
Pesquisadores da UFRN desenvolveram um fogão que seria o sonho de consumo para a família que sente muito fortemente o impacto do preço do botijão do gás de cozinha.
Destaque na BBC Brasil, o fogão solar aparece em reportagem de Josi Gonçalves como alternativa para o impacto financeiro, além dos benefícios de ser algo que usa energia renovável.
A ideia do fogão é simples: transformar a radiação solar em calor, criar um efeito estufa e usar esse calor para aquecer água, cozinhar, secar ou assar os alimentos.
Se há viabilidade econômica, técnica e ambiental, se o país possui condições climáticas favoráveis, por que os experimentos feitos na UFRN não saem das salas acadêmicas e ganham visibilidade e uso doméstico?
“A energia solar é uma energia social porque está disponível para todos, mas é a que menos tem investimentos porque o modelo de sociedade que nós temos sempre busca concentrar a energia e produzir pra vender e nosso trabalho não está na geração de energia pra vender”, justifica o professor Luiz Guilherme.
Para o pesquisador, o produto poderia ser fabricado em escala se o Brasil investisse em pesquisas de tecnologia social. Mas os estudos que são realizados esbarram, na opinião dele, no desinteresse político, industrial e até acadêmico.
Tiro o chapéu
Se os alunos e professores focassem mais na ciência e tecnologia, ao invés de dissertarem sobre ideologias e "gópis", as universidades estariam produzindo coisas bem mais interessantes.
Todo o ano eu vejo alguma reportagem sobre algum tipo de aquecedor solar, objeto de alguma pesquisa da UFRN ou algum dessalinizador que usa o sol para fazer evaporar a água, separando-a do sal. Usar espelhos parabólicos para concentrar raios solares é coisa de feira de ciências de aluno de ensino fundamental para médio. Tem zilhões de modelos de se fazer isso nos livros.
Ciência nível escolar. Pro que se gasta, era de se esperar mais.
A 'Pátria Educadora' da era Dilma Duchefe ainda está entranhada na Uferrenê!