Os governos estaduais rumam à deterioração dos serviços e a uma nova crise como a de 2013 se não reformarem a administração pública, diz um dos principais especialistas da área, o advogado e professor Carlos Ari Sundfeld.
Excluídos da reforma da Previdência que tramita no Congresso, eles terão mais dificuldades para aprovar em nível estadual propostas que contenham a explosão dos gastos, afirma: “A força das corporações públicas, grande no nível federal, no estadual é avassaladora”.
Mas, ainda que consigam conter as despesas previdenciárias, os estados não resolverão, na avaliação de Sundfeld, seu principal problema: serviço de má qualidade, que detonou protestos há seis anos.
Para atender a essas demandas, ele defende unificar carreiras públicas e reduzir seu número e implantar avaliação de desempenho, inclusive pelo usuário final, “como no Uber, no táxi, no Airbnb”.
Mas não só, nem principalmente. “É preciso haver metas e planejamento. Se não, como o avaliar o funcionário pela contribuição ao desenvolvimento do órgão?”
Sundfeld integrou grupo coordenado pelo ex-presidente do BC Armínio Fraga para formular uma proposta de reforma administrativa. O momento, porém, não é de enviar projetos ao Legislativo: “É preciso antes formar consensos”.
Folhapress
Foto: Rennê Carvalho/Secom
Resumo da ópera: ouvidorias públicas e portais da transparência só servem para perfumar o defunto.
Mas já é, existem inúmeras ferramentas de participação e avaliação da sociedade civil organizada, pena que a maioria da população é preguiçosa e gosta de ser burra.
Isso seria um sonho !!!!