Os servidores do Instituto de Previdência do Rio Grande do Norte (IPERN) realizam uma paralisação de 48 horas nos dias 7 e 8 de julho. A decisão pela paralisação foi aprovada em assembleia realizada no dia 1º de julho, coordenada pelo Sindicato dos Servidores Públicos da Administração Indireta do RN (SINAI-RN).
De acordo com o SINAI-RN, nos dias de paralisação também acontecerão ato público e piquete em frente à sede do órgão, em Natal, a partir das 8h nos dois dias. Segundo o sindicato, a medida ocorre diante da ausência de respostas concretas por parte do Governo do Estado às principais reivindicações dos trabalhadores do IPERN.
Entre os pontos de pauta está a reformulação da tabela salarial da categoria. A paralisação também tem como objetivo dialogar com a sociedade sobre o papel estratégico do IPERN para o funcionalismo público estadual, já que a Autarquia é responsável pela gestão previdenciária dos servidores e servidoras do Estado.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira (13) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 58% das intenções de voto entre os eleitores evangélicos no 2º turno da eleição presidencial, contra 32% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de 26 pontos percentuais. Entre os católicos, Lula aparece com 51%, enquanto Flávio registra 44%.
No eleitorado evangélico, 8% dos entrevistados afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo, enquanto 3% não souberam ou não responderam. Entre os católicos, os votos brancos e nulos somam 2%, e os indecisos representam 3%.
O levantamento também apresenta os resultados entre eleitores de outras religiões. Nesse grupo, Lula registra 51% das intenções de voto, contra 46% de Flávio. Outros 3% declararam voto branco ou nulo.
Entre os brasileiros que afirmam não ter religião, o presidente aparece com 56%, enquanto o senador alcança 37%. Nesse segmento, 8% dos entrevistados disseram que votarão em branco ou nulo.
A pesquisa ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) definiu oito estados como prioritários para ampliar sua votação no 2º turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A estratégia concentra esforços no Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas, Pará, Bahia e Tocantins.
O objetivo é aumentar a vantagem nos estados onde Flávio venceu no 1º turno e reduzir a diferença nos locais em que Lula obteve mais votos. Para isso, o senador conta com o apoio de governadores eleitos, candidatos que disputam o 2º turno e lideranças políticas regionais.
No Rio Grande do Sul, Flávio tem o apoio do governador eleito Luciano Zucco (PL), do senador Hamilton Mourão (Republicanos) e de Marcel van Hattem (Novo), eleito para o Senado. Em São Paulo, os principais aliados são o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Os dois confirmaram um ato de apoio ao presidenciável na Avenida Paulista para domingo (18).
Em Minas Gerais, a campanha conta com o governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) e o ex-governador Romeu Zema (Novo). No Rio de Janeiro, o principal aliado é Douglas Ruas (PL), eleito governador após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os votos de Anthony Garotinho (Republicanos).
No Amazonas, Flávio aposta no palanque de Maria do Carmo Seffair (PL), que disputa o 2º turno para o governo estadual contra Omar Aziz (PSD), apoiado pelo PT. No Pará, recebeu o apoio do governador eleito Daniel Santos, conhecido como Dr. Daniel, enquanto Lula mantém a aliança com o grupo político de Helder Barbalho.
Na Bahia, a articulação envolve ACM Neto (União Brasil), derrotado na disputa pelo governo estadual. O ex-prefeito de Salvador declarou apoio a Flávio e prometeu mobilizar suas bases políticas. Lula, por sua vez, conta com o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT).
No Tocantins, Flávio firmou uma aliança com Professora Dorinha (União Brasil), candidata ao governo no 2º turno. O acordo também envolve o senador Eduardo Gomes (PL). Uma visita do presidenciável ao estado está em discussão, mas ainda depende de confirmação.
Dos oito estados considerados prioritários, Flávio venceu no 1º turno em cinco: Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Tocantins. Lula ficou à frente no Amazonas, Pará e Bahia.
O Rio Grande do Norte registrou 85 denúncias de possíveis irregularidades eleitorais no 2º turno das eleições de 2026. Os dados são do sistema Pardal, do TSE, e mostram Natal com o maior número de registros, 30 ocorrências, seguida por Mossoró, com 19, e Pau dos Ferros, com sete.
As denúncias registradas na capital representam mais de um terço do total contabilizado no estado. Entre as principais ocorrências estão suspeitas de propaganda eleitoral irregular em espaços públicos e na internet.
Além das três cidades com mais registros, Angicos contabilizou cinco denúncias, Caicó teve quatro e Nova Cruz, três. Martins, Santa Cruz e São Gonçalo do Amarante registraram duas ocorrências cada.
A propaganda eleitoral em bens públicos lidera as denúncias, com 28 registros. Em seguida aparecem a propaganda irregular na internet, com 18 casos, e em vias públicas, com 16 ocorrências.
As denúncias serão analisadas pelo Ministério Público Eleitoral e pela Justiça Eleitoral, que deverão verificar se houve descumprimento da legislação e definir as medidas cabíveis.
Pesquisa Gerp divulgada nesta terça-feira (13) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53% das intenções de voto no 2º turno da eleição presidencial, contra 44% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença é de nove pontos percentuais.
No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, 1% afirmou que não votaria em nenhum dos dois, enquanto 3% não souberam ou não responderam.
O levantamento ouviu 2.400 eleitores nos dias 8, 9 e 12 de outubro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95,55%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07877/2026 e foi financiada com recursos próprios do instituto, ao custo de R$ 10 mil.
Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem os nomes dos candidatos, Flávio registra 53% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 40%.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu de 2,4% para 2,2% a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. Para 2027, a estimativa também foi revisada para baixo, passando de 2,2% para 1,9%. Os dados constam do relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado nesta segunda-feira (12).
Segundo o FMI, a desaceleração da economia brasileira está relacionada aos juros elevados, à retirada de estímulos fiscais e às incertezas no cenário internacional. Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3%.
O relatório também aponta uma piora nas perspectivas para o mercado de trabalho. A taxa de desemprego, que ficou em 6% em 2025, deve subir para 6,2% em 2026 e alcançar 6,8% em 2027.
Em relação à inflação, o organismo internacional projeta uma redução de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Os percentuais correspondem à média anual de variação dos preços ao consumidor.
As estimativas de crescimento do Brasil ficam abaixo das projeções para a América Latina e o Caribe, que devem registrar expansão de 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027.
Enquanto revisou para baixo as expectativas para o Brasil, o FMI elevou a projeção de crescimento da economia mundial em 2026, de 3% para 3,1%. Para 2027, a previsão global foi mantida em 3,4%.
Aliados de Flávio Bolsonaro (PL) apontam o perfil conciliador do ministro Jorge Oliveira, do Tribunal de Contas da União (TCU), como um dos principais motivos para sua possível indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.
Oliveira está entre os nomes cotados para uma das três vagas que Flávio poderá preencher no STF durante seu mandato. Há ainda uma quarta vaga atualmente aberta.
Ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência no governo Jair Bolsonaro, Oliveira mantém uma relação próxima com a família do ex-presidente. Seu pai, Jorge Francisco, que morreu em 2018, foi assessor de Bolsonaro na Câmara dos Deputados durante 20 anos.
Apesar da ligação com os Bolsonaro, aliados destacam o bom relacionamento de Oliveira com integrantes do Supremo, incluindo Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Durante sua passagem pelo governo federal, ele atuava na interlocução com o Judiciário.
Outro ponto citado como exemplo de moderação é sua atuação no TCU. Mesmo apresentando ressalvas, Oliveira nunca votou contra a aprovação das contas do governo Lula.
O ministro deverá assumir a presidência do TCU em 2027, conforme o rodízio interno da Corte. Caso seja indicado ao Supremo, a presidência do tribunal de contas ficará com o ex-senador Antonio Anastasia, considerado pelos aliados de Flávio um nome de perfil técnico.
Leitos de UTI do Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. Foto: Reprodução
Médicos que prestam serviços nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais regionais Tarcísio Maia, situado em Mossoró, e Nelson Inácio dos Santos, localizado em Assú, devem restringir os atendimentos nos próximos dias diante dos atrasos recorrentes nos pagamentos por parte do Governo do Rio Grande do Norte, de acordo com informações do portal RN Hoje.
Segundo o Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed-RN), os honorários relativos ao mês de maio ainda não foram pagos. Uma assembleia da categoria vai acontecer hoje, às 17h, para definir as medidas que serão adotadas.
Na semana passada, os órgãos judiciais tentaram efetuar o bloqueio de 7 milhões de reais das contas do Estado para quitar a dívida. Contudo, os registos apontam que a conta única do Estado não dispunha de saldo suficiente para a transação. A instabilidade nos pagamentos estende-se também a contratos médicos firmados em Natal.
O corte ou a eventual redução na prestação de cuidados nas UTIs poderá comprometer severamente o suporte a doentes em estado crítico. O Hospital Tarcísio Maia desempenha um papel fundamenal como unidade de referência para Mossoró, bem como para diversos municípios do Alto Oeste.
Até ao momento, a administração estadual não apresentou qualquer previsão para a normalização dos pagamentos devidos aos profissionais de saúde.
Com informações do portal da 96FM e do Portal RN Hoje
Festa de Daniel Vorcaro com mulheres em Lisboa.
Foto: Reprodução
Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, financiou a partir de 2023 uma rede de prostituição de alcance internacional, injetando ao menos R$ 4,3 milhões no esquema, que envolvia intermediários, recrutamento de estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo. Os agenciadores selecionavam mulheres, muitas delas de fora do país, para participar de eventos privados direcionados a autoridades e amigos do banqueiro.
Mensagens obtidas pelo portal UOL evidenciam que Vorcaro atuava diretamente no negócio, não apenas como consumidor dos serviços, mas escolhendo perfis, ditando ordens e investindo financeiramente. Os diálogos revelam uma preferência do ex-banqueiro por estrangeiras refugiadas para integrar sua agência, mencionando mulheres de nacionalidades russa, ucraniana, venezuelana, argentina e polonesa.
A Polícia Federal abriu inquérito em maio para apurar a contratação dessas profissionais estrangeiras e possíveis ilicitudes. Embora a prática da prostituição não seja considerada crime no Brasil, a legislação penaliza a cafetinagem (quando terceiros lucram com o serviço, situação apontada nas mensagens) e a manutenção de estabelecimentos destinados à exploração da atividade. O eventual enquadramento por tráfico internacional de pessoas depende da comprovação de violência ou coação, aspecto que segue sob apuração das autoridades.
Os principais alvos da investigação são Leonardo Serrano, proprietário de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos em São Paulo que recebia um salário mensal de R$ 120 mil pagos por Vorcaro. Nenhum dos dois prestou esclarecimentos ao UOL. Nas conversas telefônicas recuperadas, Vorcaro e Diogo utilizavam termos pejorativos como “escravas” e “kengas” para se referir às mulheres, avaliando desempenho e condições de contratação, além de apelidar as mais jovens de “creche”.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem programado para esta terça-feira (13) o anúncio de um pacote de medidas estratégicas direcionadas a microempreendedores individuais (MEIs) e a empresas do Simples Nacional.
As novas propostas abrangem linhas de crédito inéditas e ações voltadas para a contenção do endividamento entre empreendedores. O lançamento ocorre a apenas 12 dias do segundo turno das eleições e tem como meta principal estreitar os laços do chefe do Executivo com um setor do eleitorado onde a campanha identifica resistência ao seu nome.
Para formalizar as iniciativas, Lula deve assinar decretos presidenciais e encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar (PLP). Os detalhes finais do pacote foram debatidos desde o fim da última semana e concluídos pela equipe do petista na última segunda-feira (12) e no sábado (10), durante um evento de campanha no bairro do Alecrim, em Natal, onde o presidente já havia sinalizado que se reuniria com aliados para estruturar o apoio aos pequenos negócios.
Em paralelo às novas linhas de crédito e renegociação, Lula planeja retomar a defesa da ampliação do teto de faturamento anual para o enquadramento no regime de MEI, pauta que permanece travada na Câmara dos Deputados desde o mês de agosto.
O BODE VÉIO TÁ APELANDO DEMAIS KKK. SERÁ QUE ELE ACHA QUE NINGUÉM PERCEBE QUE ISSO É PRA VER SE GANHA VOTOS? PQP KKK E TEM MAIS, ISSO É PERMITIDO? BOLSA FAMÍLIA, 6X1, MEIs, DESENROLA, GASOLINA, ETC.
Uma análise detalhada cruzando os dados do primeiro turno com o Censo Demográfico de 2022 revela mudanças significativas no comportamento do eleitorado brasileiro em relação à renda. Candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou queda de votos em praticamente todas as faixas de renda na comparação com o primeiro turno de 2022, com maior impacto nos setores de classe média, embora tenha apresentado crescimento entre os 4% mais ricos do país.
Em contrapartida, o senador Flávio Bolsonaro (PL) avançou sobre todas as faixas de renda em relação ao desempenho de seu pai, Jair Bolsonaro, no pleito anterior, conseguindo expandir sua base e deslocar votos também para estratos de menor poder aquisitivo. O pico de perda de votos de Lula concentrou-se no grupo onde o responsável pelo domicílio aufere cerca de 1,71 salário mínimo (equivalente a R$ 2,7 mil). Na cidade de São Paulo, por exemplo, o petista recuou nos setores mais pobres, mas obteve avanço entre os mais ricos.
Apesar dessas movimentações, o fator renda continua traçando uma linha divisória clara entre as bases dos dois principais candidatos. Lula mantém a vitória entre os extratos de menor renda, com ampla vantagem em quem ganha até um salário mínimo, margem que vai se estreitando até 1,6 salário mínimo, faixa que abrange cerca de 42% da população. Já Flávio Bolsonaro vence no restante do espectro, desde 1,6 salário mínimo até 16,3 salários mínimos, um conjunto que representa 68% da população, indo de parte da renda média-baixa até as camadas mais altas.
A metodologia da reportagem da Folha de São Paulo cruzou a votação presidencial do primeiro turno em 468 mil setores censitários do Brasil, menor unidade do IBGE, equivalente a um quarteirão ou condomínio com a média de renda desses locais, medida pelo Censo de 2022 e divulgada em 2026. Os dados foram divididos em 100 grupos de renda de igual tamanho (do 1, o mais pobre, ao 100, o mais rico), com base no rendimento nominal médio mensal declarado pelos responsáveis pelos domicílios.
Os extremos de força de cada candidato refletem essa divisão: a maior vantagem de Lula ocorre nos setores com renda média de 0,7 salário mínimo (cerca de R$ 1,1 mil atuais), onde o petista obteve 76% dos votos. Por outro lado, o ponto alto de Flávio Bolsonaro registra-se na faixa de 2,9 salários mínimos (correspondentes a R$ 4,7 mil), onde angariou 56% dos votos, patamar que já posiciona a população na parcela de maior poder aquisitivo do país.
O IPE ainda não foi extinto?