O setor de serviços lidera o fechamento de acordos entre patrões e empregados para suspensão de contratos e redução de jornadas e salários em 2021, segundo dados do Ministério da Economia. Dos 1,9 milhão de acordos, o setor responde por pouco mais de 1 milhão das suspensões ou reduções firmadas a partir de 28 de abril, quando o programa foi reeditado, o equivalente a 52,9% do total.
O desempenho confirma o esperado tanto pela Secretaria de Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia quanto pelo setor empresarial do país, de que o benefício seria utilizado especialmente por setores como o restaurantes, que ainda enfrentam restrições de funcionamento e o receio de parte dos consumidores por conta do novo coronavírus. Em São Paulo, estado com maior número de empresas no segmento, o serviço só pode funcionar até as 21h, restrição que valerá até 14 de junho, pelo menos.
Já outros setores, como o varejo, estariam utilizando menos o benefício porque já vivem um processo de reabertura desde abril, antes da reedição do programa.
O programa foi uma das principais iniciativas de socorro à economia no ano passado, sendo responsável por mais de 20 milhões de acordos e por evitar demissões, especialmente no primeiro semestre, quanto o comércio e serviços ficaram fechados por alguns meses em diversos estados do país. Nele, o governo arca com uma parte ou todo o salário do trabalhador, no limite de R$ 1.911,84 mensais. A iniciativa é do auxílio emergencial, voltado principalmente a trabalhadores informais e famílias de baixa renda.
Veja alguns números da reedição em 2021:
Total de acordos: 1.922.470
– Serviços: 1.017.706
– Comércio: 493.748
– Indústria: 355.273
– Construção: 33.271
– Agropecuária: 5.861
Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, os números chamam a atenção para uma retomada forte de parte dos setores, como o da construção civil.
Dados da semana anterior mostravam uma redução na procura pelo programa em 2021 em comparação com 2020. Enquanto no ano passado a iniciativa produziu 2.930.994 milhões de acordos entre patrões e funcionários em seus primeiros 11 dias em abril, no mesmo intervalo após a reedição em 2021 foram 1.584.701 milhões de acordos, uma redução de 46%.
Segundo Eduardo Pastore, assessor jurídico da Fecomércio-SP, diversas questões impactaram numa procura menor neste ano. Ele afirma que o fato de ele ter sido editado apenas no final de abril tem influência. “Se tivesse chegado no começo do ano, talvez tivesse uma incidência maior”, diz. Além disso, ele afirma que o momento em que ele se torna vigente tem maior abertura econômica do que no período do lançamento em abril do ano passado. Enquanto em 2020 comércio e serviços fecharam e havia muita incerteza, no lançamento do programa em 2021 muitos estados já flexibilizaram as quarentenas.
Ele avalia, no entanto, que segmentos como o de bares e restaurantes estão bastante afetados pela pandemia desde o ano passado e acabarão fechando acordos. “Há empresas como as desse setor que estão vindo de um sacrifício muito grande desde o ano passado. Elas estão muito descapitalizadas, já usaram outros recursos em relação aos trabalhadores e agora vão sim utilizar a redução de jornada ou suspensão de contrato”, afirmou.
Segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, o número de acordos em 2021 está dentro da expectativa, “pois diversos setores já se reorganizaram para continuar funcionando com segurança. A paralisação foi parcial e mais concentrada, diferentemente do ano passado”, afirma.
O BEm (Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda), nome do valor pago pelo governo aos trabalhadores com contrato suspenso ou reduzido, foi projetado para ter um impacto maior em 2020, quando o orçamento foi de R$ 51,5 bilhões ao longo de 8 meses. “E cumpriu o papel”, segundo a secretaria.
“Em 2021, o objetivo é continuar preservando os empregos porque ainda há setores onde existe maior chance de ocorrer rompimento de vínculo em decorrência das medidas de restrição sanitária para o combate à pandemia”, diz o órgão. O orçamento para a edição deste ano é de R$ 10 bilhões, e, por enquanto, a medida está autorizada por quatro meses.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi melhor do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último debate da Globo e venceu por 9 a 1. A avaliação é do comentarista do portal Metrópoles, Tiago Pavinatto, que analisou o desempenho dos presidenciáveis no confronto televisivo desta sexta-feira (23).
O desempenho de Flávio Bolsonaro: Nota 9
A avaliação positiva do desempenho de Flávio Bolsonaro divide-se em dois principais aspectos:
Oratória (7 pontos): Destacou-se pela correção gramatical, linguagem acessível, vocabulário respeitoso, fluidez, dicção, tom de voz adequado, pertinência temática e boa organização cronológica.
Postura (2 pontos): Atribuídos à conduta paciente e pacífica adotada ao longo do confronto.
A nota máxima não foi alcançada devido ao uso recorrente de promessas, expressão comum em debates de segundo turno, mas vista como um excesso. A análise aponta que, embora tenha começado de forma desfavorável, o senador corrigiu o tom rapidamente, abandonando o estilo de preleção inicial inspirado na oratória de Tarcísio de Freitas.
O desempenho de Lula: Nota 1
Por outro lado, a avaliação da performance do presidente Lula foi severamente criticada, recebendo nota mínima quase exclusiva pelo vigor físico demonstrado aos 81 anos, o que evidenciaria plena aptidão física e mental para a disputa.
Fora o aspecto físico, o desempenho foi classificado como deficitário. Entre as críticas apontadas estão a má administração do tempo de fala, recurso que dominava em 2022, o descumprimento de regras de regionalidade no primeiro bloco (com o uso de menções genéricas a regiões como o Sudeste e o Rio Grande do Sul), além de interferências na tréplica do adversário com novas indagações e o uso repetitivo da frase “ele não respondeu”.
O texto crítico também aponta falhas gramaticais, o uso de ofensas em tom agressivo e um discurso considerado fragmentado e hesitante.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) dormiu no chão do estúdio após cerca de cinco horas seguidas de transmissão ao vivo em apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para que o parlamentar pudesse descansar, o humorista Marcelo Adnet assumiu o comando da live por volta das 4h da manhã, momento em que a transmissão ainda registrava um público de cerca de 300 mil pessoas conectadas simultaneamente.
Ao ver o deputado descansando, Adnet recusou um sino oferecido pela equipe de produção para despertá-lo: “Um soldado, um guerreiro, um general descansando, e você achando que você que estava enlouquecido. Não, é Janones. Não vou bater a sineta porque não quero prejudicar o camarada”, brincou o humorista. Durante o momento, Janones chegou a acordar brevemente, mas voltou a dormir no chão.
Anunciada por Janones no canal “Exército do Lula”, canal criado pelo parlamentar que reúne mais de 10 milhões de inscritos, a live maratona de 24 horas teve início logo após o encerramento do debate na TV Globo, na noite de sexta-feira (23).
Participação de Lula e personalidades
Ao longo da madrugada, a transmissão contou com a presença de diversas personalidades políticas e artísticas. O próprio presidente Lula esteve presente e deixou uma mensagem de agradecimento ao deputado.
“Quero te agradecer por ter a ideia da gente criar o maior exército democrático da história da humanidade. Você não tem noção do que isso significa para mim. A guerra vai ser ganha por nós. E você vai subir de patente, viu? Vai subir de patente. Se prepare que você vai ter uma patente muito grande, porque você é um general vitorioso”, declarou Lula a Janones durante a live.
A transmissão também recebeu participações de figuras como o humorista Gregório Duvivier, a médica Ludhmila Hajjar, o cineasta Kleber Mendonça Filho, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a ex-deputada Joice Hasselmann (Podemos).
A Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) anulou a nomeação de Ariana Sampaio Sousa para o cargo de delegada da Polícia Civil. A candidata havia sido eliminada ainda na primeira etapa de um concurso público realizado em 2017, mas conseguiu ocupar o cargo por meio de uma decisão judicial.
No certame, Ariana ficou na 2.018ª posição na prova objetiva. O edital previa um total de 20 vagas imediatas, sendo 15 destinadas à ampla concorrência e 5 reservadas para candidatos negros e pessoas com deficiência, além de prever a formação de um cadastro de reserva limitado a 80 nomes.
Para alcançar a aprovação e obter a aptidão necessária para a posse, os candidatos precisavam ser aprovados em todas as sete fases do processo seletivo. No entanto, Ariana realizou apenas a prova objetiva e foi desclassificada, deixando de participar de todas as etapas subsequentes da seleção. Com a nova decisão do TJMA, a nomeação foi tornada sem efeito.
Na reta decisiva da eleição presidencial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizam, neste sábado (24), seus últimos atos de rua da campanha. A disputa pelo voto se concentra nos estados do Sudeste, região estratégica e reduto onde Flávio terminou o primeiro turno à frente. A movimentação ocorre na véspera do segundo turno, marcado para este domingo (25).
Lula inicia o dia no Rio de Janeiro, onde comanda uma caminhada em Copacabana, às 10h. Em seguida, o presidente embarca para São Paulo para o encerramento oficial de sua campanha na Avenida Paulista, marcado para as 16h.
Por sua vez, Flávio Bolsonaro começa a agenda em Minas Gerais, participando do “Bloco do 22” em Belo Horizonte, às 9h. O senador retorna ao Rio de Janeiro para o ato final, que acontecerá na Praça do Ó, na Barra da Tijuca, às 14h.
O peso estratégico do Sudeste
A concentração de esforços na região não é casual. Juntos, São Paulo (o maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de eleitores) e Rio de Janeiro (12,8 milhões) representam quase 30% de todo o eleitorado brasileiro. Somando a esses números o estado de Minas Gerais, o segundo maior do país, com 16,4 milhões de votantes, o Sudeste define grande parte do panorama nacional.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro levou vantagem em todos esses três estados-chave. Agora, enquanto o senador busca consolidar sua dianteira, a campanha de Lula aposta em atos de peso nas grandes capitais para tentar reverter o cenário e reduzir a vantagem do adversário na região.
[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: “Só lembrou de você há 17 dias da eleição porque você vota”, Flávio diz que governo esqueceu beneficiários do Bolsa Família https://t.co/FguIM5dgEN https://t.co/udyizfDj72
Durante debate sobre políticas sociais, o senador Flávio Bolsonaro dirigiu duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, questionando os resultados das ações do governo federal em áreas como população em situação de rua, inflação, segurança pública e endividamento das famílias.
“Você que recebe Bolsa Família, você foi esquecido pelo atual governo por quatro anos. Sabe quando ele lembrou de você? Há 17 dias da eleição. Ele lembrou de você porque você vota”, disse Flávio Bolsonaro pontuando críticas ao governo Lula.
Em sua fala, o senador também destacou o crescimento do número de pessoas morando nas ruas no país, apontando que os números no CadÚnico chegaram a quase dobrar, alcançando a marca de 199 mil pessoas cadastrais anteriormente. Ele questionou se o presidente pediria desculpas a essa parcela da população e criticou a atuação do poder público, afirmando que a assistência muitas vezes depende de igrejas e projetos sociais para alimentação e acolhimento.
Custo de vida, endividamento e segurança pública
O parlamentar apontou o impacto da inflação no orçamento das famílias brasileiras, citando o aumento no preço de itens básicos da cesta de alimentos, como arroz, feijão e carne. Além disso, citou o dado de mais de 80 milhões de brasileiros inadimplentes ou com dificuldades para pagar contas em dia.
Na área da segurança, criticou os índices de violência contra a mulher, mencionando casos de agressão e feminicídio, e defendeu que a palavra que define a percepção de parcela da população sobre o atual governo é “decepção”.
Um levantamento realizado pelo Ranking dos Políticos submeteu à checagem 134 afirmações feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate eleitoral.
Do total de 72 alegações de Flávio Bolsonaro que passaram por verificação, 48 foram classificadas como verdadeiras (equivalente a 66,7%), 19 foram consideradas imprecisas (26,4%) e 5 receberam a classificação de falsas (6,9%).
Por sua parte, Lula teve 62 afirmações checadas, das quais 28 foram apontadas como verdadeiras (45,2%), 25 catalogadas como imprecisas (40,3%) e 9 rotuladas como falsas (14,5%).
No consolidado geral entre os dois candidatos, o levantamento somou 76 declarações verdadeiras, 44 imprecisas e 14 falsas. A organização ressalta que os números refletem as alegações selecionadas para a verificação, não englobando a totalidade absoluta das falas proferidas ao longo do confronto.
Com informações do Brasil Paralelo e Ranking dos Políticos
[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: Flávio Bolsonaro pergunta a Lula qual o “gostinho” do uísque Macallan de R$ 500 mil https://t.co/SwAGBej0LC https://t.co/3Z6RZRvGyc
Durante o debate promovido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23) registrou um forte embate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O confronto direto envolveu denúncias sobre um presente de alto valor e questionamentos a respeito de indicações em cargos públicos.
Durante seu tempo de fala, Flávio questionou o petista sobre o recebimento de uma garrafa do uísque Macallan, estimada em cerca de R$ 500 mil, que teria sido presenteada em 2024 pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master.
“Você ganhou um uísque Macallan que vale R$ 500 mil. Meio milhão de reais. Tem noção do que é isso? Uma garrafa de uísque? Meio milhão de reais? Conta aqui para o público, que nunca vai ter oportunidade de experimentar um uísque desse. Qual é o gostinho desse uísque, hein, Lula?”, cobrou o senador.
Na tréplica, o presidente evitou responder diretamente sobre a bebida e acusou o parlamentar de propagar declarações falsas. Em seguida, cobrou explicações do adversário sobre a nomeação de um militar na Secretaria de Patrimônio da União (SPU).
“Eu, sinceramente, cansei de fazer pergunta para esse rapaz e ele mentir descaradamente. Eu só quero saber, e vou repetir agora perto da bancada, se o coronel da SPU é ou não indicado por ele. Eu só quero saber isso”, rebateu Lula.
[VÍDEO] DEBATE DA GLOBO: “O que você levou para o Nordeste foi o Comando Vermelho”, diz Flávio sobre governo Lula https://t.co/eTwyh5q2fe https://t.co/H5tQILYxCs
Durante o debate presidencial transmitido pela TV Globo na noite desta sexta-feira (23), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) direcionou críticas à segurança pública na Região Nordeste, questionando a atuação do governo Lula e a gestão dos estados governados por aliados do governo.
“Lula, o que você levou para o Nordeste foi o Comando Vermelho, que se proliferou, tomou conta de cidades e está expulsando as pessoas de suas casas. Os estados do Nordeste são administrados pelo PT e pelos seus parceiros. Por que você deixou o Comando Vermelho se proliferar pelo Nordeste?”, questionou Flávio Bolsonaro.
Durante o debate promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) responsabilizou diretamente a atual gestão pela proliferação dos cassinos digitais e pelo consequente endividamento das famílias brasileiras. Ao discutir o impacto econômico e social sobre a população, o senador rebateu a narrativa do governo e apelidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai do tigrinho”.
No confronto direto sobre as razões do endividamento popular, Flávio ressaltou que a disseminação desenfreada das plataformas de apostas online se intensificou sob o atual governo, afetando o orçamento dos trabalhadores e das famílias.
Em resposta, o presidente Lula tentou transferir a responsabilidade e rebater as críticas sobre a expansão da jogatina virtual, alegando que as bases para as apostas teriam surgido na gestão anterior. “Cinismo chega a uma coisa absurda aqui. O tigrinho foi criado por vocês em 2022. Não só o seu pai é o pai do tigrinho, como você é o irmão. É filho do mesmo DNA”, declarou o petista.
A discussão sobre as bets ganhou destaque no debate em meio à recente proibição de atuação das plataformas não regulamentadas no país, medida adotada após críticas generalizadas sobre o impacto das apostas no orçamento familiar e na saúde financeira do consumidor brasileiro.
Durante o debate presidencial promovido pela TV Globo nesta sexta-feira (23), o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que vai acabar com a polícia se o Projeto de Emenda à Constituição da Segurança Pública for aprovada pelo Congresso Nacional.
“Aprovada a PEC da Segurança eu vou criar o Ministério e ai você vai ver o que é um governo acabar com a polícia e deixar o território livre”, disse Lula em resposta a Flávio Bolsonaro.
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