Na manhã desta sexta-feira (13), os servidores da saúde de Natal e municipalizados aprovaram a suspensão da greve, em cumprimento à decisão judicial que exige o retorno ao trabalho durante a Copa, sob pena de multas diárias de R$ 20 mil ao Sindsaúde, de R$ 2 mil a cada grevista, além da cobrança de faltas. Os servidores retornam ao trabalho imediatamente.
A suspensão da greve foi marcada por muitos protestos contra a decisão judicial. O Sindsaúde anunciou que irá recorrer da decisão, que compara ao Ato Institucional Nº5, do regime militar, que proibiu as liberdades democráticas. Os servidores tiraram fotos com adesivos na boca, simulando mordaças, e anunciaram que deverão retomar a greve após o Mundial.
“A decisão da Justiça não tem nenhuma base jurídica, tanto que não declara a ilegalidade da greve. Onde está escrito que não se pode fazer greve por causa da Copa? O que o governo quis foi esconder a situação da saúde, para que o mundo não veja a nossa realidade. Vamos suspender o movimento, para não penalizar os trabalhadores, mas vamos nos preparar para retomar a greve após a Copa. Esperamos que até lá o governo cumpra os acordos e atenda às nossas reivindicações”, afirma Célia Dantas, do Sindsaúde-RN. Uma nova assembleia foi marcada, para o dia 17 de julho, com indicativo de retomada da greve.
A greve dos servidores de Natal completou 59 dias, sendo que durante 10 dias, eles permaneceram acampados em frente à Prefeitura, junto com a Guarda Municipal, que permanece em greve. Eles exigiam reajuste de 18,32%, reajuste nas gratificações, condições de trabalho e segurança nas unidades, entre outros pontos.
Na segunda-feira (16), o Sindsaúde participa de um ato público na Maternidade Leide Morais, na Zona Norte, que completou um ano da reforma neste sábado (14). No mesmo dia, às 16h, eles participam do ato público e da passeata contra as injustiças da Copa, com concentração no shopping Midway.
Foto: Reprodução
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