A peregrinação do embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, pelos gabinetes de Brasília teve um final feliz. Depois de oito anos de embargo, as exportações de camarões tamanho “G” da Argentina serão liberadas ao mercado brasileiro e poderão render aos combalidos cofres dos vizinhos até US$ 150 milhões por ano. De quebra a decisão irá colocar sob risco o mercado brasileiro, sobretudo o potiguar, que hoje é o maior produtor de camarão do País.
A boa notícia para os argentinos — que desagradou os produtores nacionais — saiu na terça-feira. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, restabeleceu a importação do crustáceo, ao suspender uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) favorável à Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC).
Ajudou na decisão de Fux o apoio técnico e político das autoridades brasileiras. O diplomata argentino apelou a favor da abertura do mercado em encontros com o presidente Jair Bolsonaro, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e integrantes da Procuradoria-Geral da República e da Advogacia-Geral da União.
‘Lagostino’ vem de pesca selvagem
Banidos do Brasil desde 2013, os “lagostinos argentinos” são originários da pesca selvagem — ou seja, não são produzidos em cativeiro — nas províncias de Chubut e Buenos Aires. Mas, antes de chegar ao mercado brasileiro, terão de ser abatidos, descascados, descabeçados e eviscerados, conforme determinação do Ministério da Agricultura. Não entrarão no país animais vivos.
As vendas de camarões argentinos ao Brasil deixou de ser liberada quando a permissão dada pelo então Ministério da Pesca foi questionada pela Associação Brasileira de Criadores de Camarão (ABCC). Em uma ação civil pública, a entidade alegou que a liberação foi indevida, diante do risco de introdução de doenças virais no Brasil.
A União contra-atacou. Argumentou que o TRF-1, ao suspender a autorização, causa grave lesão à ordem e à economia públicas. Disse também que, ao proibir a importação, o Tribunal não observou critérios técnico-científicos que foram amplamente analisados pela Justiça de primeira instância.
Por fim, Fux concluiu que o Ministério da Agricultura atestou a inexistência de riscos à saúde humana ou à fauna brasileira com a importação de camarões argentinos.
O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Camarão (ABCC), Itamar Rocha, criticou a decisão de Fux, chamando-a de “desserviço”. Alertou que a abertura para o camarão argentino coloca em risco a biodiversidade brasileira de crustáceos (caranguejos, camarões e lagostas) e lembrou que o mérito da ação ainda não foi julgado.
Entre os argumentos contrários à importação, a entidade alega que os argentinos não dão informações sobre condições sanitárias relacionadas a enfermidades à Organização Internacional de Saúde Animal.
De sua parte, o embaixador argentino começou a se movimentar para tornar a vitória uma realidade. Junto com autoridades de seu país, já procura agências de comércio exterior para promover o crustáceo no Brasil. O camarão da Argentina é vendido para mercados exigentes, como União Europeia, Coreia do Sul e Estados Unidos.
Com informações de O Globo
GRANDE PONTO

Livre mercado é saudável para o bolso da população, certamente vai cair o preço do camarão. Como ocorreu com o alho que agora chega importado da China, se não fosse essa importação poderia estar custando R$ 50,00 para cima o kilo.
Livre mercado não é assim?
Kd os liberais de meia tigela?
Enganam meia dúzia desmiolados.
É legal ver a esquerda festejar o livre mercado mas virar leões na livre mercado do petróleo. Confusao mental impressiona.
Comparação indevida. A liberacao da importação diz respeito à livre concorrência. Será um produto a mais à disposição do brasileiro.
Já a questão do petróleo está ligada à política de preços adotada p Petrobrás. Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa!
Vai favorecer a concorrência, no caso, quem ganha serão os consumidores.
Exato
É o livre mercado, base do capitalismo, direita do estado em festa…ou não
Acho ótimo. Vai baixar os preços. Chega de exploração.
Finalmente o STF acertou uma vez. Apesar daqui ser o maior produtor de camarão para nós fica só o resto, camarão pequeno e de baixa qualidade e caro.
Obrigado STF. É a esquerda imunda Norte-Riograndense vai ficar calada?
A tá, a Governadora Fátima recebeu uma ajuda para enterrar de vez o RN .
Pense num papagaio. Vira o disco Zé Mané.
Vai estudar burrão. Depois tu volta aqui
A questão a puramente sanitária, nossos vizinhos é países da América Central possuem doenças que podem causar grande danos a carcinicultura brasileira a ABCC ciente disto pediu a suspensão da importação mas a União querendo agradar (Deus sabe a quem) questionou, e agora o STF liberou, apesar de concordar que os preços do produto está bem caro mas acho a importação um grande risco
Com mais produto no mercado o preço tende a diminuir para os consumidores, por isso a grita geral dos produtores locais. Eles querem o monopólio do mercado para manter o preço nas alturas
Com a exploração de quem vende camarão aqui no RN, podem liberar até o camarão do Cambodja. Bote pra reiar, STF.