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Sotaques do Brasil: como a geografia molda nosso jeito de falar

(Bruno Sousa/Superinteressante)

O Brasil é um país continental formado por gente de tudo que é continente: nativos indoamericanos, escravos africanos, imigrantes europeus. Essa variedade étnica moldou nossa história, e nosso jeito de contá-la. O idioma luso se transformou conforme os povos se misturavam ou se isolavam ao ocupar o território. Novas palavras e fonemas, ritmos mais ou menos cadenciados, originaram verdadeiros dialetos. O português que falamos hoje é o resultado (sempre inacabado) do que foi preservado boca a boca e nos registros de quem detinha o poder, e do que era mais conveniente pronunciar.

Nossos sotaques intrigam os linguistas desde o princípio, em que o verbo estava com Cabral. Para mapeá-los, dezenas deles trabalharam quase duas décadas na criação do Atlas Linguístico do Brasil – obra na qual a SUPER mergulhou para contar a história desses sotaques. Todos dizendo a mesma coisa, mas com um jeitinho brasileiro diferente – como você acompanha a seguir.

Em 1576, Pero de Magalhães Gândavo enviou uma carta para Portugal narrando como os habitantes da então Terra de Santa Cruz se comunicavam: “A língua de que usam, por toda a costa, carece de três letras”… “não se acha nela F, nem L, nem R”… “porque assim não têm Fé, nem Lei, nem Rei”. O que o cronista não sabia era que, séculos depois, os indígenas seriam obrigados a aprender essas três letras e inventariam uma pronúncia do R exclusiva entre os falantes de português.

Quando os portugueses aqui chegaram, havia mais de 1.200 idiomas indígenas. Esse encontro boca a boca entre os lusos e os nativos deixou marcas. A dificuldade dos índios para pronunciar o R dos colonizadores deu origem ao que chamamos de R caipira (ou “retroflexo”, para os linguistas). A pronúncia de porrrta, porrrteira, não existe em Portugal. É uma jabuticaba linguística cultivada no interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina – Estados que fizeram parrrte do perrrcurrrso dos bandeirantes paulistas.

A fala brasileira preserva sinais desse choque de cultura. Até hoje, há quem troque o L pelo R, como em farta (falta), frecha (flecha) e firme (filme). E isso é coisa antiga: em 1807, o soldado Manoel Coelho seduziu a filha de um fazendeiro, que o obrigou a se casar. Coelho escreveu em uma carta que não casaria “nem por bem nem por mar”.

Esse uso do R gerava, e ainda gera, discriminação. Em 1823, numa discussão parlamentar sobre onde seria construída a primeira faculdade do Brasil – a de Direito do Largo São Francisco –, alguns políticos, como o deputado baiano José da Silva Lisboa, queriam vetar São Paulo por causa da forrrma de falarrr: “Nas províncias há dialetos com seus particulares defeitos, é reconhecido que o de São Paulo é o mais notável”, discursou.

Quando a capital paulista abriu as porrrtas para os imigrantes, a pronúncia começou a mudar. Entre o fim do século 19 e o início do século 20, mais de 1,5 milhão de italianos chegaram em Sampa, nada entenderam da dura poesia concreta, mas construíram o sotaque paulistano. Porrrta virou algo como “porita” com um R seco, que faz a língua vibrar atrás dos dentes e, em casos exagerados, até os multiplica. Carro pode virar caRRRo, se o falante for da Mooca, do Brás ou do Bixiga, bairros paulistanos de forte influência italiana. Gaúchos e moradores de regiões paranaenses e catarinenses colonizadas por italianos também falam esse R vibrante.

Não muito longe da Pauliceia, outro jeitinho brasileiro de usar o R teve vida mais fácil para se legitimar. Em 1808, o Rio de Janeiro tinha 23 mil habitantes. Quando Dom João 6º desembarcou por lá, trouxe uma tripulação de 15 mil patrícios que definiram o sotaque local. À época, era moda na corte portuguesa pronunciar o R como se saísse do fundo da garganta, à la française, como em roquêfoRRRt e PáRRRi. Percebendo como a nobreza ostentava a consoante, a elite carioca imitou. Foi assim, na contramão do R caipira e 100% brasileiro, que os habitués das oRRRlas mais famosas do Brasil escolheram o R importado da França pelos portugueses.

AntIsh da coRRRte sair do caish de Lishboa, o Rio de Janeiro não era sinônimo de chiado. Assim como aconteceu com a pronúncia do R, a comitiva que veio com a Coroa portuguesa alastrou o S com som de SH que, em contato com os inúmeros dialetos africanos dos escravos, ganhou ainda mais força. Existem registros que comprovam que o português culto dos séculos 16 e 17 já reproduzia o fonema dessa forma. Hoje, o Rio é onde mais se chia no Brasil: 97% dos cariocas chiam no meio das palavras e 94%, no final. Faça o teste: peça para um carioca falar “esqueci o isqueiro na esquina da escola”.[/caption]

Belém do Pará ocupa o segundo lugar no ranking e Florianópolis fica em terceiro. A distância entre as cidades que estão no pódio dos chiadores prova que a formação histórico-cultural é mais importante para definir a variação dos sotaques do que a localização geográfica. Colonizadas depois do Nordeste e do Sudeste do País, as regiões Norte e Sul receberam, a partir do século 17, imigrantes da Ilha dos Açores e da Ilha da Madeira, onde é comum que o S assuma o som de SH. Em 1929, 15,6 mil portugueses viviam no Pará, a quarta maior população portuguesa do Brasil à época. “Se quesh quesh, se não quesh dish” é um famoso bordão de Florianópolis. Se um belenense visitar a capital catarinense, é mais provável que ele entenda que a frase significa “se queres queres, se não queres diz” do que um vizinho estadual, gaúcho ou paranaense, sem o chiado no repertório.

Outras cidades, entretanto, também receberam levas de açorianos e madeirenses sem que eles impusessem o S chiado – Porto Alegre foi uma delas. Elisa Battisti, do Instituto de Letras da UFRGS, explica que a posição geográfica e o tamanho da população de Florianópolis e Belém foram propícios para perpetuar a forma de falar dosh portuguesesh ilhéush. “Quando os açorianos chegaram a Florianópolis, o número de habitantes era pequeno, e houve um isolamento geográfico importante até o século 20. Já Porto Alegre era mais populosa, misturava indígenas, portugueses, espanhóis e, depois, recebeu alemães e italianos. Esses contatos todos foram dando corpo ao sotaque portoalegrense, sem chiamento.”

Enquanto alguns ficaram ilhados no próprio sotaque, outros precisaram aprender a se comunicar com diferentes povos. Lar de indígenas, garimpeiros portugueses, escravos e outras pessoas que iam e vinham na rota dos tropeiros, Curitiba transformou-se em um intenso polo de atração de imigrantes a partir do século 19 – sobretudo italianos, ucranianos e poloneses.

A falta de vogais nos idiomas destes dois últimos povos acabou estimulando uma pronúncia mais pausada de letras como o “E” para que entendessem e se fizessem entender. O folclórico “leitE quentE” curitibano surgiu assim.

Variações nas pronúncias de vogais após T e D, aliás, também contribuem para a diversidade do português brasileiro: em Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte, a língua vai atrás dos dentes para falar o T e o D – assim, o djia vira Día e tchio, Tío.

O idioma que os portugueses trouxeram para o Brasil a partir do século 16 é muito distinto do que se fala além-mar hoje. Após mais de 500 anos de história, de imigrações, de mistura e de isolamento étnico-cultural, pouco restou do português lusitano arcaico.

No entanto, alguns lugares preservaram traços do sotaque de Cabral. Em Cuiabá e em outras cidades do interior do Mato Grosso, não é incomum ouvir os moradores falando de um djeito DíferentE. Os lusos que exploraram a região no século 17 em busca de ouro vinham do norte de Portugal e inseriam T antes do CH e D antes do J. E até hodje os cuiabanos tchamam feijão de fedjão.

Usar vogais abertas ou fechadas é uma diferença fonética marcante entre quem vive mais ao Norte e mais ao Sul do Brasil. A explicação do fenômeno divide opiniões. Alguns pesquisadores defendem que as vogais fechadas são herança natural de quando o português ainda estava se ramificando do latim. Então, as vogais fechadas faladas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste remeteriam ao jeito mais antigo de falar português. Outros linguistas jogam as vogais abertas do Nordeste e do Norte na conta da chegada dos portugueses ao Brasil: a fala lusa nos séculos 16 e 17 era cheia de “és” e “ós”. Na maior parte do Nordeste, a sonoridade pegou, e jamais largou.

Outras marcas de sotaque envolvendo vogais vieram da África, junto com os 800 mil escravos que aportaram no Brasil até o século 17. A chegada desses imigrantes involuntários espalhou palavras africanas pelo País e influenciou nossa maneira de falar o vocabulário que já existia aqui. Comer o R no final das palavras (Salvadô, amô, calô) e a supressão de vogais em ditongos (lavôra, chêro, bêjo, pôco), por exemplo, aparecem frequentemente em dialetos africanos.

A falta de plurais, o uso do gerúndio sem falar o D (andano, fazeno), a ligação de fonemas em som de z (ozóio, foi simbora) e a simplificação da terceira pessoa do plural (disséro, cantaro) também são heranças africanas. Em algumas delas, inclusive, os linguistas cogitam que se espalharam com força simplesmente por serem mais fáceis de falar.

As influências históricas dizem muito sobre a formação de nossos sotaques, mas não explicam tudo. Algumas pronúncias variam de acordo com o nível de escolaridade, a classe social e até a velocidade da fala. Acrescentar vogais como em arroiz, trêis, nóis, é um exemplo de fenômeno sem origem histórica bem definida.

A ditongação, que é como os linguistas denominam esse processo, evoluiu ao longo de gerações e se espalhou pelo Brasil poupando algumas regiões de Minas Gerais e do Sul. Daí veio, aliás, o costume de dizermos “meia” em ve(i)z de seis: não confundi-lo com trê(i)s. Carregar um sotaque também é assim: viver trocando seis por meia dúzia. No fundo, não existe português “certo” ou “errado” nessa história. As línguas são como as formas de vida: evoluem. E os sotaques acompanham essa eterna mutação.

Fontes: Linguistas Adbdelhak Razky(UFPA), Elisa Battisti(UFRGS), Maria do Socorro Silva de Aragão(UFPB); Fonoaudiólogos Leonardo Lopes(UFPB), Ana Cristina Montenegro(UFPE); Artigos Panorama dos Estudos das Vogais Pretônicas no Português do Brasil, de Idalena Oliveira Chaves, A Pronúncia das Vogais Médias no Português Europeu e no Português Brasileiro, de Gerusa de Souza Graebin, Uma Possível História das Pretônicas Brasileiras, de Myrian Barbosa da Silva, A Inserção de Glide Travada por /s/, de Maria Tasca; Livro Atlas Linguístico do Brasil, A Influência Africana no Português do Brasil, de Renato Mendoça, O Falar Paranaense, de Edson Domingos Fagundes, Loremi Loregian-Penkal e Odete Pereira da Silva Menon.

Super Interessante

 

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Geral

41% dos brasileiros afirmam conviver com o crime organizado no bairro onde moram

Foto: Divulgação

A presença do crime organizado já faz parte da realidade de milhões de brasileiros. Pesquisa divulgada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que 41,2% da população com mais de 16 anos afirma viver em bairros com atuação de facções criminosas ou milícias. O número representa cerca de 68,7 milhões de pessoas.

A percepção é maior nas capitais, onde 55,9% relatam presença desses grupos. Nas regiões metropolitanas, o índice é de 46%, enquanto no interior chega a 34,1%.

Segundo o levantamento, 61,4% das pessoas que convivem com o crime organizado afirmam que essas organizações influenciam regras e decisões da vida local. O estudo aponta que facções como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho ampliaram atuação para cidades do interior e áreas estratégicas do país.

O impacto aparece na rotina da população: 81% têm medo de ficar no meio de tiroteios, 74,9% evitam determinados locais e 64,4% temem represálias ao denunciar crimes. Além disso, 59,5% evitam falar sobre política no bairro.

A pesquisa também mostra aumento da violência em áreas dominadas pelo crime. Nesses locais, o índice de vitimização sobe de 40,1% para 51,1%. Casos de roubo, golpes digitais e assassinatos de familiares ou conhecidos também são mais frequentes.

A pesquisa “Medo do crime e eleições 2026: os gatilhos da insegurança” foi realizada pelo Instituto Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre os dias 9 e 10 de março de 2026. A margem de erro geral para o total da amostra é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. O estudo teve abrangência nacional e contou com uma amostra total de 2.004 entrevistas realizadas em 137 municípios.

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Geral

Dino diz que STF confirma 97% das decisões monocráticas


Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do STF Flávio Dino publicou nesta segunda-feira (11) um artigo na revista CartaCapital defendendo as decisões monocráticas dos ministros da Corte. A manifestação ocorre em meio à reação do Congresso após a suspensão da Lei da Dosimetria pelo ministro Alexandre de Moraes.

O ministro citou dados de 2025 e disse que 97% dos recursos contra decisões monocráticas tiveram o entendimento do relator mantido pelo plenário, o que, segundo ele, demonstra alinhamento entre as decisões individuais e a jurisprudência da Corte.

No texto, Dino afirma que as decisões individuais não representam “personalismo”, mas fazem parte do funcionamento do sistema judicial para garantir agilidade aos processos. Segundo ele, impedir esse tipo de decisão poderia causar um “colapso jurisdicional” no STF.

Dino também afirmou que o STF produz mais de 500 decisões colegiadas por semana e defendeu uma reforma do Judiciário voltada ao combate de supersalários e fraudes, sem enfraquecer o Supremo.

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Geral

Bote Fé Natal com Maria vende 30 mil ingressos em 24 horas; gramado oferece experiência mais próxima no evento

Com menos de 24 horas do início das vendas, o Bote Fé Natal com Maria já atingiu a marca de 30 mil ingressos vendidos para o evento que acontece dia 10 de outubro, na Arena das Dunas, e que marca o lançamento dos festejos de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal.

Alguns setores estão esgotados, mas a organização citou a disponibilidade de ingressos para assistir ao evento no gramado da Arena das Dunas, vivenciando uma experiência ainda mais próxima da vasta programação religiosa, incluindo a participação do Frei Gilson, que vai reunir um grande público vindo de todas as cidades do Rio Grande do Norte e de estados vizinhos.

A venda de ingressos acontece exclusivamente pelo site Evenyx (www.evenyx.com). Nele, a pessoa pode visualizar os locais dentro da Arena ainda disponíveis para o evento com ingressos a partir de R$ 40.

A arrecadação do evento será destinada à concretização da climatização da Catedral Metropolitana de Natal, por onde passam centenas de milhares de pessoas a cada ano e, com isso, oferecer maior comodidade e conforto aos fiéis e visitantes.

Ao adquirir o ingresso solidário, que também estará disponível para venda, cada pessoa também deverá doar dois quilos de alimentos não perecíveis, a serem entregues na Arena das Dunas no dia do evento. Os alimentos arrecadados beneficiarão milhares de pessoas assistidas pelas obras sociais ligadas à Arquidiocese de Natal.

Dentro da programação, shows com padres cantores e bandas católicas da Arquidiocese de Natal, recitação do terço da Divina Misericórdia e o lançamento da festa de Nossa Senhora da Apresentação 2026.

Mais informações a respeito do Bote Fé Natal com Maria podem ser encontradas no perfil oficial @arqnatal no Instagram.

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Geral

VIVER SEM LIMITES

Foto: Divulgação

A Viver Saúde realiza nesta segunda-feira (11), às 18h, na Casa Viver Saúde, o lançamento do projeto Viver sem Limites, nova linha de cuidado voltada ao acolhimento e acompanhamento de pacientes com dor crônica e fibromialgia.

A iniciativa acontece em meio ao avanço das discussões sobre os direitos das pessoas que convivem com dores persistentes. A Lei nº 15.176/2025, já em vigor no país, reconhece a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência, ampliando o debate sobre inclusão, acessibilidade e qualidade de vida.

Durante o encontro, também será lançado o livro Dor Crônica: o que você precisa saber, publicação desenvolvida para ampliar o acesso à informação e conscientizar pacientes, familiares e a sociedade sobre a importância do cuidado integral.

Com o Viver sem Limites, a Viver Saúde reafirma seu propósito de desenvolver projetos que promovam acolhimento, escuta e atenção individualizada às necessidades de cada beneficiário.

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Cidades

VÍDEO: Trecho da RN-120 é interditado entre Santo Antônio e Nova Cruz após afundamento do solo

Vídeo: Reprodução

O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) informou a interdição de um trecho da RN-120, entre os municípios de Santo Antônio e Nova Cruz, no Agreste potiguar, após o afundamento do solo provocado pelo rompimento da estrutura de um antigo bueiro. A interdição teve início na noite do sábado (9), segundo nota divulgada pelo órgão.

De acordo com o DER, a medida foi adotada por segurança, para evitar acidentes no trecho afetado. O departamento informou que a estrutura do bueiro cedeu, provocando danos no pavimento e comprometendo a trafegabilidade da rodovia. A interdição também deve permitir o escoamento da água no local.

O órgão afirmou que já adquiriu o equipamento necessário para a troca do bueiro, etapa considerada indispensável para recompor o piso e liberar novamente o tráfego na RN-120. No entanto, o DER informou que ainda aguarda a chegada do material para iniciar a execução do serviço.

Enquanto o trecho permanecer interditado, o departamento orienta os motoristas a utilizarem rotas alternativas. Uma das opções é seguir pela RN-269, no sentido Nova Cruz, Passa e Fica e RN-093 em direção a Santo Antônio. Outra alternativa indicada é a RN-269, passando por Nova Cruz, Montanhas, Pedro Velho e acessando a BR-101.

O DER informou que a interdição permanecerá até que sejam realizadas as intervenções necessárias.

Tribuna do Norte

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Política

Lula veta projeto que reconhecia estágio como experiência profissional

Foto: Reuters

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vetou integralmente o PL (projeto de lei) nº 2.762, de 2019, que “altera a Lei nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, para considerar como experiência profissional o estágio realizado pelo estudante”.

A decisão do presidente foi publicada no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (11).

O veto teve parecer favorável do Ministério da Educação, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Advocacia-Geral da União.

Segundo o texto publicado no DOU, o governo também considerou a proposta inconstitucional por atribuir genericamente ao Poder Público a regulamentação da medida, o que, na avaliação do Executivo, violaria a autonomia dos entes federativos e a independência entre os Poderes, previstas na Constituição.

O projeto alterava a Lei do Estágio, de 2008, para reconhecer formalmente a atividade exercida por estudantes como experiência profissional. A proposta foi aprovada no Senado Federal em abril.

O texto determinava que o poder público regulamentasse as situações em que o estágio seria utilizado para fins de pontuação ou comprovação em concursos públicos. O objetivo, segundo o autor, o deputado Flávio Nogueira (PT-PI), era facilitar o acesso ao primeiro emprego, especialmente entre os jovens.

CNN

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Política

Relatórios do MP desafiam discurso de bom gestor que Allyson Bezerra tenta vender

Foto: Reprodução

A possível candidatura do prefeito Allyson Bezerra, ao Governo do Estado, tende a ter como principal eixo de campanha o desempenho administrativo apresentado durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. A estratégia política do gestor seria estabelecer comparações diretas entre sua administração, a do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias e a da governadora Fátima Bezerra.

Inicialmente, a avaliação nos bastidores era de que as investigações conduzidas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Mederi representariam o principal foco de desgaste político para Allyson. No entanto, uma sequência de relatórios e informações produzidas pelo Ministério Público vem ampliando questionamentos sobre o discurso de eficiência administrativa adotado pela gestão municipal.

Enquanto as redes sociais do prefeito destacam avanços e ações positivas em Mossoró, documentos técnicos elaborados a partir de fiscalizações do Ministério Público apontam problemas estruturais em áreas consideradas essenciais da administração pública.

Na assistência social, relatórios técnicos baseados em inspeções realizadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte entre 2025 e 2026 descrevem um cenário de precariedade na rede municipal. Entre os principais problemas apontados estão estruturas físicas deterioradas, dificuldades no atendimento à população em situação de vulnerabilidade e funcionamento precário de serviços públicos.

Na educação, o Ministério Público aponta a permanência do déficit de vagas em creches, indicando que a expansão da rede municipal não acompanhou o crescimento da demanda.

Já na saúde, os relatórios registram deficiências em serviços públicos, além de problemas estruturais em UPAs e em unidades básicas de saúde do município.

O conteúdo dos relatórios contrasta com a imagem institucional divulgada pela gestão municipal nas redes sociais. Nos bastidores políticos, adversários do prefeito acompanham o material produzido pelos órgãos de fiscalização e avaliam utilizar essas informações durante o período eleitoral, estabelecendo um contraponto entre a narrativa oficial da gestão e os problemas apontados pelos órgãos de controle.

A aposta de Allyson Bezerra em centralizar o debate eleitoral na capacidade administrativa é vista como uma tentativa de afastar a discussão de temas ligados à polarização nacional. Entretanto, o surgimento de novos relatórios e informações negativas pode representar um desafio adicional para a consolidação do discurso de êxito administrativo defendido pelo prefeito.

Com informações Blog Neto Queiroz

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Política

Ciro Nogueira é aconselhado a desistir do Senado e tentar vaga na Câmara

Foto: Jefferson Rudy

Após a operação da Polícia Federal que o vinculou a uma suposta “mesada” paga pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, tem sido aconselhado a desistir da tentativa de renovar o mandato de senador pelo Piauí e disputar uma vaga para deputado federal nas eleições de outubro.

O entorno de Ciro tem avaliado o impacto eleitoral da operação deflagrada pela Polícia Federal na semana passada.

A avaliação é de que, apesar de ainda faltarem cinco meses para o primeiro turno, o escândalo do Banco Master deve pautar as eleições deste ano.

E o senador deve ser mencionado nas propagandas à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um aliado do seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL).

Por isso, aliados do senador dizem que uma campanha para a Câmara dos Deputados seria mais fácil ao experiente político, e sem tanta exposição negativa.

As pesquisas eleitorais recentes, promovidas antes da operação policial, mostravam o senador competitivo para uma reeleição, com chances de conquistar um novo mandato.

O entorno dele tem se queixado da postura de Flávio que, em declarações recentes, tentou se afastar do presidente do PP, que já foi cotado para compor sua chapa ao Palácio do Planalto como vice.

CNN

Opinião dos leitores

  1. Na verdade, estão querendo a renuncia, para o processo ir para primeira instância. Essa é a verdade.

  2. Tô esperando ele renunciar.
    Ele disse lá no Piauí que se o nome dele tivesse vinculado a essa treta roubalheira do Master, renunciaria.
    Rsrs.

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Cidades

VÍDEO: Imagens aéreas mostram destruição no Circo do Tirullipa

Imagens aéreas registraram o cenário de destruição deixado pelo incêndio que atingiu o Circo do Tirullipa, em Natal, durante a madrugada desta segunda-feira (11). O fogo consumiu parte da estrutura montada no estacionamento da Arena das Dunas e mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN).

Os registros feitos por drone mostram a lona completamente destruída e parte da estrutura metálica comprometida pelas chamas. As imagens aéreas também revelam marcas do incêndio espalhadas pelo terreno onde o circo estava instalado desde o início do mês de março.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o chamado foi registrado por volta das 4h40 da manhã. Três viaturas foram enviadas ao local para combater o fogo e evitar que as chamas se espalhassem para áreas próximas.

Apesar da intensidade do incêndio, não houve registro de feridos. As equipes realizaram buscas no interior da estrutura para verificar a possibilidade de vítimas ou desaparecidos, mas ninguém foi encontrado no local.

O local permanece isolado para garantir a segurança da população e das equipes que seguem atuando na área. A Defesa Civil deverá realizar uma vistoria estrutural para avaliar os riscos existentes e identificar as condições da estrutura remanescente.

Ponta Negra News

Opinião dos leitores

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Política

VÍDEO: Boa Saúde (RN) realiza uma das maiores entregas de veículos da história do município

 

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Um post compartilhado por BlogdoBG (@blogdobg)

Vídeo: Divulgação

A cidade de Boa Saúde (RN) viveu um momento considerado histórico pela gestão municipal, com a realização de uma das maiores entregas de veículos e máquinas já promovidas por uma prefeitura no Rio Grande do Norte.

A ação, realizada pelo Governo Municipal, reuniu autoridades, vereadores, lideranças comunitárias e centenas de moradores na Praça da Matriz para acompanhar a apresentação da nova frota, que irá reforçar os serviços públicos em diversas áreas da administração.

Foram entregues tratores agrícolas, veículos utilitários, vans e ambulância, equipamentos que passarão a atender setores essenciais como saúde, educação, agricultura, infraestrutura e serviços urbanos. O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento das secretarias municipais, garantindo mais eficiência nos serviços prestados à população.

Durante a solenidade, o prefeito João Maria Mesquita destacou que os investimentos, que somam cerca de R$ 4 milhões em recursos próprios, representam o compromisso da gestão com o desenvolvimento do município e a melhoria da qualidade de vida da população.

O gestor também ressaltou a importância dos novos equipamentos para a zona rural, considerando que Boa Saúde possui uma das maiores extensões territoriais da região Agreste potiguar, o que exige maior estrutura para atender as comunidades mais distantes.

A população compareceu em grande número ao evento, marcado por aplausos, entusiasmo e sentimento de avanço para o município.

Com a entrega da nova frota, a administração municipal reforça o compromisso de continuar investindo em ações concretas voltadas ao desenvolvimento da cidade e à melhoria dos serviços públicos oferecidos à população.

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