Uma ilustração do Cristo Redentor empunhando uma arma e um saco com dinheiro em uma matéria do jornal britânico “The Guardian” provocou reações da Arquidiocese do Rio.
A charge apareceu na versão imprensa de quinta-feira (1º).
A matéria tem três páginas e recebeu o título de “Operação Lava Jato: seria esse o maior escândalo de corrupção da história?”.
A reportagem descreve o cenário político e econômico no Brasil dos últimos anos.
O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, afirmou que a divulgação da charge foi lamentável. De acordo com ele, a atitude ofendeu o povo brasileiro e os cristãos.
“O Cristo Redentor é simbolo de uma nação e também símbolo de uma fé. Ao representar o redentor desta forma o The Guardian ofende o povo brasileiro, porque isso é uma ofensa pro povo. É um vilipêndio para os cristãos porque Cristo ensinou exatamente o contrário, ensinou que a gente devia amar o próximo, fazer bem ao outro e ser despojado. Quem não sabe respeitar o povo brasileiro, nem tão pouco os cristãos, é lamentável. Nós lamentamos muito isso e pedimos que seja respeitada a imagem de Cristo”, afirmou o cardeal arcebispo do Rio.
O reitor do santuário do Cristo Redentor, Padre Omar Raposo, disse que a imagem é agressiva e desrespeitosa.
“Isso é muito agressivo. O povo brasileiro não pode ser caracterizado por ser um povo violento e um povo que traz a corrupção na sua origem. Ao contrário, nós somos um povo trabalhador e nós merecemos o nosso respeito, e o respeito que passa também pelo reconhecimento internacional. Estamos procurando uma fase de resiliência e não podemos admitir, de forma alguma, que fiquemos caracterizados mundialmente. Um desrespeito à imagem do Cristo Redentor é um desrespeito ao povo brasileiro”, afirmou padre Omar.
Padre Omar celebra homenagem a Tim Lopes no Crito Redentor (Foto: Reprodução/Globo)
G1
Não adianta lamentar. Temos que enfrentar de frente o crime organizado que se mistura com o estado.
Não adianta lamentar. Temo que enfrentar de frente o crime organizado que se mistura com o estado.
Vamos ver quem agora aprova
"Somos todos Charlie"
Quem defende a liberdade de expressão tem que aceitar, mas não precisa gostar. Só gostaria que eles tivessem culhões para fazer uma charge de maomé. Como não tem fazem charge ofendendo cristãos, que no máximo irão reclamar e não tentar matá-los.
De muito mal gosto esta charge.