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Guamaré é o 4º município que mais investiu em Saúde no Brasil, aponta ranking

O município de Guamaré, localizado no Rio Grande do Norte, foi o que mais investiu em Saúde no Estado, de acordo com a classificação no Ranking dos Municípios do Brasil, divulgado pela Fiocruz Pernambuco. Guamaré é reconhecida nacionalmente com o 4° lugar, considerando o valor investido em saúde pública por pessoa. A avaliação mostra que a prefeitura investe R$3.107,34 por habitante quando a média nacional do valor é de R$743,85.

A conquista reafirma o compromisso da gestão municipal de Guamaré com avanços significativos em todas as áreas do município. ‘‘ A prefeitura está sempre trabalhando para oferecer os serviços básicos de saúde a população que reside no municípios e nas comunidades rurais, otimizando custos, mas com a garantia de excelência na prestação de serviços’’ destaca o prefeito Hélio Willamy.

O destaque de Guamaré se volta para a cobertura de 100% da população pela Estratégia Saúde da Família e Programa Saúde Bucal. A atenção básica atende a população em 14 Unidades Básicas de Saúde distribuídas por todo o território, todas com prontuário eletrônico em funcionamento.

Na média complexidade ambulatorial, o município disponibiliza dois Ambulatórios Médicos Especializados. Os serviços ofertam atendimento em várias especialidades médicas, como também exames complementares, tais como: raio-X, ultrassonografia, eletrocardiograma, endoscopia digestiva, colonoscopia, laringoscopia, retossigmoidoscopia, entre muitos outros.

Além disso, a prefeitura de Guamaré disponibiliza a população um Centro Especializado em Reabilitação, garantindo atendimento em reabilitação nas áreas auditiva, física e intelectual a 26 municípios. Já na média complexidade hospitalar, o município, através da Secretaria de Saúde, atende a toda população de Guamaré e Região, o maior polo de cirurgias eletivas do Rio Grande do Norte.

São mais de 50 tipos de procedimentos cirúrgicos realizados no Hospital Manoel Lucas de Miranda, em várias áreas, que vão desde a ginecológica e obstétrica até a realização de procedimentos orpédicos de média complexidade por vídeo-artrodcopia. ‘‘ O objetivo é melhorar e ampliar ainda mais a assistência ao cidadão na saúde pública’’, garante o prefeito Hélio Willamy.

O gestor revela ainda, com a divulgação dos dados, que pela legislação, o município tem que investir, no mínimo, 15% dos seus recursos em saúde, a prefeitura de Guamaré já investe mais de 18%.‘‘ Estamos muito satisfeitos em entregar a nossa população a cada dia da nossa gestão serviços de qualidade como este que garante uma melhor qualidade de vida e atendimento na saúde dos cidadãos e, principalmente, das nossas crianças”, explica o prefeito Hélio Willamy.

Os dados foram divulgados pela Fiocruz Pernambuco, através de informações contidas no Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (SIOPS).

Opinião dos leitores

  1. Parabéns ao incansável Prefeito Hélio e ao sec Adriano, pois Guamaré hoje recebe e atende todas as cidades circunvizinhas com qualidade, esmero e respeito.
    Não só na saúde, mas também na educação e assistência social, como também a cidade encontra-se um canteiro de obras.
    Parabéns BG pela matéria!!!

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Diversos

Expectativa de vida de pessoas trans no Brasil é de 35 anos, aponta ranking

Enquanto a expectativa de vida do brasileiro médio é de 75 anos, a de uma pessoa trans não passa dos 35, segundo dados de organizações da sociedade civil mencionados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de países que mais matam travestis e transexuais.

Os números alarmantes levaram as Nações Unidas no Brasil a criar o projeto Trans-Formação, que busca capacitar transexuais para atuar como lideranças pelos direitos da população trans. A iniciativa entra em sua segunda edição com o objetivo de ampliar o diálogo com a sociedade.

“O Trans-Formação propõe fortalecer a capacidade de pessoas trans, para que elas possam conhecer e demandar seus direitos. Ao mesmo tempo, a ideia é engajar várias instituições para que elas também contribuam para a igualdade de pessoas trans”, detalha Angela Pires Terto, assessora de Direitos Humanos da ONU no Brasil.

Para os idealizadores do projeto, o primeiro passo para alterar as estatísticas que colocam o Brasil no topo da violência é integrar os transexuais na sociedade.

De acordo com a advogada Maria Eduarda Aguiar da Silva, coordenadora da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (Abrafh) no Rio de Janeiro, 90% da população trans acaba recorrendo à prostituição e vive sujeita a violência e crimes de ódio por não encontrar espaço na sociedade.

“A população trans, historicamente, foi alijada do sistema básico de educação, do mercado formal de trabalho e da cidadania”, pontua Silva, cuja associação reúne hoje cerca de 400 membros LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, travestis e intersexuais) atuando em diferentes estados brasileiros e no DF.

O combate à intolerância também passa pela conciliação no discurso político, diz Silva. “Temos políticos que inflamam pessoas dizendo que a população LGBTI quer destruir a família brasileira. Dessa forma, ainda há muita resistência em se falar sobre o tema gênero e sexualidade nas escolas”.

De vítimas a formadores de opinião

O programa da ONU Brasil pretende romper os tabus ao qualificar os próprios membros da comunidade LGBTI para atuar como mediadores entre a população transexual e outros setores da sociedade.

Melissa Massayury foi uma das 24 participantes da primeira edição do Trans-formação. Mulher trans e estudante de Direito em Brasília, ela conta que hoje se sente apta a atuar politicamente em prol de pautas da diversidade.

“O Trans-Formação me deixou mais preparada para falar com propriedade sobre o que é ser trans. Hoje eu me sinto mais capacitada a trabalhar no combate ao preconceito e na extinção do estigma de ser trans”, explica.

Para a segunda edição do programa Trans-Formação, que está com inscrições abertas no site da ONU Brasil até 7 de março, serão selecionadas 20 pessoas do Distrito Federal e entorno. Fazer parte da iniciativa, porém, é apenas o começo, explica Massayury.

“Não é porque eu participei do projeto que hoje eu sou mais aceita ou sofro menos discriminação. Quem me discrimina nem sabe que sou uma universitária. Quem me discrimina não sabe nada sobre mim”, conta.

Por isso, o papel dos participantes é justamente combater a falta de informação e promover o entendimento.

“Consegui me engajar mais na sociedade, seja em grupos de discussão, seja no trabalho com outros setores da sociedade. Precisamos nos fortalecer em resposta ao cenário político desfavorável “, completa Massayury.

UOL

 

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