Forças de segurança entram em confronto com manifestantes, durante marcha realizada contra o governo do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas – 23/01/2019 (Carlos Eduardo Ramirez/Reuters)
O Observatório Venezuelano de Conflito Social (OVCS) informou nesta sexta-feira, 25, que foram provocadas por tiros de armas de fogo as 26 mortes ocorridas durante as manifestações contra o governo de Nicolás Maduro. As vítimas – 24 homens e duas mulheres — tinham idades entre 18 e 47 anos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 350 pessoas foram detidas na Venezuela nesta semana, das quais 325 durante os protestos de quarta-feira 23.
Segundo a organizacão não governamental ONG, seis das 26 pessoas desse grupo foram mortas em cenários violentos – saques e tentativas de violar propriedades privadas. As outras 20 estavam participando pacificamente das manifestações pacíficas. Sete das mortes ocorreram na capital da Venezuela, Caracas. As demais foram registradas nos estados Bolívar (5), Táchira (3), Barinas (3), Portuguesa (3), Amazonas (2), Monagas (2) e Yaracuy (1).
“Todos foram baleados”, destacou o Observatório.
A Alta Comissária de Direitos Humanos da ONU, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, afirmou esperar investigação ampla, imparcial e imediata das autoridades venezuelanas obre as mortes e feridos registrados. Para ela, todos os lados precisam agir para desfazer a “atmosfera cada vez mais incendiária”.
“Estou muito preocupada com a situação na Venezuela, que pode rapidamente sair do controle com consequências catastróficas”, disse.
Seu temor é de que a violência que se registrou durante os protestos de 2017 volte a ocorrer, incluindo execuções sumárias, detenções arbitrárias em massa, repressão e ataques. Bachelet pediu que as autoridades venezuelanas, em especial as forças de segurança, atuem com cautela para respeitar a liberdade expressão e lembrou que o uso desproporcional de violência é proibido pelo direito internacional.
Para Bachelet, os líderes políticos do país precisam “iniciar imediatamente” um dialogo para impedir que a situação se transforme em uma nova onda de violência. A proposta de negociação foi apresentada a Maduro pelos governos do México e do Uruguai. Ela apelou ainda para que Maduro não recorra à prisão de líderes políticos e sociais.
“Três milhões de venezuelanas fugiram do país, outros milhões vivem em condições totalmente miseráveis. O que mais é preciso para que a liderança política coloque as pessoas em primeiro lugar, e não seus interesses?”, questionou.
Veja, com EFE e Estadão Conteúdo
Estou esperando as críticas dos PTralhas de plantão deste blog.
Ou será que Maduro pode mandar matar manifestante.
Imagine se isso fosso no Brasil do Bolsonaro!
Várias dessas vítimas com certeza foram devido a insanidade da gleise e seus seguidores esquerdopatas. Lamentável