Polícia

FOTOS: Médico é preso após negar socorro a recém-nascido no Maranhão; bebê morreu

O médico Paulo Roberto Penha Costa, de 44 anos, foi preso na madrugada desta quinta-feira (1º) após negar socorro a um recém-nascido, que acabou morrendo, no município de Pinheiro, a 333 km de São Luís.

Segundo informações da Polícia Militar, o recém-nascido chegou em estado grave ao Hospital Materno Infantil em uma ambulância da cidade de São Bento, que fica a 63 km de Pinheiro. No entanto, Paulo Roberto alegou que não atenderia um paciente de outro município por determinação do hospital.

O G1 entrou em contato por telefone com o advogado do médico, mas ele ainda não atendeu as ligações. A direção do Hospital Materno Infantil de Pinheiro informou que se pronunciará por meio de nota.

Paulo Roberto foi autuado em flagrante por homicídio culposo e, se não pagar fiança correspondente a 50 salários mínimos (equivalente a R$ 47,7 mil) será transferido para o presídio ainda nesta quinta.

Ainda de acordo com a polícia, o médico não saiu do seu quarto nem para atender a criança e nem para dar explicações aos policiais. Diante da recusa de Paulo Roberto, os policiais decidiram prender o médico pelo crime de omissão de socorro.

O bebê, que segundo a polícia apresentava insuficiência respiratória, morreu minutos depois dentro da ambulância na porta do hospital.

Por telefone, o delegado de Pinheiro, Carlos Renato de Azevedo, disse ao G1 que o médico contou em seu depoimento que não prestou socorro devido a uma determinação da direção do hospital para que não atendessem pacientes de outras cidades – que deveriam ser levados para Viana, município a 126 km de Pinheiro.

Para ser liberado, médico deverá pagar fiança correspondente a 50 salários mínimos. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Médico Paulo Roberto Penha Costa omitiu socorro no Hospital Materno Infantil de Pinheiro (Foto: Divulgação/Prefeitura de Pinheiro)

G1

Opinião dos leitores

  1. Ei, faltou prender o prefeito da outra cidade, o diretor do hospital, o secretário de saúde do Estado e de quebra o Ministro da saúde. Pronto.

  2. Sorte dele se o pai da criança for um "Bunda Mole" pq senão ele iria cuidar era das almas no inferno…

  3. E a responsabilidade solidária do prefeito onde a criança mora/morava????? É muito fácil comprar ambulância para despejar os doentes em outros municípios. Ambos deveriam pagar.

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