Presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso e coordenador da área econômica do programa de governo de Aécio Neves à Presidência da República em 2014, Armínio Fraga demonstra decepção com o PSDB e o senador tucano. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o economista diz que não enxergou, durante a campanha eleitoral, “esse lado mais extremo” de Aécio, revelado pela Operação Lava Jato.
“Fiquei chateado. Entendo que a política exija negociações variadas, que há uma disputa por recursos do orçamento e tudo mais, mas ali havia muitos aspectos do Brasil velho. Foi desagradável”, declara. “Na campanha presidencial de 2014, eu estava animado com a possibilidade de trabalhar com Aécio. Acho que teria sido um bom presidente, mas esse lado mais extremo eu não enxergava. É uma tristeza”, acrescenta. O nome dele chegou a ser adiantado pelo candidato tucano como ministro da Fazenda caso ele ganhasse a eleição.
Armínio também vê o PSDB perdido: “Não tenho muito entusiasmo pelo que estou vendo. O PSDB está se enrolando todo. Vai acabar perdendo a chance”. O economista tem sido apontado como um possível candidato à Presidência pelo Partido Novo.
Na entrevista aos jornalistas Ana Estela de Sousa Pinto e Ricardo Balthazar, o ex-presidente do Banco Central diz temer uma guinada na política econômica com a eventual eleição de um candidato de perfil populista. “Se a mudança imprimida na direção da política econômica for mantida, consolida uma coisa muito boa”, diz. “Mas pode acontecer o contrário, uma guinada populista, e ir tudo para o brejo.”
Armínio Fraga também ataca o governo Temer e o ex-presidente Lula, pré-candidato do PT à Presidência em 2018. “Temer chegou [ao poder] com uma boa agenda. Foi parceiro preferencial do PT na roubalheira e na destruição da economia, mas teve o mérito de parar com aquilo e apresentar uma proposta [de reformas]. Foi uma grande surpresa. Depois ficou claro que seus vínculos com o Brasil velho eram muito fortes”, afirma.
Para ele, a eventual volta de Lula ao Palácio do Planalto representa um risco para a economia do país. “Se Lula for candidato, vai voltar ao mesmo padrão de mentiras e promessas de antes. Ele declarou outro dia que nunca o Brasil precisou tanto do PT quanto hoje. Para quê? Para quebrar de novo? Para enriquecer todos esses que estão aí mamando há tanto tempo? Acho que a campanha vai ser de baixíssimo nível”, declara.
Segundo o ex-presidente do Banco Central, o Brasil se aproxima da “falência generalizada”. “Se a discussão não for boa, quem vier depois não terá legitimidade para tomar as medidas necessárias. Fica a ideia de que o Brasil tem apenas duas opções: ser feliz, ou tomar medidas amargas. Isso dificulta a solução da falência generalizada que se aproxima.”
Armínio Fraga presidiu o Banco Central de 1999 a 2002, no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Congresso em Foco, com Folha de São Paulo
Instabilidade, sobrenome Temer
De que estabilidade falavam os deputados Temeristas se as contas públicas, com o crescimento da dívida do governo e com o aumento do déficit público, só fazem piorar? E se algum incauto alegar que o índice inflacionário está em queda, deve saber que isso acontece não por virtude da política econômica do governo, mas porque, ao contrário, o País vive uma recessão profunda.
Se o governo não mexer uma palha, as dívidas crescem vegetativamente.
Cresce a parte de despesas obrigatórias, ficando o orçamento cada vez mais engessado (aí
o governo pega empréstimo para fechar as contas…. aí vem demagogo culpar banqueiro)
Agora vá explicar pro zé-povão a necessidade das reformas.
Pro povão, tudo se resolve se combatendo a corrupção.
Depois de gastar R$ 13,4 bi para se salvar, Temer pode cobrar IR de 35%.
Equipe econômica do governo Temer avalia tirar da gaveta projetos de aumentos de impostos a fim de reforçar os cofres públicos, entre eles, uma alíquota maior do Imposto de Renda; parte dos técnicos defende cobrança de até 35% para as pessoas físicas em 2018.
*para de se meter
Então, suprassumo dos saberes galáticos e interdimensionais?! Fala pra gente qual é a fórmula mágica? Você deveria se candidatar e nos salvar!
A fórmula mágica é: muito trabalho, poupança e investimentos corretos (isso inclui cortes e privatizações). A fórmula mágica é deixar de tratar empresário como bandido e o Estado
para de se meter onde não deve. O resto é cortina de fumaça.
Quem tem que dizer COMO FAZER isso são os candidatos, não eu.
Enquanto isso, o Zé Médio brasileiro se prepara para 2018, aquele que se acha a fina-flor do pensamento porque diz que todos os políticos são iguais, e por dizer que não gosta de novelas e funk. O sujeito que se acha o sabichão porque acha que tudo se resolve com cadeia ou mais tributos e intervencionismo. O sujeito que odeia políticos, mas adora o Estado. O nível é esse.
É o metido á sabichão que culpa os problemas nos juros pagos aos bancos (como se dívidas não decorressem de empréstimos contraídos por governos irresponsáveis); é o metido a sabichão que
bota pra circular correntes de zap-zap sustentado que é só cobrar os atrasados que a reforma da previdência se torna desnecessária…
*paraR de se meter… a emenda acima saiu pior do que o soneto…