valores atuais, passagens de primeira classe entre o Brasil e a Europa podem chegar a cerca de R$ 60 mil ida e volta por pessoa. Já os deslocamentos internos foram realizados por uma companhia aérea regional escandinava.
O ponto alto da viagem ocorreu na Lapônia finlandesa, onde o grupo se hospedou no Octola, um hotel de ultra luxo localizado em Rovaniemi. A propriedade ocupa uma área isolada de floresta boreal e funciona em regime de exclusividade, recebendo apenas um grupo por vez.
As diárias no local podem chegar a R$ 37 mil por pessoa, e o hotel é conhecido por oferecer experiências privadas voltadas à observação da aurora boreal, além de serviços personalizados em meio à paisagem ártica.
A viagem reuniu hospedagem exclusiva, transporte de alto padrão e programação voltada ao turismo de luxo na região escandinava.
A paralisação de repasses federais tem travado a execução de obras em Natal, de acordo com o secretário municipal de Planejamento, Vagner Araújo. O gestor destacou que contratos firmados com a União seguem sem execução financeira regular, o que atrapalha o andamento de intervenções estruturantes na cidade.
De acordo com o secretário, há um bloqueio nos repasses cuja origem ainda não foi esclarecida pelo Governo Federal. “Por algum motivo que a gente não sabe exatamente qual é, os recursos foram travados”, afirmou Vagner, acrescentando que as obras afetadas são realizadas a partir de uma parceria entre a Prefeitura e a União.
O impacto prático aparece em obras que avançam abaixo do ritmo previsto ou dependem de soluções alternativas para não pararem completamente. “Tem obras que estão com mais de ano sem nenhum centavo liberado”, acrescentou Araújo, ao descrever o cenário enfrentado pela gestão municipal.
Vagner disse que a Prefeitura tem buscado a retomada das transferências financeiras, mas sem sucesso. “O prefeito Paulinho Freire tem feito um esforço, tem ido a Brasília, tem ido aos ministérios, tem tentado sensibilizar sobre a importância, inclusive do cumprimento dos contratos que já foram assinados. Mas isso não tem ocorrido”, destacou o secretário de Planejamento.
Um dos casos mais emblemáticos é o da requalificação das praias da Zona Leste — Praia dos Artistas, Praia do Meio e Praia do Forte. Iniciada em 2024 com previsão de conclusão no primeiro semestre de 2025, a obra chegou a cerca de 70% de execução e, desde então, passou a avançar de forma mais lenta devido à ausência de novos repasses da União. O último pagamento federal ocorreu em maio de 2024, no início do projeto, há quase dois anos.
Orçada em R$ 39 milhões, a intervenção ainda depende de aproximadamente R$ 8 milhões de verba federal para ser concluída, além de cerca de R$ 10 milhões de contrapartida municipal, segundo informações da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra). Sem esses valores, a Prefeitura passou a executar apenas trechos financiados com recursos próprios, o que fragmenta o cronograma e impede o avanço simultâneo das frentes de trabalho.
A secretária da Seinfra, Shirley Cavalcanti, já havia explicado em fevereiro que essa limitação compromete a lógica da obra, já que parte das intervenções depende da execução de etapas financiadas com recursos federais. “Estamos fazendo o que a gente pode dentro dos recursos próprios do Município. Por isso a demora. Por isso que ela está se protelando tanto”, afirmou, à época.
Nesta segunda-feira, Vagner Araújo reforçou que a Prefeitura tem buscado explicações formais para a interrupção dos repasses. “Ainda se busca, se espera, inclusive se busca uma explicação para essa paralisação”, disse. Ele também ressaltou que os recursos fazem parte de contratos já firmados, o que, na avaliação da gestão, cria uma obrigação por parte da União em manter o fluxo financeiro.
Diante do impasse, o município passou a adotar estratégias para evitar a paralisação total das obras. Uma das principais foi a contratação de financiamento junto à Caixa Econômica Federal, por meio da linha Finisa. O pacote soma cerca de R$ 190 milhões e tem como objetivo tanto retomar obras paradas quanto viabilizar novos investimentos.
Com o financiamento, a Prefeitura ganha margem para atuar em diferentes frentes, reduzindo a dependência imediata dos repasses da União.
Além da orla da Zona Leste, outras intervenções também foram afetadas pela interrupção do fluxo federal, como obras na Pedra do Rosário e o pontilhão de Cidade Nova. Vagner Araújo resumiu o cenário ao afirmar que, em determinado momento, “de repente, travou-se o fluxo financeiro”, o que exigiu uma reorganização do planejamento municipal.
Mesmo com as dificuldades, a gestão afirma que pretende manter o cronograma de entregas, ainda que de forma parcial. No caso da orla, já foram inaugurados equipamentos como o skate park da Praia do Meio, e há previsão de entrega de parte dos quiosques e estruturas de apoio ao turismo, como o Centro de Atendimento ao Turista e uma base da Guarda Municipal.
O projeto completo inclui melhorias no calçadão, instalação de banheiros, iluminação moderna, lixeiras subterrâneas, passarelas acessíveis, estacionamentos e espaços esportivos ao longo da orla. Também estão previstas intervenções em áreas como o mirante da Avenida Getúlio Vargas e o Largo do Sol Nascente, que ainda aguardam definição de cronograma para conclusão.
A requalificação da orla da Zona Leste de Natal tem recursos assegurados a partir de um convênio com o Ministério das Cidades, do Governo Federal. A origem da verba é uma emenda parlamentar da modalidade RP-9 – rubrica das chamadas emendas de relator, que deram origem ao que ficou conhecido como orçamento secreto e cujo pagamento sofreu restrições do Supremo Tribunal Federal (STF).
O STF chegou a proibir o pagamento de emendas RP-9, mas depois liberou os repasses desde que fossem adotados critérios de transparência e rastreabilidade do dinheiro. Segundo a secretária de Infraestrutura, o senador Styvenson Valentim (PSDB) já enviou ofício ao Governo Federal se declarando padrinho da obra e autor da indicação da emenda destinada pelo relator do Orçamento, cumprindo a regra de transparência determinada pelo Supremo. Isso teria acontecido, segundo ela, em julho de 2025. Ainda assim, porém, a verba segue retida.
Faleceu na noite desta segunda-feira (23), aos 71 anos, Hosmedito Cavalcanti Júnior, conhecido como Júnior de Gina, Assistente-Geral da Comunidade Católica de Casais Vida Nova. A informação foi confirmada por membros da própria comunidade, que lamentaram profundamente a perda.
Reconhecido como um dos primeiros servos da missão, Júnior teve atuação marcante ao longo de sua trajetória, contribuindo significativamente para a evangelização e formação de casais e famílias. Seu trabalho incluiu atividades de gestão, pregação, ensino e acompanhamento espiritual, sendo considerado uma referência dentro da comunidade.
Segundo relatos de integrantes da Vida Nova, sua dedicação e compromisso com a fé impactaram diretamente a vida de muitos participantes, deixando um legado de serviço e entrega religiosa.
Hosmedito deixa a esposa, Gina, três filhos, dois netos e uma ampla rede de amigos e fiéis que foram tocados por sua caminhada de fé. A Comunidade Vida Nova destacou, em nota, o sentimento de gratidão pela vida e missão do líder, ressaltando a saudade deixada entre os membros.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) supera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em cenários de primeiro turno na disputa pelo Palácio do Planalto no Mato Grosso. É o que aponta pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (24).
No primeiro quadro avaliado pelo levantamento, Flávio tem 46% das intenções de voto, contra 30% de Lula. Na sequência, surge o goverandor do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), com 3%. Na segunda-feira (23), ele desistiu de concorrer à Presidência da República.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), registra 2%, e o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), 1,0%. O empresário Renan Santos (Missão) não pontuou. Votos em branco e nulos são 8%. Outros 10% não souberam responder.
No segundo panorama, Flávio mantém os 46%, ante 31% de Lula. A seguir, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e Romeu Zema assinalam 2% cada. Por sua vez, Aldo Rebelo soma 1,0%. Renan Santos não pontuou novamente.
Votos em branco e nulos totalizam 8%. Ao mesmo tempo, 10% não souberam responder.
No terceiro e último cenário testado, Flávio marca 45%, enquanto Lula tem 30%. Em seguida, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), aparece com 5%. Romeu Zema tem 2%, e Aldo Rebelo, 1,0%. Mais uma vez, Renan Santos não pontuou.
Votos em branco e nulos correspondem a 8%. Já 9% não souberam responder.
Metodologia
Foram ouvidas 1.600 pessoas no Mato Grosso entre os dias 21 e 23 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.
Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras identificou movimentações financeiras consideradas atípicas em uma conta vinculada ao escritório de advocacia da advogada Katcha Valesca de Macedo Buzzi, esposa do ministro Marco Buzzi, atualmente afastado do Superior Tribunal de Justiça por acusações de assédio sexual.
De acordo com o documento, o escritório é classificado como “reincidente” em alertas e apresentou movimentações muito acima da capacidade financeira declarada. Enquanto registros antigos indicavam uma média mensal de cerca de R$ 58 mil, a conta chegou a movimentar mais de R$ 1,3 milhão por trimestre, com um pico de R$ 2,6 milhões em apenas um mês.
O Coaf também destacou resistência por parte dos responsáveis em fornecer documentos e esclarecer a origem dos recursos. Segundo o relatório, os sócios evitavam contato e não apresentavam informações solicitadas pelas instituições financeiras, o que aumentou o nível de alerta.
Entre as operações analisadas, chamou atenção uma transferência de cerca de R$ 2,9 milhões feita pelo Banco Pan ao escritório, além de um repasse superior a R$ 500 mil a uma empresa de consultoria que já apareceu em investigações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro.
Em nota, a defesa de Katcha Buzzi afirmou que ela deixou a sociedade do escritório há cerca de um ano e que não tinha acesso à gestão financeira. Também alegou que a relação entre advogados e clientes é protegida por sigilo e que eventual quebra dessas informações sem autorização judicial seria ilegal.
O caso se soma a outras citações recentes envolvendo pessoas próximas ao ministro, ampliando a pressão sobre o magistrado, que já é alvo de apurações no Conselho Nacional de Justiça. Até o momento, não há comprovação de envolvimento direto de ministros em irregularidades, segundo investigações em curso.
Decisões do Supremo Tribunal Federal têm provocado forte reação no Congresso ao desobrigar investigados de prestar depoimento à CPMI do INSS. Até agora, ao menos dez nomes considerados estratégicos para as apurações foram liberados de comparecer ao colegiado.
O caso mais recente envolveu a empresária Leila Pereira, que teve a oitiva cancelada após decisão do ministro Gilmar Mendes. Antes dela, outros investigados como Daniel Vorcaro também haviam garantido no STF o direito de não comparecer.
A lista inclui empresários, políticos e dirigentes de entidades, como Maurício Camisotti, Thiago Schettini, Danilo Trento e Aristides Veras. Em alguns casos, os habeas corpus foram concedidos por ministros como André Mendonça e Flávio Dino, o que, segundo parlamentares, compromete o avanço das investigações.
O presidente da comissão, Carlos Viana, tem criticado duramente as decisões, classificando-as como interferência do Judiciário nas atribuições do Legislativo. Além das dispensas, a CPMI também enfrentou obstáculos com a suspensão de quebras de sigilo autorizadas pelos parlamentares.
Apesar dos embates, uma decisão recente de Mendonça deu novo fôlego aos trabalhos ao determinar a prorrogação da CPMI. A medida foi comemorada pela cúpula da comissão, que agora tenta retomar o ritmo das investigações e ampliar o foco, principalmente sobre o esquema de crédito consignado.
O clima entre Congresso e STF, no entanto, segue tenso, com a comissão prometendo insistir na convocação de testemunhas e buscar alternativas para avançar nas apurações mesmo diante das decisões judiciais.
A disparada no preço do diesel e as restrições de oferta já começam a afetar diretamente o agronegócio brasileiro, justamente no período crítico entre a colheita e o plantio da segunda safra. O cenário é reflexo da alta internacional do petróleo, impulsionada pela escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Produtores de diversas regiões, do Sul ao Centro-Oeste, relatam dificuldades para abastecer máquinas e garantir o transporte da produção. O impacto atinge desde o arroz do Rio Grande do Sul até a soja e o milho do Centro-Oeste, além das usinas de açúcar e etanol de São Paulo.
O problema já chegou às bombas. Dados da Agência Nacional do Petróleo apontam que o diesel ficou cerca de 19,4% mais caro desde o início do conflito, pressionando o custo do frete, que subiu entre 10% e 12%. Esse efeito em cadeia preocupa o governo, que vê risco direto de alta nos preços dos alimentos, especialmente carnes, já que o milho — base da ração animal — também pode encarecer.
Além do campo, serviços públicos também sentem o impacto. Levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul indica que quase metade das prefeituras consultadas enfrenta dificuldades para manter veículos e máquinas em operação por falta de combustível.
Diante da crise, o governo federal tenta reagir com medidas emergenciais, como redução de tributos, reforço na fiscalização de preços e discussão sobre linhas de crédito para produtores. Ainda assim, o temor é de que o diesel caro se transforme em mais um fator de pressão no bolso do consumidor nos próximos meses.
Comente aqui