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STF permite que Testemunhas de Jeová recusem transfusão de sangue em tratamentos médicos

Foto: Tomaz Silva / Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (25) reconhecer que pacientes que são Testemunhas de Jeová podem, por convicção religiosa, recusar tratamentos médicos com uso de transfusão de sangue.

A recusa do tratamento, contudo, não pode ser feita, por exemplo, no caso dos pais para os filhos menores .

Esses pacientes também podem exigir do Poder Público o custeio de procedimentos específicos, sem o uso da transfusão, desde que:

  • o procedimento exista no Sistema Único de Saúde (SUS);
  • a opção não gere “custos desproporcionais” ao poder público.

Os ministros analisaram recursos que discutem a oferta de tratamento médico sem a aplicação de sangue de outras pessoas – e a possibilidade de recusa de terapias por pacientes que fazem parte da religião, caso não exista alternativa.

O debate envolve direitos fundamentais previstos na Constituição, como a saúde, dignidade da pessoa humana, legalidade, liberdade de consciência e de crença.

Em nota divulgada após a decisão, a associação Testemunhas de Jeová Brasil celebrou o posicionamento do STF.

“Essa decisão fornece segurança jurídica aos pacientes, às administrações hospitalares e aos médicos comprometidos em prover o melhor tratamento de saúde, sempre respeitando a vontade do paciente”, disse a associação.

“As Testemunhas de Jeová amam a vida e colaboram ativamente com os profissionais de saúde para receber o melhor cuidado médico possível. Manifestam sincera gratidão a esses profissionais e às autoridades que reconhecem e protegem seu direito de escolha em tratamentos médicos”, completou a nota.

Apenas maiores de idade

O ministro deixou claro que a recusa do tratamento não pode ser feita por uma pessoa para outro paciente. Não pode, por exemplo, ser feita por uma pessoa para um menor — pais para filhos.

🔎 A recusa deve ser manifestada por um paciente que seja maior de idade, capaz e com condições de discernimento. A vontade deve ser expressa de forma livre, voluntária, autônoma e sem coação.

É preciso que esteja expressa, seja prévia ao ato médico e atual (é possível mudar de ideia). Antes da decisão, o paciente deve ser esclarecido, com informações médicas completas, sobre os riscos do tratamento.

O relator do segundo processo, ministro Gilmar Mendes, votou na sequência. Acompanhou o entendimento do ministro Barroso no primeiro caso. Acrescentou que o médico não pode impor o procedimento recusado pelo paciente.

“A autodeterminação e liberdade de crença – quando houver manifestação livre, consciente e informada de pessoa capaz civilmente em sentido contrário à submissão ao tratamento – impedem a atuação forçada dos profissionais de saúde envolvidos, ainda que presente risco iminente de morte do paciente”, afirmou o decano.

“Ainda subsiste o dever de zelar pela vida do paciente através de todas as outras técnicas e procedimentos disponíveis e compatíveis com a crença por ela professada”, prosseguiu.

“A atuação médica em respeito à legítima opção realizada pelo paciente não pode ser caracterizada, a priori, como uma conduta criminosa, como omissão de socorro. É preciso que se analise, caso a caso, se todos os meios aceitos pelo paciente foram empregados. De igual sorte, adotados todos os mecanismos aceitos pelo paciente, não há que se falar em responsabilidade civil do Estado ou do agente responsável em razão de danos sofridos pela ausência de transfusão de sangue”, completou.

Barroso também acompanhou as conclusões do ministro Gilmar Mendes. Também seguiram nesta linha os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques e Luiz Fux.

O ministro Dias Toffoli não vota, pois está fora por questões de saúde.

O que o STF discute

O Supremo analisa dois recursos que tratam de especificidades no tratamento médico de pessoas da religião Testemunhas de Jeová.

O grupo religioso entende que há passagens na Bíblia que estabelecem a necessidade de se abster de sangue. Consideram que o sangue representa a vida; por isso, evitam tomar a substância por qualquer via em obediência e respeito a Deus.

Em um dos casos, a questão é saber se um paciente nestas circunstâncias poderia recusar terapias de saúde que envolvem o uso de sangue de outras pessoas. E, se for possível a recusa, como ela deve ser feita.

Em outro, o debate envolve o papel do Poder Público diante da necessidade de custeio de tratamento específico para este grupo religioso, sem o uso de transfusões.

Casos concretos

Um dos processos, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes, envolve uma paciente de Alagoas. Ela foi encaminhada para cirurgia de substituição de válvula aórtica (cirurgia cardíaca) pelo Sistema Único de Saúde.

Por ser testemunha de Jeová, decidiu fazer o procedimento sem transfusões de sangue de terceiros, assumindo os possíveis riscos.

A diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Maceió (AL), no entanto, condicionou a realização da cirurgia à assinatura de termo de consentimento da paciente para a realização de eventuais transfusões. Ela não aceitou e o procedimento foi cancelado.

A paciente acionou a Justiça contra o Poder Público, para obter a cirurgia sem a transfusão pelo SUS. Na primeira e na segunda instância, o pedido foi negado.

A Justiça considerou que não havia garantias de que o procedimento iria ocorrer sem riscos para a paciente, se fosse da forma como solicitada por ela.

O outro caso, que tem Barroso como relator, é de um paciente do Amazonas, que buscou obter o direito de realizar uma cirurgia ortopédica em hospital público sem transfusão de sangue.

Nas instâncias inferiores, o Poder Público foi condenado a ofertar e custear o tratamento, garantindo o direito à saúde de forma compatível com as convicções religiosas.

Representantes dos pacientes argumentaram que o tratamento sem sangue tem chancela da Organização Mundial de Saúde (OMS). E que o Sistema Único de Saúde já tem os equipamentos necessários para atender os pacientes que têm recusa terapêutica ao uso de sangue.

Votos dos relatores

Os relatores dos processos, o presidente Luís Roberto Barroso e o decano Gilmar Mendes, apresentaram seus votos na quinta-feira passada (19).

Barroso votou para reconhecer que as testemunhas de Jeová têm o direito de recusa à transfusão de sangue em qualquer procedimento médico.

E que o Poder Público tem o dever de fornecer o tratamento alternativo no âmbito do próprio Sistema Único de Saúde para pessoas que fazem parte da religião, desde que o custo não seja desproporcional.

Se o paciente não tiver condições de arcar com os gastos, o ministro considerou que é razoável que os custos sejam pagos pelos governos.

“Existe direito das pessoas que professam a religião Testemunhas de Jeová de recusa à transfusão de sangue em qualquer procedimento médico”, afirmou o presidente.

 

“Existindo tratamento alternativo no âmbito do próprio SUS, parece fora de dúvida que ele seja oferecido ao paciente nessas circunstâncias. Portanto, há um dever do Estado, desde que isso não represente um ônus desproporcional. Sendo o paciente hipossuficiente, que não têm condições financeiras favoráveis, é razoável e proporcional o custeio do deslocamento e da permanência pelo tempo necessário na localidade da instituição que oferece o procedimento”, completou.

Fonte: g1

Opinião dos leitores

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Política

Flavio de Beroi e prefeito de Nova Cruz anunciam apoio a Cadu

O candidato do PT ao Governo do RN, Cadu de Lula, anunciou esta noite (07) o apoio do ex-prefeito de Nova Cruz Flávio de Berói e do atual prefeito, Joaquim Nogueira, para o segundo turno das eleições.

O encontro foi divulgado por Cadu nas redes sociais, que destacou o diálogo sobre o futuro do Rio Grande do Norte e comemorou a adesão das lideranças políticas do município.

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Política

[VÍDEO] “EM BREVE FALAREI”: Augusto Cury faz mistério, diz que optou pelo silêncio, mas promete se pronunciar sobre segundo turno


O candidato derrotado a Presidência da República, Augusto Cury (Avante), publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que operou “pelo silêncio”, mas prometeu que em breve revelará seu posicionamento sobre o segundo turno.

“Desde o primeiro turno, eu optei pela oração dos sábios, o silêncio. Quem não sabe se silenciar, não sabe se ouvir. (Quem não sabe se ouvir, não entende que as principais decisões humanas são solitárias”, divagou.

Na gravação, ele diz que conversará “olho no olho” com as pessoas “sobre pautas importantes, inclusive para pacificar esse país tão dividido, tão dilacerado”. “Essa guerra de ódios tem de terminar”, pregou, sem dar pistas se seu apoio irá para Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro (PL).

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Política

[VÍDEO] “FOI A CEREJA DO BOLO”: Níkolas ironiza Janja por agressão chamando ele de “piá de bosta”

O deputado federal Nikolas Ferreira reagiu ao ataque da primeira-dama Janja Lula da Silva, que o chamou de “piá de bosta”, e tratou a declaração com ironia.

“Eu acho que a Janja ter me chamado de piá de bosta foi a cereja do bolo. Inclusive, eu agradeço publicamente à primeira-dama por fazer esse xingamento”, afirmou.

Nikolas disse ainda que a declaração “fala muito mais sobre ela” do que sobre ele e afirmou que o episódio acabou ampliando a repercussão de sua atuação política.

“Quando o presidente da República e a primeira-dama brigam com um mero deputado, realmente ela me ajudou bastante a reverberar ainda a minha voz”, ironizou.

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Política

Alunos do IFRN de Currais Novos são alvo de ataques políticos e pressão em grupo de WhatsApp

 

 

 

 

Mensagens mostram estudantes sendo chamados a deixar grupo por serem bolsonaristas e aluno sendo chamado de “pedófilo” durante discussão política.

Mensagens compartilhadas em um grupo de WhatsApp de alunos do IFRN de Currais Novos estão causando repercussão após estudantes serem alvo de ataques e pressão por suas posições políticas.

Em uma das mensagens, uma participante afirma que quem está incomodado com as discussões deveria “sair do grupo juntamente com os outros bolsonaristas”. Em outra, um estudante é chamado de “hipócrita” por votar na direita e recebe a orientação: “se não se contenta com o que o governo fez, é só sair”.

As mensagens também fazem referência ao fato de os estudantes estudarem em uma instituição federal, em uma tentativa de associar o direito de frequentar o IFRN às posições políticas defendidas por determinados governos.

Ataques que ultrapassam o debate político.

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Política

Ato de Lula no sábado em Natal muda de local da Zona Norte para o Alecrim

Reprodução

O ato de campanha de Lula (PT) em Natal mudou de local e horário. A programação deste sábado (10), antes anunciada para a Área de Lazer do Panatis, na Zona Norte, agora será uma passeata no Alecrim, às 10h, com concentração a partir das 8h no centro comercial do bairro.

A mudança foi anunciada pelo próprio presidente em um vídeo publicado nas redes sociais da deputada federal Natália Bonavides (PT).

Lula estará acompanhado de Cadu Xavier (PT), que disputa o segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte contra Allyson Bezerra (União Brasil). A visita integra a mobilização pelas candidaturas petistas ao governo estadual e à Presidência da República.

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Política

[VÍDEO] Procurada por Lula e Flávio, Raquel Lyra sinaliza neutralidade no segundo turno


A governadora reeleita de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta quarta-feira (7) que foi procurada pelas campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), mas sinalizou que continuará neutra no segundo turno da eleição presidencial.

Raquel disse que recebeu cumprimentos das duas campanhas pela reeleição e agradeceu o apoio de servidores, prefeitos, parlamentares e da população pernambucana. Apesar dos contatos, não anunciou apoio a nenhum dos presidenciáveis.

“Me manterei com coerência, que sempre tive desde 2022, de buscar unir o estado de Pernambuco”, declarou à imprensa.

A governadora também criticou as tentativas de rotular sua posição política. “Não é sobre isso, é sobre como a gente chega mais na vida do povo, e é isso que eu estou demonstrando aqui com trabalho e com respeito a todos e a cada um”, afirmou.

Com informações do Diário de Pernambuco

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Política

A nova fake news de Janja contra Flávio Bolsonaro

Reprodução

A primeira-dama Janja Lula da Silva publicou um vídeo nas redes sociais com uma série de acusações contra Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência no segundo turno. As declarações foram rebatidas pelo PL.

Janja afirmou que Flávio acabaria com o Farmácia Popular, “enterraria” a proposta de fim da escala 6×1 e “destruiria” direitos das mulheres. Também disse que, em um eventual governo do senador, o crime organizado “vai dominar o Brasil”.

Em publicação nas redes sociais, o PL afirmou que o Farmácia Popular continuará distribuindo medicamentos gratuitos e classificou as afirmações de Janja como “fake news”.

Sobre a escala 6×1, Flávio de fato já se posicionou contra a proposta nos moldes atualmente discutidos no Senado, classificando a discussão como oportunista, e defende uma alternativa baseada na negociação da jornada entre trabalhadores e empregadores.

O vídeo de Janja ocorre dias após outra controvérsia envolvendo uma informação falsa relacionada a Nossa Senhora Aparecida, que também repercutiu durante a campanha.

Com informações de O Antagonista 

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Política

DESESPERO TOTAL: Apoiadores de Lula espalham panfletos apócrifos contra Flávio em paradas de ônibus do campus da UFRN

Os apoiadores do presidente Lula estão mesmo desesperados para reverter o resultado das urnas no primeiro turno e das pesquisas de intenção de voto que continuam colocando o candidato Flávio Bolsonaro na frente da corrida presidencial.

O Blog do BG recebeu imagens das paradas de ônibus do Campus Universitário com panfletos fixados contendo fake News, dizendo que Flávio vai acabar com direitos trabalhistas, como o décimo terceiro salário e as férias.

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Política

[VÍDEO] ACM Neto afirma que fará um “grande empenho na Bahia” para eleger Flávio


O candidato derrotado na eleição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (7) que fará um grande empenho na Bahia para eleger Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência da República no segundo turno.

“Eu disse a ele que nós faremos todo o empenho na Bahia, eu e todo o meu grupo político, os prefeitos que me acompanharam, os deputados federais eleitos, os candidatos que disputaram o primeiro turno. Todos nós estaremos motivados, mobilizados e trabalhando a partir de hoje pela campanha de Flávio Bolsonaro para presidente”, disse ACM Neto durante a oficialização do apoio da Federação União Progressista a Flávio.

Com informações do BNews

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Política

“ESCONDAM JANJA”: Coordenadora de Lula critica espaço da primeira-dama na campanha do PT

Primeira-dama, Janja da Silva, e ex-senadora Kátia Abreu (Fotos: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil e Agência Senado | Montagem: CCT)

A ex-senadora Kátia Abreu (PT), coordenadora da campanha de Lula no Tocantins, cobrou mais espaço para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e criticou o protagonismo de Janja. A declaração foi feita em uma reunião fechada com coordenadores estaduais, nesta terça-feira (6), em Brasília. Ela confirmou a informação nesta quarta-feira (7).

“Janja está maior que o Alckmin na campanha. Isso está errado”, afirmou ela à GloboNews. De acordo com a coluna de Bela Megale, do jornal O Globo, o pedido por menos participação da primeira-dama e mais presença do vice foi aplaudido na reunião.

A ex-senadora também criticou a concentração de paulistas no comando nacional da campanha. Para ela, faltou diversidade e participação de lideranças regionais nas decisões.

Com informações do UOL

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